Um Cronista Arcaico

Mas qual é o interesse de voltar a ressuscitar o fantasma de MLR?

Um sistema arcaico

Quando se pergunta a um director de escola qual a sua principal aspiração, tendo em vista a melhoria da qualidade do ensino na sua escola, a resposta surge pronta na ponta da língua: “poder escolher os professores“.

Parece óbvio: haverá requisito mais importante para a direcção de uma escola – ou de outra instituição qualquer – que a escolha daqueles que se dirige?

Pois em Portugal convivemos há anos com um sistema único no mundo, onde são os computadores a indicar em que escola fica colocado cada professor a concurso. Mais objectivo não poderia ser; mais absurdo também não.

Certamente por isso, em entrevista concedida à ‘Revista 20/20’, Roberto Carneiro afirma sem rodeios ou receios: “Não consigo descortinar um único argumento válido para manter em vigor um sistema arcaico e centralizado de colocação de professores.”

Ora aí está uma boa dica para o actual Ministro da Educação. Se (ainda) acreditar na autonomia da escola, claro está.

Francisco Vieira Sousa, Fundador do Fórum pela Liberdade de Educação

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15 comentários

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  1. Mais autonomia nas escolas nãoooooooo…é que assim só arranja colocação quem tem C….por favor nãoooo

  2. Essa pretenção só pode ser levada como gozo à classe. Um retrocesso inadmissivel. Um regresso ao tempo de outros senhores que tinham na mão a vida e futuro de todos os que trabalhavam com eles ou para eles. Já nem falo em “cunhas”, falo num atentado viceral à democracia e à constituição portuguesa em que está celebrado o direito ao trabalho. E se ainda duvidam vejam a contratação de preofessores em ceras escolas TEIP que foram levadas a cabo nos ultimos anos onde as escolhas deixam duvidas bastantes vincadas no ar quanto às escolhas de certos diretores. O processo atual pode não ser totalmente justo, mas considerando as alternativas propostas até agora, por este e por outros governos, é a mais adequada. Não nos deixemos iludir por burocratas que nem sequer sabem o que é uma escola nos dias de hoje…

    • Vitor Agostinho on 16 de Maio de 2012 at 19:10
    • Responder

    Em teoria, Roberto Carneiro pode até ter razão. Mas o que se passa na realidade é que não são os melhores a ser escolhidos, mas sim quem tem a famosa cunha. Claro que há exceções à regra. Roberto Carneiro tem de ter em conta que os vícios e o amiguismo deitam por terra quaisquer sistemas e torias por mais corretas que sejam. Os hospitais também não escolhem todos os seus médicos e enfermeiros, também não são os diretores dos Institutos de SS ou das repartições de finanças que escolhem todos os seus funcionários. Então e quando mudasse o diretor? Mudava também todo o corpo docente da escola? Teoricamente deixava de fazer sentido a existência de docentes do quadro, pois o diretor podia mandar embora aqueles com os quais não queria trabalhar. O Dr Roberto Carneiro até não foi um mau ministro da educação e tem direito à sua opinião, mas certamente desconhece a realidade do que se passa nas escolas portuguesas.

    1. desconhece ou quer fazer passar que é uma realidade diferente

    • António on 16 de Maio de 2012 at 19:38
    • Responder

    Quem é esse indivíduo? Um representante dos diretores? Um representante do nepotismo na educação? Mas quem é um diretor, quais as qualificações que possui, para recrutar docentes? Ou sei bem por que razão eles querem poder para recrutar docentes!

  3. Este é mais um que quer beneficiar o compadrio.

    • rosa ribeiro on 16 de Maio de 2012 at 19:53
    • Responder

    Ou é idiota ou é alguém com muita fezada na ética dos seres humanos.

    • Ana Sofia on 16 de Maio de 2012 at 21:01
    • Responder

    Se as colocações(em OE) este ano já foram duvidosa,s em muitos casos, nem quero imaginar se os diretores puderem escolher os professores! Vai imperar o “amiguismo”. Não tenho dúvidas!

    • Agrupado on 16 de Maio de 2012 at 22:41
    • Responder

    Imaginem um agrupamento onde:
    – o diretor é marido da professora com menos anos de serviço num grupo qualquer;
    – os amigos lá de casa (reconhecidos internamente como pedagogicamente incapazes) foram escolhidos para coordenadores de grupo e estão em todos os cadeirões do CP, CG, etc.(alguns até conseguem horas extraordinárias, sabe-se lá como…);
    -é mais importante organizar festas, quermesses, reuniões, … cuja presença torna-se obrigatória, independentemente da hora e dia da semana;

    Pergunta de algibeira: quem é que vai ficar com o horário zero, quem é?

    O Dr. Roberto Carneiro, reconhecido (??) especialista da pedagogia devia abester-se de falar do que não conhece.

    (Qualquer semelhança com a realidade NÃO é pura coincidência!!!)

    • maria on 16 de Maio de 2012 at 22:48
    • Responder

    Roberto Carneiro é engenheiro e apenas mais um teórico da educação. Teve nove filhos e, sendo rico, talvez quisesse imitar Piaget . Também é preciso revelar que o actual Secretário de Estado da Educação, João Casanova, é um dos seus fieis devotos.

    A memória dos portugueses não pode ser curta, pois Roberto Carneiro já foi Ministro da Educação de má memória. Para este sr. todas as metodologias eram susceptíveis de causar traumas aos alunos. Foi um bom coveiro da Educação Pública Portuguesa e com ele grassou a indisciplina que se vive nas escolas portuguesas.

      • Xana G. on 17 de Maio de 2012 at 8:20
      • Responder

      lolol Já vi (vivi) um filme bastante parecido, numa qualquer escola por aí…

    1. Excelente comentário o seu. Os meus parabéns. Graças a Deus que o Roberto carneiro não é ministro da educação actualmente. Foi ele que entre outras preciosidades criou a Area- escola.

  4. Não esqueçam que todos os postos de trabalho na função pública obedecem à obrigatoriedade de realização de um concurso público. Porque seria diferente para as escolas?
    Só os cargos de confiança política é que não precisam de concurso…

    Ao admitir escolha dos professores pelo Director isso queria dizer que quando mudasse o Director, o novo poderia demitir todos os professores da escola e escolher o seu pessoal.

    Não digam asneiras!

    • Ursula on 24 de Maio de 2012 at 11:46
    • Responder

    Deus nos livre de serem os directores a escolher os professores. Já abusam do poder com o pouco que têm, subvertem as leis, tentam fazer o que lhes dá na veneta, não têm respeito pelos docentes que não são da “casa” e fomentam o compadrio. Voltem mas é ao antigo modelo de gestão, muito mais democrático e equitativo.
    Esta nova remessa de dirigentes que surgiu em 2009 revelam o que o ser humano tem de menos louvável quando t~em algum poderzito de trazer por casa. Mas a responsabilidade é de todos, que os deixam levar a avante deles por não fazerem valer o seus direitos.

    • Pedro on 11 de Julho de 2012 at 1:23
    • Responder

    CUNHA…. todos querem o sitema FACTOR CUNHA…. pel aliberdade da CUNHA….

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