Rui Cardoso

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Concorda com uma manifestação de professores em Lisboa na 1ª quinzena de julho?

 

A greve de professores está a fazer o seu percurso e é para continuar. Porém, esta greve está quase “fechada” nas escolas, e alguns colegas já mostraram interesse em exprimir a sua indignação.

A sondagem que se segue, em parceria com o blogue ComRegras, é exatamente para conhecer a vossa opinião.

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Descontos de Vencimento por motivo de Greve – SIPE

O SIPE disponibilizou esta tabela, atualizada, com os descontos por motivo de Greve. Já incluí os 1/4 de escalão.

 

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Opinião – Olha o palhaço! – Carlos Santos

 

Não, não é o dia do Pinóquio. Embora os confundam, para ele já estão reservados os restantes 364 dias do ano (embora o ator seja o mesmo). Hoje o dia internacional é do “Palhaço”.

“Palhaço”, essa figura que outrora servia para divertir crianças, passou a servir para entreter adultos.
A respeitável profissão de “Palhaço” que não era levada a sério em pouco tempo deixou de estar em vias de extinção. Agora, palhaços há muitos!
Vejam só, quem não haveria de querer ser palhaço?! Hoje um palhaço é mais respeitado, mais bem pago e tem mais poder e tempo de antena do que um professor!

Há palhaços para todos os gostos e de todos os géneros e, embora a maior parte deles não use maquilhagem, facilmente se identificam mal abrem a boca. Mesmo que atualmente seja quase impossível reconhecê-los a olho nu, porque já é raro encontrá-los nos circos ou nas festas de crianças, quando começam a falar revelam a sua extraordinária versatilidade de dizerem uma coisa e o seu contrário. Profissionais da intrujice e do escárnio, padecendo dessa coisa pestilenta que muitos denominam ser o dom da palavra, outros classificando-os de artistas da rádio, tv, disco e da cassete pirata, para mim mais não são do que mentirosos compulsivos que mudam mais depressa de opinião do que eu de camisa (e olhem que eu sou muito asseado!).

Gente moldada bem ao jeito da população que temos que prefere uma doce mentira a uma crua verdade.
E eles, como bons profissionais do espetáculo, fazem-se a esse papel que o público espera deles, conseguindo ser cómicos só pela rara capacidade que têm de manter um ar sério enquanto mentem e disseminam asneiras em catadupa.

Longe vão os tempos em que não eram levados a sério. Presentemente levam-nos muito a sério, não pelo circo que montam e barracada que fazem quando começam a falar – mesmo que com ar solene – mas pelos holofotes que os endeusam.
Arlequins que antigamente eram os “bobos” das festas nos reis, são agora uns autênticos reis bem pagos que mandam e desmandam e fazem dos outros bobos.

O único circo que conhecem é o mediático, onde têm palco privilegiado para poderem dizer asneiras e entreter os parvos e os crédulos. Esta é, aliás, das poucas características que se manteve inalterável nos palhaços – dizer asneiras para entreter… e estragar a vida de muita gente.
Com o devido respeito pelos verdadeiros palhaços que tinham préstimo, ser palhaço hoje é sinónimo de ser-se um perfeito inútil que contribui para que por vezes sintamos que estamos num verdadeiro circo.

 

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Serviços mínimos – Paulo Serra

Serviços mínimos
ME não define o número de professores necessários no CT e CD.

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Aviso de abertura de procedimento para celebração de contratos de associação – 2018/19 a 2020/21

 

Consulte o Aviso de Abertura de procedimento para a celebração de contratos de associação.

 

Aviso de abertura

 

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Resposta do ME ao Comunicado da CNIPE

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/2018_06_20_Resposta_Comunicado_Avaliacao12Ano.pdf”]

 

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Comunicado do Governo sobre “Redução do número de alunos por turma”

 

Está publicado o despacho de constituição de turmas para o ano letivo 2018/2019, que determina a redução do número de alunos por turma, bem como as demais disposições do regime de constituição de turmas nas escolas da rede pública e escolas particulares com contrato de associação.
A redução do número de alunos por turma começou a ser implementada em 2017/2018 nos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), uma vez que nestas comunidades educativas os benefícios desta medida são ainda mais significativos. Este ano é dado mais um passo, estendendo-se a redução do número de alunos por turma a todos os anos iniciais dos três ciclos do ensino básico.
Esta medida visa melhorar as condições de trabalho dos professores e contribuir para a melhoria das aprendizagens dos alunos, promovendo condições para mais diferenciação pedagógica.
Trata-se da primeira vez que é publicado este despacho, uma vez que até agora as disposições de constituição eram publicadas no despacho das matrículas. A alteração tem como objetivo sistematizar e organizar a informação, já que a matéria de constituição de turmas é objetivamente distinta da das matrículas.

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Mais uma do desespero do (des)Governo

 

Começa a ser difícil disfarçar o desespero… Com o desespero vem o “erro”…

Como pai e encarregado de educação não admitiria que o meu educando pudesse vir a ser sujeito a uma mudança de regras em cima do momento. Esta barracada vai transmitir instabilidade aos alunos e aumentar a pressão, de que já sofrem, além de fomentar as injustiças e rebaixar para um segundo plano todo o trabalho feito durante o ano letivo. É o usar os alunos como arma de arremesso. É IMORAL.

Ministério diz que nota do exame vai prevalecer sobre nota do professor

 

Ainda bem que temos uma CNIPE.

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Comunicado sobre alteração da lei que regula o acesso dos alunos ao ensino superior – CNIPE

 

Relativamente ao que está a sair na imprensa e as últimas informações avançadas pela comunicação social adiantam que o Ministério da Educação se prepara para fazer uma alteração da lei que regula o acesso dos alunos ao ensino superior, a CNIPE acaba de emitir o seguinte comunicado.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/2018_06_20_Comunicado_Avaliacao12Ano.pdf”]

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Os professores pagaram a banca (27 mil milhões)

 

Se o descongelamento custa 600 milhões de euros por ano, o estado já poupou 27 mil milhões de euros, quantia próxima ao investido na banca.

