A Ressuscitação da PACC

… em época de PÁ(s)CCoa.

 

 

MEC ganha batalha em relação à prova de avaliação para os professores contratados

 

 

O Tribunal Central Administrativo do Norte revogou uma das duas sentenças que, em Dezembro, obrigaram o Ministério da Educação e Ciência a suspender todos os procedimentos relativos à prova.

 

 

E no fim de tudo ainda vamos perceber que a dispensa da PACC foi uma solução menos má.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2014/04/a-ressuscitacao-da-pacc/

42 comentários

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    • ULTRALIBERAL on 2 de Abril de 2014 at 17:46
    • Responder

    Espero sinceramente que a Prova de Avaliação se imponha, a fim de melhorar substancialmente a qualidade dos nossos docentes contratados. Cabe à escola escolher os mais bem preparados, numa verdadeira simbiose, entre a avaliação científica, pedagógica e outros critérios aferidores da excelência docente, no momento da sempre oportuna e lúcida entrevista, levada a cabo pela equipa que gere a escola a que os diferentes docentes contratados se candidatam.

    Urge terminar com os obsoletos concursos centralizados que plasmam as velhas burocracias cristalizadas. Só num país com velhos hábitos de capelinha é que se teme a avaliação. Os docentes quer contratados, quer efectivos demonstram uma arrepiante acumulação temente de fantasmas no momento em que qualquer tipo de fórmula avaliativa é arquitetada e tende a ser posta em prática.

      • carlota on 2 de Abril de 2014 at 18:06
      • Responder

      “Espero sinceramente que a Prova de Avaliação se imponha, a fim de melhorar substancialmente a qualidade dos nossos docentes contratados.” Deve ser muito bom!!!!!!!!

        • carlota on 2 de Abril de 2014 at 18:10
        • Responder

        Concordo com todos estes argumentos:Argumentos Científicos.
        1) Carência de fundamentação técnica, científica ou pedagógica.
        A necessidade da realização da prova não emanou de avaliações do processo formativo dos professores. Não se baseou em estudos ou investigações levadas a cabo pelas instituições responsáveis por essa formação. Aliás, para a implementação desta prova não foram sequer consultadas as universidades, os politécnicos nem as escolas superiores de educação e, por isso, o MEC põe em causa a credibilidade dessas instituições. Ninguém duvidará de que se poderá melhorar sempre o processo formativo e avaliativo dos docentes, mas essa melhoria não será conseguida com medidas avulsas não emergentes dos caminhos apontados pela investigação em Ciências da Educação.
        2) A prova não tem validade de conteúdo.
        A componente comum avalia o raciocínio logico-matemático, a capacidade de resolver “problemas” (que não são verdadeiros problemas), a interpretação, a capacidade de comunicação escrita, entre outras competências que são sem dúvida importantes, mas para todas as profissões, não especificamente para os professores. Por outro lado, a componente específica avaliará (ainda não foi desvendado com exactidão o seu conteúdo!) apenas a componente teórica, deixando para trás a componente mais importante: a prática. Ser competente não é o que sabe, mas sim o que sabe fazer, neste caso o que sabe ensinar. Tal como acontece com os exames nacionais do ensino secundário, o exame não avalia as competências relacionadas com o saber fazer, porque essas só são demonstráveis em contexto de sala de aula. Foi precisamente nesse contexto que todos os professores contratados demonstraram capacidade para a docência, já que todos fizeram estágio, no qual lecionaram aulas supervisionadas e nas quais foram avaliados. É sem dúvida importante avaliar os conhecimentos dos professores numa determinada disciplina, mas mais importante será a sua capacidade para continuar a aprendê-la ao longo da sua carreira. E mais importante ainda é assegurar que ele saiba mobilizar esses conhecimentos para dar boas aulas.
        3) É uma prova pontual.
        Como tal há sempre um enorme risco de fornecer um resultado pouco fiável, pois o examinando está sujeito a factores que podem afectar muito negativamente o seu real desempenho, dando uma falsa ideia do seu valor (Que nível atingiria o Cristiano Ronaldo pelo seu desempenho em alguns jogos?). A avaliação deve ser contínua. Utilizar uma prova pontual para decidir o futuro profissional das pessoas é tecnicamente incorrecto e pode ser muito injusto.

      • Correia on 2 de Abril de 2014 at 18:12
      • Responder

      Obsoleto é o colega e as suas ideias…

    1. Com certeza Mestre.

      • Miguel Castro on 2 de Abril de 2014 at 18:40
      • Responder

      Ramiro, o teu caso já não tem solução.
      Enforca-te, que é um bem que fazes à humanidade.

