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O SIPE CONVOCA GREVE AO PRIMEIRO TEMPO DE CADA DOCENTE A PARTIR DO DIA 3 DE JANEIRO

 

SIPE agenda a greve ao primeiro tempo de cada docente, já anteriormente anunciada publicamente , para o dia 3 de janeiro de 2023 e seguintes. Os pré-avisos serão diários.

 

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Tolerância de ponto 23 e 30/12

É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos próximos dias 23 e 30 de dezembro de 2022.

 

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100 Mil Seguidores do Blog DeAr Lindo

O Blog DeAr Lindo atingiu hoje a marca dos 100 mil seguidores através das redes sociais.

Na rede social Facebook acompanham o Blog DeAr Lindo 92 mil utilizadores e a receber os novos artigos por email são 8 mil seguidores.

Os que quiserem receber os novos artigos por e-mail poderão subscrever o Blog na barra lateral direita em
“SUBSCREVER BLOG DEAR LINDO VIA MAIL”.

Um enorme obrigado a todos os que seguem este espaço que se tornou um espaço de referência para todos os professores.

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Para o Natal, o meu presente eu quero que seja menos expulsões nas escolas

 

Sob o signo do castigo e num sistema ausente de retenções, a expulsão é a derradeira sentença a pender do tecto das salas de aula e a melhor arma ao dispor de cada instituição de ensino diante do comportamento dos alunos.
Mas num universo onde a uma crise vem sempre outra logo logo a seguir, a falta de apoio financeiro às escolas deixa a cada mês que passa menos margem de manobra.
Quer isto dizer a falta de apoio ao nível da literacia e numeracia, a ausência de actividades extracurriculares de modo a manter os alunos longe das ruas e a rua cada vez mais próxima no seu canto de sereia e os perigos daí advindos, o gabinete de apoio psicológico que já não existe, professores assoberbados de metas e objectivos a atingir e respectiva tonelada burocrática entre planos de recuperação, relatórios, avaliações e análises estatísticas conducentes a uma célere mudança de emprego ou esgotamento, o que vier primeiro, não importa, a falta de tempo para o aluno, a relação inexistente, os alunos em rebanho e em rebanho supostamente predestinados à absorção de conteúdos quais esponjas, o apoio individualizado como um sonho distante, discussões e atritos recorrentes entre alunos e sempre por resolver assim como por resolver todos os problemas trazidos de casa a começar pelo frio e a acabar na fome.
Desengane-se, no entanto, quem espera por pressão política da parte das direcções escolares sobre os agentes governativos.
Não. Não numa monarquia constitucional e o monarca escolhido por Deus.
E se ninguém questiona Deus, de igual modo ninguém questiona o monarca, a monarquia, o feudalismo comensal, a sociedade subjacente, o governo carente do reconhecimento divino, as instituições dirigentes e toda uma nação ao Seu dispor.
Neste contexto são gritantes as semelhanças com os ecos de um passado bafiento quando não se discute “Deus e a sua virtude” e se democracia parece rimar com monarquia o segredo está no “parece”.
Quer isto dizer estarem as escolas entregues a si mesmas e aos orçamentos atribuídos, orçamentos esses dedicados única e exclusivamente a pagar as contas do gás e da electricidade e quando o dinheiro não chega despede-se um professor.
Não é portanto de admirar a presença de cada vez mais alunos no ensino alternativo em resultado das ditas expulsões, o mesmo ensino alternativo de onde vos escrevo, empurrando-se o problema para a frente até que algo aconteça aos mesmos de sempre, às crianças por quem somos todos responsáveis, excepção feita quando algo acontece e todos abandonam o navio.
Conseguem neste discurso encontrar semelhanças com a terra natal? É o espelho das sociedades empobrecidas, o fosso entre ricos e pobres, casas de muros farpados e guardas à porta paredes meias com bairros de lata sem fim.
Não são apenas as crianças expulsas das escolas, somos todos nós e eu não quero esta sociedade.
Ainda há pouco tempo li o seguinte artigo em jeito de piada mas sem ter piada nenhuma no qual, pasme-se, Portugal, fruto da sua longa aliança com o império e afinal somos todos amigos, aparece como destino preferencial de emigração britânica:

https://inews.co.uk/news/world/great-countries-emigrate-uk-cost-of-living-1991534

Quinze anos volvidos e o círculo completo. Agora é que é, vamos fazer as malas, Portugal é que é, não sabemos ao que vamos mas sabemos que há sol, agora talvez menos que é inverno, mas vamos, não sabemos se temos emprego mas vamos à mesma até porque agora já ninguém quer dar aulas em Portugal (porque será? Não quero saber, vamos à mesma) e não sabemos se nos adaptamos à cultura e igualmente nem sequer sabemos a língua mas tudo se aprende, “una cerveza por favor” e o dedo esticado, lá até gostam dos ingleses, os ingleses trazem dinheiro, nós é que não temos nenhum.