 

1[1] 2[2] 3[3] 4[4] 5[5] 6[6] 7[7] 8[8] 9[9] TOTAL Acumulado
1º ano 600 600 600
2º ano 600 600 1 200 1 800
3º ano 600 600 600 1 800 3 600
4º ano 600 600 600 600 2 400 6 000
5º ano 600 600 600 600 600 3 000 9 000
6º ano 600 600 600 600 600 600 3 600 12 600
7º ano 600 600 600 600 600 600 600 4 200 16 800
8º ano 600 600 600 600 600 600 600 600 4 800 21 600
9º ano 600 600 600 600 600 600 600 600 600 5 400 27 000

 

[1] Valor não pago referente ao 1º ano de congelamento

[2] Valor não pago referente ao 2º ano de congelamento

[3] Valor não pago referente ao 3º ano de congelamento

[4] Valor não pago referente ao 4º ano de congelamento

[5] Valor não pago referente ao 5º ano de congelamento

[6] Valor não pago referente ao 6º ano de congelamento

[7] Valor não pago referente ao 7º ano de congelamento

[8] Valor não pago referente ao 8º ano de congelamento

[9] Valor não pago referente ao último ano de congelamento

 

 

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Abertura de concursos para contratação de docentes dos grupos de recrutamento 100, 110, 510 e 910 para 2018/2019 – Moçambique

 

Abertura de concursos para contratação de docentes dos grupos de recrutamento 100, 110, 510 e 910 para 2018/2019

Informa-se que estão abertos procedimentos concursais destinados à seleção de docentes com qualificação para lecionação nos horários disponíveis nos grupos de recrutamento 100 (Educação Pré-Escolar), 110 (1.º Ciclo do Ensino Básico), 510 (Física e Química) e 910 (Educação Especial).

O prazo para a apresentação das candidaturas termina às 23:59:59 horas (hora de Moçambique) do próximo dia 25 de junho.

Leia a seguir todas as informações e procedimentos detalhados sobre estes concursos.

Nota informativa 01/2018

Aviso de abertura n.º 6/2018 – Grupo de Recrutamento 100 (Educação Pré-Escolar)
Aviso de abertura n.º 7/2018 – Grupo de Recrutamento 110 (1.º Ciclo do Ensino Básico)
Aviso de Abertura n.º 8/2018 – Grupo de Recrutamento 510 (Física e Química)
Aviso de Abertura n.º 9/2018 – Grupo de Recrutamento 910 (Educação Especial

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As contas do Centeno quanto aos professores…

 

Todos sabemos que as contas do governo só não acertam no caso dos professores. No caso dos bancos… Mas pelos vistos…

Custos das progressões dos professores em 2018 baixam de 90 para 37 milhões

In Público

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Calendário Escolar 2018 2019 em Excel para impressão

 

Calendário Escolar 2018 2019 em Excel para impressão

Com base na informação oficial e usando os nossos calendários de 2019calendários de 2018 construímos um Calendário Escolar Ano Letivo 2018 2019 em excel acompanhado pelos calendários de provas de aferição e exames nacionais.

Eis uma amostra do que encontrará no ficheiro excel.

Calendário Escolar Ano Letivo 2018 2019
Calendário Escolar Ano Letivo 2018 2019 – Clique para descarregar em Excel.

in Economia e Finanças

 

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Opinião – A nossa luta é linda! – Miguel Silva

 

A nossa luta é linda!

Populares são  os Santos, grande é o País.

Uma professora,  que muito considero,  republicou nas redes sociais um texto de 2013.

Nele recordava que tinha posto fim à carreira graças  à política do Governo de então e da do anterior. Leia-se, portanto, do liderado por Passos Coelho e do liderado por José Sócrates.

Recorda, portanto, uma dupla culpa de governos que, para além de não  saberem compreender os professores, os feriram e desconsideraram.

Por mera coincidência, acompanhei uma entrevista concedida pelo Ministro  das Finanças de José Sócrates e recordei que o bloqueio das progressões na carreira se deu ali, naquele tempo. Explicava o ex-ministro que a crise a tanto obrigava, mas acrescentava que o problema fundamental tinha a ver com a comparabilidade dos regimes da função  pública e das exigências da comprovação do mérito.

Portanto, o que ele dizia era que o Governo não concordava com o estatuto da carreira docente e que a pretendia alterar. Assim, tão simples como isso.

Logo, a crise apenas tinha evidenciado uma realidade mais funda.

A crise tinha, apenas, começado. O Governo que se sucedeu estava de mãos  e pés atados. Só podia fazer pior.

A austeridade era a filha da crise e os cortes os seus sucedâneos.

Bom, mas e agora?

Os professores mantiveram-se durante algum tempo mais ou menos silenciosos, até que um ato de luta sindical deu origem a um acordo recheado de expectativas. Esperaram, assim, que a justiça do que exigiam se impusesse.

E perceberam que uma pequena parte seria durante a vida deste Governo e a outra, a maior, noutros tempos a viver.

Alguém iria pagar…

Sempre achei estranha esta confiança, este ato de fé no alheio.

Hoje, a perturbação regressa.

Nem o que estava previsto para este ano se revela praticável.

Nos anos próximos a exigência acumulada é impossível.

Correram os sindicatos a renovar a luta.

Perfilam-se os partidos apoiantes do Governo a endurecê-la.

No receio da moderação do PCP, o Bloco de Esquerda lança-se na aventura sindical.

STOP, diz.

O que o Governo prometeu não cumpre, o que antecipou não existe.

Entalado, como Martim Moniz, o primeiro-ministro desabafa que não há dinheiro.

Centeno avisa…

Do outro lado, a questão não é a das consequências da greve e suas características, é outra, é mais funda.

Há muita gente que acreditou, que lutou, que confiou.

Têm razão para se sentir traídos num momento capital.

A questão  que se coloca é, hoje, a de saber se, com o comportamento do Governo mais alinhado com a prudência,  o PS  consegue as condições para a maioria absoluta ou se os professores a impedirão em função do seu peso eleitoral.