      • Coitratado on 3 de Abril de 2014 at 0:04
      • Responder

      Lá está o nosso amigo Ultraliberal a procurar criar o caos, conheces aquela que diz “estrelinha que te guie…” Se souberes esta ficas dispensado da prova, só mostra que és um gajo inteligente.

    2. Sim…comecemos por hierarquias…avaliação para políticos,ministros da educação, DIRETORES…mas avaliações preparadas como as que preparam para os professores contratados…

    • O Cão Danado on 2 de Abril de 2014 at 18:11
    • Responder

    Não podia estar mais em desacordo Arlindo.

    “E no fim de tudo ainda vamos perceber que a dispensa da PACC foi uma solução menos má.”

    • ULTRALIBERAL on 2 de Abril de 2014 at 18:18
    • Responder

    Tanto cristalizado burocrático…

      • Laura on 3 de Abril de 2014 at 10:04
      • Responder

      Surgiu-me, entretanto uma dúvida!!!

      Os profs saem mal preparadas e sem terem adquirido as competências e capacidades necessárias, certo!?
      Mas acabam a licenciatura e, agora, o MESTRADO, certo!?
      Tiveram que ser avaliados por alguém, certo?
      Houve uma instituição que reconheceu que aqueles mestres / professores doutores tinham competências e capacidades para avaliar corretamente, certo?

      Concluíndo, se o mercado de trabalho conclui, que um aluno acaba um ciclo de estudos mal preparado, a 1ª coisa a fazer é questionar quem o aprovou… Questionar o aluno aprovado não faz sentido! Faz sentido, sim, questionar quem o aprovou!!! Mas, curiosamente, todos estes srs continuam a ocupar um gabinete em cada uma destas instituições e não os vejo serem incomodados!!!!

      Entendo o seu silêncio quanto á PACC, claro que entendo! É para ver se a opinião pública não se lembra deles. Depois era uma chatice!!!!!

    • Diogo Pereir,a on 2 de Abril de 2014 at 18:39
    • Responder

    ó caro Arlindo, dá-me ideia que estava a torcer para que a PACC se realizasse para que pudesse afirmar que a PACC foi uma solução menos má. Quem defende que a PACC é má não pode negociar, de forma a deixar de fora uns e outros não, quem vai fazer a PACC são os que não lecional. Negociar assim é ser-se verme.

  1. A forma como o Arlindo termina é triste. Fico sem saber se a batalha foi ganha pelo MEC ou pela FNE. Qualquer dia “sindicalizo-me” no MEC para resistir aos golpes da FNE.

    1. Adorei a de sindicalizar-se no MEC para ersistir à FNE… muito bom.

    2. Gostei…..

    • Lucretia on 2 de Abril de 2014 at 20:33
    • Responder

    O Chefe Arlindovsky podia ler poesia, ora leia:

    Os inocentes do Leblon

    “Os inocentes do Leblon
    não viram o navio entrar.
    Trouxe bailarinas?
    trouxe imigrantes?
    trouxe um grama de rádio?
    Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
    mas a areia é quente, e há um óleo suave
    que eles passam nas costas, e esquecem.”

    Carlos Drummond de Andrade

    Poderíamos adaptar e criar os Inocentes da FNE ou os Indiferentes da FNE?

    • Silva on 2 de Abril de 2014 at 21:15
    • Responder

    Que engraçado: por um lado, puxar interesses para os concursos internos, por outro botar borda fora os colegas mais novos. Ramirilizou-se….
    Qualquer dia vamos assistir aos monólogos da criatura, ao fechar do blog e ao convite para uma comissão qualquer para encher.
    Eu gostava era de ver os colegas desatualizados a fazerem uma prova como aquela que tentaram fazer em dezembro. O que eu me ria….

    1. Pois… é sempre a mesma conversa… já leu em algum sítio que os professores do quadro adorariam ver os colegas mais novos fazer a dita prova???? Então porque é que diz que queria ver os colegas mais velhos (que denomina de desatualizados) a fazer a prova???

      A maior parte dos colegas contratados não a fez prova porque esses mesmos colegas desatualizados fizeram greve à vigilância da dita. Tenha um bocadinho de cuidado quando se referir de forma ingrata, desrespeitosa e arrogante a pessoas de quem pode vir a precisar.

    2. Já agora, eu, que devo fazer parte dos desatualizados, achei a prova ridiculamente fácil. A capacidade de raciocínio lógico não fica desatualiza com os anos. São boas notícias para si uma vez que também vai envelhecer e assim ganha esperanças de ficar mais inteligente.

