Pela revogação da Norma Travão
Para: Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República
Nós, abaixo-assinados, vimos por este meio requerer a Vossas Excelências a eliminação de injustiças na integração de professores na carreira docente decorrentes da chamada Norma Travão (n.º 2 do art.º 42º do DL n.º 83-A/2014 de 23 de maio).
De acordo com a norma supra referida, os professores com 5 contratos sucessivos no mesmo grupo de recrutamento concorrem na primeira prioridade do concurso externo de professores que visa a vinculação dos mesmos. Porém, tendo em conta que a carreira docente, bem como a contratação, tem a sua especificidade, esta norma traz graves injustiças para muitos professores e educadores. Explicitando, a garantia da primeira prioridade do concurso permite que quem teve a “sorte” de ter sido colocado em concursos anteriores – Reserva de Recrutamento (RR), Contratação de Escola (CE) e Bolsa de Contratação de Escola (BCE) – com sucessivas renovações, independentemente da sua experiência profissional, ultrapasse colegas de profissão com experiência muito superior, aos quais foi negado o acesso ao lugar do primeiro. Acresce, neste caso, que as colocações em CE e BCE se revelaram profícuas na disseminação de erros de colocação, em alguns casos com colocações que se aproximam de escolhas pessoais dos diretores.
Por outro lado, a exigência da colocação ser no mesmo grupo de recrutamento, limita a escolha dos docentes que lutam para ter, ano após ano (por vezes mês após mês), um lugar como contratados numa escola. De notar que os docentes com a profissionalização em mais do que um grupo de recrutamento fizeram, muitas vezes, esforços pessoais e familiares para melhorar a sua qualificação, com a obtenção de outros cursos de nível superior.
Além disso, com os concursos existentes, bastaria, no limite, que um colega fosse contratado com 21 horas semanais (menos uma, portanto, do que com o horário completo) durante um ano que ficaria impedido ou, pelo menos, seria ultrapassado no concurso para integração na carreira, mesmo que tivesse mais do dobro da experiência de colegas mais afortunados.
Acresce, ainda, que as renovações dependem, muitas vezes, da “sorte” de ter ficado numa escola que pode ter horários no ano seguinte a um concurso em detrimento de outras que, pelas mais variadas razões, não terão.
Salienta-se, ainda, que a candidatura às vagas criadas pelo concurso da norma travão está vedada aos docentes dos quadros, incluindo as que não forem ocupadas por candidatos externos que reúnam as condições para tal concurso. Assim, os docentes dos quadros serão ultrapassados por aqueles que ainda não ingressaram na carreira.
Como podemos ver, as injustiças criadas pela norma travão só poderão ser ultrapassadas com a sua revogação. A persistência da existência de horários nas escolas é um indicador de que são necessários professores nas mesmas. Assim sendo, esse deve ser um dos critérios para a abertura de vagas para lugares de quadro.
Pelo exposto, requeremos a revogação do n.º 2 do art.º 42º do DL n.º 83-A/2014 de 23 de maio, mantendo a abertura de concurso externo para professores e educadores anualmente e considerando na primeira prioridade os candidatos que tenham, pelo menos, 365 dias de experiência profissional no ensino público nos últimos 5 anos.





54 comentários
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Os sindicatos não vão gostar desta petição, tirarem o totoloto das colocações aos oportunistas de olhão.Os sindicatos querem lá saber de quem contratado há anos seja destratado …A norma travão foi dirigida a meia dúzia de espertalhões que por arrastamento vinculou outros.Esperemos que haja um tribunal a anular esta velhacaria dos sindicatos e outras tramas dos mesmos..Há por aí muita porcaria feita
pelos sindicatos…
Lol, as vagas são sempre consideradas poucas face ao n de candidatos e o único critério aqui definido são 365 nos últimos 5 anos, lolollol… isto de certeza foi criado por alguém que deu uns dias no publico nos últimos anos e vem do privado com muitos e muitos anos de serviço. É que se ainda colocassem 5 anos de tempo de serviço no publico como na norma travão, mas não… são apenas 365 nos últimos 5 anos.
Sabe que antes disto era 1 DIA nos 2 anos anteriores?
Esta forma protege mais quem trabalhou no publico e tem tido dificuldade em arranjar trabalho (permite que fiquem mais tempo na 2ª prioridade) do que ajuda quem vêem do privado.
