18 de Setembro de 2019 archive

Enc. de Educação condenada por injúria agravada e denúncia caluniosa a Professor

Rui Cardoso

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Esta história é verídica. Chegou-nos por email há uns dias…

Não me vou alargar muito nos pormenores ou identificação, mas fica o alerta para outros docentes que se calam perante estas situações e não fazem exemplo dos seus agressores.

A história pode ser contada da seguinte forma:

Decorria uma aula normalmente em que um docente passa uns exercícios no quadro, explica-os e pede aos alunos para os passarem para os seus cadernos. Conforme foram acabando a tarefa o professor foi verificando se a tarefa tinha sido completada. O docente constata que uma aluna já com o caderno fechado estaria na “galhofa” com o colega de carteira e pede para ver se esta tinha completado a tarefa, verifica que não o tinha feito. Chama a aluna à atenção para a sua conduta reprendendo-a e informando-a que iria proceder ao registo da falta e a aluna levantou-se, sem emitir qualquer resposta abandonando a sala de aula.

Passados uns minutos reaparece à porta da sala acompanhada pela sua encarregada de educação, que de imediato e gesticulando lhe ordenou “venha já comigo à direção”. Após o professor lhe ter explicado que estava em aula e não podia, naquele momento abandonar a sala nem a encarregada de educação podia estar ali, a encarregada de educação continuou exaltada dirigindo-se ao docente nos seguintes termos; “Não vou sujar as mãos em merda como você(…)”, “(…) filho da puta (…) e (…) cabrão de merda (…), pelo meio ainda o apodou de racista. Entretanto tinha chegado uma assistente operacional que, colocando-se de permeio, evitou que houvesse uma agressão física ao docente. Refira-se que o docente ainda se encontrava à espera de uma operação à coluna e ficou provado em tribunal que manteve sempre uma postura defensiva, correta e colocou as mãos atrás das costas para proteger a parte do corpo a que tinha debilitada.

É chamada a PSP que toma conta da ocorrência e identifica a encarregada de educação.

O professor não deixou cair a queixa e seguiu para afrente com o processo. A encarregada de educação, entretanto apresenta queixa contra o docente por agressões sofridas e afirmando que o mesmo lhe tinha cuspido na cara.

O Tribunal deu como provado que a encarregada de educação agiu de forma consciente e deliberada, visando atingir o bom nome,  honra, dignidade e consideração profissional do visado, no exercício das suas funções e por causa delas, em frente a todos os seus alunos. A encarregada de educação foi condenada a uma pena de multa de 90 dias por injúrias agravadas à taxa de 6€ por dia.

Quanto à denúncia caluniosa, o tribunal condenou a encarregada de educação a uma pena de multa de 180 dias à taxa de 6€ por dia.

O tribunal teve em conta determinados fatores para condenar a encarregada de educação e apenas determinar os 240 dias de multa pelos crimes que lhe foram imputados.

Resumindo, 240 dias a 6€ por dia dá a módica quantia de 1440€ e  fica obrigada a suportar as custas do processo.

Este caso que sirva de exemplo para professores e outros encarregados de educação que se lembrem de não pensar antes de atuar e se acreditem em tudo o que os filhos lhe dizem sem questionar ou querer saber a versão dos professores.

Este docente é um exemplo a seguir.

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Divulgação – Docente de TIC

Rui Cardoso

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Colégio em lisboa procura docente para lecionar Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), do 1º ao 9º ano. Valoriza-se experiência profissional e disponibilidade horária (Full-time ou Part-time)

Perfil de competências:

– Licenciatura ou Mestrado adequado

– Domínio ao nível das novas tecnologias

– Gosto e motivação pelo ensino

 

Enviar CV + carta de motivação para o email:

colegiorecrutamento2@gmail.com

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“Défice” de 20% de docentes nos Açores

Rui Cardoso

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Sindicato diz que quadros das escolas dos Açores têm “défice” de 20% de docentes

Os quadros das escolas dos Açores apresentam um “défice” de 20% de professores pelo facto de o Governo Regional estar a “limitar” a contratação sucessiva a termo resolutivo, denunciou o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA).

“No ano letivo anterior, o Governo Regional precisou de recrutar 1.254 professores durante todo o ano, o que significa que o total de docentes que existem no quadro eram 4.438, estando-se a falar de 20% de profissionais que o executivo necessita para que as suas escolas funcionem com o número devido”, declarou o líder do SDPA, Ricardo Batista.

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Mais un critério esquisito nas AEC…

Rui Cardoso

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Onde, quase, só falta o nome…

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O que é esmagado, que se levante! -Santana Castilho

Rui Cardoso

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O que é esmagado, que se levante!

