Não Deve Ser com 30 Puffs Dentro da Sala, Certamente

Um dia iremos todos perceber que a disciplina de EVT andou pedagogicamente largos anos à frente de todas as outras.
O método de resolução de problemas sempre foi a forma de trabalho desta disciplina. Agora parece que as restantes descobriram que métodos semelhantes poderão ser o que melhores resultados trazem.

Infelizmente destruiu-se na disciplina de EVT este método de ensino e para piorar esta forma de aprendizagem também se eliminou a Área de Projecto que também ia nesse sentido.

E claro que nada melhorou, pelo contrário.

Mas parece que o futuro é regressar a alguns métodos que vão no sentido de serem os próprios alunos a resolverem os problemas que lhe são propostos.

 

Portugal testa salas de aula do futuro

 

 

Setúbal já tem um espaço a funcionar há um ano e meio e serve de modelo a 24 salas em preparação. Esta é uma aposta do governo

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Nesta sala de aula da Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal, as cores são garridas e os alunos podem sentar-se em puffs e são confrontados com perguntas a que devem responder em 45 minutos. O objetivo é que aprendam a matéria através da descoberta das respostas feitas com ajuda das pesquisas na internet. No fim, as conclusões são apresentadas à turma. E as intervenções do professor Carlos Cunha quase que ficam reduzidas a estas duas expressões: “Achas que esta definição responde à tua pergunta?” ou “o que interessa é isto, o resto é palha”. O ambiente na primeira Sala de Aula do Futuro (SAF) portuguesa é elogiado pelos alunos e corresponde ao que os entusiastas pela mudança na forma de ensinar defendem.

“Não temos de estar sentados a olhar para uma pessoa a falar durante 45 minutos. Estamos à procura das coisas e aprendemos por nós”, explica Tomás, um dos alunos do 8.º C da Secundária D. Manuel Martins. Ora é precisamente essa sensação de tédio que o professor Carlos Cunha quis combater quando decidiu importar no início do ano letivo 2014/2015 a SAF do original belga, produzido pela European Schoolnet. Aqui, o método para levar os alunos a aprender baseia-se na pesquisa de informação e apresentação de trabalhos em várias áreas, a partir de perguntas iniciais, e em que o papel central pertence aos jovens (ver P&R).

 

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10 comentários

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    • Silviacon on 21 de Fevereiro de 2016 at 18:48
    • Responder

    Também não há de ser com 30 alunos por turma.

    • Nuno Costa on 21 de Fevereiro de 2016 at 19:24
    • Responder

    Arranjam-se uns pufs assim daqueles mais maneirinhos e aconchega-se a malta toda. Umas coca-colas e umas batatinhas fritas, playstation com GTA e tá feito. Quem besuntar os comandos com gordura a sua equipa perde pontos 😀

    • dor de corno on 21 de Fevereiro de 2016 at 20:06
    • Responder

    Tanta dor de corno.
    Que “classe” esta que só sabe falar mal quando não é no seu “quintal”.

      • Nuno Costa on 21 de Fevereiro de 2016 at 22:01
      • Responder

      Doem-te as hastes? 😀

    • Holly on 21 de Fevereiro de 2016 at 20:29
    • Responder

    Não sei como serão decoradas as salas do futuro, nem conheço quais as disciplinas e conteúdos mais necessários para o século XXII.Sei é que o futuro pertence como no passado a escolas onde os professores possam ensinar gente disciplinada pelos pais e contexto social.Os saberes e literacia vão variando em função do que as épocas históricas determinam em termos de avanço científico e tecnológico.Sei que a ideologia bondosa da ludicidade e do lachismo comete um crime contra as novas gerações.Um povo culto e instruído não convém a certos lobbies políticos.As elites reproduzem-se e hoje e agora num limite mais cerrado.Nunca tantos souberam e saberão tão pouco, são e continuam a ser formatados para uma ignorância atroz.Se o povo se apropriar de um poder crítico podem muoitos perigar nos seus privilégios.

