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MFL propõe fim temporário da gratuitidade na saúde e educação

A antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite pede ao Governo que sejam feitas reformas estruturais no sector público que acompanhem as medidas de austeridade, propondo que a saúde e a educação sejam temporariamente “pagas por todos aqueles que podem pagar”.

 

Não discordo totalmente desta proposta de MFL. Já em tempos abordei a possibilidade das ofertas não essenciais poderem ser pagas pelos EE com mais recursos financeiros.

Nunca percebi porque as actividades de enriquecimento curricular são comparticipadas pelo Estado à cabeça, independentemente dos recursos financeiros que as famílias possuem. O mesmo aconteçe com as ofertas não essenciais do curriculo que as escolas desenvolvem, como o desporto escolar e os diversos clubes que absorvem recursos humanos e financeiros. As escolas públicas pelos recursos humanos e físicos que dispõe poderiam ser um local de grandes oportunidades para o desenvolvimento de actividades extra-curriculares que pudessem ser rentabilizadas financeiramente já que a escola é geralmente o lugar mais próximo da residência dos alunos.

Já em tempos procurei uma escola de música para o meu filho fazer a aprendizagem de um instrumento, pela distância da escola mais próxima e pelo horário a que essas actividades são realizadas acabei por desistir dessas aulas já depois de ter todo o material comprado.

Já agora, se por Oeiras existem umas modalidades finas que exigem qualificações de professores um pouquito estranhas, não seria possível rentabilizar financeiramente essas ofertas em detrimento de um corte curricular? Não é por nada mas preferia dar os meus dois subsídios para comparticipar este tipo de iniciativas do que ficar sem eles.

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