Agosto, o Mês do Desemprego Para Muitos Docentes Contratados

Muitos dão aulas há 15 anos mas ficam sem emprego em agosto. Neste ano são 3800

 

ng7459976

Estiveram nas escolas, no ano inteiro, 3782 contratados. Voltaram a ficar sem vínculo neste mês e têm de tornar a lutar por um lugar. Há quem tenha adiado a maternidade até aos 41 anos ou tenha ido viver a 555 km de casa

Sabiam que a estabilidade não ia ser fácil de encontrar. Mas nenhum deles imaginava que 15 ou 20 anos depois de terem começado a dar aulas, a entrada nos quadros do Ministério da Educação (ME) fosse apenas ainda uma miragem. Todos os anos a mesma rotina: chega agosto e milhares de professores ficam desempregados e têm de voltar a concorrer a um contrato nas escolas. Se tiverem sorte, conseguem um novo vínculo anual e completo. Mas isso também pode significar mudar para a outra ponta do país. Neste ano, estão nesta situação 3782 professores que estiveram a tempo inteiro nas escolas até 31 de julho.

Ficar longe de casa e concorrer sempre para todo o país são sacrifícios que milhares de contratados estão dispostos a fazer na esperança de chegar aos quadros. Com cinco contratos anuais, completos e consecutivos conseguem essa meta, mas a Associação Nacional de Professores Contratados espera que mais do que aplicar essa regra, o governo esteja disponível para integrar nos quadros quem tem mais de dez, 15 ou 20 anos de serviço e continua a jogar na lotaria dos concursos de professores. É o caso de Lucinda Santos, Alexandra Botelho, Aires Ferreira e Miguel Ângelo Carromeu.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/agosto-o-mes-do-desemprego-para-muitos-docentes-contratados/

13 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Falso on 15 de Agosto de 2016 at 17:20
    • Responder

    Detesto artigos tendenciosos, com titulos e subtítulos bombásticos mas falsos, este é mais um deles.
    Os contratados não perderam qq vínculo em Agosto nem estão desempregados (falo da maioria e dos referenciados na notícia)! Estão de férias, as quais receberam, e têm o vínculo até final do mês. Agora em setembro é que muitos podem voltar a não ter. O nosso jornalismo no seu melhor…

      • torradeira on 15 de Agosto de 2016 at 18:05
      • Responder

      Eu não tenho contrato, acabou dia 28 de Julho. Entrei a 17 de Setembro e a colega tinha acabado a baixa em Agosto. Depois só a 11 de Janeiro foi a Junta Médica, deram a resposta na 3ª semana de Abril. Com os dias de férias ia embora a meio de Maio, mas a 3h de ir embora chamaram-me e eu consegui ficar até final das aulas, indo a colega, que não dava aulas há 2 anos, fazer outras funções. Até dei um beijo à diretora!!!

      Seria até meados de Junho, acabei por ficar até 30. Depois lá fui ao centro de emprego. Proposta de avaliação de 9.9, deram-me, após deliberação, 7.9. 20H semanais a 300kms de casa.

      O ano anterior estive onde a colega da notícia esteve, Quarteira, mas enquanto ela fazia 550kms, eu fazia 600. Ela deve ter estado lá este ano. Eu fazia 600kms – 10h de viagem de autocarro – de 15 em 15 dias – sair às 17h30 de 6ª, chegar à estação do autocarro quase às 3h da manhã de sábado e ir de boleia de 1 cunhado, depois sair ao domingo às 15h e chegar a Quarteira às 00h, para começar no dia seguinte às 8h30m.

      Com uma filha de 3 anos que ainda foi 2x ao Algarve, nos inícios de Janeiro e finais de Junho, foram as férias possíveis misturadas com trabalho, uns meros 4 dias. Nesse ano entrei na 3ª semana de Outubro num único anual de 22h que saiu (ou seria Campomaior pelo período mínimo de 1 mês) e este ano seria por 1 mês com 20h, mas saiu-me a sorte grande no meio de tantas peripécias.