O tempo de serviço só deveria contar o prestado no publico, o que fizeram no privado que concorram com ele no privado.
Já a mim parece-me mais que o “colega” vem, de facto, quase diretamente do privado…
1- Os 365 dias são para colocação na primeira prioridade de um concurso e não para vinculação certa!
2- Pretende-se com este número dar prioridade a quem trabalha no ensino público. É um número benevolente, apesar de tudo? Talvez… Mas é melhor do que o que existe atualmente (365 dias em 6 anos e, pior, os do privado bastat terem 365 dias no privado e terem concorrido no concurso anterior – Se calhar o “colega” prefere esta opção…), o do que existia antes (bastava trabalharem 1 dia!!! no público).
Que se tenha a opinião que deveria ser outro número, aceito (eu próprio tenho e com outras condições), mas ao menos que se tenha presente o que existe!
MUITO BEM VISTO!
Sinceramente, espero que acabem de vez com a norma-travão pelas injustiças apontadas na petição. No entanto, também espero que as vagas que surjam NÃO SEJAM ENTREGUES aos professores do ensino privado, como tem acontecido. Não percebo por que é que um professor TEM DE LECIONAR 5 ANOS no ensino público para integrar os quadros do MEC e um professor do privado APENAS NECESSITE DE 365 DIAS.
Quero acreditar que esta petição não partiu de professores afetos às escolas/colégios privados.
Centenas de professores têm sido ultrapassados por uns e por outros e não há vontade em resolver este gravíssimo problema.
Mas que raio andam vocês a ler? Não percebo como interpretam o texto como o fazem, mas está certo! Matennham-se assim que está tudo bem!
O que andamos a ler???? o que está na legislação, meu caro. Não sei se sabe, mas as poucas vagas quem têm aberto na 2ª prioridade têm sido ocupadas por professores do privado, que por terem uma graduação elevada, são os primeiros das listas.
Ao deixar de haver prioridades e os professores do privado concorrerem na mesma prioridade dos que sempre serviram o ensino público, para quem acha que vão as vagas?
Cara colega. Por isso mesmo é que a petição estabelece prioridades, exigindo que tempo de serviço no ensino público. E, cara colega, coloquei em várias respostas, entre as quais a sua, isso mesmo. Se a petição não referisse a importância de existir prioridades para quem tem experiência no ensino público, o que aconteceria é que desta forma os do privado ultrapassavam ainda mais os do público.
O que está na lei, ao contrário do que muitos aqui parecem teimar, é algo que a petição está a criticar e, consequentemente, fazer algo para mudar.
Isto é feito para quem vem do privado com muitos anos!! Petição para vincular quem tem 3 anos no público. Essa sim será uma boa petição. Quem souber fazer isso pode começar já que eu assino.
Peço desculpa, colega, mas podemos ter opiniões sobre qual o número a respeito de dar prioridade a quem leciona no público, mas a petição não é, de todo, para beneficiar quem vem do privado.
Recordo as regras atuais (mesmo eliminando a norma travão):
365 dias em 6 anos e, pior, os do privado basta terem 365 dias no privado e terem concorrido no concurso anterior
E as anteriores:
terem lecionado um dia (se não me engano nos últimos dois anos).
Espero que concorde que, apesar de tudo, o que está na petição é mais restritivo. Provavelmente não será um número consensual. Não obstante, a principal razão da petição é o da eliminação da norma travão e a existência de concursos externos anuais.
Quanto ao vincular com 3 anos de serviço no público, se fizer essa petição, eu assino!
Concordo. Respeito pela lei e pela directiva comunitária. Eu como já referi coloquei o MEC em tribunal. Tenho esperança na decisão final. Acho que todos os colegas com 3 anos de contratos anuais e sucessivos deviam colocar uma acção em tribunal. Como são milhares de professores, seria o caos nos tribunais. Pode ser que assim que a posição dos sindicatos, governo e tribunais fosse diferente e a nossas pretensões atendidas.
Mas 3 anos em vez dos 5 em que seria uma verdadeira ultrapassagem para quem conseguiu uma boa teip, tal como está pelo menos tem que ir a concurso 2 vezes apesar das renovações. Assim é preferível manter os 5, pelo menos entram menos e sobram mais para quem entra apenas pela graduação.
