Contributos para a Revisão Curricular – Empreendorismo

Acho esta ideia excelente e faço apenas um aditamento. Não considero que apenas os cursos Científico Humanísticos tenham necessidade desta disciplina como opção no 12º ano. Pela importância deste tema para quem conclui o ensino secundário deveria ser implementada como disciplina obrigatória em todos os ramos educacionais no 12º ano. Por acaso passei ontem todo o dia num workshop sobre empreendorismo e verifiquei a importância de conhecimentos nesta área para a criação do próprio emprego.

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De forma a tentar minimizar a redução que se prevê no grupo 430 para o ano, eu e outros professores da Escola Secundária Júlio Dantas, fizemos uma proposta ao Ministério da Educação, para a criação de uma disciplina de Empreendedorismo e Gestão Empresarial, como opção no 12.º ano.

O texto que enviámos foi o que a seguir apresento, e anexámos também o programa da disciplina, com os seus diferentes conteúdos, metodologias etc.

Pedia que também enviassem um email para: [email protected]

Podem utilizar o texto que abaixo se segue, apoiando a proposta da Júlio Dantas e reencaminhar para os vossos contactos, para ver se juntos conseguimos fazer um grupo de pressão, pode até não dar em nada, mas se não tentarmos nunca vamos saber não é? Temos até dia 31 de Janeiro!

Sugestão: se não quiserem criar um texto próprio, aproveitem o que segue alterando os dois últimos parágrafo para:

Assim, apoio a criação da disciplina de Empreendedorismo e Gestão Empresarial, a integrar o elenco de disciplinas de opção, da Componente de Formação Específica dos Cursos Científicos Humanísticos, com a carga horária semanal de 3 unidades letivas de 90 minutos, cujo programa foi criado e já enviado pela Escola Secundária Júlio Dantas

No âmbito da revisão da estrutura curricular ao nível do ensino secundário e daconsequente atualização do leque de opções da formação específica, tendo em conta os prosseguimentos de estudos e as necessidades do mercado de trabalho, sentimos a necessidade da criação de uma disciplina transversal que fomente o espírito empresarial de modo a criar uma cultura em que as pessoas se predisponham a arriscar, inovar e a iniciarem os seus próprios projetos, contribuindo, também dessa forma, para melhorar os atuais níveis de desemprego.
Considerando que nos últimos anos, o mercado de trabalho sofreu profundas transformações epassou a exigir profissionais que saibam agir com independência, autonomia, flexibilidade e criatividade, e que as escolas precisam de estar em sintonia com essas transformações/exigências, com o objetivo de estimular/desenvolveruma cultura empreendedora nos alunos como ferramenta de suporte ao desenvolvimento de novas e inovadoras atividades, capacitando-os para que sejam proactivos no cenário de mudança tanto na sua performance pessoal, como na tecnológica e económica do nosso país.Assim, propomos a criação da disciplina de Empreendedorismo e Gestão Empresarial, a integrar o elenco de disciplinas de opção, da Componente de Formação Específica dos Cursos Científicos Humanísticos, com a carga horária semanal de 3 unidades letivas de 90 minutos, cujo programa anexamos.

Este proposta de criação de disciplina e respetivo programa, foi aprovada por unanimidade, em Reunião do Agrupamento Disciplinar 430, e na Reunião de Conselho Pedagógico da Escola Secundária Júlio Dantas.

Lagos, 24 de janeiro de 2012

As proponentes,

Liliete Pessoa

Paula Calhegas

Ana Paula Barreira

Paula Barreira

Programa da nova disciplina

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2012/01/contributos-para-a-revisao-curricular-empreendorismo/

3 comentários

    • Alt on 27 de Janeiro de 2012 at 15:28
    • Responder

    Sinceramente acho uma péssima idea. Passo a explicar:

    -as pessoas que querem criar o próprio negócio já possuem fora da Escola e em diversos organismos com apoios ao Empreendorismo(Centros de Incubadoras de Empresas, IEFP, IAPMEI, Parques Industriais etc etc) e em muitos casos, com enorme experiência em todas as vertentes relacionadas com a criação de um negócio;
    -eu, enquanto estive como Prof.Aux.Convidado numa Universidade deste país, estive a cooperar numa cadeira de Empreendorismo durante 4 anos e posso afiançar que, se 10% dos cerca de 300 alunos, se aventuraram a criar o próprio negócio( e estamos a falar de alunos de Cursos de Engenharia) , tiveram enormes dificuldades, em particular na transferência de tecnologia, o que fará imberbes com o simples 12º ano;
    -finalmente, mais importante do que uma cadeira cuja formação pode ser adquirida em vários locais fora da Escola, a Escola tem é que se dedicar a ensinar as matérias no final do Secundário, onde em mais lado nenhum irá ter essa formação. Dai que não defenderei nunca um final do Secundário com irrelevâncias educativas. Eu sei bem a populaça que fui tendo como alunos, é cada vez mais urgente deixarmo-nos de Educações para as Competências

      • Manela on 28 de Janeiro de 2012 at 1:24
      • Responder

      Sou da mesma opinião, a escola deve reforçar o ensino das matérias no final do Secundário para que os mesmos tenham a possibilidade de concorrer ao ensino superior e ter notas de entrada nos mesmos.

    • Zaratrusta on 28 de Janeiro de 2012 at 10:14
    • Responder

    Pois é. Reforçar as matérias no final do secundário.

    Basta falar-se uma hora com um mestre carpinteiro ou pedreiro para se entender que qualquer um deles sabe infinitamente mais de matemática que qualquer aluno que termina o secundário, por muito reforçada que seja essa disciplina. Basta uma conversa de 5 minutos com o mesmo aluno para se verificar o que ele sabe de português. Ambas são disciplinas muito reforçadas.
    E qual é a utilidade de EVT ou EF? Ambas são constituidas por atividades que podem muito bem ser praticadas e desenvolvidas fora da escola.

    Estes dois comentários (Alt e manela) pecam por total falta de fundamentação.
    Concordo totalmente com o Arlindo. Talvez seja com a introdução de disciplinas como esta, que é agora proposta, que se faz a verdadeira reforma curricular. Mas é claro que tal não vai acontecer. O status quo das disciplinas estruturantes?????? não o vai permitir.

    Para além disso, é de todo conveniente que os bananas que povoam esta república nada saibam de gestão de empresas, de finanças ou de economia, pois assim os mexias e os catrogas serão sempre os mais qualificados para tudo gerirem. De facto, para os nossos desgovernantes, o melhor é que os cidadãos continuem a pensar que o PIB, e o spread são jogadores de futebol, que o governo é o estado e que o orçamento de estado é o orçamento feito por um construtor cívil para construir uma casa para o governo.

    Mas também é claro que nada disto interessa, pois o reforço das matérias do secundário irá resolver todos os problemas da nação.

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