Se a moda pega dos pais se manifestarem à porta das estruturas do MECI para conseguirem uma vaga administrativa numa escola da sua preferência, mesmo que fora da sua área de residência e num ano de continuidade de ciclo, não vão faltar outros pais a seguir o mesmo caminho.
Estou a aguardar esta decisão, mas se ela seguir nesse caminho então mais vale o MECI vir fazer as matrículas e as colocações nas turmas.
arlindovsky
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2025/07/para-alguns-pais-vale-de-tudo-para-conseguirem-um-lugar-numa-escola-da-sua-preferencia/
Um mau precedente, na minha opinião.
Hoje toda a gente sabe muito de tudo, perguntam a um chat de IA e são logo uns sabichões.
É preciso respeitar o saber fazer e o conhecimento dos profissionais antes de pôr em causa.
Porque faço esta introdução? Porque muitos pais julgam que a escola da moda é a melhor para o filhos mas nem sempre é assim. O que é certo é que se nota cada vez mais uma lógica concorrencial entre escolas, veja-se o ensino profissional. Prometem-se mil e uma atividades, mil e um divertimentos, fica a faltar o mais importante…
E depois os filhos dos refugiados e dos imigrantes é que ocupam as vagas todas.
Na maioria dos casos os filhos desta gente aceita qualquer vaga em qualquer escola – não lhes importa a distância, muitos vêm de sítios no mundo onde os filhos nem direito a escola tinham – e mesmo assim são tratados como leprosos por energúmenos que trabalham nas secretarias e nas direções que em vez de seguirem as regras das colocações de alunos, seguem agendas políticas.
Nunca me hei de esquecer quando em 2017 dum caso de uma criança nepalesa que o ministério tinha colocado numa escola em Apelação – Loures, quando esta vivia em Benfica.
Na altura eu estava no agrupamento Vergílio Ferreira e recebi a criança no meu último dia de contrato, após a Escola José Gomes Ferreira (Benfica) se ter recusado a garantir vaga, tendo o aluno o pai a trabalhar junto à escola e morada nas imediações.
Infelizmente essa morada, devido a um senhorio sem escrúpulos, não tinha um contrato que permitisse a confirmação deste facto, e como não era um filho de um qualquer mediático foi empurrado para a segunda opção, escola onde, segundo os critérios já não teria vaga.
Nada disto importou à direção do Agrupamento de escolas de Benfica que até ao fim se recusava a fazer o correto.
A mãe do aluno tinha passado todo um ano lectivo a levar uma criança de 8 anos – com mais um pequeno de 3 anos num instável carrinho de bebé – de Benfica à Apelação, em Loures, tendo que usar 3 transportes diferentes para efectuar esse percurso (não havia ainda o passe actual).
Mesmo assim a criança fez o 4º ano com distinção e a própria escola que o acolheu efectou todo o processo de transferência de forma correta, para que no ano seguinte o aluno iniciasse o segundo ciclo na escola da sua verdadeira área de residência.
Como se deu a volta a Golias?
Com a ajuda de uma médica do centro de saúde de Benfica, a quem a mãe do aluno limpava a casa, que era possível alguém assumir o papel de tutor do aluno para garantir uma morada, e assim se conseguiu que o famoso “José Gomes Ferreira” aceitasse quem lhe pertencia. Não houve aqui qualquer desonestidade, porque a família residia naquele bairro, assim como a própria médica.
A própria lei o possibilitou e ao contrário de muitos não se tentou ludibriar o sistema com moradas falsas que muitos usavam para garantir vagas para os filhos junto dos seus locais de trabalho, mesmo residindo em condomínios privados a dezenas de kms noutras zonas da AML.
Haja por isso vergonha na cara para estes paizinhos iluminados pelos gurus de instagram que fazem birras para meter os petizes nos agrupamentos da moda.
Não é a escola que faz de um aluno um bom aluno, um bom aluno constrói-se a ele mesmo, não importa que escola frequente.
Se a moda pega
Era mesmo bom que todos pais fizessem o mesmo,
Porque eu fazia igual ,lutar pelo interesses dos seus filhos.
O que a escola as vezes esconde ,devia mas é se tornar público .
Era bom a moda pegasse.
Se a moda pega
Era mesmo bom que todos pais fizessem o mesmo,
Porque eu fazia igual ,lutar pelo interesses dos seus filhos.