Pode ser os 3 anos, de acordo com a directiva ou a lei geral ou 1095 dias de serviço em escolas públicas. Mas se nem 3 anos de serviço tem, dificilmente vai conseguir um lugar no futuro.
Acha mesmo que o estado poderia vincular quem tem 1095 dias independentemente de quando os fez?! Alguns há 2 ou 4 anos atrás. Ficaria automaticamente com o dobro ou triplo dos professores de quadro e como sabe não existirão o dobro ou triplo das colocações. Isso seria o caos nas escolas
Só no até 21 de dezembro ( dados do Arlindo ) foi preciso contratar 16.602 professores. Não seria o caos. Nao ficaria com o triplo de professores. Segundo os dados do concursode 2015/16 foram opositores 32.533 candidatos. Desses 9.139 tinham menos de 3 anos de serviço. Mas até 5 anos de serviço havia 19.604 candidatos.Muitos destes candidatos eram do particular. Pois do público pouco mais eram do que 22.000 candidatos.
na maioria horários incompletos e em grupos provavelmente diferentes dos que entrariam se o mec fizesse o que referiu… agora não teríamos 50 professores em horário 0, teríamos 50 000. Quando se está no quadro não se concorre a tudo o que se concorre enquanto contratado.
Para não beneficiar alguns quer algo que prejudica TODOS!!!
Procure ajuda urgentemente. Pode ser que ainda tenha tratamento!!!
Embora não esteja enquadrado nesta situação apoiaria os colegas numa petição em que se vinculasse candidatos que possuam 3 ou mais anos de serviço docente prestado no ensino público, para assim se corrigirem as ilegalidades criadas e cometidas anteriormente pelas mentecaptas do MEC relativamente à “Norma-Aceleração para alguns oportunistas”.
Concordo, mas não deixe de apoiar esta petição.
Eu, já assinei a petição por primordial interesse em revogar a Norma-Travão. Depois existe a necessidade de criar um sistema justo que não permita a ultrapassagem de candidatos no concurso de professores do ensino público. Quanto aos professores do ensino privado que se deixem estar na sua condição que livremente escolheram. Gostaria, que o Exmo. Sr. Ministro da Educação, Tiago Brandão, tivesse em atenção esta situação no sentido de corrigir mais uma aberração criada pelo anterior governo que permite as injustiças descritas na petição. Sr. Ministro, a requalificação, a PACC e a BCE já foram, agora só falta a “Norma-Aceleração para alguns oportunistas”. Espero continuar a confiar no seu trabalho!
Oportunista é ganhar o salário de um escalão superior e estar em horário 0 sem fazer nenhum porque restringiu ao que a lei permite as suas opções de candidaturas. E agora sem requalificação é que é boa vida! Isso é ser oportunista! Os seus colegas que entraram pela norma travão trabalharam 5 anos consecutivos em horários completos no ensino publico, sujeitando-se a ir para lugares distantes. E agora continuam a trabalhar com horário completo.
Em 1º lugar, eu tenho a honestidade de me identificar.
Em 2º lugar, se estou no 4º escalão é devido ao meu percurso profissional cumprindo todos os requisitos – 9 anos como contratado e 15 anos como profissionalizado (QZP e QA).
Em 3º lugar, só fiquei em horário zero porque energúmenos do MEC acabaram com o par pedagógico na disciplina de EVT por razões unicamente economicistas.
Em 4º lugar, concorri e ampliei sempre as minhas preferências no concurso de professores o mais possível para nunca ficar sem colocação, o que sempre se verificou.
Em 5º lugar, se o ano passado fui colocado na lista provisória de requalificação foi devido a várias irregularidades e ilegalidades cometidas pelo MEC que denunciei publicamente e, obviamente, não tiveram outra alternativa senão arranjarem-me colocação. Nessa colocação sacrifiquei-me pessoalmente em prol dos alunos inocentes do 1º Ciclo (1º e 2º Ano das AEC) e não retirei do lugar onde tinham sido colocadas irregularmente duas colegas do meu grupo disciplinar 240. Se isto é ser oportunista então não dá para perceber aquilo que está a afirmar sobre mim. E acrescento mais, com este tipo de atitudes não estou interessado em conhecê-la. Tive muito orgulho, de entre os 15 requalificáveis escolhidos o ano anterior, combater essa gentinha do MEC que pretendia destruir a vida profissional de muitos docentes e perpetuá-la indefinidamente. Eu venci-os, em prol de todos.
