Professores de EVT voltam a procurar apoio dos partidos para salvar posto de trabalhoOs professores de Educação Visual e Tecnológica vão insistir no pedido de audiência que fizeram em junho ao ministro da Educação e pedir o apoio dos grupos parlamentares para tentar salvar os postos de trabalho associados à disciplina.
Foi com preocupação, mas sem surpresa que os docentes hoje receberam a notícia de que o Governo PSD-CDS tenciona alterar a forma como é ministrada a disciplina – com dois professores por turma, num contexto de reorganização curricular e de contenção de custos.
Em entrevista ao jornal Público, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, diz que compreende as vantagens de ter dois professores na sala, mas argumenta que o país não está em condições de suportar os custos associados a esta metodologia.
“Estamos em época de pensar se não se deverá separar curricularmente a Educação Visual e a Educação Tecnológica e os professores alternarem a docência”, admite Nuno Crato ao jornal.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação dos Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT), José Alberto Rodrigues, considerou “uma manifesta incongruência do ministro” tais palavras e lamentou que a equipa do ministério ainda não tenha recebido a associação.
“Se o ministro diz que há uma dispersão curricular, como é que acaba com uma disciplina e cria duas?“, questiona o professor.
Os professores de EVT manifestaram-se na anterior legislatura frente à Assembleia da República (durante uma audição da então titular da pasta da Educação, Isabel Alçada) contra a intenção do executivo de acabar com o par pedagógico.
A medida foi na altura travada por toda a oposição.
José Rodrigues estima que haja atualmente 10.000 a 12.000 professores de EVT, dos quais apenas 400 contratados, pelo que a medida teria um impacto “muito significativo” se metade dos docentes deixasse de ter trabalho.
Apesar de não saber como tenciona o ministro operacionalizar a mudança agora admitida, o professor defende que não faria sentido uma divisão semestral, “tendo em conta as idades” em causa (crianças do 2.º ciclo).
Os professores de EVT reúnem-se a 15 de janeiro, num encontro nacional, em Aveiro, onde a questão estará em discussão.
Entretanto, vão sendo as redes sociais o palco para um debate que a mudança de Governo apenas deixou adiado.
Os professores de Educação Visual e Tecnológica vão insistir no pedido de audiência que fizeram em junho ao ministro da Educação e pedir o apoio dos grupos parlamentares para tentar salvar os postos de trabalho associados à disciplina.
Foi com preocupação, mas sem surpresa que os docentes hoje receberam a notícia de que o Governo PSD-CDS tenciona alterar a forma como é ministrada a disciplina – com dois professores por turma, num contexto de reorganização curricular e de contenção de custos.
Em entrevista ao jornal Público, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, diz que compreende as vantagens de ter dois professores na sala, mas argumenta que o país não está em condições de suportar os custos associados a esta metodologia.
“Estamos em época de pensar se não se deverá separar curricularmente a Educação Visual e a Educação Tecnológica e os professores alternarem a docência”, admite Nuno Crato ao jornal.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação dos Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT), José Alberto Rodrigues, considerou “uma manifesta incongruência do ministro” tais palavras e lamentou que a equipa do ministério ainda não tenha recebido a associação.
“Se o ministro diz que há uma dispersão curricular, como é que acaba com uma disciplina e cria duas?“, questiona o professor.
Os professores de EVT manifestaram-se na anterior legislatura frente à Assembleia da República (durante uma audição da então titular da pasta da Educação, Isabel Alçada) contra a intenção do executivo de acabar com o par pedagógico.
A medida foi na altura travada por toda a oposição.
José Rodrigues estima que haja atualmente 10.000 a 12.000 professores de EVT, dos quais apenas 400 contratados, pelo que a medida teria um impacto “muito significativo” se metade dos docentes deixasse de ter trabalho.
Apesar de não saber como tenciona o ministro operacionalizar a mudança agora admitida, o professor defende que não faria sentido uma divisão semestral, “tendo em conta as idades” em causa (crianças do 2.º ciclo).
Os professores de EVT reúnem-se a 15 de janeiro, num encontro nacional, em Aveiro, onde a questão estará em discussão.
Entretanto, vão sendo as redes sociais o palco para um debate que a mudança de Governo apenas deixou adiado.
Algumas correções à notícia foram feitas no FB da APEVT que passo a trancrever:
1. A audiência foi pedida em Julho;
2. O número de 400 foi avançado não em relação ao que citam mas sim em relação aos docentes a menos contratados este ano lectivo. Fazemos notar que o número de contratados que existe atualmente em EVT é bastante reduzido. Basta analisar a lista de reconduções e contratados;
3. O Encontro da APEVT não será a 15 de Janeiro. Foi informado que tinha sido realizado a 15 de Janeiro de 2011 e em breve seria realizado novo encontro em data a designar.



