Resolvam 10 coisas e talvez melhore…
1. Acabem com o NEO-FEUDALISMO DOS DIRETORES. Dar-lhes mais poder e deixà-los durar a mais pela via de “estatuto” só vai fazer fugir gente da profissão.
2. Melhorem a CARREIRA e tornem-na estável. Em 1995 escolhi a carreira entre as alternativas de empreendorismo, direito ou jornalismo. Veio a crise e tiraram-ma. O que digo aos jovens? Não se metam nisso: as promessas não são de fiar….
3. PAGUEM acima da média. Ninguém vai para professor para ser rico. Mas para atrairem melhores profissionais têm de fazer um bom cocktail de estabilidade, segurança e rendimento.
4. Tornem a GEOFRAFIA da carreira previsível com um concurso justo e com critério e não com cunhas de diretor. Os professores historicamente sempre “foram para longe” e até vão, mas isso tem de ser previsível e compensado (e com regras claras e justas). No início até se vai mas isso precisa de regras e limites e até se faz por uma carreira em condições.
5. O Estatuto da Carreira tem de estar escrito na pedra e nâo pode ser revogado em baixa por despachos gerados em apetites conjunturais. Quem escolhe ser professor não pode ser a primeira vítima das crises e quem a paga, mas tem de haver CONSENSO SOCIAL de preservar o setor que faz a “construção de um futuro com menos crises” quando as crises surgem.
6. Acabem com a AVALIAÇÃO estúpida da Maria de Lurdes Rodrigues. O seu mito do “escolher os melhores” já mostrou a balela que é e deu nisto…..
Esqueçam as “excelências” e tentem ter quem faça o serviço decentemente…. vai correr melhor.
7. Lutem contra a INDISCIPLINA com energia e prioridade. Alguém escolhe uma profissão onde corre o risco de lhe atacarem a dignidade ou de ser agredido e insultado por fedelhos a quem nada acontece e ainda se ficam a rir?
8. Moderem os EXCESSOS DOS PAIS, que pisam e achincalham a pessoa e o papel dos professores, quer ao nível individual, quer ao nível da escola, quer ao nível da política geral (Ai! Albino Almeida, quantos profs não o são por tua culpa e de outras artistas da CONFAP?)
9. Foquem a profissão na relação pedagógica e não em plataformas, planos, projetos e papelada inútil. DESBUROCRATIZEM a sério, com gestão profissional e não dirigentes boys amadores que nem arranham a superfície das coisas.
10. Deem CONDIÇÕES DE TRABALHO materiais e sociais (já pensaram porque é que a maioria dos pais professores não querem ter filhos professores?).
Os especialistas em educação são os professores das escolas que trabalham nelas e não cronistas de jornal, por muitos gráficos e contas que façam.
Acima de tudo, façam com que os professores achem que a sua opinião conta na escola e na gestão da Educação. O contrário de ser desconsiderado é participar e sermos ouvidos.
Para o governo PSD/CDS talvez o melhor seja voltar atrās e ao espírito da reforma educativa dos anos 80, que foi destruída passo a passo e nunca chegou a ser tudo o que podia ter sido.
A educação não se gere ao trimestre e nas sondagens, mas a pensar em 30 anos de distância.
De há 25/ 30 anos para cá andaram a pensar mal ou o resultado nâo seria este….
Que tal pensar diferente?
Luís Sottomaior Braga




22 comentários
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Muito bem dito, sim senhor! Eu não poderia ter dito melhor!
E o colega foca algo que eu própria já disse a um médico e amigo: por que razão os filhos de médicos ainda querem ser médicos e os dos professores não querem seguir a profissão dos pais?
Acrescentaria ou complementaria com o seguinte:
– Acabem com a necessidade de vagas ou cotas para aceder a qualquer escalão.