Em 6º lugar, informo-a que não tenha pena de mim. Enquanto tiver saúde e duas mãos para trabalhar não tenho receio de enfrentar as adversidades mesmo que me colocassem fora da função pública. Talvez outros, não possam dizer o mesmo. Inclusivamente, não tirei o meu curso de Engenharia Mecânica ao fim de semana, nem sou Engenheiro de secretária, eu executo.
Em 7º lugar, as vagas existentes na “Norma-Aceleração” são vedadas aos professores do quadro e abertas a professores do ensino privado. Era o que faltava.
Em 8º lugar, você não me conhece de lado nenhum para opinar acerca da minha pessoa, nem eu lhe admito esses comentários.
Ja5podia ter dito que era engenheiro mecânico… se fosses bom estavas bem como empresário ou numa grande empresa no privado… engenheiros, vai lá vai! E eu sou contratado em historia há 21 anos!
Quanto aos meus conhecimentos e sua aplicação eu sinto-me muito bem na minha área de ação.
Não me elogio, pois aqueles que têm essa consciência sabem perfeitamente que estamos sempre a aprender.
Quanto às empresas, na sua grande maioria, das pequenas às grandes a chulice em termos de exploração laboral é enorme. São poucas as exceções.
Quando acabei o curso eu sabia bem o que iria encontrar porque estive no terreno. Vi muitos dos meus colegas de curso a serem enganados e explorados. Não fizeram isso comigo porque eu não lhes dei essa oportunidade e segui a via educacional.
Até posso informá-lo que, nessa altura nas escolas um Engenheiro evoluía científica e tecnicamente muito mais do que nas empresas dada a sua diversidade de equipamentos. Nas empresas essa especificidade é maior. Foram bons anos de lecionação a explorar todas essas áreas com os alunos. Infelizmente, os governos acabaram com tudo por razões económicas destruindo a aprendizagem dos jovens que queriam seguir essas áreas. Eu formei muitos alunos para ingressarem na área da Metalomecânica. As empresas pediam-me, encarecidamente, para formar gente nessa área com qualificação, pois curiosos e sem qualificação existem muitos e ilegais.
Agora cada um tem aquilo que escolheu ser, desempenhando a sua função. Para mim, todas as áreas são importantes incluindo a História. Nunca ninguém me vi falar mal de outras áreas do saber.
Como já o referi anteriormente neste blog, para mim professores contratados e do quadro são todos meus colegas, não faço essa distinção porque somos todos professores. Inclusivamente, já como professor do quadro, lutei muito numa comissão criada para o efeito no sentido da atribuição do subsídio de desemprego para professores contratados vítimas dessa infelicidade. Nessa época nem isso existia. Vi muito dos colegas contratados ficarem a ver-nos partir para Lisboa no sentido de lutar por esse direito enquanto nós o fazíamos por eles. Mas não me arrependo, pois conseguimos vencer mais essa batalha.
Por fim, desejo-lhe boa sorte para a sua carreira e evite que outros menos graduados lhe passem à frente.
Os horários zero são residuais. Temos no grupos 240, 530 e 100.
Neste último grupo só já temos uma professora. Mas neste grupo era fácil : em vez dos colégios privados e IPSS, podiam criar horários nas escolas públicas. Quem tem filhos com menos de 5 anos sabe do que falo.
Quanto à vinculação eu tenho quase 20 anos de serviço. Em 2013 apanhei pela 1ª vez um horário na vila onde vivo. Que sorte ! Não que azar . Eram 21 horas. Já não posso vincular. Por isso a Norma Travão não devia ter efeitos retroactivos.
Concordo, colega!
Oportunistas? Acha que foram os colegas que reuniam os requisitos para a primeira prioridade que redigiram a lei? Acha justo centenas de colegas vincularem vindo do privado e com escasso tempo no público? Veja o que aconteceu nos CE! Eu prefiro a norma travão do que a anarquia para os refugiados do privado, sem querer com isto dizer que eles são piores do que os outros, devem é ocupar outra prioridade até reunirem 3 anos no público!
Paulovsky, sinceramente, não entendi as suas questões pois eu estou de acordo com a sua posição apenas divergimos quanto à preferência de acabar, ou não, com a Norma-Travão.