O que a escola as vezes esconde ,devia mas é se tornar público .
Era bom a moda pegasse.
7 comentários
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Senao fosse pai tu nao ganhavas a vida.
Trabalhas pouco
Nao é igual ao que os docentes fazem?
Sao as mobilidades para eles e para s alunos….
É a moda de se julgar aluno-cliente em vez de aluno-estudante…
Um mau precedente, na minha opinião.
Hoje toda a gente sabe muito de tudo, perguntam a um chat de IA e são logo uns sabichões.
É preciso respeitar o saber fazer e o conhecimento dos profissionais antes de pôr em causa.
Porque faço esta introdução? Porque muitos pais julgam que a escola da moda é a melhor para o filhos mas nem sempre é assim. O que é certo é que se nota cada vez mais uma lógica concorrencial entre escolas, veja-se o ensino profissional. Prometem-se mil e uma atividades, mil e um divertimentos, fica a faltar o mais importante…
E depois os filhos dos refugiados e dos imigrantes é que ocupam as vagas todas.
Na maioria dos casos os filhos desta gente aceita qualquer vaga em qualquer escola – não lhes importa a distância, muitos vêm de sítios no mundo onde os filhos nem direito a escola tinham – e mesmo assim são tratados como leprosos por energúmenos que trabalham nas secretarias e nas direções que em vez de seguirem as regras das colocações de alunos, seguem agendas políticas.
Nunca me hei de esquecer quando em 2017 dum caso de uma criança nepalesa que o ministério tinha colocado numa escola em Apelação – Loures, quando esta vivia em Benfica.
Na altura eu estava no agrupamento Vergílio Ferreira e recebi a criança no meu último dia de contrato, após a Escola José Gomes Ferreira (Benfica) se ter recusado a garantir vaga, tendo o aluno o pai a trabalhar junto à escola e morada nas imediações.
Infelizmente essa morada, devido a um senhorio sem escrúpulos, não tinha um contrato que permitisse a confirmação deste facto, e como não era um filho de um qualquer mediático foi empurrado para a segunda opção, escola onde, segundo os critérios já não teria vaga.
Nada disto importou à direção do Agrupamento de escolas de Benfica que até ao fim se recusava a fazer o correto.
A mãe do aluno tinha passado todo um ano lectivo a levar uma criança de 8 anos – com mais um pequeno de 3 anos num instável carrinho de bebé – de Benfica à Apelação, em Loures, tendo que usar 3 transportes diferentes para efectuar esse percurso (não havia ainda o passe actual).
Mesmo assim a criança fez o 4º ano com distinção e a própria escola que o acolheu efectou todo o processo de transferência de forma correta, para que no ano seguinte o aluno iniciasse o segundo ciclo na escola da sua verdadeira área de residência.
Como se deu a volta a Golias?
Com a ajuda de uma médica do centro de saúde de Benfica, a quem a mãe do aluno limpava a casa, que era possível alguém assumir o papel de tutor do aluno para garantir uma morada, e assim se conseguiu que o famoso “José Gomes Ferreira” aceitasse quem lhe pertencia. Não houve aqui qualquer desonestidade, porque a família residia naquele bairro, assim como a própria médica.
A própria lei o possibilitou e ao contrário de muitos não se tentou ludibriar o sistema com moradas falsas que muitos usavam para garantir vagas para os filhos junto dos seus locais de trabalho, mesmo residindo em condomínios privados a dezenas de kms noutras zonas da AML.
Haja por isso vergonha na cara para estes paizinhos iluminados pelos gurus de instagram que fazem birras para meter os petizes nos agrupamentos da moda.
Não é a escola que faz de um aluno um bom aluno, um bom aluno constrói-se a ele mesmo, não importa que escola frequente.
Se a moda pega
Era mesmo bom que todos pais fizessem o mesmo,
Porque eu fazia igual ,lutar pelo interesses dos seus filhos.
O que a escola as vezes esconde ,devia mas é se tornar público .
Era bom a moda pegasse.
Se a moda pega
Era mesmo bom que todos pais fizessem o mesmo,
Porque eu fazia igual ,lutar pelo interesses dos seus filhos.
O que a escola as vezes esconde ,devia mas é se tornar público .
Era bom a moda pegasse.