O que vale mais, portanto: ou a disciplina orçamental ou a transigência com um grupo social importante.

Ou, o que talvez seja mais interessante, como é que este grupo grande pode ser dividido e diminuída a sua força.

Porque, como todos já perceberam, o próximo orçamento do Estado irá ser aprovado.

Há muito a perder entre a constelação dominante.

Dela destacada, a  estrela  do Norte brilha, mas brilha com suavidade.

Ainda não conseguiu descobrir o seu caminho.

Populares são  os Santos, grande é o País.

Vivemos embalados por esta declaração vazia: a nossa marcha é linda!

 

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Como realizar Greve no 1º Ciclo às reuniões de avaliação

 

Têm surgido inúmeras duvidas de colegas sobre como organizar a greve no 1º Ciclo. Não estamos habituados a este tipo de greve, mas não é muito complicado, eu, também, tive duvidas que com um pouco de senso comum e pesquisa se dissiparam.

No 1º Ciclo, a avaliação dos alunos está sujeita à audição do Conselho de Docentes, “Para efeitos de acompanhamento e avaliação das aprendizagens, a responsabilidade, no 1.º ciclo, é do professor titular de turma, em articulação com os restantes professores da turma, ouvido o conselho de docentes,…” Despacho Normativo n.º 1-F/2016. Embora, o CD, tenha natureza consultiva, é obrigatório. Por isso, as classificações finais dos alunos, não podem ser atribuídas sem aprovação de todos os titulares de turma, que são os docentes com poder deliberativo.

Para que a reunião possa ser realizada, o CD terá de ter quórum. Esse quórum é regulado pelo CPA, no ponto 1 do artigo 29º que refere o seguinte, “terá de estar presente a maioria do número legal dos seus membros com direito a voto”. Se o direito à greve for exercido por 50% dos docentes titulares de turma, a reunião não se poderá realizar. Se houver um ou mais docentes titulares de turma a exercer o seu direito à greve, menos de 50%,, a reunião terá de se realizar, mas não podem ser aprovadas as classificações dos titulares de turma ausentes. Isso, obrigará à repetição da reunião para aprovação das classificações dos docentes titulares de turma que estiveram ausentes na ou nas reuniões anteriores.

Resumindo: no 1º ciclo, para que a reunião de avaliação não seja realizada por motivos de greve dos docentes, têm de estar em greve pelo menos 50% dos docentes titulares de turma.

Aconselho a balizarem o período de realização da reunião na convocatória, para isso aconselho que consultem o Regimento Interno de cada Agrupamento para verificarem se nele consta o número de horas que a reunião deve ou pode demorar, caso não exista, as duas horas são o limite. Assim não poderão ter nenhuma surpresa desagradável. Só estamos em greve às reuniões de avaliação, como referem os pré-avisos de greve, todo o restante trabalho tem de continuar a ser efetuado, nesse dia não trabalharíamos só durante a reunião…

 

 

 

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Greve?… Vou ali à Russia…

 

 

Ministro da Educação ausente de debate no parlamento para ir à Rússia ver jogo de Portugal

Há duas semanas que decorre a maior greve de professores enfrentada por este governo. Desde que arrancou o protesto, a única vez que o ministro da Educação falou sobre o assunto foi no parlamento há cinco dias. Há 15 dias que não é enviada aos órgãos de comunicação social nota de agenda oficial de Tiago Brandão Rodrigues

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OAL abre possibilidade de coadjuvação no 1º Ciclo e distribuição semanal da Educação Física

 

Duas das alterações que podemos ver no novo OAL são a  possibilidade de coadjuvação no 1º Ciclo e distribuição semanal da Educação Física com critérios. Esperemos que estas “inovações não passem ao lado de muitos CP…

 Artigo 11º

Medidas relacionadas com o Sucesso Educativo

5 – A adoção da medida de coadjuvação em sala de aula deve assentar numa lógica de trabalho colaborativo entre os docentes envolvidos.

6 – A medida referida no ponto anterior pode ser adotada, sempre que entendida como necessária, designadamente, nas componentes do currículo de Educação Artística e de Educação Física no 1.º ciclo do Ensino Básico.

 Artigo 13º

Horário dos Alunos

1 – No âmbito das suas competências, o conselho pedagógico define os critérios gerais a que obedece a elaboração dos horários dos alunos, designadamente quanto a:

e) Distribuição semanal dos tempos das diferentes disciplinas de língua estrangeira e da educação física;

 

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Opinião – O Direito à Greve – Carlos Santos

 

Ontem à noite todos nós ficámos a saber que o governo quer reunir com os sindicatos para tentar unilateralmente pôr cobro à greve a partir do dia 2 de julho pretendendo decretar serviços mínimos.

Segundo diz a Constituição da República Portuguesa [VII REVISÃO CONSTITUCIONAL (2005)] no Artigo 57.º:
“1. É garantido o direito à greve.
2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.
3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.
4. É proibido o lock-out.” (encerramento de um local de trabalho por iniciativa patronal, como forma de pressão face a reivindicações dos trabalhadores).

O único ponto da lei a que o governo se está agarrar é o 3. Ora, eu gostava que alguém me explicasse uma coisa, porque eu não entendo.
Se a um médico ou cirurgião é permitido fazer greve cancelando e adiando durante meses (e mesmo anos) cirurgias e consultas que podem colocar em causa a saúde e até a própria vida dos cidadãos, a um professor anda-se a equacionar se é legal permitir que exerça o direito à greve pelo simples adiamento por umas semanas do lançamento de notas (meros números resultantes das aprendizagens dos alunos)?
Para os médicos, que põem em causa a saúde das populações, é garantido (e bem) o direito à greve, mas para os professores, que apenas implicam o adiamento do lançamento de avaliações de alunos, já se fala na proibição desse do direito à greve com base na satisfação de necessidades sociais impreteríveis?

Decretar o fim da greve às avaliações fundamentada na necessidade de assegurar serviços mínimos é ilegal, imoral e antidemocrático.
É uma clara violação do direito à greve e um vil ataque aos direitos fundamentais de uma classe profissional.