João André Costa

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Há muito tempo que não se via uma greve assim

 

Os professores iniciaram uma greve, por tempo indeterminado, no dia 9 de dezembro. O que se pode, à primeira vista, achar estranho é o “tempo indeterminado”, nunca tal se tinha visto. Mas não se fica por aí. Quem optou por esta modalidade de greve foram os professores e não os sindicatos, ou neste caso, o sindicato. Através de uma sondagem, com a colaboração de dois blogues especializados em Educação, os docentes escolheram como queriam “lutar” . Um ato democrático em que a classe deu, realmente, a sua opinião, fazendo do sindicato um meio para legalizar o que queriam fazer.

A adesão não tem sido massiva todos os dias, mas todos os dias fecham escolas, todos os dias há constrangimentos nas escolas, todos os dias, muitos professores fazem greve. Nem todos os dias os mesmos professores fazem greve, alguns que sim, mas todos os dias há docentes em greve.

Os sindicatos, desunidos, digladiam-se, entre si, para ganharem força docente e poderem vangloriarem-se dela na próxima ronda de negociações.

O Ministro tenta, por todos os meios, fazer passar a sua mensagem.

Há acusações de falta de verdade de parte a parte. Uns propõem, outros exigem, cada um vê a sua verdade e apenas a mentira dos outros.

Nisto tudo, os professores, os principais interessados saem a rua contra todas a mal feituras a que foram sujeitos nas últimas duas décadas. É a gota de água que acabou de cair no balde que o fez transbordar.

Mas o que está em cima da mesa é, e só, a última gota de água, o futuro diploma de concursos. A avaliação docente não está em discussão, as quotas, não estão, nem vão ser discutidas, as ultrapassagens estão à espera de decisão judicial, a contagem de todo o tempo de serviço congelado terá de ter nova luta, a diminuição do trabalho burocrático dos docentes nunca passará de uma promessa (veja-se o MAIA que apenas veio aumentar o dito), a definição entre trabalho letivo e não letivo, docente e não docente o ministério nunca quis discutir, a discussão da aposentação docente não passa de uma promessa feita por António Costa na AR e que nunca passou de palavras ocas.

A LUTA começou, mas vai ser longa. Vai implicar negociações, em cima de negociações, pois o governo não vai avançar, de um momento para o outro, com todas as reivindicações para cima da mesa. Se avançar com alguma que não seja para cortar ainda mais nos direitos conquistados no século passado.

Temos que ter a verdadeira noção que nas últimas duas semanas não se ganhou nada. Não se avançou um milímetro em relação há três semanas, apenas se fincou o pé e se passou a mensagem que não se vai admitir que nos espezinhem outra vez.

A luta vai ser longa. Queiramos, ou não, temos que convencer as partes implicadas nas negociações do que queremos e principalmente, os sindicatos, que têm que ouvir as vozes dos professores, porque sem nós não há sindicatos.

Democraticamente, os sindicatos, têm que ouvir o que as bases, os docentes, realmente querem e como o querem. Se nos querem na luta como nós os queremos a eles, têm que propor e ouvir as formas de luta a que nos dispomos.

Se a luta é nossa que sejamos implicados, todos, da mesma forma.

 

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Já Estamos Habituados

Maridos de deputadas do PS com contratos públicos

 

Desde que Rosa Venâncio e Paula Reis tomaram posse, as empresas dos seus cônjuges tiveram seis ajustes diretos. Todos os envolvidos reiteram conformidade com a lei.

