Ainda não me tinha apercebido desta notícia de dia 12 onde a CONFAP defende a eliminação da redução da componente letiva ao abrigo do artigo 79º.
Do ponto de vista da qualidade do ensino é perfeitamente disparatado que a CONFAP venha propor esta eliminação da redução da componente letiva por várias razões:
A primeira tem a ver com o desgaste professional a que os professores estão sujeitos (inclusive os docentes do pré-escolar e do 1º ciclo e sobre esse aspeto já atrasado defendi a eliminação da monodocência de forma a permitir também a possibilidade desta redução ser aplicada a estes docentes)
A segunda tem a ver com a necessidade dos cargos intermédios e de alguns apoios que se prestam na escola aos alunos serem usados nesta redução da componente letiva.






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Os médicos aceitaram trabalhar mais? claro! se lhes vão pagar mais! assim também os professores poderiam pensar em aceitar!
A notícia é falaciosa, pais uma história. Este senhor da CONFAP representa-se sozinho, nunca pede a opinião dos seus associados. Eu falo por experiência, pois sempre pertenci a uma associação de pais, infelizmente ligada à CONFAP e nunca houve, nem há interligações. Ele é um cacique que impõe as suas ideias e passa-as por serem em representação dos pais.
Esse senhor deve ter filhos no ensino pré-universitário com alguns vinte anos. Ainda não percebi o que é que ele está lá a fazer. Inergúmeno.
Concordo que de facto acabar com o artigo 79 é um absurdo devido ao desgaste da profissão. O problema é que defender esse artigo com o argumento do desgaste da profissão é um tiro bem dado nos pés. Porquê???? porque a lógica dos políticos e da confap segue o seguinte raciocínio: os contratados NÃO TÊM DIREITO a esse artigo, portanto, não têm desgaste. Acreditem que vai ser por aqui que esse “direito” vai acabar. Se uns conseguem os outros também. E aqui os sindicatos têm muita culpa pois nunca se interessaram por esse assunto no que toca ao desgaste dos contratados. É melhor todos começarem a refletir que aquilo que se faz hoje aos contratados sê-lo-á feito aos efetivos a curto prazo.
Sandra S.
Acho que lhe falta aí um aspeto importante na sua análise. A redução surge a partir dos 50 anos, logo o desgaste que se fala está inerente à idade e não ao tipo de vinculo que o professor tem com o estado.
Esse seu comentário demonstra uma completa ignorância do artigo 79 e de quem a ele tem direito.
Sandra
Haverá quantos professores contratados com 50 anos …?
Existem os suficientes para pôr em marcha o que se pretende. Há muitos docentes efetivos com a redução pelo 79 com idade inferior a 50 anos.
O senhor Abílio nem sequer deve ser levado a sério. Eu, como professor com muito orgulho na minha profissão, sinto asco cada vez que vejo a criatura na televisão. É mais um burro com a mania que é doutor. Deve simplesmente ser ignorado e desprezado pelos professores portugueses. Já agora, gostava de saber há quantos anos a criatura se mantém no cargo.
O nome do senhor é Albino e não Abílio. Aqui fica a correção.
Concordo com o qu a Sandra disse Se eu estivesse efetiva, já teria redução. Assim, este ano tenho 24 horas letivas…e ainda bem que tenho….! Se os contratados aguentam, por que razão os efetivos não podem aguentar? É óbvio que eu não estou de acordo com o aumento da carga horária, mas este poderá ser um dos argumentos do ministério.
Lá que o pai de todos precise de mais tempo, isso compreende-se, atendendo à idade e ao novo relacionamento. Connosco está tudo bem. Ele deve querer é mais verba e confundiu-se no artigo, deve ser o da página anterior, pois há uma dezena de artigos por página.
52 anos;
Os ultimos 14 em contratos sucessivos 1/9 a 31/8;
SEMPRE CONCORRENDO A NIVEL NACIONAL;
Sempre com 22 horas letivas e, em alguns anos, obrigada a aceitar 1 ou 2 extraordinárias.