Eu quando me referi aos oportunistas nos comentários acima efetuados estava essencialmente a pensar nos professores vindos do ensino privado que conseguiram colocação pela Norma-Travão em prejuízo dos nossos colegas do ensino público. Para mim, os professores do ensino privado só vinculariam se possuíssem 3 ou mais anos de serviço docente prestado no ensino público, nos últimos 3 concursos públicos anuais realizados de acordo com as vagas existentes e sua graduação profissional. Para mim, os concursos de professores haviam de ser anuais, como outrora. Acabaram com isso sabe-se lá com que intencionalidade criando todas as injustiças que se têm verificado.
Como é óbvio, não foram os colegas que reuniram os requisitos que redigiram a lei, mas sim, as mentecaptas do anterior governo que engendraram tudo para permitir ultrapassagem nos concursos, colocando professores contra professores. Foi e tem sido essa a sua estratégia.
Eu prefiro que esta bosta da “Norma-Travão” desapareça e se crie um sistema justo de concurso de professores, sem ultrapassagens. Existindo várias particularidades neste sistema só dá azo aos chicos espertos tentarem dar o golpe para ultrapassar colegas.
Veja se percebe… que veio do privado não beneficiou da norma travão, beneficiou apenas da incompetência dos diretores que deram um nº maior que o nº de verdadeiros abrangidos pela norma, logo o mec abriu mais vagas e estas passaram para a 2º prioridade. Para ser abrangido pela 1º prioridade da norma travão são necessários 5 contratos consecutivos no publico. O que aconteceu foi que o governo pediu o nº de horários a abrir em função dessas necessidades e os diretores deram o dobro!!! Percebeu?!
(…) estejam atentamos que VAI HAVER RENOVAÇÕES DE CONTRATO, alegando a tal “estabilidade” citada no preâmbulo que regulamenta o concurso 2016/2017 que o Arlindo aqui já publicou.
Os sindicatos são coniventes… e grosseiramente incapazes de perceber tudo sobre este enredo à tuga!
Estava á espera de um milagre? Os parentes dos sindicatos estão garantidos e por isso no preambulo está lá a ordinarice conivente dos sindicalistas com a tal passagem que cita……
– “Revogação da Norma Travão” – SIM!
Depois… ?!
– “concurso da norma travão está vedada aos docentes dos quadros,…”
– “…primeira prioridade os candidatos que tenham, pelo menos, 365 dias de experiência profissional no ensino público nos últimos 5 anos.”
1- Os lugares do concurso da norma travão estão vedados aos docentes do quadro, permitindo, portanto, ultrapassagens não só aos contratados com mais experiência mas também aos docentes do quadro que não podem concorrer a vagas que, eventualmente, queiram.
2- Quanto aos 365 dias em 5 anos… Se calhar é benevolente… Talvez…
Mas então que propõe? O que está?
Recordo – 365 dias em 6 anos e… Pior, o mesmo para os que vêm de privados, basta que tenham lecionado os mesmos 365 dias no privado e tenham sido opositores ao concurso anterior…
Ou o que estava antes?
Recordo – Bastava que tivessem lecionado 1 dia!!! nos últimos 2(se não me engano) anos?
Alexandre,
Nós não queremos nem uma situação nem outra.
O que estava, estava mal; e o que está, mal está. Percebeu????
Se fosse feito um estudo sobre os nº de professores do privado que, pela via da 2ª prioridade, já vincularam nas escolas públicas, ultrapassando as graduações do já efetivos, de certeza que não falava assim.
É que não são só os contratados a sofrer com a vantagem dada a estes professores ( também ligas à sorte e à vontade dos diretores dos colégios).
Mas Lia, a questão de colocar pelo menos 365 dias de experiência no ensino público nos últimos 5 anos é exactamente para restringir mais do que aquilo que já existe. Admito que poderia haver outro número de anos, ou outra forma. Mas se nada fot feito,aassim como está é que estamos a ser sempre ultrapassados por colegas que estão nos privados. Repare que é explícito na petição “pelo menos 365 dias (…) no ensino público”.
Exemplo das ultrapassagens que referem aconteceram no último concurso. Como existiam vagas e os colegas dos privados apenas tinham que ter experiência nos privados passaram à frente de muitos outros. Apesar de tudo, repito, mesmo podendo ser discutido o número, o que está nesta petição, restringe a ultrapassagem por colegas que nunca lecionaram no público!