Entre os 230 deputados, há duas eleitas pelo PS cujos maridos têm contratos públicos. Uma delas é Rosa Venâncio, casada com Pedro Ribeiro da Silva, dono da Pedro Ribeiro da Silva Unipessoal (Engenharia e Consultoria) e com 50% da Lugar do Plano (arquitetura). A primeira tem 20 contratos, num total de €619.951. A segunda tem 147, totalizando €3.905.806. O marido da deputada, de 59 anos, é ainda vogal da Assembleia Municipal de Aveiro, depois de ter sido candidato nas listas do PS nas autárquicas de 2021.

 

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Separando sempre a verdade da mentira

 

Importa encontrar soluções para os muitos e graves problemas dos educadores e professores. O diálogo com a tutela não se encontra esgotado

Negociação com o ME vai continuar

Os docentes têm sido envolvidos, nos últimos tempos, em campanhas de contrainformação, desinformação e manipulação atrozes e desrespeitadoras dos factos e da verdade. Os efeitos são muito negativos. Hoje o que impera é a informação ocasional, sem qualquer tipo de escrutínio ou exigência que salvaguarde os factos e a verdade.

Neste âmbito, importa que a próxima reunião com o ME, em janeiro, verta em documento escrito os compromissos já assumidos que permitam mitigar e eliminar o enorme mal-estar junto de cada educador e professor. Os sinais da parte desta e de outras tutelas têm de ser inequivocamente claros.

O que tem sido dito oralmente por João Costa terá de ser passado a escrito e deverá incidir em assuntos como a confirmação de que a educação não será municipalizada; que o único critério a ter em conta em todos os concursos seja a lista de graduação nacional; que seja assegurada uma maior estabilidade profissional e familiar dos professores através do aumento significativo das vagas nos QE e QA; que haja uma efetiva e considerável diminuição da área geográfica dos QZP.

Lista de exigências

Iremos continuar a lutar para que o ME abra novas mesas negociais que incluam matérias altamente perturbadoras do bem-estar dos professores. Entre elas, destacamos a contagem de todo o tempo de serviço congelado; a eliminação das quotas e das vagas na progressão e na avaliação; a subtração do excesso de trabalho, acompanhada da diminuição do trabalho burocrático; a clara separação entre trabalho docente e não docente; a reposição das condições justas e equitativas na ida para a aposentação; a garantia de entrada nos quadros para muitos dos muitos professores contratados, os quais só conseguem esse vinculo por volta dos 45 anos de idade e de 20 anos de serviço; o reforço dos vencimentos para fazer face à inflação, assim como  a manutenção da paridade com a Carreira de Técnico Superior.

Profissão tem de ser atrativa

Enquanto houver caminho para andar, estaremos empenhados e focados em contribuir para uma maior dignificação e atratividade da profissão docente.

O SPZC continuará a respeitar os seus princípios e valores de que enforma o seu ideário, com coerência e clareza.

O SPZC manterá o seu papel de rigor e confiança, separando sempre a verdade da mentira.

 

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André Pestana do S.TO.P avança para a justiça por causa das declarações do ministro

 

André Pestana não gostou das declarações do ministro da educação e vai avançar para a justiça. Exige as atas das reuniões em que o ministro esteve presente. Acusando o ministro de infantilizar os professores.

A Fenprof deu um passo atrás e solidarizou-se com a luta dos professores nas ultimas semanas.

 

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As quotas…

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Foi só a gota de água…

Tenata-se centralizar a luta dos professores no futuro diploma de concursos, mas isso foi só a gota de água que fez transbordar um balde cheio de injustiças.

O descontentamento já se faz sentir há muito tempo. Os professores sentem-se desmotivados, injustiçados, desprezados, desvalorizamos… há mais de 17 anos.

Não me parece que se vá conseguir tirar os professores da rua com um “chupa-chupa” como das outras vezes. Não se pode, ninguém pode, achar que manipula os professores sem que eles dêem conta, afinal são a classe, academicamente, mais capaz do país.

 

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Os “exames de cruzinhas” vieram para ficar

O IAVE tem vindo a criar um modelo de avaliação em que as questões abertas ao desenvolvimento da escrita são cada vez menos, assim comprometendo o grande objetivo da avaliação.


