Inspeção da Educação deteta atrasos em 98 escolas no envio de exames e reapreciações
Relatório revela que atrasos resultaram de lapsos e não foram deliberados, mas propôs instauração de processos de inquérito a um número não revelado de escolas
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) detetou atrasos no envio ao Júri Nacional de Exames dos pedidos de reapreciação em 69 escolas, e atrasos na entrega à Imprensa Nacional Casa da Moeda dos exames da 1.ª fase em 29 escolas, na sequência do inquérito urgente solicitado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).
No relatório entregue, a IGEC garante que não identificou “elementos que permitam sustentar a existência de atuações deliberadas” que tenham comprometido “a integridade ou a confidencialidade das provas realizadas”. As ocorrências detetadas pela IGEC resultaram, sobretudo, de “lapsos procedimentais, falhas de verificação e erros operacionais associados aos processos de organização, conferência e expedição da documentação de exame”.
Segundo um comunicado do MECI, a IGEC propôs “a instauração de processos de inquérito nas situações que serão identificadas em informação complementar, de natureza confidencial”. Propôs também ao Júri Nacional de Exames “o aperfeiçoamento/substituição das plataformas atualmente em uso de modo a reforçar a segurança e a confiança no processo, com a respetiva capacitação dos profissionais das escolas envolvidos na sua utilização e o reforço da articulação com a IGEC no âmbito do processo de realização dos exames nacionais”. Já às escolas foi proposto “o reforço dos mecanismos de controlo interno no desenvolvimento do processo relacionado com a realização dos exames nacionais”.



