Para Causar a Insónia da Noite

Governo prepara-se para aumentar carga lectiva dos professores

O Governo prepara-se para alargar a carga horária lectiva dos professores que estão nos quadros da Função Pública, no âmbito do aumento do horário semanal de trabalho dos funcionários públicos da reforma do Estado, apurou o Diário Económico. O objectivo passa por aumentar o número de horas de aulas deste grupo de professores dos quadros (cerca de 120 mil), reduzindo assim o número de docentes contratados. Ao mesmo tempo, o número de docentes com horário zero (professores sem turma atribuída) pode disparar.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, manifestou, em Novembro, a intenção de rever a organização e tempo de trabalho na Administração Pública, à qual os professores não deverão ficar isentos. A intenção já foi confirmada pelo secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, na última reunião com os sindicatos, na passada quinta-feira. “O tema da organização e duração do tempo de trabalho é um tema que o Governo quer discutir com os sindicatos. O Governo está a reflectir sobre essa matéria e há o compromisso de até Fevereiro apresentar dados ou potenciais acções da reforma do Estado”, disse o governante à saída do encontro.

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28 comentários

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    • ANDRÉ on 11 de Dezembro de 2012 at 0:44
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    NÃO VAMOS COMEÇAR A LANÇAR BOATOS E A DAR IDEIAS PARA ELES NOS TRAMAREM…

      • Miguel Castro on 11 de Dezembro de 2012 at 1:03
      • Responder

      Não são boatos. São coisas mais do que previsíveis. Há alguns anos que digo que havia duas coisas que o governo iria fazer, quando quisesse acabar com os professores: 1º mexer no tempos letivos e disciplinas; 2º mexer nas horas. Mas ainda falta uma, que são as reduções. Vai ser a cartada final.
      Preparem-se para a taulada. Contratados é “raça” que vai deixar de existir. Quadros vão começar a tremer forte e feio.

    • Miguel Castro on 11 de Dezembro de 2012 at 0:45
    • Responder

    Previsível…. e o próximo passo vai ser acabar com as reduções.
    Concurso de vinculação?…. deve ser para rir.

    • Miguel Lopes on 11 de Dezembro de 2012 at 1:12
    • Responder

    Claro que tal já era esperado pois já havia sido anunciado pelo governo. Temos então o setor da educação, capturado por sindicatos vergonhosos que estão de braços cruzados, com as calças em baixo à espera da consumação da… Ao invés, os médicos, pro ativamente, avançaram para negociação, não eveitando o aumento da carga horário mas conseguindo minimizar o impato.
    Claro que se na educação houvessse gente a pensar seriamente nos problemas atuais, plenamente consciente da conjuntura politica e econmíca, já teria, por exemplo, avançado com uma proposta de cortes salariais progressivos, em troca da manutenção da oferta educativa e da consequente manutenção de postos de trabalho.
    Como se continua a viver num mundo irreal, vamos continuar a levar fortemente no pêlo.

      • jsc on 11 de Dezembro de 2012 at 1:25
      • Responder

      É o fim! O que vai ser de cerca de 40 000 professores? Foi para isto que se votou nestes tipos? Miséria nos professores é o que se verá, em grande número, daqui para a frente! O que vai ser de nós e das nossas famílias? Não temos ninguém que nos valha? O que fazem os sindicalistas por nós?

      1. Ah! Votaste nestes tipos!!!! Ó burro, algum dia o Psd foi bom para a função pública?????????!!!!
        Aproveita o desemprego que veio para ficar e cultiva- te politicamente. Verás que interesses privados estão sempre em primeiro lugar para esses tipos.

      • sandra s. on 11 de Dezembro de 2012 at 10:31
      • Responder

      Miguel Lopes
      Concordo com tudo o que diz. Se houvesse um debate sério e honesto em torno desta questão, alguns problemas podiam ser resolvidos. Refiro-me aos cortes salariais. O problema é que nem os colegas dos escalões mais elevados estão interessados nisso nem os sindicatos. Todos preferem a degradação do ensino a trocar os seus privilégios por mais qualidade (nem que tenham de trabalhar mais, pois podem sempre recorrer às baixas médicas pagas por todos nós).
      Os contratados não sobrevivem há anos com o mesmo vencimento, muitos com filhos pequenos e a pagar 2 casas?
      Enfim, como não há dinheiro, por causa de uns, vamos pagar todos. Sempre defendi que, ou se redistribui o mal por todos para que todos ganhem ou tudo se mantém e perdemos todos.