De acordo com as agremiações sindicais dos professores de carreira e com estes últimos:
NÃO TENHO DIREITO AO CANSAÇO! Não devo usufruir de condições de trabalho apenas reservadas a uma casta, uma elite, umas pessoas que o são mais que outras.
Nunca se ouviu uma palavra a 1este respeito por parte de ninguém!
Não concordo com a retirada d redução da componente letiva prevista no 79. Defendo que essas horas nao letivas sejam pagas a um preço muito inferior. Esta, é a unica forma de restabelecer alguma justiça.
Por acaso, é uma ideia interessante. Deveriam ser pagas a um preço inferior e opcionais. Para efetivos (categoria, aliás, a prazo, dado que mais cedo do que se pensa todos passaremos a contratados, os agora efetivos será por tempo indeterminado, mas com igual possibilidade de nos acabarem o contrato quando passarmos a estar “a mais”) e não efetivos.
Quanto à tão proclamada e contestada desigualdade entre os “do quadro” e contratados, não desesperem que em breve acabará. Ficaremos todos na mesma bitola. Só que ninguém ficará a ganhar com isso. Quando muito, os contratados ficarão numa situação igual à que já têm (indesejável q.b.) e os “do quadro” engrossarão a desgraça. That’s it.
O desgraçado do Pedreira nem o verbo haver sabe conjugar.
Helena Mendes e Maria
1º a inveja é muito feia.
2º Já pensaram que se tiram o 79, as meninas ficam sem horário .
Há 14 anos todos os professores efetivavam….
Meninas são as suas filhas…
Com DCE’s falsos? porque eram casados com funcionários públicos?
pc, não tenho inveja, apenas achei que a ideia continha alguma lógica; acentuo sobretudo o facto da injustiça existente atualmente na medida – artº79, aplicável apenas aos profs do quadro. Mas sem dúvida contribuiria ainda mais para diminuir o número de horários.
E já agora, sou do quadro de escola. Há 16 anos. Sou do tal bom tempo em que todos efetivavam, e logo “à primeira”. Agora, pondero seriamente em abandonar a profissão e emigrar.
1. O sr. Albino não representa um único pai ou mãe neste país.
.2. Mesmo que representasse a sua contribuição enquanto presidente dessa alegada associação seria de pensar em medidas que beneficiassem as crianças em termos pedagógicos fundamentalmente e não vejo qualquer benefício nesse sentido em aumentarem a componente letiva dos professores.
3. Se realmente aumentarem a componente letiva dos professores eles vão comer isso mesmo que não se calem, porque é o que tem acontecido até agora. Só que o que vai acontecer é que a bandalheira no ensino vai piorar mais, os professores vão empenhar-se menos, porque veem o seu trabalho aumentar e o rendimento diminuir, facilitam na avaliação dos alunos, os alunos aprendem menos mas têm melhor notas na frequência, o insucesso nos exames aumenta, os professores das disciplinas estruturantes ou torturantes vão continuar a empenhar-se nas explicações nem que precisem de faltar a reuniões na escola e continuam na maior, os outros ficam cada vez mais pobres e mais se baldam para esta porcaria toda.
Eu por mim defendo a luta armada, mas como somos um país de cobardes vamos continuar com a tagarelice.
Nem mais, Frederico. Que país este que está sempre a invejar a camisa lavada do vizinho em vez de lutar para que todos sejam tratados com dignidade.
O problema Maria, é que neste país algumas maiorias corporativas representadas por gente sem escrúpulos tem vindo a usar as minorias para assegurar direitos diferentes para deveres iguais. Acontece que a prática, parecendo boa para muitos, um dia cai por imoralidade
Não me agrada o mal dos outros, nem me move nenhum tipo de inveja, mas confesso que, ao menos agora, esperava um mea culpa por parte dos professores de carreira. Mas não! Em vez disso, vem uma ainda maior hostilidade, uma ainda maior falta de…
Medo! Muito medo de ter gente desta a interferir na educação dos meus futuros netos!
