Professores da Educação Especial estão a ser substituídos por outros de História, Francês ou EVT
A ameaça do desemprego estará a provocar a completa renovação dos professores de Educação Especial (EE) nas escolas, com os mais experientes naquela área a serem substituídos por outros, que, apesar de terem mais tempo de serviço no ensino regular, nunca contactaram com crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE).




21 comentários
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Como é possível??? E assim se estrangula os projectos de vida de muitas crianças. O que se está a passar na educação é simplesmente … abominável! Estas notícias DEVERIAM passar nos órgãos de comunicação, para que toda a gente pudesse saber a realidade das escolas.
O que está a acontecer no grupo 910 é uma vergonha. Os candidatos deviam ser ordenados pela graduação profissional tendo em conta os anos de serviço neste grupo. Há muitos colegas a concorrer para ele sem nenhum avocação para trabalhar com estas crianças. ESTAS CRIANÇAS MERECEM RESPEITO…
Estas crianças merecem mais do respeito Rafael, embora concorde contigo! Merecem alguém vocacionado para… e não refugiados de grupos de docência saturados! Haja consciência! Haja humanidade! Haja competências verdadeiras! Haja paciência para este Ministro da Educação e os próximos… que nunca chegarão ao verdadeiro cerne do “grupo de verdadeiros” docentes do 910. 920 e 930!
E os professores não merecem? os prof de EE não são tambem refugiados? ou é preciso uma licenciatura especial ? que saiba todos os prof de EE são licenciados( ?) noutras áres ou não é verdade? a inveja é muito feia, pode ser que lhes toque também….
O que também muita gente sabe e não fala é do grupo 110. Nesse grupo está a suceder quase a mesma coisa. Tenho visto tantas colegas de EVT que têm de ter ajuda para dar aulas, que nem parece verdade. Não digo que não tenham competências na sua área, mas uma coisa é certa, não têm e não estão habituadas ao 1.º ciclo! Isto é intolerável, especialmente em primeiros anos, como eu já tantas vi. E não é só 1 ou 2. Desculpem colegas, mas se não têm competência para o 1.º ciclo, deviam em consciência não se candidatar e procurar outras opções.
E com isto, muitos colegas do 110 estão ainda sem emprego, com imenso tempo de serviço, porque outros colegas que nunca lecionaram no grupo lhes passam à frente. É injusto, mas ainda mais para com as crianças que nestes primeiros anos precisam de uma atenção e cuidados diferenciados.
Estou de acordo com a Elsa!! É lamentável só agora ouvir colegas do 910 muito indignados e nunca se lembraram do 110, e muitos pertencem a esse grupo, no entanto a memória é muito curta….
Se tivesse horario zero e muito tempo de serviço, acha que se ia importar com as crianças? alguém se importou com eles? não deveria estar contra os colegas mas sim contra o ministro , esse sim , quer poupar então que sofram as consequências….
Bem verdade o que escreveu a Elsa. O que se passa no 1.º ciclo é tão ou mais grave do que o que se passa na EE.
Vamos lá ver, é bom que se perceba que TODOS os professores de EE são provenientes de outros grupos, portanto com uma formação base mais especialização, CERTO?
Então poderão ser de História ou de outra disciplina qualquer. Até parece que há licenciaturas específicas para EE.
Eu posso falar, sou do grupo 300, tenho especialização, paguei-a, já pertenci à EE como destacada, com experiência, já fui coordenadora de grupo e responsável pelo grupo como vice presidente de um orgão de gestão. Acho que chega para perceber que sei do que falo.
Não confundam as coisas nem baralhem as pessoas. Certo?
Ninguém está a por isso em causa. O que está em causa é a qualidade de ensino na educação especial. Eu para me escrever na especialização exigiram-me 5 anos de serviço e a duração da mesma foi de 2 anos. Para concorrer, e muito bem, contava o tempo de serviço na educação especial . Porque é que isso não se verifica agora? As ultrapassagens são sucessivas….Depois chegam às escolas pessoas sem vocação nenhuma para trabalhar com estas crianças e elas é que sofrem.