Mas, depois de ver o historial de défice democrático e de falta de diálogo na forma unilateral e prepotente como os titulares das pastas da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, Nuno Crato e Brandão Rodrigues, nos governos de Sócrates, Passos/Portas e Costa têm tratado os professores, assim como o enorme desejo que PS, PSD e CDS têm em mexer na constituição, não me estranha nada esta vontade de atropelo à lei maior da república.
Estou a chegar a um ponto em que começo a ter dúvidas se efetivamente vivemos numa verdadeira democracia; um ponto em que vejo ameaçadas as minhas liberdades e garantias; um ponto em que me é impossível deixar de me interrogar:
Até quando nos vão continuar a perseguir?
Até quando nos vão ameaçar?
Até quando nos vão insultar?
Até quando vamos deixar que nos roubem a pouca dignidade que nos deixaram?
Até quando nos vão continuar a fazer tudo isso apenas porque somos professores?

Eu, tal como os meus caros colegas professores, nunca fugimos aos impostos – o seu valor fica logo retido na fonte.
Não são os professores que recebem subsídios e ajudas de custo para tudo, e até para deslocações e para alojamento quando residem na sua área de trabalho enganando o Estado usurpando o erário público – bem pelo contrário, grande parte dos professores é obrigado a ter viatura própria por ter de trabalhar longe da sua residência ou a ter de pagar o aluguer de uma casa por estar desterrado longe da sua família.
Não foi aos professores que o Estado perdoou centenas de milhões de dívida ou de juros, foi a grandes empresas, muitas delas encabeçadas por ex-governantes.
Não são os professores que têm o direito a chorudas subvenções vitalícias, à aposentação ao fim de poucos anos de serviço e a acumulação de reformas.
Não foram os professores que levaram o país à beira da bancarrota devido a negociatas, offshores e promiscuidade politico-empresarial que arranja grandes «tachos» de chefia a políticos depois de passarem pela governação.

Sou um cidadão português e, contrariamente a muitos dos que nos governam, que estão envoltos em suspeitas de corrupção e peculato e outros que levaram bancos à falência que me obrigaram a tirar pão da minha mesa para os salvar, eu cumpro e não sou corrupto.

A verdade que eu conheço, e da qual me orgulho, é que sou um professor, o qual é obrigado a cumprir mais do que aquilo que lhe pagam para que o sistema funcione – um cidadão que não foge aos impostos, não recebe ajudas de custo, a quem não lhe é perdoada nenhuma dívida, que tem de trabalhar mais do que o horário a que a lei o obriga para cumprir o seu dever, que tem de realizar uma carreira escandalosamente longa para ter direito a uma reforma, e que desempenha uma profissão tão pouco importante que é tão-somente a responsável pela existência de todas as outras profissões.

Por isso, num país onde à classe política e às grandes empresas tudo é permitido e perdoado, recuso-me a ser proibido de exercer um dos mais básicos direitos humanos – o direito de discordar; o direito de defender os meus direitos; o DIREITO À GREVE.

Carlos Santos

 

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Opinião – Exames: o melhor é estudar sem parar – João Costa

 

Os exames nacionais não estão à porta. Os exames nacionais já começaram e o segredo para o sucesso é só um: estudar sem parar, e de preferência um mês antes de cada exame, sem nunca estudar para mais de 3 exames ao mesmo tempo.
A organização e a disciplina são chave. Esqueçam, portanto, as saídas à noite e ao fim-de-semana, telemóveis, WhattsApp, Facebook, Instagram, Snapchats e afins incluídos, até porque os exames são agora e os amigos podem esperar.
Ao longo da minha carreira como aluno do Secundário nunca estudei menos de 2 semanas para cada teste. Fazia resumos da matéria, muitos resumos, mais resumos e, não sei se já o disse, ainda mais resumos. E depois lia-os uma, duas, três, sete ou mais vezes, de trás para a frente e da frente para trás até chegar ao ponto de saber, de ver à minha frente no momento do teste, no momento do exame, onde estava cada letra, cada palavra, em que linha, em que página, memorizando compêndios inteiros.
Na Universidade, entrei para Biologia, o meu curso de eleição. As notas de acesso? À data, 19 a Biologia e 19 a Psicologia.
Nunca parei de estudar. Queria entrar para Biologia, estudar o comportamento animal, fazer documentários, amar os animais, viver com e entre os animais e, se querem mesmo saber, comecei a estudar para entrar para a Universidade aos 10 anos de idade quando, à frente do meu pai, declamei este meu desejo de ser Biólogo.
E se até lá somos todos estudantes, então o nosso trabalho é um e um só: estudar. Porque para podermos estudar, há quem trabalhe por nós, na esperança de que nos façamos homens e mulheres, independentes, empreendedores, realizados, felizes. Porque, para podermos estudar, gerações de pais sacrificaram-se e sacrificam-se em nosso nome e, por conseguinte, o mínimo que podemos fazer é estudar, como se não houvesse amanhã. Devemos-lhes isso, aos nossos pais. É nosso dever, é a nossa obrigação.
Por isso estudei sem parar, sempre, até à hora de cada teste de folhas na mão, revendo e revendo, fazendo exercícios e testes antigos, procurando padrões e respostas, procurando aprender e saber na ponta da língua todos os ossos do corpo humano e o saber não ocupa lugar.
Afinal, é o nosso futuro em causa, é o vosso futuro em causa.
Escrevo-vos do futuro, do meu futuro. Não fiz os tais documentários, descobri a paixão pelo ensino. Inicialmente como professor de Biologia, hoje vivo ao leme de uma escola em Inglaterra. Chegou a vossa vez, o futuro é vosso, agarrem-no com as duas mãos, com as duas pernas, com o corpo todo, e nunca, mas mesmo nunca, parem de estudar, mesmo se já tocou para o exame e vocês ainda à porta a trocar ideias com um colega. E boa sorte!

 

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Esclarecimento do governo sobre negociações com sindicatos dos professores

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2018/06/NCSSSS.pdf”]

 

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Governo garante serviços mínimos às reuniões de avaliação, com reforço de poupança de recursos. – Cartoon de Paulo Serra

 

 

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Convocatória para discutir o indiscutivel – Serviços mínimos

Necessidades sociais impreteriveis?