– Acabem com as ultrapassagens e compensem que foi ultrapassado. É indigno e inadmissível que quem tenha menos tempo e a mesma ou pior avaliação esteja à frente de quem tem mais tempo e/ou melhor avaliação.
– Aumentem o ordenado para TODOS os escalões. Não apenas para os iniciais. Quem está na profissão há 20 anos foi congelado, roubado, ultrapassado e vilipendiado até mais não. Ganha uma miséria, está em escalões abaixo e terá uma reforma de miséria à conta destas tropelias loucas dos políticos medíocres que temos tido, nos quais se destacam a Maria de Lurdes Rodrigues outros do género.
– Acabem com loucuras estúpidas de meterem qualquer pessoa a dar aulas. Isso só degradará a profissão, a qualidade de ensino e traz gente sem ética para a profissão. O que tem acontecido desde há 5 anos para cá demonstra bem isso. só entram pessoas oriundas de empresas que trabalhavam mal e agora vêm armar-se “ao pingarelho” no Estado rebaixando e maltratando quem anda a trabalhar a sério há 20 anos.
Tratem os professores com dignidade. Senão sairão os bons e ficarão os “reles”, até não restar nenhum!
Está muito bem!
Parabéns! Transita com 20 valores.
De facto, no meu ponto de vista, é tudo verdade aquilo que disse.
Alguns directores de escola ( bastantes) são de facto um cancro incurável no ensino e no progresso do País.
Julgam que a escola que dirigem é uma quinta herdada dos seus progenitores que eles dirigem sem ter de dar satisfação a alguém. Pouca capacidade de liderança, amesquinhadores, déspotas, autoritários , muito compadrio entre eles ( telefonam uns para os outros para tipificarem o professor que acaba de chegar a uma escola) pouco trabalho de equipa, muito controlo nas actas, e, sobretudo, muita corrupção em tudo o que fazem, especialmente em contratações e renovações de escola, visitas de estudo , projectos Erasmo, financiamento interno ( os computares ainda continuam a ser os Magalhães comprados por Sócrates) criando ambientes altamente TÓXICOS NO ENSINO .
Há professores ( poucos) que não têm medo deles e enfrentam-nos sujeitando-se às consequências e às calunias deles . Levam, injustamente, com processos disciplinares.
” Entre mortos e feridos , alguém deve escapar. Não tenham medo. ” Não se calem !
Incentivem uma cultura de amor à aprendizagem entre os nossos governantes
Muito bem escrito. Mas nao… que diz que manda vem pras TVs dizer que ate esta tudo melhor wue á um ano que á dois. É esta gente politica que manda nos profesdores. E eles… ou melhor elas, pq 90%sao senhora, deixam mandar.
Esse 1.o ciclo…
Excelente reflexão,
Façam chegar este texto aos decisores políticos.
Confiram o conteúdo da cabeça do “pedagogo” com a sua representação ao longo dos tempos.
– Os adapatados : os que metem as patas esporadicamente ao longo da “carrieira” vexaram a coerência, a independência, a humildade e a ciência.
– Os Rectores: usurparam toda a politica bairrista e inculta e tornaram a Escola numa aberração antidemocrática.
Está tudo dito!
Saliento os pontos 1, 6, 7, e 8!
E por esta ordem: 7, 8, 6, e 1! São Os grandes problemas da escola, na minha opinião (e que faz com que quem puder fuja a sete pés de lá).
Subscrevo tudo o que diz, embora não me veja abrangida pelas medidas sete e oito.
Ora nem mais. Mas o ponto da avaliação é o essencial. Este método de avaliação fomenta a lei da graxa, a lei do ter excelente na horizontal 😢
Avaliação Interna: Excelente
Avaliação da SAAD: Bom
Obrigado, milú e obrigado prisioneiro 4!!!