Os “exames de cruzinhas” vieram para ficar

 

No passado dia 5 de novembro, Bárbara Reis manifestou, aqui no PÚBLICO, o seu desagrado face ao predomínio das questões de escolha múltipla no exame de Filosofia, uma disciplina em que se espera a valorização da capacidade de argumentar através da expressão escrita. E se a Bárbara Reis considera, e muito bem, que aqueles exames servem mal a Filosofia e os seus alunos, lamentavelmente não são de esperar alterações de fundo num futuro próximo. Na realidade, os alunos ainda não fazem “exames de cr…

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Comunicação de Santana Castilho na manifestação de 17/12/2022

A minha comunicação aos Colegas no início da memorável manifestação de 17.12.22

Estimados Colegas:
Que privilégio, sentir-me parte desta verdadeira epifania, que hoje vivemos, porque nós, professores livres, começámos a demonstrar que há muros que podem ser derrubados, para melhorar o nosso presente e o futuro dos nossos alunos.
Do meu posto de observação sigo, há 17 anos (13 da responsabilidade do PS, 4 da responsabilidade do PSD), as decisões da política educacional mais rasteira que me foi dado conhecer depois de Abril.
E porque é mau que percamos a memória colectiva, permitam-me que faça uma breve síntese destes anos de desespero:
– Instalou-se um desrespeito galopante pela actividade docente, eminentemente intelectual e livre, como se ela pudesse ser exercida por operários vergados a obediências de pacotilha e aos desmandos de quem manda.
– Perdeu-se a generosidade com que tantos professores se entregavam voluntariamente a actividades, fora dos seus horários profissionais, porque nelas reconheciam transferências reais para a educação dos seus alunos e para a resolução dos problemas sociais.
– Destrui-se tempo livre, tempo para estudar e pensar, para acolher o monstro da burocracia escravizante, personificada por plataformas e protocolos administrativos, paridos por pequenos déspotas, verdadeiros tiranos acéfalos, com pedras onde os outros têm coração.
– Fecharam-se escolas aos milhares, Portugal interior fora.
– A gestão das escolas, que antes era verdadeiramente eleita e por isso democrática, deu lugar a uma gestão predominantemente autocrática, onde o medo das represálias que as discordâncias acarretam se tornou o clima organizacional dominante.
– A natureza axiológica da Educação foi paulatinamente substituída por regras de mercado, cada vez mais circunscritas a objectivos utilitários e instrumentais.
Nos nossos dias, o discurso de João Costa e prosélitos assenta na retórica provinciana do “aluno do século XXI”, do “trabalho de projecto”, do “trabalho em rede” e dos “nados digitais”. Quando se juntam hoje as “aprendizagens essenciais” ao estribilho da “flexibilidade pedagógica”, vemos o que a música de João Costa deu: um desconcerto nacional, particularmente para os que já chegam à Escola marcados pela sorte madrasta de terem nascido em meios desfavorecidos. Porque a inovação pedagógica do aprender menos não remove o insucesso. Mascara-o. Porque os experimentalismos assentes no abaixamento de fasquias não puxam pelos que ficam para trás. Afundam-nos.
Das celebrações fátuas de João Costa sobressai o decantado tema da educação inclusiva. Ter todos dentro da mesma escola é um excelente princípio, que nenhum civilizado contesta. Mas não o concretizamos fingindo que determinados alunos podem dar respostas que sabemos que nunca poderão dar, pedindo do mesmo passo aos restantes que fiquem parados. É isto que João Costa tem promovido: uma exclusão dupla, mais gravosa ainda para os que nasceram diferentes. Aproximadamente metade dos alunos sinalizados como carentes de “medidas selectivas ou adicionais” (novilíngua oficial) não tem apoio directo de professor especializado. Para satisfazer o falso conceito de inclusão vigente, basta que passem mais de 60% do tempo lectivo numa sala de aula, com os colegas de turma. Pouco importa que nada entendam do que lá é dito ou feito. A ordem para que passem de ano atira as suas taxas de sucesso para cima dos 90%. Falta medir os seus índices de sofrimento e de impreparação para a vida.
Temos hoje, convenientemente, já se vê, um processo de formação contínua de professores, cuja característica distintiva é torná-los radicalmente cegos para tudo o que se oponha à narrativa da pedagogia religiosa do pequeno ministro e dos seus lobitos. As crenças substituíram o conhecimento e o poder decisório está nas mãos de uma seita. Fanáticos que são, estigmatizam e eliminam os que recusam juntar-se ao rebanho.
João Costa está, há 7 anos, laboriosamente, a desregular todo o mecanismo de avaliação do sistema de ensino, anulando a comparabilidade dos dados recolhidos ao longo dos tempos, a desconstruir a estrutura curricular e a produzir normativos sobre o que deve ser feito no âmbito da autonomia das escolas, promovendo, assim, o mais hipócrita homicídio, à nascença, dessa mesma autonomia. As fotos que o representam vestido de escuteiro e uns números giros de filosofia Ubuntu e avaliação MAIA dão-lhe a credibilidade dos vendilhões do Templo. Falta agarrar no chicote para expulsar este sacrista do nosso convívio.