        • Henrique on 11 de Dezembro de 2012 at 10:46
        • Responder

        Pois, mas o problemas das escolas não era a ADD?!
        Na altura, os poucos que alertaram para o que aí poderia vir (agora virá) ainda foram maltratados na suas escolas pelos “colegas”. O olhar só para o nosso umbigo, e não para a realidade, é no que dá!

    • maria on 11 de Dezembro de 2012 at 1:28
    • Responder

    Pelo que consegui compreender da notícia é intenção do governo rever o tempo de trabalho da função pública, a discussão que houve foi com os sindicatos da função pública. Não esquecer que os docentes são um grupo “especial” dentro da função pública, não esquecer também que o novo ECD foi aprovado no passado dia 21 de fevereiro e lá está discriminada a nossa carga horária. Penso que para haver alteração o estatuto terá que mudar. Ou não? A lei geral é superior ao ECD? Por outro lado em sítio algum da notícia diz que esse alargamento da carga horária é no tempo lectivo. Por isso não vamos sofrer por antecipação.

      • jsc on 11 de Dezembro de 2012 at 1:30
      • Responder

      Pir acaso até se fala que o aumento poderá ir até às 27 horas letivas.

        • maria on 11 de Dezembro de 2012 at 1:45
        • Responder

        A ser assim, o curriculo das disciplinas teria que ser modificado e a carga horário dos aluno também. Isto quer dizer que se acabou de fazer, para este ano lectivo, uma alteração que vai deixar de o ser já para o próximo ano? Não faz sentido…PARVOS, sim, mas nem tanto….

      • Luis Filipe on 11 de Dezembro de 2012 at 8:14
      • Responder

      Normalmente uma lei geral, como lhe chama, prevalece sobre qualquer despacho, estatuto, decreto normativo, etc e tal. A fenprof e outros sindicatos com base no ecd, nao quer que ninguem assine a folha onde somos informados que passamos de quadros a contratados a termo incerto… Mas cedera pois sabe que nao tem alternativa, pois uma “lei Geral” ira sobrepor-se ao ecd, que sera alterado, onde vigorara o aumento das horas letivas.podera ate ser antes para assim nao haver a hipotese de negociacao longa…

        • Ofederalista on 11 de Dezembro de 2012 at 10:25
        • Responder

        Por acaso esta enganado

          • CORRUPÇÃO on 11 de Dezembro de 2012 at 16:44

          Por acaso está correto.
          Mas a Lei Geral da Educação a ser mudada, implica mexer na constituição. E para isso acontecer, PSD, CDS e PS, tem que estar de acordo.

          Resta aguardar.

  1. Perante isto, o meu umbigo diz assim: ou te vinculam à conta do teu tempo de serviço total de 17 anos ( de descontos para CGA + SS + IRS ) ou é um facto que nunca mais dás aulas.

    • Miguel on 11 de Dezembro de 2012 at 9:48
    • Responder

    Faltam 10 meses para as eleições autárquicas. É uma excelente oportunidade para castigar este governo não votando em listas do PSD e do CDS. Bem sei que neste tipo de escrutínio o que está em causa é um conjunto de políticas locais, bem como as pessoas que dão a cara por esses projetos locais. Por outras palavras, não é o governo que está diretamente em avaliação. No entanto, ou damos uma “machadada” no PSD e no CDS ou morremos à fome. Quem é quadro vai ser precário, quem é precário vai ser desempregado, quem é desempregado vai… não quero verbalizar.
    Há um ano pediram-nos sacrifícios para que o défice de 2012 ficasse nos 4,5%, com a promessa de que 2013 já seria um ano melhor. Passado um ano, constatamos que o défice ficará em 5% (ou mais!), as perspetivas para 2013 são negras e os sacrifícios agravam-se. Mentiram-nos!

  2. Nós não somos um grupo especial dentro da função pública por sermos pessoas especiais. Somos dada a especificidade do nosso trabalho. Eu trabalho de dia, de noite e ao fim de semana. Quem é que na função pública o faz para além de nós? Quando muito aumentassem a componente não letiva dando mais horas para o trabalho individual que efetivamente já as utilizamos. 27 horas de aulas é desumano. Só levava a que os professores diminuissem o seu rendimento naquilo que verdadeiramente é essencial. Se dessemos cerca de seis aulas por semana, tinhamos mais turmas, mais alunos, onde é que conseguiriamos fazer todo o trabalho de preparação de aulas, elaboração de testes, correção de testes e trabalhos, para além de termos de participar em reuniões e outros trabalhos inúteis?