 

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Abertura de concursos para contratação de docentes de vários grupos de recrutamento para 2018/2019 – Moçambique

 

Informa-se que estão abertos procedimentos concursais destinados à seleção de docentes com qualificação para lecionação nos horários disponíveis nos grupos de recrutamento 410 (Filosofia), 600 (Artes Visuais) e 620 (Educação Física).

O prazo para a apresentação das candidaturas termina às 23:59:59 horas (hora de Moçambique) do próximo dia 20 de junho.

Leia a seguir todas as informações e procedimentos detalhados sobre estes concursos.

Nota informativa
Aviso de abertura n.º 1/2018 – Grupo de Recrutamento 410 (Filosofia)
Aviso de abertura n.º 2/2018 – Grupo de Recrutamento 600 (Artes Visuais)
Aviso de Abertura n.º 3/2018 – Grupo de Recrutamento 620 (Educação Física)
Aviso de Abertura n.º 4/2018 – Grupo de Recrutamento 620 (Educação Física)
Aviso de Abertura n.º 5/2018 – Grupo de Recrutamento 620 (Educação Física)

 

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Joana Mortágua desmonta os falsos mitos sobre os professores

 

Do Facebook…

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Remarcação do absurdo… reuniões ao serão…

 

Já não é o primeiro relato que nos chega de remarcações de reuniões de avaliação para horários como 21 horas ou 21:30 horas.

Será que os senhores diretores têm conhecimento que a partir das 22 horas é considerado trabalho noturno e o trabalhador tem direito a ser pago por isso?

De acordo com o art. 266º, nº 1, do Código de Trabalho, o trabalho noturno é pago com acréscimo de 25% relativamente à remuneração do trabalho prestado durante o dia.

 

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Promulgado, com reparos, o diploma que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário

 

Presidente da República promulga, com reparos, o diploma que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário
Não é bom sinal que cada Governo traga consigo uma reforma curricular – e esta já é a sétima – como não é que essas reformas surjam sem avaliações prévias dos regimes alterados e sejam vagas quanto aos recursos necessários para a sua execução, como sublinha o parecer negativo do Conselho das Escolas.
No entanto, atendendo ao contexto internacional, à coerência com o Programa do Governo, a muitos dos princípios consignados – como os da autonomia e da flexibilidade, da valorização do papel dos alunos e da atenção, que se espera transversal, à Cidadania e ao Desenvolvimento – e ao parecer favorável do Conselho Nacional de Educação, o Presidente da República decidiu promulgar o Decreto-Lei que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens.

A partir de agora o ME pode lavar as mãos dos problemas da escola ao abrigo da autonomia e o facilitismo pode passar encoberto pela flexibilização…

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Do Desespero… serviços mínimos?

 

Não encontro enquadramento, para que as reuniões de avaliação se encontrem abrangidas pela lei alterada pelo anterior governo, mas já vale tudo…

 

Pedidos serviços mínimos na greve às avaliações

A seguir acaba-se com o direito à greve… está tudo bem!

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A Instabilidade nas escolas, provocada pelo governo…

No debate de sexta-feira, sobre a “organização do próximo ano letivo, carreira e concursos dos docentes”, Margarida Mano afirmou que o clima de instabilidade que se vive na educação resulta do comportamento de um “governo dissimulado nos fins, incompetente na ação e deliberadamente ambíguo nas palavras”

 

 

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PCP diz não à ILC

O PCP a defender a iniciativa dos seus sindicatos (até agora foi verbo de encher) e a não acomodar a vontade do povo. Será que estão a pensar apresentar uma proposta? Ou se vão limitar a depositar confiança  em negociações com intransigentes?

Isto leva-me a crer que, dentro do PCP, se acredita que mantendo os trabalhadores insatisfeitos se legitima a existência do partido tal como é.

 

PCP dificulta sucesso de iniciativa de professores no Parlamento

Os comunistas defendem que já existem instrumentos legislativos para a contagem do tempo de serviço e que tudo deve ser tratado em negociações com os sindicatos.

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A verdade escondida.

 

Primeiros raios de sol; levanto-me – as malditas dores de costas, fruto do acidente em serviço que tive há 18 anos, mais uma vez não me deixam dormir mais. Ouço-a, denunciando a evidência de que também acordou. Não passa uma hora para também ela estar a pé. Não usamos despertador há imensos anos. Acordamos sempre mais cedo do que devíamos. Se devido à ansiedade, às preocupações, à idade, não sei…

Aproveitamos o tempo para alinhavar qualquer coisa para o longo dia de trabalho nas escolas que se avizinha (casa de professores é assim). 7h55 hora de sair de casa, mas (como sempre) alguma coisa me atrasa mais uns minutos e lá vou eu apressado, um beijo o desejo mútuo de um bom dia (na nossa profissão, bem que precisamos) e sinto a sua preocupação nas últimas palavras que me diz antes de o elevador partir “Vai devagar e cuidado na estrada. Não te esqueças que nos tens aqui” (ela, os pequeninos (os gatinhos) e a filhota). Ela sabe tão bem como eu que esta é das poucas profissões em que andamos sempre a ser cronometrados ao minuto, senão temos falta.

Ao longo da viagem escuto no rádio a notícia da greve dos professores, mal comunicada com informação incompleta, incorreta e pejorativa. Dou por mim a falar sozinho a dizer impropérios.
O dia de escola é longo e começa assim que estaciono o carro, quando sou «abalroado» por uma encarregada de educação cujo olhar angustiado pela necessidade de falar comigo quase me faz faltar à aula. Só pude dar-lhe dois dedos de conversa, pois os alunos estão à minha espera.
No intervalo do meio da manhã não consegui comer nem ir à casa de banho. Não houve tempo, aquela mãe ainda me aguardava. O assunto importante que consumia aquele ser, um caso que parecia ainda mais importante do que a cimeira sobre a paz nuclear, nada mais era do que um pequeno desentendimento entre alunas, algo infantil, só estranho por ser atípico para alunas de 12 anos (mais uma evidência de que os alunos estão cada vez mais imaturos e superprotegidos pelos pais-helicóptero que não os deixam crescer, ser autónomos e responsáveis).