        • Silva on 3 de Abril de 2014 at 11:27
        • Responder

        Eu também achei fácil aquele modelo de 10 perguntas e com tempo ilimitado…

          • Ana on 3 de Abril de 2014 at 18:31

          Estou a falar da prova que foi aplicada. Não do modelo. E o tempo chega.

  2. Do meu ponto de vista o Arlindo tem razão. É só fazer um raciocínio linear: a prova é uma estupidez pelo que se for aplicada a menos pessoas será melhor. Para as pessoas que vão fazer será exatamente a mesma situação. O mesmo tempo, o mesmo papel, as mesmas perguntas. A única diferença é que terão menos companhia. A não ser que entendam a prova como uma oportunidade de convívio não sei porque ficariam mais contentes se mais pessoas a fizessem. E a probabilidade de se ficar colocado com menos de 5 anos de serviço também é tão pequena que, mesmo que corra mal, não me parece que se perca grande coisa.

      • wütend on 3 de Abril de 2014 at 0:21
      • Responder

      Eu discordo completamente.
      Porra mil vezes porra, têm que haver sempre os sacrificados?! Isso é uma treta. Não é justo, não é correto, é desumano, independentemente de quem tem 5 anos de serviço conseguir colocação ou não! Somo desunidos, somos egoístas e coniventes com toda esta situação. Os professores perderam a força. Devem estar a concentrá-la nas inúmeras papeladas e burocracias que este palerma do Crato e sua corja inventaram para nos manter distraídos do que nos estão a fazer.
      Enfim… cada um ocupado no seu próprio quintal. O resto que se dane. Afinal são só um “mal menor”.

      1. Se todos os contratados ou todos os professores ou todos os portugueses fizerem a prova não a torna mais justa. Será igualmente uma prova absurda mas prejudicará mais pessoas. É apenas isto.

          • Lucretia on 3 de Abril de 2014 at 10:01

          Ana, esse aspecto ainda agrava mais a situação. O mal, ao recair sobre alguns, empregna-se melhor por todos. Se todos ficarmos indiferentes, não lhe parece que tudo piora? Além disso, caso não saiba, há pessoas que, com menos de cinco anos de serviço, se encontram a leccionar. Até podiam ser apenas 10 os colegas a fazer a prova. É injusto! Portanto, não há argumentos válidos para defender esta atrocidade. Há é individualismo, “umbiguismo”, um professor a sério pensa, caso contrário, ensina o quê aos seus alunos?

          • Lucretia on 3 de Abril de 2014 at 10:12

          impregna-se*

          • Ana on 3 de Abril de 2014 at 18:44

          Neste caso o mal seria reprovar na prova. E seria o mesmo quer fosse com 10 pessoas ou com 100000. Não é individualismo. Individualismo é pensar “se eu tenho de fazer, que façam também os outros”. Ninguém (ou quase…) quer que os contratados com menos de 5 anos a tenham de fazer. Por isso é que foram os colegas de quadro que inviabilizaram a aplicação da prova. Mas, pelo que se lê, há quem queira que todos façam.

    • ULTRALIBERAL on 2 de Abril de 2014 at 23:58
    • Responder

    Ó Lucretia, não misture Drummond com isto. Lembre-se que há sempre opiniões diferentes e cada um deve dizer sempre aquilo que pensa respeitosamente. Muita democracia formal para aqui e para ali, mas, quando as pessoas pensam de forma diferente, a democracia já não é boa.

  3. “E no fim de tudo ainda vamos perceber que a dispensa da PACC foi uma solução menos má.” Arlindo, vai pentear macacos…. estás cada vez mais lambe botas…

  4. Parabéns ao cRato e sua equipa do MEC, pois conseguiram cumprir pelo menos um dos objetivos da prova: colocar o pessoal em pé de guerra… DIVIDIR PARA REINAR…..

    será que os meus queridos colegas ainda não perceberam: deixem de olhar para o umbigo, só desta forma levaremos a nossa carreira e dignidade a bom porto……..

    Sejam ineligentes …. e pensem um pouco …. será que o Mec consegue implementar as ideias demoníacas de colocar docentes fora do sistema, concursos extraordinários malucos…. derespeito por quem está nos quados e vai ser ultrapassado por contratados… e um outro sem número de medidas descabidas que todos conhecemos, contestamos… mas … sem união claro que seremos prejudicados, não um mas todos….. pensem nisso …

    • eternamentecontratada on 3 de Abril de 2014 at 10:51
    • Responder

    Que tristeza!