Isto porque a tal da lurdes rodrigues, com o apanágio do prisioneiro 44 do Estabelecimento Prisional de Évora, lixou tudo e todos. Gordinha como ela está agora, com reforma de luxo e tudo. E graças a estes dois e aos costas, o manco e demitido fugido para a Europa, nunca chegarei ao 10º escalão, não porque não mereça mas porque estes 4 corruptos criaram e mantiveram um sistema que permite a progressão dos lambe botas, não de quem trabalha.
Grande Luís Braga!
És a VOZ de muitos professores, nos quais me incluo.
Nunca abdiquemos dos nossos princípios e lutemos pela democracia nas escolas. Para isso, tem de se pôr fim à “gamela” dos Conselhos Gerais e devolver o voto aos professores (a todos) para elegerem diretamente o Diretor, em que todos têm voz. Todos devemos ter direito a eleger quem vai dirigir a Escola onde trabalhamos, tal como acontece com as eleições Presidenciais.
Quando nos for devolvido este direito, a Democracia existirá nas escolas.
Força, Luís! Continua a lutar!
Fantástico! Finalmente, alguém teve a coragem de dizer o que realmente precisa ser dito. Este texto merece ser amplamente divulgado nos meios de comunicação e transformado numa petição!
Sem dúvida
Força Luís, mas também força todos nós! Um homem sozinho não muda a situa
Já repararam que nenhum diretor que abandona o “Poder” volta a dar aulas? Vide caso do Filinto Elísio
Concorreu logo para a Direção de outro Agrupamento. Não se desse o caso de que quem viesse atrás o fizesse provar o fel que deu a provar a outros…
A ignorante que foi ministra da Educação afirmou uma vez que tinha perdido os Professores mas ganho os Pais.
Agora é tempo de colocar os Pais e a famosa ministra a colmatar as vagas imensas de Professores no País.
Se não os há por alguma razão será!|
Maravilhoso. Tudo o que sinto no papel de professora.
Venha a petição! Não deixemos que continuem a silenciar os professores dentro das escolas.
Quanto aos Diretores, o Filinto é um de muitos que fugiram da aala de aula. Tanto se queixavam de más condições e de cansaço que agora se descobriu que era só bluff!!! Mal lhes acabou a gasolina, abandonaram as escolas que tanto lhes deram e saltaram logo para outro poleiro. Deixo mais alguns exemplos:
– O da Ponte da Barca (Carlos Louro) é galo em Celeirós (Braga).
– A de Celeirós (Braga) está no poleiro de Trigal Santa Maria (Braga).
– O de Vale do Tamel (Barcelos) é galo na CAP da Abelheira (por pouco tempo, espero. O Luís Braga reconquistará o que é seu).
Enfim, estamos a assistir a uma vergonhosa dança de cadeiras. Pena que o Ministro não lhes dê uma turma. Assim mostravam o que valem e ajudavam a resolver o problema da falta de professores!!!
Que acham de disseminarmos esta ideia?
“Um Diretor, uma turma” poderia ser o lema.
Muito bem! 👏👏👏👏👏👏
Sou professora há 35 anos e gostava muito de ver wue assim seria!
Ah… e outra coisa.
Paguem mais aos Coordenadores de Departamento e aos Diretores de Turma, uma vez que trabalham muuuuitas horas fora do seu horário, porque são, ou porque a grande maioria dos professores, é competente, bom profissional, e dedicado à causa de educar e ajudar os jovens a crescerem mais felizes, mais responsaveis, mais humanos, mais cultos, mais informados, mais civicos, mais generosos, mais sabedores!!
Bem haja a todos!
Eu trabalho muitíssimo mais do que qualquer um deles fora de horas e não me pagam mais por isso.
Pare-se com a brincadeira, ou pague-se melhor a quem realmente mais trabalha.
Reduzir a burocracia realmente faz sentido para mim. Na minha escola, até ferramentas simples de automação ajudaram a cortar a papelada e permitiram focar mais nos alunos.
Your point about desburocratizing schools struck hard — maybe when teachers can teach instead of drowning in paperwork, more will choose to stay.