Intervalo seguinte – sou chamado a resolver um problema “grave” de agressões entre alunos da minha direção de turma (nada de invulgar nos tempos que correm em que o respeito não abunda, a começar pelo mau exemplo que passa nas televisões com energúmenos a quem é dado tempo de antena para proferir insultos; os miúdos, esses são vítimas, pois só replicam aquilo a que assistem). Uma colega tinha e falar comigo sobre um incidente na aula com a minha direção de turma, mas não havia tempo. O dia é longo, mas o tempo nunca chega para tudo.
E a ida à casa de banho teve de permanecer no topo da agenda dos assuntos a resolver, pois a prioridade era apressar-me até aos alunos que já me esperavam à porta da sala.

Um dos alunos mais incumpridores, do alto da sua autoridade, dispara à queima-roupa: “O professor está atrasado, também deveria levar falta!”
Entrámos e lá tive de explicar à turma que se por algum motivo algum professor chega uns minutos atrasado, é por estar a tratar de assuntos escolares, não está no recreio a brincar (como se não o soubessem). Tive de acrescentar que se o critério fosse o mesmo, todos os dias havia alunos com falta por motivo de atraso.
Minutos depois entra um aluno na sala e vai sentar-se. Pergunto-lhe se é assim que se entra numa sala. Responde-me – “Hã?!”. Questiono-o se é esse o modo de se responder a um professor e a turma diz-lhe “É, diga senhor professor, ou stor”. Peço-lhe que volte a sair e que entre como deve ser, batendo à porta, pedindo permissão para entrar, cumprimentando os presentes e justificando o motivo do seu atraso. Tantas vezes que já repetimos isto, mas é-lhes difícil fazê-lo.
Minutos depois, pergunta-me se pode ir à casa de banho. Logo outros pedem-me o mesmo. Relembro-os que não é permitido durante o período de aula. Alunos na pré-adolescência parecem comportar-se como criancinhas do 1º ano.

Ao longo da aula as interrupções são constantes por falta de respeito mútuo entre os alunos e de dificuldade no cumprimento de regras tão básicas como pedir a palavra levantando o dedo ou não interrompendo colegas ou o professor quando estão a falar. Lá está, se a educação viesse de onde deveria vir – de casa – poupava-se muito tempo durante as aulas com estas constantes interrupções e chamadas de atenção.

No fim da aula saio aflito para ir à casa de banho e sou travado por um assistente operacional que me diz ter uma encarregada de educação ao telefone. Tem impreterivelmente de falar comigo ainda hoje. Como tenho reunião ao fim do dia, vou atendê-la, pois diz não poder faltar ao trabalho com receio de perder o emprego. Então, finalmente, lá consigo chegar à casa de banho.
Almoço junto com o “clube da marmita” e dizemos que ninguém fala de trabalho, mas torna-se impossível, pois daí a pouco ninguém fala de outra coisa a não ser dos problemas dos alunos, dos pais…

Fim da tarde, reunião geral.
No fim, exausto, ia disparado a caminho do carro para me ir embora quando sou interpelado por aquela mãe que havia combinado reunir comigo (já nem me lembrava dela!).
Pouco depois do dever cumprido, chegado ao carro, agradeço a mim mesmo a minha bendita paranoia de deixá-lo sempre direcionado para a estrada e com as rodas já viradas em direção ao meu caminho de regresso para não perder tempo.

A anoitecer cheguei a casa. No estacionamento não estava o carro dela (para quem trabalha longe e sem alternativas de transportes públicos, ter viatura própria é uma necessidade para poder trabalhar; neste caso, duas, com despesas a dobrar). Abri a porta e só os 2 gatinhos me esperavam. Instantes depois chega a esposa com um ar cansado e apressado. Notei logo que, se o meu dia não fora fácil, o dela não devia ter sido melhor. Decidimos fazer um batido de fruta para irmos bebendo enquanto se despachava o trabalho que trouxemos para casa. Entretanto, como é comum em casa de professores, o tema da conversa invariavelmente recaiu sobre a escola, as dúvidas e os problemas dos alunos que, sem darmos por isso, acabámos por levar connosco para casa, como se fosse aquele cheiro de tabaco que não nos larga denunciando que estivemos perto de um fumador.
O atraso dela deveu-se à reunião que tivera na escola e da qual me havia esquecido completamente. Desabafou o caso do dia na escola – fora preciso chamar as autoridades, porque um familiar de um aluno estivera na escola a ameaçar os professores. Costumo ser eu (de longe) o mais falador e na minha escola tinha havido vários incidentes, mas estranhamente mantive-me calado para não a stressar mais porque, tenso como eu estava, certamente não ia ajudar em nada.

Sem nos darmos conta, estamos os dois em frente ao computador a terminar papelada. Os gatinhos miam-nos estranhando o nosso olhar hipnótico na direção daqueles retângulos luminosos. Desvio por um segundo os olhos para a Yuki que me observa com um olhar tristonho e quando volto a olhar para o ecrã tenho uma bola de pelo ronronante a esfregar-se no meu rosto – o Mochi queria festinhas (anos antes, mesmo sem querer, do mesmo modo acabámos por sacrificar um pouco do tempo de qualidade com a nossa filha para estar a tratar de assuntos relativos aos filhos dos outros. Ah, se o tempo pudesse voltar para trás…!).
No ecrã estavam múltiplas janelas abertas e um sfgkljwinnnnnnn no documento… o teclado estava ali para ser pisado… pelo gatinho. “Que se lixe a escola!” foi o grito mudo de rebelião momentânea que nos levou a ir brincar pouco com eles, porque o trabalho escolar parece que nunca acaba.