Alexandre. Eu falo assim porque não vinculei, através da 2ª prioridade POR CAUSA dos professores que vieram do privado. E olhe que já entrei na 2ª década de serviço na escola pública. Aparecem sempre à minha frente uma série de indivíduos que não constavam das listas que guardo há anos.
Já agora: perfazer 365 dias nos últimos 6 anos é muito fácil de conseguir, basta acumular o horário do privado umas horitas em OE durante 3 ou 4 anos… e já está!
Claro que é de louvar esta petição e vou, sem dúvida, assiná-la. Estou só a alertar para o problema que pode advir com o fim da norma-travão.
Exacto, Lia… Assino por baixo!
Por isso é que achei importante ter uma parte restrita na petição. Apesar de tudo restringe mais do que o que está e, caso não estivesse lá, tal como dizes e muito bem, então as ultrapassagens ainda eram piores…
Estou há 14 anos a lecionar. Não estou no privado. Não estou perto de vincular por graduação nem pela norma travão (se bem que, às vezea com um pouco de sorte até poderia ser mais fácil). Porém, não podendo agradar a todos, acho que esta petição é uma maneira de se pressionar positivamente quem negoceia e pode legislar…
Deveria haver um concurso para professor efetivo aberto a todos os docentes profissionalizados, com critérios que dessem (ao menos) alguma oportunidade a todos, independentemente do tempo de serviço. Poderíamos ter uma prova de títulos (onde o tempo e serviço, juntamente com os cursos e demais habilitações, é contado), uma prova de conhecimentos (pedagógicos e específicos da área, com classificação) e uma prova prática em aula. Os professores mais antigos, com certeza, teriam mais (não toda) chance que os novos. Só assim existiria uma possibilidade de trabalho para nós que saímos do curso de formação de professores nesta década.
Isto não faz sentido nenhum. As pessoas estão devidamente formadas para os grupos a que concorrem e não têm de passar o resto da vida a fazer provas disto e daquilo e ainda estágios. Qualquer professor em exercício de funções tem de ser um autodidacta e atualizar constantemente os seus conhecimentos. Já nos basta os Km a percorrer entre escola e casa e os anos de contratação para depois de efetivo continuar longe de casa.Quanto aos títulos não me venha cá com histórias. A minha licenciatura foi de 5 anos e a sua??? Quer comparar o quê??? As antigas licenciaturas com as atuais licenciaturas de 3 anos seguido de mestrados, então vamos lá…
Quanto ao tempo de serviço parece-me muito pouco a exigência de 365 dias de tempo de serviço no público. Quando eu comecei a dar aulas eram exigidos 2 anos para ser opositor à chamada 1ª parte, isto é para efetivar em QE e 3 anos para concorrer a QZP. Ora vejamos, quais as reais hipóteses de um professor com 365 dias de serviços efetivar??? Nenhuma. Deveriam existir 2 prioridades no concurso externo: 1ª tempo de serviço prestado apenas no público e 2ª Tempo de serviço prestado independentemente de ser no público ou privado.
Com certeza um professor em exercício tem seu valor. O problema que sublinho é justamente a oportunidade para os que não puderam começar a exercitar a profissão, porque o sistema tem como único critério de seleção a antiguidade. Por que não é possível ter um contrato efetivo? Por que a contratação inicial deve ser sempre precária? O que proponho no meu argumento é que exista uma (que seja pequena) possibilidade para que outras competências sejam consideradas nos concursos públicos.
Comparemos, por exemplo, com os concursos para a docência no ensino superior. Para começar, existem concursos para o quadro efetivo que não exigem qualquer experiência docente. Na maioria dos casos, o tempo de serviço é um entre outros critérios.
Esta petição só tem um grande problema, que é contradizer-se! Por um lado considera (e muito bem) que a norma-travão é injusta também para os docentes do quadro por estes não serem permitidos concorrer as vagas abertas. Depois, pede que o concurso externo seja anual, e como o concurso interno é quadrianual, então continuariam os docentes do quadro a não ter acesso a qualquer vaga aberta.
Com um pouco mais de cuidado, teriam escrito algo 100% correto.
Uma coisa não tem nada a ver com a outra. É que os concursos externos não têm obrigatoriamente vagas garantidas para os contratados. A norma travão, por seu lado, tem!
Quem entra para o quadro por concursos ordinários entra na 5a prioridade (se bem me recordo). Quem entra pela norma travão entra para vagas apenas e só para eles.