E nos outros grupos, ninguém fala… Ainda ontem li no facebook uma colega, que comentou sobre uma carta aberta dirigida ao ministro, disse e muito bem: e o grupo 110?? já repararam que colegas com mais de 12 anos a lecionarem no 2º e 3º ciclos e que nem um dia têm no 110, passam à frente de docentes com 8, 9, 10, 12… anos de serviço só no 110. Tanto se fala no respeito que as crianças merecem, pois então façam uma reflexão e imaginem um prof de evt, ou ed física, ou doutro grupo qualquer,ao fim de 15 anos de serviço pegar numa turma de 1º ciclo… deixo esta mensagem para refletirem…
A pretexto do “bem” dos alunos assistimos a mais uma movimentação de docentes que zela, pura e simplesmente, pelos seus interesses particulares. Dão a entender que são mais docentes de EE que os outros. Não há licenciaturas ou mestrados via ensino em EE. Todos os docentes a quem é reconhecida profissionalização em EE possuem licenciaturas noutros grupos de recrutamento e formação especializada que, para ser reconhecida, deverão ter obtido após possuírem 5 anos de serviço docente. Certo é que muitos destes professores que agora dinamizam esta “luta” possuem 4 ou 5 anos de serviço em EE…e pouco mais, tendo entrado no sistema sem sequer possuírem a formação especializada. Usar os alunos, sobretudo estes, para “puxar à lágrima” de um público menos atento, isso sim, é vergonhoso. Esquecem-se que muitos docentes de outros grupos de recrutamento, que agora encaram como potenciais inimigos, trabalham há 10, 12, 15 anos e, muitas vezes, assumiram responsabilidades na gestão e acompanhamento de alunos com NEEP pois nem todas as escolas tinham núcleos de EE. Por isso, há muitos docentes sem a “experiência” atestada pela colocação no grupo mas a quem os anos de escola deram a real experiência. Se possuem especialização devidamente obtida devem, logicamente, concorrer com a sua graduação para este grupo. Quanto à vocação…nem sei se ria. Todos os alunos têm direito aos melhores, aos mais aptos, aos mais competentes… Só não vejo em que é que estas alterações iriam promover a selecção dos melhores…na imperfeição das sempre possíveis críticas, a lista graduada e o cumprimento da legislação em vigor é a única forma de evitar atropelos. A revogação da Portaria 212/2009 (essa sim, responsável pela introdução de injustiças no recrutamento de docentes de EE) acalmaria, por certo, estas reivindicações!!!
Passam á frente porque são professores do agrupamento e não teem culpa nenhuma do que lhes está a acontecer, vão para onde os mandarem e o resto é treta. Respeito com quê? por quê, alguém teve respeito por eles? esses professores são os que menos culpa teem.
Alex tem toda a razão. Eu não diria melhor! É isto, “sem tirar nem pôr”
O problema está em o tempo de serviço ser “transportado” de outros grupos!
Se começassem a contagem do 0 no Ensino especial isso já não acontecia…
Em vez de termos profissionais com vocação para o Ensino Especial temos chicos-espertos a tentar passar à frente nos concursos!
De facto há “chicos-espertos” a tentar passar à frente nos concursos, os que agora querem introduzir prioridades! Sabe de mais algum grupo de recrutamento onde se concorra com prioridades pautadas pela “experiência” no grupo??? E se quer ver aplicada aos grupos de EE a fórmula de recrutamento utilizada para os demais deve exigir formação de base igual: licenciatura e mestrado em ensino em EE…
Deixe, Alex. Não sabe que “o pior cego é o que não quer ver”. Continuam a insistir com a vocação. até parece que pretendem dizer que os que têm menos tempo de serviço mas que estão na EE são os que têm vocação. Até parece que não concorrem a este grupo como forma de serem colocados.