Hoje estava previsto falarmos pelo Skype com a nossa filha (já adulta), mas já se fazia tarde. No fim de semana não fomos vê-la porque estivemos a corrigir testes e trabalhos, no próximo também não vai dar, porque ambos temos de preparar a interminável papelada das nossas direções de turma e no fim de semana seguinte é a filha que está de serviço. Amanhã falamos com ela, tem de ser… e depois combinamos ir vê-la antes do fim do mês… esperamos nós. São sempre as obrigações da escola a prejudicar a nossa vida. A burocracia esmaga-nos, o trabalho tem de ser feito, e ninguém se interessa como nem sacrificando o quê. É revoltante!
Ainda havia uns detalhes para terminar, mas ficam para o dia seguinte ao amanhecer.

Fomos para a cama e, como sempre, não fomos logo dormir, porque recusamo-nos a admitir sermos escravos do trabalho (como se muitas vezes assim não acabasse por ser). Ligámos o televisor. Estava a dar o noticiário das 23h onde se noticiava a greve dos professores com informação incompleta e errada sobre aquilo que nos mobiliza. A nós tudo nos é exigido e apontado, mas àqueles jornalistas tudo é permitido, desde dizer asneiras a desinformar sem cumprirem a sua função com competência. Desabafámos – “É uma vergonhosa campanha para nos deixar malvistos perante a opinião pública! E fartamo-nos nós de trabalhar para isto…!”
Tentei reconfortá-la aludindo que na minha escola está uma colega com quase a mesma idade que nós, a viver num quarto alugado como se de uma estudante se tratasse, a 200km do marido e dos 2 filhos que deixou para trás, ganhando apenas para pagar as suas despesas. Ambos fizemos de conta que isso nos serviria de consolo, não por ficarmos felizes com a desgraça alheia, mas porque nos estávamos a queixar e havia quem estivesse pior. Engolimos em silêncio o ultraje que esta justificação representava para a nossa dignidade, pois com meio século de idade, ambos professores do quadro de escola, um de nós estar com horário-zero e o outro a trabalhar a 42km de casa com um futuro incerto, era desmotivante.

Depois só me lembro de acordar e me levantar para desligar a televisão. Ela despertou e disse-me para esperar. Estava a passar um debate sobre os professores. Ficámos estupefactos (ou talvez não, por já não ser novidade) pois não havia ali nenhum professor com o direito ao contraditório no painel de comentadores que se revezavam como uma matilha de cães raivosos atacando uma presa indefesa, alternando com insultos e mentiras sobre os docentes – que trabalhavam pouco, tinham muitos privilégios e progrediam na carreira muito mais depressa do que outros trabalhadores. Com 25 anos de carreira, há 13 anos no 3º escalão, a receber menos 10% de vencimento do que nessa altura e somos obrigados a ouvir aquelas barbaridades a invadir-nos a casa?! Então o que sentirão aqueles colegas que com uma idade semelhante ainda são contratados e andam com a casa às costas? Que povo ingrato o nosso!
Desligámos e tentámos dormir. Havia que levantar cedo para um novo dia. Os gatinhos saltaram para a cama e aconchegaram-se a nós e, por momentos, esquecemo-nos que a vida não é nem deve ser só escola.

Antes de adormecer ainda pensei para comigo que nem tudo era mau. Ainda vai havendo o apreço de alunos que gostariam que continuássemos a ser seus professores, uma palavra de consideração de pais que reconhecem o enorme trabalho que fazemos na escola a ajudar e apoiar os seus filhos naquilo que podemos, ou colegas e direções que nos dão aquela palmada nas costas pelo trabalho que realizamos.
Mas já não sou capaz de dizer que gosto da minha profissão como há uns anos atrás. É-me impossível ser politicamente correto e mentir, porque há dias em ser professor se torna extenuante, penoso e invasivo do bem-estar da nossa vida familiar. Os alunos estão muito mais difíceis, indisciplinados e muitos mal-educados, abundam pais ingratos e por vezes até ameaçadores e violentos e a tutela trata-nos abaixo de cão com um ódio visceral.
Mas não me iludo, pois sei que, com mais ou menos trabalho, uns dias melhores, outros piores, É MAIS OU MENOS ASSIM A VIDA DE QUALQUER PROFESSOR… A QUAL NÃO É NOTÍCIA, não abre telejornais nem gera nenhum debate na sociedade, a não ser que sirva de pretexto para falar mal.

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Divulgação – A Pulga na Orelha – Candidatura ao Orçamento Participativo Portugal

 

Conhecer para preservar! Este é o lema.

Pretende-se com “A Pulga na Orelha” criar nas crianças, através de histórias ilustradas online, o conhecimento e o gosto pela preservação da fauna e da flora autóctones do nosso país, a partir de todos os concelhos do Alentejo.

É impossível preservar sem se saber o que preservar. É neste sentido que surge este projeto, pretendendo-se dar a conhecer de forma lúdica as características, os comportamentos, a alimentação, a reprodução, os habitats, bem como os perigos a que estão sujeitas algumas das espécies mais significativas da nossa fauna e também da nossa flora.
E porquê o Alentejo? Porque se trata simplesmente de um dos últimos refúgios nacionais quase puros de vida selvagem, nos seus habitats e numa quase harmonia perfeita com o homem. Daqui para o resto do país, e deste para o mundo.

Enquanto professores do ensino básico, e ao propor este projeto, procuramos colmatar uma lacuna grave na educação ambiental e na educação para a cidadania, que passa pela quase inexistência de materiais específicos de apoio à exploração pedagógica nas respetivas áreas.

O projeto terá a duração de 20 meses e prevê a elaboração de 18 histórias (1 por mês durante o calendário letivo), cujo início está previsto para novembro de 2018. Com estas, os professores do 1º ciclo do Ensino Básico poderão explorar gratuitamente nas suas aulas a história de cada mês, socorrendo-se de um vídeo publicado no site do projeto onde se conta a história devidamente ilustrada, bem como da publicação (.pdf) imprimível em papel A4 da mesma história, a qual será disponibilizada online.