Acho que o grande problema é haver sempre uns “Velhos do Restelo” prontos a apontar erros ou falhas em toda e qualquer iniciativa de luta que outros colegas se esforçam por levar a cabo.
O objetivo principal é REVOGAR a norma travão, pela injustiça deste concurso.
Se as vagas forem a concurso, sem serem exclusivamente para os candidatos que cumpram os requisitos desta norma, qualquer professor(inclusivamente do quadro) poderá candidatar-se a elas, como acontecia antes de 2006.
Tal como está a Lei, os professores provenientes do Ensino Particular podem efetivar neste concurso com zero, repito, zero dias de tempo de serviço numa escola oficial. Realmente, exigir que tenham, pelo menos, 365 dias de serviço no público, para poderem concorrer às vagas do referido concurso, é muito pouco, mas é muito melhor do que o cenário atual.
Fica mal criticar as iniciativas dos outros. Há quem lute e há quem fique apenas a apontar o suposto “Erro” dos outros. Mas isso é que deve ser 100% correto…
Por uma norma-embraiagem: metem-se mais umas mudanças nos concursinhos e…
passa o corso dos concursantes..dois caminhos.
Nada de normal respeita-se a graduação.Tudo normal: norma -velocidade para varrer o que se puder dos quadros e lá vão para a retoma dos horários-zero porque vincularam há uma dúzia de anos no mínimo.Como já tem mofo por estarem mito tempo nas mesmas escolas .Toca a ir tudo o que puder ser para a rua, exceptuam-se os vinculados extraordinariamente e em último lugar.
Norma maldita, tens de morrer!
Eu já estou a caminho dos 5 anos, assim que soube da norma travão só concorro a horários completos. Nunca renovei, já estive no Algarve, na Guarda e este ano de novo no Algarve. Já só me falta 1 ano!! Em vez de reclamar, arregacem as mangas e tentem os anos consecutivos. Eu sou casado e tenho 2 filhos pequenos. É um sacrifício que eles entendem, ta quase…. A NORMA TRAVÃO veio trazer um limite, coisa que antes não acontecia. Mudar?? só para 3 anos de contrato consecutivo. NAO CONCORDO com esta peticao. LUTEM, ARRISQUEM, saiam da vossa área de conforto.
Como deve imaginar não é o único a fazer sacrifícios… De qualquer maneira, espero que tenha toda a sorte do mundo…
Mas se no próximo ano lhe faltar um dia que seja para completar os 5 anos, é só começar de novo porque irão faltar apenas mais 5 anos…
Isso também é verdade. É um jogo de sorte, uma lotaria
Tem a noção que sem esta norma a espera sera muito maior?
Tem a noção que sem ela ficam dependentes das vagas que sobrarem dos concursos internos, vagas essas que serão residuais? Que, muito provavelmente, terão uma minúscula hipótese de 4 em 4 anos? Que ficarão, com sorte, 30 ou mais anos como contratados?
Será que quem assina esta petição tem noção disto?
E o Manuel acha que é o único a “arriscar” e a “sair da sua zona de conforto”?! Tem tido sorte nesta lotaria de concursos, muitos não poderão dizer o mesmo. É justo que um professor com 20 anos de serviço não efetive em detrimento de um que pode, no limite, ter apenas 5?
Boa sorte para o próximo ano! Reze para que, por exemplo, nenhum professor do quadro ocupe o seu lugar na mobilidade interna. Depois recomeça a contagem …
Subscrevo a tua posição… apenas acrescento que deveria ser possível considerar alguns dias de desperdício nesses 5 anos, com propôs o Arlindo há tempos…
Quanto à vinculação eu tenho quase 20 anos de serviço. Em 2013 apanhei pela 1ª vez um horário na vila onde vivo. Que sorte ! Não que azar . Eram 21 horas. Já não posso vincular. Por isso a Norma Travão não devia ter efeitos retroactivos. Só para o futuro. Eu concorro sempre para todo o Pais. Também sou casado e tenho uma filha. Eu estou numa escola , a minha mulher a 500 Km, em outra escola e temos a nossa casa num 3º lugar. Quer maior zona de conforto e despesa ?
Esta petição é para amigos do privado!! Petição para efetivar quem tem mais de cinco anos no ensino publico, com mais graduação do último que entrarcpela norma travão. Isto sim é justiça. O resto é só interesses de alguns.