23 de Março de 2026 archive
Mar 23 2026
Reserva de Recrutamento 45
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Mar 23 2026
Manifestação Nacional de Professores a 16 de Maio
A Fenprof anunciou em resolução do seu Conselho Nacional, para além de outras iniciativas, a marcação de uma manifestação nacional de professores para o dia 16 de maio de 2026 (Sábado), para afirmar publicamente a determinação dos docentes em defender o ECD, a dignidade da profissão e o futuro da Escola Pública.
Tenho sérias dúvidas que os professores estejam mobilizados para repetir os números das manifestações anteriores e que se consiga mobilizar novamente mais de 100 mil professores na rua.
A Fenprof também admite a marcação de greves para o 3.º período.
Até é possível que a contestação possa aumentar no decurso do 3.º período, em função daquilo que possa ocorrer nas reuniões negociais. Mas o mais certo é que o MECI consiga nas negociações com os sindicatos mais disponíveis para negociar fechar alguns acordos para cada um dos temas em negociação.
Mas o papel da Fenprof também é este, deixando caminho para que outros consigam ter um caminho facilitador na negociação.
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Mar 23 2026
Alunos do 1º Ciclo atacam professoras na Sertã
Alunos menores frequentam escolas da Sertã e de Castelo. Agressões estendem-se a auxiliares e colegas.
Alunos do 1º Ciclo atacam professoras na Sertã
Três professoras do ensino básico da Sertã terão sido agredidas várias vezes e de forma violenta por dois alunos do 1º Ciclo que frequentam as escolas primárias da sede do concelho e da aldeia de Castelo.
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Mar 23 2026
O que preocupa mais é o pacote completo. É a criança que quer tudo depressa. É o aluno que bloqueia quando não consegue logo.
Pelo país, escuto dos professores que estão a receber crianças e jovens com mais dificuldades de base e, ao mesmo tempo, com menos tolerância à frustração, menos autonomia e menos treino para tarefas simples que antes surgiam com mais naturalidade.
Vê-se no aluno do 1.º ciclo que pega mal no lápis e se cansa depressa.
Vê-se no do 2.º ciclo que já consegue falar sobre a matéria, mas demora demasiado a copiar do quadro, suja o caderno todo, desiste facilmente e irrita-se quando lhe pedem cuidado.
E vê-se no do 3.º ciclo que até percebe a matéria, mas escreve à pressa, mal, com pouca organização, e perde qualidade por falta de base, de método e de resistência ao esforço…
O que muitos professores me transmitem é uma mistura difícil de explicar a quem está de fora: empatia pelas crianças e jovens, preocupação genuína com as famílias e, ao mesmo tempo, um enorme cansaço por verem cair sobre a escola problemas que começaram muito antes da sala de aula.
Um docente reconhece quando uma criança quase não recorta bem, quando evita desenhar, quando não regula a força da mão, quando não sabe esperar, quando quer desistir ao primeiro erro, ou quando vive tão habituada ao estímulo rápido que tudo o que exige atenção mais lenta parece “uma seca insuportável”.
E o que muitos pensam, a meu ver com razão, é isto: não se pode pedir à escola que repare sozinha aquilo que o estilo de vida atual tem vindo a fragilizar.
Os professores também partilham, muitas vezes, que há uma injustiça nesta conversa.
Quando uma criança chega com dificuldades muito visíveis, há quem olhe logo para o pré-escolar ou para o professor titular como se ali estivesse o centro do problema. Mas quem está na escola sabe que a realidade é outra. Sabe que há crianças com poucas horas de sono, excesso de ecrãs, pouca brincadeira livre, pouco treino de autonomia, pouca persistência e demasiada cedência à volta delas.
Sabe que há pais exaustos, outros desleixados, famílias sobrecarregadas e rotinas frágeis. E sabe, sobretudo, que a escola está a tentar ensinar enquanto também compensa, regula, acalma, organiza e repara. Isso desgasta muito.
Parece-me que o sto já não é só uma questão de “não saber segurar no lápis”. Isso seria quase o sintoma mais visível e mais simples.
É o pré-adolescente que tem dificuldade em ouvir um “não”. É o adolescente que acha insuportável o esforço continuado.
Muitos docentes sentem que estão a trabalhar cada vez mais sobre capacidades humanas básicas que antes vinham mais consolidadas de casa: esperar, insistir, tolerar desconforto, ouvir, cumprir, recomeçar…
Talvez esteja na hora de parar de simplificar. Não é sério culpar educadores de infância ou os professores por tudo.
A infância mudou, o ambiente familiar e digital mudou, e isso tem consequências reais no corpo, na atenção, na motricidade, na linguagem, no comportamento e na aprendizagem.
Acima de tudo, sinto que desejam que alguém diga com honestidade aquilo que eles vivemos todos os dias: a escola pode ajudar muito, mas não pode continuar a ser tratada como oficina geral de reparação daquilo que a sociedade vai desmontando.
…não, não estamos a pedir crianças perfeitas. Estamos a pedir crianças mais acompanhadas, mais treinadas para a vida real, e menos entregues a atividades que anestesiam o desenvolvimento.
Ensinar já é exigente.
Ensinar e, ao mesmo tempo, reconstruir bases que deviam vir de trás, é um peso enorme.
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Mar 23 2026
Diretores de escolas pedem aumentos e formação para novas funções
Os diretores de escola vão passar a assumir novas competências com a reforma orgânica do Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), mas exigem ser recompensados pelo trabalho acrescido que vão ter e também pedem mais formação para desempenhar as novas tarefas. Reclamam também pela demora na apresentação do prometido estatuto do diretor, que deverá prever um reforço do suplemento remuneratório destinado a compensar funções de direção.
Diretores de escolas pedem aumentos e formação para novas funções
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