    • RF on 21 de Fevereiro de 2016 at 22:07
    • Responder

    Mas que bela concepção do que é o conhecimento e a educação… O conhecimento está todo prontinho na Internet, pelos vistos. Não é preciso mediação de um professor, entenda-se, alguém que tem um conhecimento crítico, uma formação que lhe permite separar o trigo do joio, e promover, isto é, orientar, através da palavra viva, uma reflexão conjunta. O professor não é uma “pessoa a falar durante 45 minutos”. É alguém que dialoga com os alunos, que os põe a dialogar entre si, que sabe filtrar os conhecimentos e discursos e ajuda os miúdos a desconstrui-los, a ver mais além. A questão não é a do número de pufs, portanto. Somos um país de pacóvios. Tenho vergonha de que o sr. “o que interessa é isto, o resto é palha” possa ser considerado como um colega meu.

    • RF on 21 de Fevereiro de 2016 at 22:16
    • Responder

    Vejam e reflictam. São aulas do futuro do passado. https://www.youtube.com/watch?v=EXR9Ft8rzhk

    • Eduarda Andresen on 21 de Fevereiro de 2016 at 22:47
    • Responder

    Por acaso os pufs são das piores patentes em termos de conforto para trabalhar, não vejo mal nenhum numa cadeira confortável. Mas isso é palha. O que interessa é trabalhar com o método de resolução de problemas, porque ensina a autonomia a resolver e a estruturar toda a sorte de projectos indo a todos os seus detalhes de forma organizada. Impossível de transmitir e pôr a funcionar numa turma numerosa, sem computadores, os alunos proibidos de usar a internet nos seus tablets e pcs pessoais. Não vejo mal nenhum os alunos – e já agora nós os professores – sermos tratados como gente que sim se entusiasma por projectos e fica toda contente por expressar ideias e mostrar trabalho bem feito. E não como escravos preguiçosos que têm de ser habituados a estar acorrentados a uma sala de aula senão fogem. E acho que vou deixar de vir aqui, tantos comentários reaccionários deprimem-me.

    • Domingos on 22 de Fevereiro de 2016 at 0:25
    • Responder

    Metam uns alunos PIEf nestas salas e vão ver o que acontece aos Puffs.

    • PROFET on 23 de Fevereiro de 2016 at 0:52
    • Responder

    Falam quase sempre e apenas de EVT e Área de Projeto, esquecendo que a verdadeira disciplina de metodologia de projeto é a Educação Tecnológica (ET) e que agora é apenas uma disciplina opcional, tendo sido praticamente banida das escolas. É necessário e imperativo restituir esta disciplina, como obrigatória, ao currículo do 3º ciclo. Nos países mais desenvolvidos esta disciplina é considerada como fundamental, pois é onde se desenvolve o espírito inventivo, de investigação e pesquisa, a capacidade de resolução de problemas, a criatividade, o desenho técnico estruturado, onde se aprendem técnicas oficinais, onde se registam os primeiros contactos com as tecnologias (sem ser telemóveis ou tablets), onde se reconhece o impacte ambiental das tecnologias e as formas de energia renováveis não poluentes, onde se estudam os principais materiais existentes, onde se começam a implementar verdadeiramente as noções de higiene, saúde e segurança no trabalho. Esta disciplina teve sempre grande apreço por parte da grande maioria dos alunos e teve sempre percentagens de sucesso entre 95 a 100%. Por último mas não menos importante, é onde se regista um enorme desenvolvimento da autonomia dos alunos, característica importante para os alunos com grandes capacidades cognitivas mas ainda mais importante para o desenvolvimento da confiança e motivação dos alunos com menor capacidade. Sou professor de ET há 18 anos e já lecionei em 17 estabelecimentos de ensino público e posso garantir que nas minhas aulas os alunos não iriam querer estar sentados em puffs, pois têm gosto e empenham-se na realização dos trabalhos (trabalhos que na sua maioria são propostos pelo professor, mas que por vezes podem ser sugeridos pelos alunos). P. G.

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