“Fomos ingénuos”: a Suécia, pioneira na digitalização da Educação, está “a voltar ao papel e à caneta”
“Regressar ao que é essencial” é a expressão mais repetida pelo ex-ministro da Educação de um país que já foi um modelo e que agora reequaciona várias decisões tomadas nos últimos anos.

Nos anos 1990, a Suécia era considerada um modelo em termos de Educação. Os seus alunos conseguiam lugares de destaque nas avaliações internacionais feitas regularmente pela OCDE. E várias das políticas que tornavam aquele país especial — transferência de poder para as comunidades locais, grande investimento no ensino independente, garantia da “liberdade de escolha” total às famílias — serviram de inspiração a outros. O país foi também pioneiro na digitalização da educação. As escolas foram equipadas com computadores e tablets. Livros de papel foram substituídos por manuais digitais. Mas, desde o início dos anos 2000, os resultados dos alunos começaram a piorar. Johan Pehrson, que foi ministro da Educação até Junho, sublinha que não foi só na Suécia. “Coincide com a entrada dos smartphones no mundo ocidental”, e em especial na vida das gerações mais novas. E também na vida das escolas.




1 comentário
Hum… Mas com o deslumbramento tipicamente bacoco da Lusitânia, temo que nem daqui a uma dúzia de anos. Enfim…