Ministro afirma não saber quantos professores vão ficar de fora em 2012-2013
O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou hoje que não faz ideia de quantos professores contratados ficarão fora do ensino no próximo ano letivo, indicando como “fantasiosos” os receios de que sejam “dezenas de milhares“.
Também não acho que possam chegar às “dezenas de milhares“, mas que fosse apenas uma dezena já será bastante mau.
Apesar desta ausência de números esta foi a primeira vez que ouvi Nuno Crato dizer que tem como objetivo que nenhum docente dos quadros seja enviado para a mobilidade especial.
Veremos.



16 comentários
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Aquilo que o homem diz é mesmo assim, sem que lhes cheguem os números dos diretores como poderá saber quantos professores se nem sequer sabe quantos alunos? Por muito descontentamento que exista há que manter a calma e falar verdade. Para já não há números, mas já há a constatação que as matrículas no 1.º cilco diminuiram bastante. E há outro dado preocupante: a inspeção irá ao terreno confirmar os dados que os diretores colocarem na aplicação. Isto sim, isto poderá ter impacto pois até agora a coisa fazia-se a olhómetro, por vezes dizia-se 80 e eram 8. Será que os diretores arriscam? Esse é um dado com o qual nem o Ministro contará, é, por assim dizer, um efeito colateral.
Gostava que a maria concretizasse mais o que diz. Que eu saiba a inspeção sempre veio ao terreno confirmar os dados que as escolas dão mas , se a maria diz o que diz é porque sabe mais do que eu.
Dou-lhe eu um exemplo, e creio bem que até possam ser muitos pelo país fora. Na minha escola há uma turma de 13 ou 14 alunos, normal, nem alunos com NEE tem. Metade das turmas, ou por perto disso, estão abaixo dos 24 alunos e nada disso é permitido. Mas não foi verificado por ninguém de fora, e o ano está a acabar. Custou dinheiro extra ao Estado, sim custou.
Certo. Acredito que sim mas neste caso não há nada escondido como quer fazer querer a maria. O Diretor constituiu as turmas, apresentou-as para aprovação e teve a sorte de este ano a inspeção não ter passado. Mas mesmo assim, de certeza que as turmas esatvam autorizadas superiormente e estão publicadas na página da DREC e da Escola. O que eu queria saber era de casos em que o diretor apresentou uma turma de 24 e a mesma só tinha metade, isto sim é grave.
Façam inspeção ao ensino particular e cooperativo que encontram nomes fictícios só para abrir mais uma turma,
Mas aí ninguém chega , não sei porquê???
Pois, alterações às turmas, algumas foram feitas após a aprovação das mesmas. Na plataforma está de uma forma, na realidade não estão assim, alegando transferências posteriores de alunos, por exemplo. As próprias DREs permitiam um certo excesso neste tipo de falhas. Não me apoquenta isso, que com turmas menores é possível potenciar as aprendizagens dos alunos, mas se este ano for tudo melhor fiscalizado, a redução de turmas é maior do que o previsto.
João Pedro, na minha modesta opinião, o Diretor da tua escola está correto. Os alunos benificiam muito mais turmas pequenas. Se para o bem dos alunos é preciso “fazer ouvidos moucos” a algumas leis…
Se o ministro não sabe, devia saber.
Afinal é ele quem tutela o ministério!
Sinceramente, relativamente ao comentário da Maria, não sei se é jocoso ou pura ingenuidade….
A maria não sabe, que todas as turmas que não estejam de acordo com a legislação são negociadas e têm de ser autorizadas pela Direção Regional. A inspeção quando chega às escolas, pede logo as autorizações de funcionamento das turmas que não estão de acordo com a lei. Por isso ela fala assim.
Sabendo que este é um blog particularmente visitado por professores, venho aqui deixar um artigo relativo às eleições no SPGL. Dada a pouca cobertura dada ao tema por parte da comunicação social, acredito que o assunto poderá interessar. Aqui fica:
http://cronicasdeumjovempreocupado.wordpress.com/2012/05/29/professores-em-guerra-com-professores/
# maria
Tanta ignorância já chateia. Se é professora deveria conhecer toda a legislação.
Sobre o ministro já estou cansada de tanta ligeireza nas respostas.
Para que nenhum docente dos quadros seja enviado para a mobilidade especial, é necessário que todos os contratados sejam enviados para o desemprego. Este é que é e sempre foi o verdadeiro objectivo do Crato.
O ministro não disse que os colegas do quadro nao vão para mobilidade… disse que é seu objetivo que eles não tenham horário zero… o que é bem diferente, pois podem ser obrigados a mudar de escola…
Author
Referiu-se expressamente à mobilidade especial e não à mobilidade por ausência da componente letiva. E publicamente penso que o terá feito pela primeira vez.
Todas pessoas devem saber que se matriculam mais crianças nas escolas só para elas n serem fechadas…isso acontece mais nas aldeias!