Será que vamos ter outro choque tecnológico nas escolas? Acreditando no que tem vindo do IAVE, devem estar para chegar novidades…
A JP-IK está, actualmente, a negociar acordos com entidades públicas e privadas para introduzir estes novos terminais em quatro mercados principais: Portugal, Espanha, França e Reino Unido. Até ao final de 2016, a tecnológica portuguesa a expansão deste canal a novos clientes no mercado europeu.
(clicar na imagem) in Económico by 14/02/2016




6 comentários
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Quando surgiram os Magalhães todos criticaram a iniciativa… É verdade que foram feitos alguns exageros mas todos os estudantes tinham computadores e a medida teve um impacto muito positivo na educação tecnológica de toda uma geração.
Agora, nas escolas, quando no inicio do ano se faz a pergunta mais típica das disciplinas de informática, se tem computador em casa, começa a ser habitual ver a resposta negativa e a vergonha de algumas crianças por não terem computador ou terem uma máquina demasiado velha e os pais não terem dinheiro para a reparar… A verdade é que as tecnologias começam a ser algo que não existe em algumas casas, porque os pais não têm dinheiro para elas.
Não me venham com a ideia que todos têm telemóveis topo de gama porque é mentira. Há muitos alunos que se têm, até os têm velhos e muitas vezes não têm e-mail nem acesso fácil ao computador. De facto, os últimos anos foram um retrocesso.
Prova disto, a venda de computadores a cair desde 2013:
http://economico.sapo.pt/noticias/vendas-de-computadores-portateis-caem-30-em-portugal_161479.html
Venda de tablets a descer em 2015:
http://www.apdc.pt/Artigo.aspx?channel_id=3430D560-04A5-432A-B893-3224E5CEFBBC&content_id=18FA3AE4-5DF2-47DB-90C0-394F96EAA77F&lang=pt
Justificação possível: falta de dinheiro no bolso dos portugueses.
Por isso, esta medida, a ser BEM implementada, sem corrupções, será muito positiva.
E para aqueles que acham que estes aparelhos são negativos e que substituem o papel… uma sugestão: reformem-se.
Bem, conheço uma escola, na zona do Porto, onde todos os sábados há uma feira.
Quando distribuíram o “Magalhães”, passado um mês, nessa feira, era quem mais vendia “Magalhães”.
Quem os pagou? Todos nós com os nossos descontos. Quem ganhou com eles? Os pais das crianças!
Portanto, muito cuidado com tudo isto!!!!!!
Quanto aos telemóveis, em todas as escolas por onde tenho andado (algumas quase todos os alunos têm escalão A), a grande maioria dos alunos têm telemóveis bem melhores do que o meu e riem-se de mim! Não faz mal porque para mim o aparelho serve para fazer e receber chamadas ….
Não conheço o interior do país mas no litoral as coisas não são como as retrata.
Como avaliou o impacto da medida: a “olhómetro”? O que eu vi nesses anos foi os miúdos a usarem aquilo para jogar e pouco mais. Nem sequer eram capazes de seguir as instruções dos documentos oficiais, quando havia uma avaria. E em termos ergonómicos, deixava muito a desejar.
Há muitos computadores nas escolas, a apodrecerem, que deviam ser reutilizados para se ensinar informática básica no duro, em vez destas tretas espectaculares com que os papalvos se deixam enganar. Metam lá um Linux com ambiente leve e serve perfeitamente para se ensinar o básico, mas não, isto é um país de novos ricos que precisam dos processoderos topo de gama para consultarem páginas web. País ridículo.
https://oduilio.wordpress.com/2016/02/14/opiniao-de-ilda-pereira-silva/
…O secretário-geral da FENPROF faz-me lembrar um ilusionista de fraca categoria que com truques mágicos banais procura iludir os “ingénuos” professores do 1º ciclo, os quais ele parece associar à classe pouco reivindicativa e de menor estatuto do estado novo, fazendo que vai tirar da cartola a salvação da espécie, fazendo jus ao provérbio “com papas e bolos se enganam os tolos”. Nas palavras daquele dirigente “não surpreende, pois, que cresçam os gritos de revolta dos professores e a FENPROF quer ampliá-los para que os problemas deixem de ser ignorados e passem a ser resolvidos.” Quer mesmo?!!! E quais são as propostas para a resolução dos problemas há muito sabidos e nunca resolvidos? As soluções são bem conhecidas, de todos os interessados, e razoáveis na proporção, pelo mais parece que a FENPROF quer capitalizar o descontentamento que grassa neste nível de ensino e cavalgar o mérito da sua pseudo-resolução.
Julgo que, com esta campanha, se pretende uma vez mais, a exemplo do que tem sido a regra, jogar com as expetativas legítimas dos profissionais deste nível de ensino (1ºciclo), em troca de uma reforma, para todos os professores, em iguais condições…
tanto bla bla bla para nada…
Parece-me que isto não passa de mais uma negociata em preparação, que espero não vá em frente.
Mesmo que se decida que a tecnologia na sala de aula é o futuro, do que tenho as minhas dúvidas, não faz sentido o Estado andar a vender aos alunos aparelhos que há para aí aos pontapés no comércio da especialidade.
O meu ponto de vista em: https://escolapt.wordpress.com/2016/02/15/o-magalhaes-ataca-de-novo/