Para auxiliar a exploração pedagógica das histórias em sala de aula, será sugerida a dramatização da mesma através da construção de personagens na área das expressões. Para o efeito, será escolhida mensalmente uma matéria-prima reutilizável/reciclável e produzir-se-á um documento em formato .pdf de demonstração da construção das referidas personagens de cada história. Com isto, fomentar-se-á a exploração artística e criativa dos alunos, desenvolvendo-se a manipulação de materiais (motricidade fina), enquanto previamente se dará a conhecer o problema ambiental do excesso de resíduos, incentivando-se deste modo à sua reutilização.

No site e Facebook oficiais do projeto, para além de todos os conteúdos (vídeos das histórias, publicações em livro das mesmas (formato pdf imprimível), tutoriais de construção das personagens), serão também divulgadas as imagens/vídeos enviados pelos alunos/turmas intervenientes no projeto, de acordo com a legislação de proteção de dados.
No final do projeto, serão publicadas num só volume (1000 exemplares) todas as histórias na sua totalidade. O mesmo será distribuído pelas turmas/escolas/bibliotecas/ateliers envolvidos no projeto.

Para votar neste projeto de forma a torná-lo realidade, poderão votar gratuitamente por SMS para o nº 3838 com a seguinte mensagem:

OPP(espaço)352(espaço)NÚMERODEIDENTIFICAÇÃOCIVIL

Ex: OPP 352 123456789ZZ1 (para cartões de cidadão)
Ex: OPP 352 123456789 (para bilhetes de identidade)

Ou online em www.opp.gov.pt procurando pelo projeto “A Pulga na Orelha”

Falta apenas dizer que esta é uma candidatura apresentada ao Orçamento Participativo Portugal

A propósito, já votou?

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ILC a 20.000… Já está!

Para os promotores, os  Parabéns.

Para os céticos fica a lição…

 

 

 

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Mais um caso aberrante de contagem de tempo para a SS

Não será isto alvo de algum tipo de inspeção, ou dá jeito que assim continue?

 

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Os professores contratados continuam a sua luta com a SS…

Fica a exposição…

 

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Cartoon do dia – Vai um tango? – por Paulo Serra

 

 

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Greve no Pré-escolar e 1º Ciclo (organização)

 

Tem circulado informação, por aí, que ainda gostava de saber em que legislação se baseia, que eu saiba a lei é igual e aplica-se da mesma forma a todos. Quem disser o contrário que o baseie na lei.

No caso do Pré-escolar e 1º ciclo o CD só não terá lugar se 50% dos professores estiverem em greve. Nestes 50% incluem-se professores de Inglês do 1º ciclo, professores de EMRC e Professores do 910, conforme os pontos 3 e 4 do art.º 22.º do DN 1-F/2016. Isto deve-se à singularidade destes dois graus de ensino, que funcionam em regime de monodocência. E a diferença é só essa.

Quanto ao que tem circulado por aí referindo que se um docente destes dois graus de ensino fizerem greve a uma reunião de avaliação lhes vai ser descontado o dia por completo, está totalmente errada. Se não vejamos:

Os docentes nesse dia só tinham a reunião como serviço estabelecido no estabelecimento escolar.

Passaram dois tempos para realizar essa reunião.

Os outros 5/7 do tempo que têm que trabalhar nesse dia, o que é feito com eles? São-lhes concedidos como férias? Não.

Se a todos os outros docentes, de outros grupos são descontados 2/7 do tempo de trabalho diário a estes docentes a regra terá, OBRIGATORIAMENTE, de ser a mesma.

Como conselho, elaborem as convocatórias das reuniões de avaliação onde conste hora de inicio e de provável terminus (duas horas depois), assim salvaguardam uma data de confusões que alguns podem querer causar. Quem fizer Greve, no final da reunião apresentem, na vossa secretaria, um “retorno” ao serviço. Talvez estas duas práticas limitem os abusos a que estes dois grupos estão sujeitos por parte de gente mal informada e mal intencionada.

Atenção: Os sindicatos servem para atender e resolver estas situações, qualquer duvida contatem-nos e façam valer os vossas cotas.

Notas informativas e esclarecimentos sem base legal objetiva são meros produtos de desestabilização e não “pegam” no jurídico.

 

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Manual da Greve – Resposta a Dúvidas

 

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Ofício enviado ao Provedor de Justiça – FNE

Ofício enviado ao Provedor de Justiça
A Federação Nacional da Educação, vem solicitar a intervenção de V. Exa. na apreciação da situação que passaremos a expor, decorrente da emissão de “Nota Informativa” por parte da DGEstE/ME e que, na nossa perspetiva, coloca em causa os legítimos direitos dos docentes, maxime, o exercício efetivo do direito à greve, o que se apresenta a fazer nos termos que seguem.

 

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Todos os professores produzem o mesmo efeito na Greve (para o grupo 910)

 

Os professores do Grupo 910 fazem parte do CT e, por isso, são convocados tendo que estar presentes na reunião.

Os professores deste grupo, também fazem parte do CT, uma vez que, a legislação, não abre exceções no seu caso, inserindo-se no ponto 1 do art.º 28.º do DN 1-F/2016. Por isso, são parte integrante do CT. Logo, se um professor do Grupo 910 fizer greve, a reunião terá de ser remarcada, tal e qual se fosse outro professor de outro grupo a faltar.

Os professores do Grupo 910 não são convidados a participar nas reuniões de CT, são convocados, e, imagine-se, marcam-lhes falta se não o fizerem.

 

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OCDE – Em Portugal, quem nasce pobre demora 5 gerações a sair da pobreza

 

Num relatório, da OCDE, Portugal é apontado como um dos países com menor mobilidade social. As origens sócio-económicas e o “capital humano” dos pais são os fatores que mais pesam na hipótese de conseguir uma carreira profissional de sucesso.

Já há muito que defendo que esta deve ser a verdadeira função da escola, o despertar nas crianças a oportunidade de evoluir em relação aos seus progenitores. Para isso o estado tem de se comprometer a intervir mais e mais veementemente na vida das suas crianças, protegendo-as de todos os fatores que as possam vir a limitar, “endurecendo” a luta aos abusos e até definindo-os melhor. Mas para isso era necessário haver vontade…

 

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