Como permitimos tudo isto?
Em minha opinião porque os professores mergulharam num limbo, onde cresceu o cansaço e a resignação. O desânimo que os assolou radicou na impotência dos sindicatos para os defender das decisões tirânicas do Governo. Com efeito, os sindicatos têm persistido na representação do papel de lamuriosas vítimas enganadas e as lutas sindicais têm sido cada vez mais aprisionadas pelos interesses das conjunturas partidárias e cada vez menos centradas na eficácia da defesa dos interesses profissionais dos seus representados. Os sindicatos têm sistematicamente fugido das lutas que provocariam mudanças nas relações de poder. Por acomodação, medo reverencial e iniciativa nula.
Em minha opinião porque as nossas organizações sindicais se foram transformando em albergues de inutilidades, enquanto o quotidiano dos professores se foi tornando cada vez mais penoso. Porque em lugar de promover avanços nas condições de trabalho dos professores, os sindicatos do sistema se foram contentando, apenas, com atrasar os retrocessos.
Porque se instituiu um modus operandi que se repetiu ao longo dos anos. Primeiro apresentam-se cenários horríveis. Depois vive-se um ritual hipócrita de prolongadas e falsas negociações e caricaturais protestos (abaixo-assinados, cordões humanos, marchas, vigílias e demais diletâncias). No fim, o ministério ganha e os sindicatos também: o primeiro por ter pregado mais um prego no nosso caixão; os segundos por terem “evitado o pior”, expressão laudatória das suas sucessivas vitórias de Pirro. Só os professores têm perdido. Perdido sempre, desde 2005!
E sendo a gestão da percepção pública um importante instrumento político, João Costa tem tido, nesta ineficaz oposição sindical, um instrumento importante para disfarçar a mediocridade da sua acção e manipular à vontade a opinião pública. Quando lhe ouvi o topete, na última sexta-feira, de acusar o nosso Colega André Pestana de não dizer a verdade, o meu pensamento voou para Alexander Solzhenitsyn, que magistralmente caracterizou, assim, situações idênticas à que ora vivemos:
“Sabemos que nos mentem. Eles sabem que nos mentem. Eles sabem que nós sabemos que nos mentem. Nós sabemos que eles sabem que nós sabemos que eles nos mentem. E, mesmo assim, eles continuam a mentir.”
Mas aqui estamos, finalmente a resistir, a levantar-nos do chão e a dizer não!
Não à proposta ministerial para alterar o regime de recrutamento e mobilidade dos professores!
Não à selecção de professores por conselhos locais de directores!
Não à substituição de quadros por mapas!
Não às 23 comunidades intermunicipais!
Não ao desaparecimento da natureza nacional dos concursos e da mobilidade interna dos professores!
Não à remoção da habilitação profissional para o desempenho da actividade docente!
Não à perda do direito inaliável de escolher o local onde se trabalha!
Não a uma engenharia de gestão, que subordina os mais elementares direitos, humanos dos professores e à educação dos alunos, aos mais mesquinhos interesses da austeridade da página virada.
Não à transformação do regime da Mobilidade por Doença num concurso canalha e desumano, que atirou para a sargeta da vida os professores mais frágeis e as suas famílias, negando-lhes direitos constitucionalmente protegidos!
Não ao roubo do tempo de serviço efectivamente prestado!
Não à desregulação sistemática dos horários de trabalho!
Não às vagas e quotas para progressão na carreira!
Não à iniquidade da Avaliação do Desempenho!
Não à precariedade!
Não à recusa de instituir um regime específico de aposentação, que permita o rejuvenescimento da profissão!
Não à substituição de pessoas por algoritmos!
Apaziguada que está a raiva que me foi crescendo nos dentes ao longo destes 17 anos de magistratura de ministros ignorantes, deixem-me terminar, abraçando-vos com palavras. Palavras que vêm do fundo do meu coração. Palavras de reconhecimento e gratidão pela obra que os professores portugueses ergueram em 48 anos de democracia.
Olha, Professor ofendido:
Se eu fosse músico, apanhava todos os sons do riso das crianças, mais os gritos de raiva que abalam a injustiça, o bater do coração que finalmente alcança, juntava tudo num cantar de esperança e, neste dia, enchia com ele o ar à tua volta.
Mas, sabes bem, eu sou apenas mais um…
Podia ser pintor e agarrar o Sol, o Mar e o Voo, meter-lhes dentro a alma da tua Escola, marcá-los com o brilho dum olhar – claro como gelo ao sol do despertar, quente como fogo a arder no peito de quem vive – e encher com as suas cores o espaço do teu mundo.
Mas, sabes bem, eu sou apenas mais um…
Se eu fosse escritor, sim! Inventava as palavras que dizem a Justiça por que anseias – desde a raiz da Vida até ao fim do Tempo –, as mesmas palavras que dizem Liberdade e Razão, e com essas palavras que inventasse, fazia da Vida que constróis o teu Poema.
Mas, sabes bem, eu sou apenas mais um…
Mais um que resiste! Mais um que não desiste! Mais um que está convosco até ao fim! Até vencermos!
Vivam os Professores!
Vivam os nossos alunos!