  5. Sinceramente colegas.(se é que se podem chamar de colegas)….
    O Nuno tem toda razão. Abram os olhos!!! Hoje fazem prova quem tem menos de 5 anos, amanhã farão todos os contratados e depois chegará às camadas mais “in” (os do quadro)…Reflitam os vossos comentários. Não queiram para os outros o que não querem para vocês. Agora vir aqui opinar (com o devido respeito e liberdade de expressão) que a prova é facil….bla bla bla..que é um mal menor fazerem só os que tem menos de 5 anos….dá-me vómitos e nauseas! Por isso que estamos isso, na decadência da educação e ensino público em Portugal e na eminência de qq dia ficar tudo privatizado! Reflitam….

      • Cumba on 3 de Abril de 2014 at 14:43
      • Responder

      Colega faço das suas as minhas palavras. Que classe de gentinha que se vende por pouco.

      • Cláudia on 3 de Abril de 2014 at 18:29
      • Responder

      Inteiramente de acordo! Esta prova é um absurdo. Já agora, sou prof do quadro e se esta prova tivesse decorrido na minha escola, teria feito greve!

    1. Foram os quadros, o pessoal mais in, que impediram que a prova se realizasse. Facto: a prova foi fácil. Sabemos porque já foi aplicada. A colega fez? Provavelmente não. Se fez não contou para nada devido à greve de professores vigilantes. O que demonstra que os professores, TODOS, são contra esta situação e que protegeram os colegas mais novos.

      1. Para Ana:
        “Foram os quadros, o pessoal mais in, que impediram que a prova se realizasse. ” Sério? Olhe que tenho sérias duvidas….Nem todos os vigilantes eram docentes do quadro e muitos estabelecimentos a mesma foi realizada.
        “Facto: a prova foi fácil. ” Talvez para si. O conceito de facilidade varia de pessoa para pessoa. Bastou ser uma prova que humiliou milhares de candidata para ser absurda!
        “A colega fez?”- Não fiz e até impedi que a mesma se realizasse (o que vem contradizer a sua primeira fase-“Foram os quadros, o pessoal mais in, que impediram que a prova se realizasse. “)
        “greve de professores vigilantes”- Bom sejamos realistas, a maioria das escolas teve tudo a funcionar e a prova realizou-se.

          • Ana on 3 de Abril de 2014 at 19:38

          Nesta greve passou-se a mesma situação da greve aplicada aos exames nacionais. 99% dos professores poderia fazer greve e mesmo assim a prova ainda se iria realizar em algumas escolas. A maioria das escolas não teve TUDO a funcionar. Teve o suficiente porque os diretores e assessores asseguraram vigilância, secretariado, arranjaram o refeitório, arrastaram mesas e cadeiras. Se não foram só os colegas de quadro que fizeram greve, então foram os colegas contratados, que, isentos de a fazer, não concordaram que outros a fizessem. É exatamente o mesmo.

  6. A prova é a única porta de entrada possível para o jovem que sai hoje da universidade pública com o diploma de mestre em ensino. Caso ela não aconteça, quem terminar o curso não terá nem mesmo a possibilidade (quiçá de sonhar?) de exercer a sua profissão.

    Eu não acho que seja justo concorrermos num concurso nacional com a classificação académica, tendo em vista que nas universidades particulares os critérios de classificação são bastante questionáveis.

  7. Mas quem é que ainda é sócio da FNE?
    Tachistas ou masoquistas.

    • Maria on 3 de Abril de 2014 at 18:23
    • Responder

    Lá vão alguns colegas começar a tremer de medo…

  8. O problema desta questão é que alguns, saliento, alguns, defendem que seria melhor que todos fizessem a prova, não por uma questão de precisarem de mais companhia, mas porque tem esperança que outros contratados reprovem e que isso os faça subir nas listas.

    Relativamente às pessoas do quadro… pensam (por motivos que me escapam) que as pessoas mais velhas são menos capazes e sonhariam com um mundo em que isso levaria ao despedimento e à abertura de vagas para os jovens iluminados. Não é possível, seria totalmente ilegal uma vez que não pode ser aplicada uma prova para despedir ninguém. Apenas para ingresso. Mas mesmo que fosse possível… desenganem-se. Quem fez uma 4ª classe à antiga portuguesa acha a prova muito fácil. É exatamente o mesmo tipo de perguntas. E o acordo ortográfico, que seria o mais chato, vale pouquinho.

      • Maria on 3 de Abril de 2014 at 21:47
      • Responder

      😀

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