Agora a Culpa é Das Redes Sociais?

Diretores das escolas queixam-se de problemas com a Internet

 

O Ministério da Educação admite “a existência de problemas”. Mas garante que não afetam “sites de trabalho” e defende que a lentidão é muitas vezes explicada com acessos a jogos e redes sociais.

 

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Segundo o Ministério, a lentidão da internet é, em muitos casos, originada por uso inadequado. “Há um elevado número de acessos a sites de jogos, a redes sociais e descarregamento de aplicações”. Filinto Lima não questiona esta explicação. Admite, “embora não seja técnico, que a possibilidade de os alunos terem acesso por wireless à rede da escola” torne o serviço “mais lento do que aquilo que desejaríamos”.

 

Se existissem mais horas para a manutenção dos sistemas informáticos dentro das escolas, com toda a certeza que o funcionamento da internet melhoraria e muito.

Não só o funcionamento da internet melhoraria, mas também melhorariam os equipamentos informáticos que começam a ficar obsoletos com as actualizações para os novos sietemas operativos.

E como as garantias já acabaram quase todas…

Compensava o investimento na atribuição dessas horas às escolas.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/02/agora-a-culpa-e-das-redes-sociais/

2 comentários

    • Poisa! on 20 de Fevereiro de 2016 at 14:06
    • Responder

    Conheço casos em que as horas existem e os problemas indicados na notícia mantêm-se e nem são os piores (a segurança nas escolas é uma brincadeira de muito mau gosto), e nessas escolas ainda por cima se paga a empresas de 3ª divisão… do campeonato distrital, para fazerem coisas que os profs do 550 profissional ensinam (e.g. instalar o Apache) !!!

    Mais horas resultaria se as mesmas não servissem para uns privilegiados deixarem as aulas para a “tropa macaca”. Assim devia ser obrigatório que esses iluminados dessem também as disciplinas do profissional relacionadas com o seu “métier”, mas “alas” essas são das mais difíceis e ficam sempre para a tal… “tropa macaca”. Fenómeno espantoso no país do 25 de Abril. É claro que é compreensível que, por motivos de segurança, a gestão das redes seja confiada a QAs, mas devia ser de acesso mais democrático dentro dos próprios QAs. Mas nem os profs do 550 nem aquela associação ANPRI parecem estar muito preocupados com isto, creio que se preocupam mais com cursos de Scratch e coisas desse tipo (se calhar certificações profissionais a sério é do que precisamos no 550, em vez de coisas que qualquer professor do 550 devia ter obrigação de aprender sozinho).

    A contratação de técnicos especializados da FP seria uma solução, mas causaria muitos horários a menos no 550. A criação dum cargo especial acentuaria a desigualdade que referi.
    A obsolescência do hardware é assunto muito debatido e é convicção de alguns que é propositada, para fazer encher os bolsos dos senhores do costume. Triste é ver que nas escolas não há muita gente com espírito crítico para combater este estado de coisas, basta ver a dependência de produtos comerciais que continua a existir nos profissionais de Informática. Alguém que perca o seu tempo a tentar “reavivar” os portáteis com uma distro Linux leve (serviria muito bem para simples pesquisas na web, por exemplo) acaba por perceber o espírito da coisa quando repara que um marmanjo qualquer passado umas semanas manda limpar tudo e instalar o windows 7!

  1. A “culpa” é da falta de investimento, de quase todos os miúdos terem telemóveis com internet e aproveitarem a rede da escola para downloads e jogos. Quando está tudo ligado e a “bombar”, claro que não há net que aguente…
    O resto em https://escolapt.wordpress.com/2016/02/20/internet-lenta-nas-escolas/

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