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A revolta dos professores na capa dos jornais

 

 

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Escola Pública: processo de destruição em curso…

 Com a publicação da Resolução nº 123/2022 do Conselho de Ministros, em 14 de Dezembro de 2022, que prevê o reforço da capacidade de intervenção das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), e pelo expresso nessa deliberação no domínio da Educação, parece ter começado, oficialmente, o processo de desmantelamento da Escola Pública…

Adivinha-se que a prevista descentralização administrativa, alegadamente realizada através da transferência de competências para as CCDR, conferindo a essas entidades novas atribuições e poderes, possa, com grande probabilidade, conduzir a Escola Pública ao desastre e à respectiva destruição…

Na prática, esta nova jurisdição concedida às CCDR poderá significar a entrega de parte significativa da Escola Pública ao Poder Regional ou Local, designadamente a competência da gestão dos respectivos recursos humanos e materiais, que passará a ser partilhada entre a DGEsTE e as referidas Comissões, conforme consta na mencionada Resolução:

Acompanhar, coordenar e apoiar a organização e funcionamento das escolas e a gestão dos respectivos recursos humanos e materiais, promovendo o desenvolvimento e consolidação da sua autonomia”…

Perante o anterior, e por ser praticamente impossível desligar a concepção de Poder Regional da de Poder Local, ou ignorar as plausíveis relações de reciprocidade entre ambos, emergem algumas perplexidades, decorrentes de alguns dados preocupantes e inquietantes…

– Num artigo publicado em 9 de Junho de 2019 pelo Jornal Diário de Notícias, intitulado “Metade dos casos de corrupção tem origem em autarquias”, referia-se que o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC, entidade administrativa independente que funciona junto do Tribunal de Contas) analisou em 2018 um total de 604 casos relacionados com essa criminalidade:

– 48% ocorreram em autarquias, o que representava a maior percentagem de sempre, constatando-se também que os casos reportados relacionados com os municípios tinham vindo a subir: 32.9% em 2015, 35% em 2016, 44.6% em 2017 e 48% em 2018;

 – Também de acordo com o referido artigo: “48% (num total de 288) estão relacionados com autarquias, a maioria provenientes de câmaras municipais (223), seguidos de juntas de freguesia (56) e de empresas municipais (9)”;

– Por outro lado, em notícia veiculada pelo Jornal Expresso em 16 de Março de 2021, referia-se que o Relatório do mesmo CPC, relativo aos dados reportados em 2020, “enfatiza que a área da Administração Local é, uma vez mais, a que surge mais representada, estando associada a mais de metade (51,8%) dos reportes judiciais”;

– Mais se afirmava que: as “autarquias lideram as queixas, mas mais de metade acabam em arquivamento. Corrupção e peculato dominam os motivos para abertura de Processos.”