      • P on 11 de Dezembro de 2012 at 11:17
      • Responder

      Colega, não seja ingénuo!!!
      “Quando muito aumentassem a componente não letiva”. Isso não acabava com postos de trabalho e o que este governo quer é despedir pessoal, somente isso.
      Eles não estão preocupados com a qualidade no ensino, se o professor trabalha pouco ou muito. Existe apenas um foco: mandar embora o máximo de pessoal. Começaram com os contratados este ano e no próximo vão aos qzp´s e quadros, pelo menos esses ainda terão uma indemnização, mas os colegas do quadro estejam atentos porque o valor das indemnizações anda a ser muito discutido.

      Há muito vi que seria esta classe a eleita por este governo para pagar a crise… é irónico ter sido eleita com a ajuda de muitos dos professores.

    • Zaratrusta on 11 de Dezembro de 2012 at 11:01
    • Responder

    A partir do momento (há 1 ano) que este governo percebeu que estava perante uma classe de bananas, ficou com as portas abertas para fazer o que entender – destruir a educação púbica, entregando-a a privados, acabar com os professores contratados e transformar os de “carreira?” em escravos.

      • P on 11 de Dezembro de 2012 at 11:19
      • Responder

      Nem mais! Diziam que faziam greve e isto e aquilo…enfim, muitos deles, nem à greve geral aderiram…Nunca tal vi!

    • JB on 11 de Dezembro de 2012 at 12:41
    • Responder

    Sócrates volta, estás perdoado.

    • jc on 11 de Dezembro de 2012 at 14:34
    • Responder

    Não é admissível que o governo pense em aumentar a carga horária dos professores do Básico e Secundário, sem sequer se questionar sobre o que se passa no Superior, com professores princepescamente pagos para lecionar, no máximo 14 horas, sendo o horário considerado completo às 12. Muitos destes professores estão há anos no superior e nem um simples mestrado, para não falar dos doutoramentos foram capazes de fazer, não se lhes conhece investigação e publicações zero.

      • CORRUPÇÃO on 11 de Dezembro de 2012 at 16:47
      • Responder

      É ASSUSTADOR o que se vê no ensino superior.

      Professores que mais não fazem que se apresentar nas aulas, e avaliar as apresentações dos alunos no final de cada semestre, com ordenados na ordem dos 3000€.

      Classe? Classe é ter um ordenado pornográfico por 10 horas de “trabalho” semanal.

    • serpico910 on 11 de Dezembro de 2012 at 14:46
    • Responder

    qualquer noticia que seja publicada sobre professores é sempre um desastre, esta não foge à regra, o aumento como já alguém disse vai ser na CL, creio que 1h no máximo 2 horas. claro que muitos horarios vão voar, mais 1 x os contratados vão sofrer, no entanto este discurso é gasto, uma vez que já se repete à pelo menos 3 anos, altura em que diziam que os contratados não teriam colocação…não aconteceu, existiu uma diminuição que vai continuar, por estarmos perante um problema estrutural. acresce que os professores entretanto reformados ou preste a isso, vão colmatar essas perdas.

      • o.o.o on 11 de Dezembro de 2012 at 16:22
      • Responder

      Como assim?! uma hora ou 2? então a ideia não é passar das 22h para as 27?…Não estou a perceber nada das suas contas.

  3. Eu acho que, para isto ir para a frente, não vão ser 5 horas letivas. Vão ser menos e vai variar com fatores como idade e/ou tempo de serviço. Digo eu.
    Agora vamos à parte menos simpática:
    para que isto seja uma realidade- o aumento da CL- eles vão acenar com algum descongelamento ( não digo geral mas mesmo assim algum) – salarial/ de carreira. E isto vai ter pernas para andar. Vai uma aposta..?

    • Chega on 11 de Dezembro de 2012 at 21:29
    • Responder

    Quantas turmas temos? quantos níveis? quantos alunos? quantos testes e trabalhos corrigimos? Quantas horas e horas a trabalhar em casa e nos nossos computadores?
    Era bom que a opinião pública tivesse a cesso a estas informações.

    • manel on 11 de Dezembro de 2012 at 22:20
    • Responder

    Só palermas nos sindicatos! Quem é sindicalizado? Os ingénuos… para já é especulação!
    Eu tenho 15 turmas, vou ficar com quantas???

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