“A propósito da democracia nas Escolas” – Conselho das Escolas

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9 comentários

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    • Paulo on 25 de Fevereiro de 2016 at 10:46
    • Responder

    Se existisse democracia nas escolas, quem lá trabalha devia poder votar. O conselho de escolas demonstra o que a maioria dos diretores revela. Uma prepotência e uma extensão do partidarismo e politiquice autárquica.

    • Lady Gága on 25 de Fevereiro de 2016 at 11:16
    • Responder

    Atualmente a eleição do Diretor não é democrátiva na medida em que não se realiza por voto direto do seu corpo docente e do seu corpo não docente.

    No atual modelo o Diretor é escolhido pelo Conselho Geral onde tem assento 7 docentes amigos do Senhor Diretor e como tal, este posteriormente retribui (o favor) com Horários a condizer, isto é, Horários feitos à medida dos senhor conselheiros.

    Por outro lado, este não é só um modelo de Gestão anti-democrático, como também é um modelo que fica muito mais caro aos CONTRIBUINTES que o modelo anterior, dado que todos os elementos da Gestão tem Suplementos Remuneratórios coisa que não existia anteriormente. Claro que além dos Suplementos Remuneratórios há outras benesses como por exemplo telemóvel gratuito para uso pessoal e todo um conjunto de negociatas (contratações diretas de serviços e pessoal que estão amplamente reportadas em processos instaurados pela IGEC).

    Acresce que o designado “Conselho Geral” não fiscaliza a atividade do Diretor (em 99% dos Agrupamentos) limitando-se a estar quietinho e não fazer ondas porque o que importa é ter um Horário com dia livre à sexta e/ou segunda para fazer uns fins de semana e que não seja demasiado pesado)

    Portanto para além do Diretor (e sua equipa que totaliza 5 elementos – todos com SUPLEMENTOS REMUNERATÓRIOS) e os elementos do Conselho Geral, tudo o resto não tem “voto na matéria”.

    Este MODELO DE GESTÃO constitui não só um ENCARGO PARA O ERÁRIO PÚBLICO – contribuintes -, como é anti-democrático.

    UMA VERGONHA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!……..

    • Polichinelo on 25 de Fevereiro de 2016 at 13:53
    • Responder

    A democracia é tanta que há diretores de escola eleitos com concursos onde os documentos foram falsificados com o conhecimento do Ministério de Educação-As direções regionais sabem e metem na gaveta.Quando isto chega ao tribunal chama-se um advogado ao serviço das direções regionais para trocar as voltas à magistratura….se o dito causídico não chega contrata-se um escritório duma sociedade poderosa de advogados.Conclusão vai tudo arquivado.
    Os chefes dos diretores não contam os seus segredos…nem o sindicalista sabe uma décima dos casos.

      • Lady Gága on 25 de Fevereiro de 2016 at 15:51
      • Responder

      A Tutela tem interesse em ter os “CAPATAZES” nas Escolas/Agrupamentos porque são uma forma de manter os “escravos” caladinhos.

      No meio de tudo isto os prejudicados são os CONTRIBUINTES porque no anterior modelo nunca faltou gente para integrar os Conselhos Directivos das Escolas a CUSTO ZERO. Sim! Não tinham, nessa altura, qualquer SUPLEMENTO REMUNERATÓRIO.

      Actualmente cada Agrupamento possui uma DIRECÇÃO formada por “CINCO MAGNÍFICOS” em que todos eles RECEBEM SUPLEMENTO REMUNERATÓRIO. Além disto, repito, utilizam telemóveis de serviço da Escola para uso pessoal para além de outras negociatas…. Mas vamos a exemplos concretos. Em ESCOLAS TEIP E com AUTONOMIA é um REGABOFE COMPLETO….contratam-se amigos ou filhos de amigos (Professores, técnicos, psicólogos…), contratam-se empresas de serviços de contabilidade…..

      UMA VERGONHA !……

      Os CONTRIBUINTES PAGAM …a Bem da Nação….

        • Agnelo Figueiredo on 25 de Fevereiro de 2016 at 22:40
        • Responder

        Minha cara Gága
        Olhe que nas escolas não existe uma Direção. Existe um diretor que tem um subdiretor e o(s) adjunto(s) que a lei permite.
        A Gága deve ser rapariga nova. Só assim se compreende que ignore que todos os membros dos antigos Conselhos Executivos recebiam suplementos remuneratórios.
        Abusos? É possível que existam, sim. Precisam de ser denunciados. Mas não é neste blog. É na IGEC ou no Ministério Público!