– Na mesma notícia, referia-se ainda que a ausência de indícios ou elementos probatórios e as dificuldades na realização da investigação criminal para a recolha de indícios e provas nestes crimes económico-financeiros, foi a explicação dada pelo CPC para o arquivamento de 52% das queixas e para a condenação apenas de 10 processos abertos em tribunal…

Em resumo, não pode deixar de causar muita apreensão a possibilidade de a descentralização administrativa da Escola Pública, agora anunciada, venha a ser dominada pelosdesígnios de potenciais caciques políticos, quase sempre muito ávidos de poderem exercer a respectiva influência e sobre os quais recaem, muitas vezes, as mais variadas suspeitas da prática de actos ilícitos…

Num país onde falta “maturidade democrática” e onde o lobbying raramente é assumido de forma transparente e lícita, o mais comum é criarem-se teias de interesses, de influências e de pressões, quase sempre exercidas na tentativa de interferir na tomada de determinadas decisões, com o intuito previsível de conseguir obter vantagens ou benefícios, individuais ou de grupo, muitas vezes ilegais e clandestinos…

Num país de “comadres e de compadres”, costuma ser muito fácil resvalar para o estabelecimento de relações duvidosas, obscuras e “perigosas”, frequentemente dominadas por interesses do clientelismo partidário…

– Nos termos anteriores, será possível, à partida e de forma generalizada, confiar na idoneidade, nos princípios éticos e morais, na credibilidade e na boa-fé dos dirigentes do Poder Regional e Local, qualidades imprescindíveis ao desempenho dos respectivos cargos?

– Ainda que as condenações em Tribunal apresentem uma baixa percentagem, pelos motivos apontados no Relatório do Conselho de Prevenção da Corrupção publicado em 2021, será possível ignorar as muitas suspeitas de corrupção, peculato, participação económica em negócio ou abuso de autoridade/poder, que recorrentemente são dadas a conhecer pelos meios de comunicação social, envolvendo titulares de cargos do Poder Local?

– As CCDR, agora investidas de novos poderes e de uma renovada orgânica, conseguirão resistir e não ceder à tentação de se servirem da Escola Pública, em prol de determinados interesses e directrizes partidários?

Todas as reservas anteriores, relativas ao funcionamento futuro das CCDR, aliadas à sobranceria e arrogância políticas, bem visíveis no 1º Ministro António Costa à data presente, talvez excessivamente confiante na maioria absoluta em termos parlamentares, permitirão prever o pior para a Escola Pública até ao final da presente Legislatura…

Bastará atentar no teor da entrevista concedida por António Costa à Revista Visão, publicada em 14 de Dezembro de 2022: “Vão ser quatro anos, habituem-se!”, para se perceber o actual retrato político do 1º Ministro e o que isso poderá significar, designadamente para a Escola Pública…

O actual movimento de contestação às Políticas Educativas, desarrazoadas, obstinadas e alheadas da realidade que se vive nas escolas, impostas pelo Ministro da Educação João Costa, não pode parar, sob pena de a Escola Pública ficar “reduzida a cinzas” e de, irremediavelmente, se cumprir o que começou a ser desenhado por Maria de Lurdes Rodrigues entre 2005 e 2009…

Os profissionais de Educação não podem continuar a “pagar a factura” da incompetência alheia…

Nota final: “Foi bonita a festa, pá” (Chico Buarque)

Na Manifestação deste Sábado em Lisboa, o que eu senti foi essencialmente isto:

Um verdadeiro “mar de gente” unida, como há muito tempo não se via!

(Paula Dias)

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A Manif na TVI – SIC Noticias – RTP Notícias – CNN

Ver aqui:

Do Marquês de Pombal à Assembleia da República, milhares de professores em protesto

 

 

Ver aqui:

Do Marquês ao Parlamento, milhares de professores juntam-se num dos maiores protestos de sempre – SIC Notícias

 

 

Ver aqui:

STOP fala em 20 mil professores na manifestação em Lisboa

 

 

Ver aqui:

Professores manifestam-se junto à Assembleia da República

 

 

Ver aqui:

“Não somos escravos”. Milhares de professores protestam nas ruas de Lisboa – CNN Portugal

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O Ministro Costa Foi à Televisão Num Pleno de Sonsice

O Ministro Costa Foi à Televisão – O Meu Quintal

 

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Entrevista do Ministro da Educação na RTP3, Após a Manifestação de Hoje

Neste  link, a partir das 21:00.

