Há fenómenos que não precisam de escândalo para serem devastadores. Instalam-se devagar, quase invisíveis, e quando damos por eles já corroeram a confiança, a cooperação e o sentido de comunidade. Um desses fenómenos é a liderança egoísta, aquela que transforma o espaço coletivo num palco de afirmação pessoal, anulando tudo o que não serve o seu brilho.
A liderança egoísta: quando o poder se torna uma ameaça pública
O problema é simples: quando o líder só se vê a si próprio, ninguém mais consegue ver a equipa.




2 comentários
… o topo é um lugar solitário e frágil. Encurralado entre o pânico de falhar perante os seus superiores e o receio paralisante de desagradar à comunidade, o diretor começou a apertar o controlo. O nó górdio do medo fechou-se. Para disfarçar a insegurança, o líder democrático deu lugar ao ditador implacável. Tudo tinha de passar pelo seu crivo, tudo tinha de celebrar o seu nome. O colapso foi silencioso, mas inevitável. Uma estrutura feita de homens e mulheres invisíveis não sustenta nenhum teto. Quando a primeira crise a sério bateu à porta, o diretor olhou para os lados em busca de apoio, mas já não havia ninguém ali. A equipa tinha-se desvanecido, no desinteresse e no cansaço. Sozinho no seu gabinete de espelhos, o ditador caiu, vítima da sua própria ilusão de grandeza.
Precisamente. A gestão tem de ser participada. É necessário voltar ao tempo em que se auscultavam as bases, para decidir no Conselho Pedagógico. Desde Sócrates que os professores só cumprem ordens. Passaram a ser proletários em vez de profissionais intelectuais que são. A mando dos partidos de esquerda e PS que a eles entregou a educação para subir ao governo- 2015.