          • Fátima Graça Ventura on 26 de Fevereiro de 2016 at 15:43

          Caro Agnelo, tem razão. Não se podem medir todos com a mesma bitola. Mas que há muita falta de respeito, ignorância de deveres, protecionismo vergonhoso…. ISSO HÁ.
          E a IGEC?? Que faz?
          O Ministério Público? Que faz?
          Até agora, nada vi. Minto. Vi uma inspetora verificar tudo o que estava correto numa escola e ignorar os fundamentos da queixa.
          Vi um diretor assinar e aprovar o que outros fazem e nada analisar. Vi Conselhos Gerais e Pedagógicos a dizer ” Amém”…

          Direções unipessoais? Nada tenho contra- se os órgãos de gestão funcionarem com respeito e profissionalismo. Pena que esses casos são exceções…

    • guerreiro on 25 de Fevereiro de 2016 at 21:54
    • Responder

    É uma vergonha o que se passa nas escolas. Só não vê quem não quer ver. Quando há nas escolas diretor(as)es que se perpetuam no poder há décadas, está tudo dito. O compadrio é pleno. Quando existe um órgão coletivo de diretores de escolas deve ser para defender os interesses de uma classe diferente da sua.

      • Ilusões on 26 de Fevereiro de 2016 at 16:30
      • Responder

      Os Diretores não se perpetuam no poder há décadas.
      Os Diretores só surgiram em 2008 e a legislação que os criou impõem um limite no nº de mandatos, algo que não existia nos antigos CE e nos mais antigos CD.
      Acontece que muitos dos atuais Diretores eram os antigos PCE!!!

    • Paulo Pereira on 26 de Fevereiro de 2016 at 18:32
    • Responder

    A falha de Mário Nogueira, na sua dialéctica, foi, simplesmente, fazer uma generalização e diabolizar, no Todo, os Conselhos de Escola e os Directores nomeados por aquele Órgão.
    Tivesse um pouco mais de moderação e menos de incendiário, e teria toda a razão, a qual se comprova, obviamente, no Terreno!

    Poderão haver excepções de assinalável excelência e de funcionalidade (Por acaso, não me lembro de nenhuma, mas até pode haver…)

    O Facto, e pelo que me é dado a observar no Terreno, temos Conselhos Gerais que mais parecem uma passarelle de vedetas inúteis, mais com a preocupação de fazer currículo do que fazer qualquer coisa, e temos Directores de Agrupamento que se escudam no “porreirismo” dos Presidentes dos Conselhos Gerais para, de forma figurada, cuspir sobre o Estatuto da Carreira Docente e sobre o Código de Procedimento Administrativo.

    Paralelamente a isto tudo, temos uma massa docente maioritariamente amorfa, resignada e com um grau de ignorância das Leis absolutamente escandaloso!
    E é esta massa amorfa que acaba por dar cabo de qualquer tentativa de mobilização organizada contra os desmandos e as arbitrariedades de presidentes de Direcção, alguns deles olimpicamente incompetentes mas suficientemente velhacos para deixar a “máquina escolar” a funcionar à conta de uns quantos excelentes profissionais, os quais, muitos deles, não vêm o seu mérito reconhecido, de tão focados na sua senda perfeccionista e algo fuçona (1).

    É também neste meio que coabitam os outros, diametralmente opostos: os absolutamente incompetentes e pequenos déspotas que, por aberrante critério de “antiguidade”, que alguns ainda julgam ser um “posto”, se entertêm a exercer os seus pequenos poderes despóticos nos Quadros Intermédios, ante a indiferença, passividade ou conivência de tais Directores.

    Mais uma vez sublinho que isto não é regra, mas da minha experiência de 20 anos de serviço em diferentes escolas, ainda não vi as excepções. Como disse atrás, acredito que podem havê-las. Eu sou crente!

    Talvez se explique a minha propensão para não ganhar o Euromilhões.
    No Poker, só me calham duques desgarrados…

    Mas há sempre notícias de alguém a quem calharam os prémios mais chorudos…

    —-

    (1) São aliás estes exemplos da excelência acima da média, que servem de
    bitola para não se conseguir aferir um referencial de actividade
    profissional minimamente razoável.
    Pois que o excesso de perfeccionismo e de voluntarismo, que nunca é pago nem reconhecido pelo Sistema, só contribui para explorar até ao limite da sanidade as
    exigências cada vez mais absurdas que se pedem aos professores.
    A Profissão de Professor NÃO É um Sacerdócio, ao contrário do que alguns hipócritas (ou românticos ingénuos) pensam. A Carreira Profissional implica Reconhecimento, Avaliação Justa, Progressão merecida e remuneração digna.
    Trabalhar por carolice é de gente pouco inteligente…

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