Espero Que Não Seja Necessário

Mas se for, que seja assim.

E o prazo dado para a resolução deste problema antes de uma acção conjunta é o final do 2º período.

 

 

Ministro da Educação arrisca a primeira ação judicial de sindicatos

 

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Carreiras. Sindicato de Professores da Zona Norte, afeto à UGT, avança com ação coletiva se não houver solução para novos quadros

Cerca de dois meses e meio depois de ter ocupado o cargo, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, arrisca “estrear-se” em ações sindicais movidas pelos sindicatos. Em causa está a situação de professores que entraram nos quadros, após vários anos de contratações sucessivas, que ainda não foram posicionados no escalão da carreira correspondente ao seu tempo de serviço porque continua por publicar uma portaria prevista desde 2009.

Numa nota publicada na sua página de internet, o Sindicato de Professores da Zona Norte (SPZN), o maior sindicato da Federação Nacional de Educação, confirma que o assunto foi abordado com a atual equipa ministerial, numa reunião realizada no dia 5, e que esta manifestou disponibilidade para ultrapassar o problema.

Mas deixa também a garantia aos seus sócios: “Caso não haja resposta, dentro do tempo que considerarmos razoável, o SPZN [afeto à UGT] recorrerá ao tribunal, com uma ação, em nome dos associados que o pretendam”, afirma, acrescentando: “Caso cheguemos a esta via, todos os sócios nesta situação serão contactados a fim de manifestarem o seu interesse em fazer parte da ação.”

Questionado pelo DN, o gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues defendeu que “desde que tomou posse, há menos de três meses”, o governo “tem trazido para a sua agenda o estudo e a adoção de medidas que corrigem um conjunto de situações” relacionadas com os docentes, dando os exemplos do fim da Bolsa de Contratação de Escola e das provas de avaliação. E acrescentou que “o posicionamento dos professores no devido escalão da carreira docente, tema que tem vindo a ser reivindicado desde 2010 e que o anterior governo não resolveu em mais de quatro anos de mandato, está agora também entre as nossas preocupações”. Mas estas garantias poderão não bastar para evitar a ação.

Ao DN, Lucinda Manuela Dâmaso, presidente do SPZN, garantiu que o aviso da possível ação “não é nenhum recado para o ministério”, reconhecendo até que a abertura negocial da atual equipa é animadora: “Temos andado muito tempo com esta questão no ministério, nomeadamente com o anterior ministro [Nuno Crato], e agora tivemos recetividade”, admitiu. No entanto, acrescentou também, os professores em causa “estão desesperados” e têm a última palavra nesta matéria.

“Se não houver resposta, os sócios assim o exigem. Individualmente, os sócios podem exigir do SPZN intervenção jurídica. Está nos estatutos”, explicou. “E entre fazer ações individuais ou uma ação coletiva, avançamos com esta última.”

A dirigente sindical não se quis pronunciar sobre qual a data-limite “razoável” para existirem garantias de uma solução, que passa apenas por publicar uma portaria que vem regulamentar o que está previsto desde 2009 no artigo 36.º do Estatuto da Carreira Docente. Mas admitiu que o final do segundo período de aulas seria um prazo aceitável.

A Fenprof não pensa para já avançar com eventuais ações coletivas. Até porque, defendeu ao DN Luís Lobo, desta organização sindical, “o que nos foi dito por este ministério é que este é um problema para resolver, o que é uma novidade face ao passado”. No entanto, a estrutura já patrocinou algumas ações individuais, ainda a decorrer, e está disponível para o voltar a fazer “sempre que um professor queira avançar para tribunal”.

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10 comentários

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    • Monica salvador on 13 de Fevereiro de 2016 at 19:20
    • Responder

    Sindicatos que somente se preocupam com o reposicionamento doss docentes que apenas recentemente entraram nos quadros?
    Então e os docentes que têm 16 anos de serviço, entraram para o quadro em 2006 e que continuam no índice 167 a receber o mesmo que um contratado?
    Ou é para todos ou então não é para nenhum.
    Ações sindicais?! Só para os recentes docentes do quadro? Somos defendidos por uns “belos” sindicatos

      • Maria on 13 de Fevereiro de 2016 at 20:05
      • Responder

      Quando entrou para o quadro, em 2006, quantos anos de serviço já contava a colega?

      • Progressões on 13 de Fevereiro de 2016 at 20:13
      • Responder

      Se entrou em 2006 e tem 16 de serviço, para a carreira deve ter menos 7 anos e 4 meses. Parece-me que deixou passar uma progressão em 2009 ou 2010.
      Se há algum problema é algo que se passou consigo e que deve verificar.

        • Paulo on 14 de Fevereiro de 2016 at 17:01
        • Responder

        Se não progrediu nesse ano é porque a Mónica não fez o n de horas necessários de formação e que não são muitos pois o 1 escalão nem tem aulas assistidas. Ou então isto é mentira. Que descongelem ao menos todos.

      • Alex on 13 de Fevereiro de 2016 at 23:54
      • Responder

      De qualquer forma, essa ação já entrou em tribunal. O ano passado, um sindicato, tratou disso, estamos à espera de decisão.

    • PG on 13 de Fevereiro de 2016 at 21:37
    • Responder

    Na altura da masssificação do Ensino admitiam qualquer para dar aulas até só com o liceu, estes candidatos com sucessivas contratações conseguiram acumular imenso tempo de serviço a saber que muitos já estão no quadro e ainda querem mais direitos, por outro lado temos profissionais com mestrado e não passam de contratados e outros no desemprego, afinal ter mestrado- uma especialização- não serve de nada para ensinar porque são ultrapassados por quem tem menos qualificações pois neste país valorizam o “poucachinho”.

    • mario silva on 13 de Fevereiro de 2016 at 23:04
    • Responder

    e para quando as ações judiciais para descongelar a progressão? ou é para ficar estagnado até morrer?

      • Vera on 14 de Fevereiro de 2016 at 16:58
      • Responder

      Isso é que era. Nunca mais somos descongelados. Eu preferia os cortes desde que fosse possível descongelar.

    • Violante Silva on 14 de Fevereiro de 2016 at 10:18
    • Responder

    Eu gostava de saber porque é que demoram tanto tempo a fazer uma portaria para alterar uma injustiça (o reposicionamento dos vinculados)?!
    Pergunto isto porque esta semana fizeram uma muito rapidamente para aumentar o imposto sobre os combustíveis.

      • Portarias on 14 de Fevereiro de 2016 at 11:59
      • Responder

      Muito simples
      Essa portaria implica um aumento da despesa!!!
      A dos impostos sobre os combustíveis implica uma aumento da receita!!!!
      Já percebeu?

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