Porque é que os professores nao se juntam e reclamam contra os sindicatos e o ministerio de educação que anda sempre a vender “sonhos” a todos os professores??? Os sindicatos querem é apenas manter alguns interesses e o ministeiro continua a permitir que saim milhares de licenciados em cursos de educação em que 98% das saidas são para o estado e pretendem continuar a não dar vagas para poderem entrar no mercado de trabalho.. Para quando uma reforma profunda neste sector e que nao crie mais vitimas?? Andam a enganar os professores e quem pretender chegar a este patamar e nunca ninguem é penalizado. Apenas se “penaliza” quem estuda e nao arranja trabalho.
E os professores de línguas? Aqueles que andam há 10, 12 anos a leccionar sempre a mesma, e, agora, mudam, por exemplo, para o Espanhol?
E as TIC? Tira-se o curso e fica-se colocado.
Penso que as pessoas andam, com o desespero, a perder as estribeiras e a atacar tudo o que vá contra os interesses próprios. Ou já se esqueceram como começaram na Educação Especial? A grande maioria começou sem qualquer curso, só o tendo tirado depois. E quando foram colocados no 910, enquanto colegas dos grupos de origem mais antigos não eram colocados, não pensavam como agora.
Aliás, a maior experiência no grupo de origem é uma mais valia na educação especial, conforme tenho comprovado, inclusive este ano.
Quanto aos do 1º. Ciclo, muitos foram para o 110 por não conseguirem colocação no 2º ciclo. E agora queixam-se por os outros (que são mais antigos e com maior graduação profissional) fazerem o mesmo. São ou não todos profissionalizados para esse grupo?
Sejamos coerentes com o que defendemos, e não voguemos ao sabor do nosso interesse.
António… Anda enganado no que diz respeito ao grupo 550.
Primeiro, o grupo é de Informática e não de TIC e o que acontece acaba ainda por ser pior. Normalmente até era um curso com falta de professores, mas neste momento ainda há imensos profissionalizações a aguardar colocação dados os atropelos constantes por parte de professores de outros grupos e de algumas Direcções. São imensos os professores de diversas áreas (desde educação física, EVT, inglês, alemão, música, física, matemática,…) a leccionar a disciplina de TIC enquanto os professores do grupo estão por colocar…
A disciplina de TIC, dada a sua especificidade e constante atualização, deverá ser lecionada por professores com formação adequada e não servir para completar horários de uma forma indiscriminada. Tem-se verificado uma constante quebra da lei no que toca à colocação de docentes nas disciplinas do grupo de informática, desde professores com habilitações próprias a serem colocados quando professores com habilitações profissionais concorreram para o horário, até professores com habilitações próprias a serem colocados no concurso nacional em disciplinas do grupo, passando professores com habilitações profissionais.
Aconselho-o a si, e a todos os que se quiserem informar, a ler http://www.arlindovsky.net/2012/10/portugal-esta-a-desperdicar-o-mercado-de-trabalho-do-futuro/. Para iniciar… Depois … pode sempre actualizar-se no site da ANPRI ou então por outra via que lhe forneça informação correcta para que esteja informado sabendo realmente do que fala antes de colocar qualquer comentário.
É incompreensível como a comunicação social coloca um título que deturpa completamente a realidade: “Professores de Educação especial substituídos por professores de Francês, História, EVT”.
Então mas esses professores que agora se queixam, não tiraram uma pós-graduação, nalguns casos formação especializada, igual àquela que estes professores de Francês, História ou EVT tiraram? Como se podem auto-proclamar professores de Educação Especial, quando tem a mesma formação que os outros todos, apenas com uma a diferença, a de descobrirem mais cedo que a única forma de colocação que tinham era na Educação Especial. Isso significará que são melhores, ou ao invés, que com graduações baixas não conseguiram ficar colocados no seu grupo de origem e foi o ultimo reduto!?
Não façam da experiência uma bandeira, porque quando entraram também não a tinham. Provavelmente muitos destes professores não demorarão muito a ganhá-la visto que sempre tiveram alunos com NEE nas suas turmas.
Chegamos a um ponto em que se quebraram todas as regras de vivência social e respeito. Critica-se tudo sem fundamento, uma verdadeira loucura, basta que algo ponha em causa os nossos interesses particulares.