 

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Protesto “histórico” de professores em Lisboa

Protesto “histórico” de professores em Lisboa

 

Professores protestam em frente à Assembleia da República durante uma manifestação convocada pelo S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, em Lisboa, 17 de dezembro de 2022. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

 

“Professores a lutar também estão a ensinar” foi uma das frases de luta mais ouvidas na manifestação de profissionais da educação, neste sábado, em Lisboa, num dia que o sindicato STOP, organizador do protesto, considerou ‘histórico”.

 

Fotogaleria no artigo do JN

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Milhares de professores na rua: “É incrível esta adesão. A classe despertou”

O líder do Stop diz-se surpreendido com a adesão à manifestação de professores. Pré-avisos de greve mantêm-se. Encontro nacional marcado para 27 de Dezembro.

Milhares de professores na rua: “É incrível esta adesão. A classe despertou”

 

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A Verdade É Esta: Costa Foge ao Referendo e Faz Regionalização Encapotada

Costa foge ao referendo e faz regionalização encapotada

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Afinal, Ainda Há Sangue Na Guelra (Em Actualização)

Afinal, Ainda Há Sangue Na Guelra (Em Actualização) – O Meu Quintal

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Manif na Assembleia da República – Pela Noite Dentro

Obviamente, demita-se!

 

 

 

 

 

 

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Manif em Vídeo – Na Assembleia da República

“Está na hora, está na hora, do Ministro ir Embora!”

Obviamente, demita-se!

 

 

 

 

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Manif (Em Vídeos e Fotos)- A Caminho da Assembleia da República

 

 

 

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O Apoio de José Luís Peixoto

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Primeiras Imagens (e Vídeos) da Manif – A Começar

 

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Apoios

Já são vários os artistas que apoiam a luta dos professores. No início da semana publicamos o vídeo com o apoio de Pedro Abrunhosa a esta causa dos professores.
Hoje publicamos o apoio do ator Ruy de Carvalho.

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Revista Sábado – Professores em Luta: a História De Como Surgiu Uma Revolta No Ensino

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Professores em Luta: a história de como surgiu uma revolta no ensino – Portugal – SÁBADO

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Ponte de Sor | José Luís Peixoto na Escola Secundária para apoiar greve dos professores

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Ponte de Sor | José Luís Peixoto na Escola Secundária para apoiar greve dos professores | Médio Tejo

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Vigília de docentes em frente às câmaras municipais. Mealhada não foi exceção

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Vigília de docentes em frente às câmaras municipais. Mealhada não foi exceção

 

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Professores da Escola Secundária de Marco de Canaveses “de luto e em luta”

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Professores da Escola Secundária de Marco de Canaveses “de luto e em luta” | A Verdade

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Guimarães (C/ Vídeo) – Professores manifestaram-se contra a municipalização da educação

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Professores de Vale Aveiras em Greve

 

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Professores de Vale Aveiras em greve – Correio de Azambuja

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Reportagens CNN e TVI – Ministro da Educação Vaiado em São João da Madeira

Ministro da Educação vaiado por professores à chegada a uma escola | Jornal da Uma | TVI Player

 

Ministro da Educação vaiado por professores à chegada a uma escola – CNN Portugal

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Professores da Escola Jácome Ratton em Greve (C/ Vídeo)

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Professores da escola Jácome Ratton em greve (c/ vídeo) | Tomar na Rede

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Professores em greve contestam “municipalização da educação” em Guimarães

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Professores em greve contestam “municipalização da educação” em Guimarães

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Medidas de valorização dos trabalhadores em funções públicas

Decreto-Lei n.º 84-F/2022, de 16 de dezembro

 

 

Sumário: Aprova medidas de valorização dos trabalhadores em funções públicas.

 

Para os professores estas medidas de valorização apenas incidem no subsidio de refeição, com efeitos ao dia 1 de outubro de 2022.

 

 

 

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Paulo Guinote na CNN a Fazer Balanço do 1.º Período

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Ainda Tem Dúvidas se Vai à Manifestação de Dia 17 de Dezembro? Esclarecimentos para Tótós

 

 

PS:

Ele Descontrola(-se) – O Meu Quintal

 

 

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Os professores devem ser os primeiros a alterar as expressões com animais

 

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