      Posto isto tudo, não, nem todos têm contrato até 31 de Agosto…

        • Horarios on 15 de Agosto de 2016 at 19:06
        • Responder

        A noticia fala de horarios anuais e não de temporários como o seu.
        Posto isso a noticia está incorreta

          • torradeira on 15 de Agosto de 2016 at 22:37

          A notícia fala em horários anuais, mas depois se ler o artigo todo ao carregar no link a azul, que foi a notícia que li, fala que alguns deles andaram anos e anos com anuais e depois com horários das TEIP que os fizeram perder, por exemplo, 20 dias de Setembro, ou seja, entraram uns dias mais tarde e perderam a tal “plurianuidade”. Ou seja, acabam por se misturar os dois horários. Escrevi nesse sentido, que há quem vá para muito longe durante 1 ano letivo fazendo múltiplos sacrifícios e que efetivamente não o é na sua totalidade.

        • Falso on 15 de Agosto de 2016 at 23:17
        • Responder

        Percebeu a parte onde disse que falo na maioria e dos entrevistados? Claro que há mts que não têm contrato anual, mas é falaciosa pois faz parecer que TODOS os contratados estão desempregados em agosto!
        E não vale a pena falar de sacrifícios… A grande maioria dos docentes já os fizeram ou ainda os fazem, até os do quadro. Mas claro, não saber que se tem emprego logo dia 1 de setembro bate tudo o resto.

    • Isabel on 15 de Agosto de 2016 at 17:56
    • Responder

    Arlindo, é verdade que só são 3800 contratados? Tinha ideia que era um número um bocadinho mais elevado…

    • Manuel António on 15 de Agosto de 2016 at 21:32
    • Responder

    A associação quer exatamente o quê?, que mesmo sem necessidade o ME abra muitas vagas para depois deixar sem horário quem já lá tem? É um facto que muitos professores tem mais de 15 anos de serviço mas vêm, na grande maioria, das escolas privadas. Será uma boa ideia colocá-los no quadro para depois deixar com horário 0 outros com menos tempo de serviço que já lá tem e que sempre trabalharam no público?
    O ME deve abrir unicamente as vagas necessárias, independentemente de pressões externas.

    • Exemplos on 16 de Agosto de 2016 at 16:41
    • Responder

    Claro tem 20 anos no colégio ao pé da porta de casa, porque os contratados com 10 ou 12 de público já nem tem trabalho.Choram-se muito os contratados, mas há professores no quadro em situação muito piores que a deles.
    Porém os contratados são unidos e batem o pé, os do quadro são mansinhos logo aguentem o seu marasmo e que vejam os contratados conseguirem o que pretendem.

      • Franciscana on 17 de Agosto de 2016 at 11:23
      • Responder

      ???
      que comentário tão alienado da realidade…

      • paula on 17 de Agosto de 2016 at 12:10
      • Responder

      Sinceramente, existem comentários que me deixam sem palavras! não é justo estar mais de 10 anos a trabalhar no público como contratado! sempre para a mesma entidade patronal, isto é um crime e os colegas do quadro acham justo? Seria justo ver quem vem do privado com esse tempo de serviço e quem sempre esteve no público e fazer a entrada dando prioridade a quem teve + tempo no público.

      • Ribas on 17 de Agosto de 2016 at 13:30
      • Responder

      Professores no quadro em pior situação que um contratado, que em boa ocasião, vai trabalhar para a Quarteira qd é do Porto? Ora dê-me lá um exemplo de uma situação em q um colega do quadro tenha piores condições do que um contratado

        • Martim on 19 de Agosto de 2016 at 18:02
        • Responder

        Por exemplo no 1º escalão o índice é o mesmo e o contratado ainda recebe mais 1 mês relativo à caducidade do contrato, ainda que não esteja um único dia no desemprego. Para além disso pode acumular até 6 horas em qualquer escola e um do quadro não pode. Também não sabe quantos professores do quadro que realmente são do Porto vincularam no algarve e estão em quarteira porque não consegue ir para o norte.

          • Ana on 22 de Agosto de 2016 at 14:52

          Como? Tens a certeza que és Professor? Sabes que o que dizes é o que te é servido nos órgãos de comunicação oficiais? Sabes que isso é mentira?… TENS A CERTEZA QUE ÉS PROFESSOR?

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading