Um concurso local

Câmara nega falta de transparência em concurso de professores

O tema foi levantado pelos vereadores do PS, que notaram que os professores que concorrem para a docência das actividades extra curriculares nas escolas do concelho, não têm acesso às notas finais da sua avaliação.

Já depois do período da ordem do dia da última reunião de Câmara, os vereadores do Partido Socialista deixaram uma recomendação ao executivo do PSD para que fosse sublinhado uma maior transparência no concurso de selecção de professores para as actividades extra-curriculares nas escolas do concelho, promovido pela autarquia.

Renato Matos afirmou que, ao contrário do que se passa em outros municípios, na Póvoa de Varzim os professores não sabem as classificações que obtiveram em cada um dos itens de selecção.

“Vivemos um período muito difícil, com o drama do desemprego, e o Estado e as autarquias, têm de ser pessoas de bem quando estamos a tratar candidaturas a ofertas de emprego. O processo tem ser transparente para os candidatos, de modo a evitar uma sensação de injustiça”, começou por dizer o socialista, pormenorizando: “No nosso concelho, os professores nem sequer sabem o porquê de serem, ou não, seleccionados. Não é transmitida qualquer informação sobre a grelha de avaliação e dos critérios de selecção. Em outras autarquias os factores de selecção são transmitidos na íntegra aos candidatos. Na Póvoa, o professor vê apenas, no site da Câmara, o nome dos seleccionados, sem qualquer nota classificativa”.

Após intervenção de Renato Matos, corroborado por dois elementos do público presentes, um deles Rui Terroso, presidente da concelhia do PS/Póvoa, Luís Diamantino, vereador com o pelouro da Educação, afirmou que esses dados podem ser fornecidos a qualquer candidato que se dirija aos serviços da Câmara.

Ai podem! E porque não forneceram?

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4 comentários

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    • susana on 23 de Setembro de 2011 at 23:06
    • Responder

    É uma vergonha… Mas há pior, a Câmara Municipal da Batalha contrata os professores das actividades sem sequer abrir as ofertas na aplicação da DGRHE. No início do ano fui ao site e dizia lá que para concorrer devia ir à aplicação, como as ofertas nunca foram postas lá enviei um email para a câmara e a resposta que tive foi: “os candidatos já foram seleccionados”. Sem mais dizerem…

    Pelo que li penso que a oferta tem que ser Obrigatoriamente tornada pública mas secalhar estou enganada.

    • Pedro on 24 de Setembro de 2011 at 0:21
    • Responder

    Em Setembro de 2006 cheguei a ir a uma entrevista para as AEC”s numa Camara do distrito do Porto. Quando cheguei la estive 4 horas a espera. Entrei na entrevista onde tinham o meu registo biografico, no qual constava que tinha sido coordenador do desporto escolar de um concelho da Madeira durante dois anos lectivos, logo estive a dar aulas de desporto. A primeira coisa que me disseram foi, ” nunca exerceu como docente o cargo a qual concorre!”, eu so perguntei se leram o meu curriculo e que e pena ter estado a espera tanto tempo quando nao tenho pessoas competentes para fazer a entrevista” perguntei ainda ” dos 300 candidatos existe algum candidato com melhor curriculo do que eu?” a resposta foi: ” Olhando realmente para o seu registo biografico e o unico com este curriculo!” Despedi-me e sai da sala. Saliento que na altura era a primeira vez que iria existir AEC”s no continente, Logo so quem vinha da Madeira, que era o unico local no pais com AEC”s, e que tinha experiencia nesta area.
    Infelizmente neste pais, as cunhas funcionam mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Pedro on 24 de Setembro de 2011 at 0:27
    • Responder

    Esqueci-me de dizer, em +-100 vagas disponveis fiquei no 293º lugar.
    Peço desculpa nao sei o que se passa no consigo pro acentos.

    • Margarida Malhado on 24 de Setembro de 2011 at 14:58
    • Responder

    Câmara de Elvas no seu melhor!
    Em ano de completa loucura ao nível do ensino, a Câmara de Elvas decidiu dar o seu contributo ao mais alto nível. Publicou na aplicação da DGRHE diversas vagas paras as AECs, às quais vários professores e “não professores” se candidataram. Publicadas as listas de admitidos e excluídos, contactei a entidade para saber o que era necessário fazer, uma vez que tinha ficado em 1º lugar. Da entidade vieram as seguintes indicações: no dia seguinte, entregar a papelada necessária, assinar contrato, ir buscar o horário ao agrupamento e começar a leccionar nesse mesmo dia. Até aqui tudo normal. O problema é que nesse mesmo dia NÃO HAVIA QUALQUER CONTRATO PARA ASSINAR, PORQUE A CÂMARA ACHOU POR BEM PEDIR AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO GARANTIAS DE QUE ESTE IRIA LIBERTAR VERBA PARA PAGAR AOS PROFESSORES. Desta forma, o CONCURSO FOI SUSPENSO e NENHUM ESCLARECIMENTO FOI TRANSMITIDO AOS PROFESSORES, POR INICIATIVA DA CÂMARA. Esta atitude é exclusiva deste Município, ao nível do Alentejo. Por este motivo, os professores estão sem trabalhar, os alunos sem actividades e a Câmara a empatar a vida dos outros. É vergonhoso e um desrespeito tremendo para todos aqueles que ainda vão confiando minimamente na aplicação da DGRHE

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