O ano lectivo inicia-se com um sinal distintivo: o Ministério da Educação aprovou cerca de 50 projectos de inovação apresentados por agrupamentos de escolas ao abrigo da Portaria 181/2019, que lhes confere a possibilidade de ampliarem a celebrada flexibilidade curricular para além dos 25% já previstos para todas as escolas. Segundo o jornal I, em Santo Tirso os alunos vão escolher as matérias e quando querem ser avaliados, em Cascais adoptaram a “Pedagogia do Amor”, algures em Braga vão desenvolver as “oito inteligências da criança” e em Torres Vedras andar de bicicleta passou a integrar o currículo. Digam-me se não é motivo para vermos António Costa aos saltinhos, num qualquer palco de comício eleitoral próximo!

Aquando da publicação da portaria supra referida, mobilizaram-se escolas, directores e professores para a cruzada da elaboração de Projetos-Piloto de Inovação Pedagógica (PPIP), que promovessem a reorganização curricular e redefinissem o calendário lectivo e os momentos de avaliação. Apesar disso, temos apenas 50 (6%) de um total de 813 agrupamentos, com iniciativas aprovadas, o que torna legítimo admitir a existência de um fosso entre o que entendem as escolas e o que queria o ministério. Com efeito, João Costa teve desde sempre um problema existencial de conflito ente a ideologia impositiva que o norteia e as recomendações do marketing político que o assessora. Ou seja, pôr as escolas e os seus directores a fazerem o que ele quer, mantendo nas homilias públicas a abertura caridosa e conciliar do prior do “eduquês” novo. A quadratura deste círculo terá sido conseguida pelo destino dado aos projectos que lhe chegaram: aprovados os que lhe adivinharam os desejos, recusados todos os outros; recompensados os prosélitos, penalizados os que se protegeram da babilónia do esvaziamento curricular. Viva a autonomia domesticadora de quem recita o credo!

No desenvolvimento da matéria que chamou à primeira página sob as epígrafes a que me referi, o jornal I aludia a “escolas que estão a revolucionar o ensino”. Sabendo que a promoção do sucesso a qualquer título foi o factor dominante da aprovação ou rejeição dos projectos experimentais de inovação, que irá acontecer no fim do ano? Teremos 94% de escolas “fracassadas” e 6% cintilando êxitos? Não, não teremos. Outrossim, repetir-se-ão resultados ditados pelas variáveis de sempre, as mais marcantes de natureza socioeconómica e exteriores à escola. Quanto ao que a escola pode fazer, não são “revoluções” miraculosas mas políticas adequadas que importam: que limpem o sistema de burocracias impensáveis, pela estupidez e inutilidade que significam; que removam o lixo normativo e substituam formulações prolixas por linguagem simples; que tornem coerentes e praticáveis os planos de estudo e os programas disciplinares, para termos currículos adequados; que dignifiquem e humanizem a profissão docente; que estabilizem a vida pessoal e familiar dos professores; que removam os obstáculos às aprendizagens dos alunos, com meios e materiais suficientes; que resolvam a indisciplina nas escolas.

Em Pedagogia está tudo descoberto, dito e escrito. Seria de bom senso substituirmos o vocábulo inovar por alterar. Não inovamos coisa nenhuma. Alteramos. A denominada flexibilidade curricular, construída a partir de uma absurda ideologia igualitarista, promissora de uma escola sem paredes, sem portas, sem turmas, sem aulas, sem horários, sem relógios, sem campainhas, sem testes, sem reprovações, onde os alunos aprendem brincando e a felicidade jorra dos bebedouros públicos, vem transformando o sistema de ensino numa coisa desconexa onde, a breve trecho, ninguém se entenderá. Responda-se com honestidade: pode o professor da nossa escola de massas praticar o ensino individualizado para que tendem as pedagogias construtivistas? Não, não pode!

O sistema de ensino tem demasiados actores vítimas de “normose”. A “normose” oblitera a vontade própria na medida em que se caracteriza pela imposição aos indivíduos de um conjunto de normas, conceitos, estereótipos e modos de pensar que os leva a adaptarem-se a um contexto, sem o questionar. Um “normótico” age esmagado por aquilo que lhe impõem, dispensando a análise racional e desistindo do contraditório. Que desejar-lhes? O que recomendou Bertolt Brecht: que se levantem!

In “Público” de 18.9.19

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Quem concorda?

Rui Cardoso

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Professores devem eleger e ser eleitos para órgãos de gestão das escolas

O princípio da escola democrática é um princípio básico na nossa Constituição e por isso devemos proporcionar a todos os professores direitos iguais de eleger e ser eleitos pelos órgãos de gestão das escolas e limitar a três os mandatos dos membros dos órgãos de gestão das mesmas”, declarou Joaquim Sousa.

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