Helena, não percebeu o que eu disse quando afirmei que TODOS deviam ser tratados com dignidade. Em mais país nenhum há professores que são contratados durante 15 anos a fio. Esse é o 1º escândalo e há muito que já deviam estar na carreira. Uma vez “o papel passado”, terão que ter os mesmos direitos que os que já estão integrados. Nem outra coisa me passaria pela cabeça! Ou acha que por haver professores contratados, TODOS os professores têm que perder o vínculo? Parece que e-bio dá um passito nesse sentido. Não se esqueça de agradecer aos seus autores!
Quanto às reduções do 79 … as “múmias” do ensino agradecem claro. Isso e todos os atropelos ao contrato que assinaram aí pelos idos dos anos 70. Atropelos anuais, lembre-se! Só estes contratos é que podem ser rasgados, os das PPP nem pensar, deus nos livre, tão blindados que eles estão.
Por último, sabe com certeza que por haver professores com reduções lectivas isso não implica que não tenham que cumprir o mesmo horário que os outros, na escola. Eu sei que tenho e também sei o que faço, todos os dias, com consciência e profissionalismo.
O s educadores e professores do 1º ciclo que têm mais de 50 anos de idade e mais de 30 anos de serviço trabalharam sempre 25h letivas porque iam para a aposentação mais cedo. Quer dizer, desde os 40 anos de idade e 15 anos de serviço não usufruíram de redução letiva, como os colegas dos outros ciclos e secundária. Estas horas deviam contar como tempo de serviço e não para deitar no lixo. É verdade, continuamos a trabalhar 25h letivas …
Conhecendo eu o Arlindo e conhecendo-me ele a mim, com Amizade lhe digo que só por vontade de criar mais um “prós e contras”, num conhecido estilo “umbilical” ele escreve que a CONFAP, ou eu somos a favor de se eliminar o art. 79º… Basta lembrar o que eu disse no encontro da APVET, há quase um ano, ler com atenção a notícia, apesar de incompleta, olhar para o nº de professores eternamente “contratados” e agora aos liminarmente desempregados para perceber o que está para vir… Mas se arlindovsky virou autista… Bom ANO a todos, mesmo aos que aos argumentos preferem insultar, dando a melhor nota da sua condição de professores e educadores!!
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Não tenho gosto em criar “prós e contras” dessa natureza, nem jeito para isso diga-se de passagem.
O título do post vem no seguimento da notícia do DN onde claramente é referido que a CONFAP (e não o Albino Almeida) defende a eliminação de uma despesa, neste caso das reduções da componente lectiva, antes de ser pedida qualquer comparticipação às famílias para o pagamento da educação.
O ideal seria que nem uma coisa nem outra fosse exigido.
No entanto concordo em parte que possa ser exigida uma comparticipação às famílias com maiores rendimentos para o co-pagamento de algumas áreas na educação, especialmente em áreas que não sejam curriculares, salvaguardando sempre que os alunos das famílias de menores rendimentos não ficassem arredados dessas ofertas.
Ao longo dos últimos anos nunca tive qualquer problema em comparticipar algumas dessas despesas no ensino público e não fiquei mais pobre por isso.
Antes das AEC existirem já pagava actividades extra curriculares e darem-me essa oferta não se justificava.
No entanto existem inúmeras famílias que tendo os seus filhos em escolas particulares recebem as comparticipações do estado por declararem baixos rendimentos e se calhar todos nós conhecemos casos destes.
Pensar que é necessário em primeiro lugar reduzir a despesa cortando no artigo 79º antes de se pedir qualquer comparticipação às famílias é escolher o caminho mais fácil mas não o mais justo.
Se calhar no meio estará a virtude, digo eu.
Já agora ficam aqui as declarações do encontro da APEVT em 7 de Janeiro de 2012 para quem não viu.
[…] poder do momento. O recorte ao que parece é de dia 12 de Dezembro e para além de estar no blog do Arlindo, também apareceu no FBook e, pasme-se, com comentário longuíssimo do distinto A. A. com escassos […]