Manifesto Contra a Prova de Ingresso

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MANIFESTO CONTRA A PROVA DE INGRESSO NA CARREIRA DOCENTE

 

Bom dia!!

 

Os professores contratados, vêm por este meio, mostrar o seu manifesto contra a prova de ingresso na carreira docente que:
– desvaloriza a formação dos professores, bem como as instituições formadoras e seus docentes;
– anula a experiência acumulada dos professores nos seus anos de serviço lectivo;
– desvaloriza a avaliação anual de que os professores contratados são alvo;
– contradiz em absoluto o facto incontornável de os consecutivos Ministérios da Educação, incluindo o actual, terem considerado os professores contratados profissionalmente competentes para leccionarem, estabelecendo contrato, para agora pôr essa competência em causa;
– é injusta: São dispensados da prova quem obteve BOM até 24 de Junho de 2010 e São dispensados da prova quem obteve MUITO BOM depois de 24 de Junho de 2010-ONDE ESTÁ A JUSTIÇA???Porque não falam em anos lectivos!?
– é injusta: o “Bom” que é referido para a dispensa da prova não é considerado até ao final do ano letivo 2009/2010
– é injusta: divide docentes entre o antes e o depois de 24 de Junho de 2010, data esta que não pertence a termo de qualquer ciclo de avaliação.
– desvaloriza ainda todo o trabalho realizado até agora em prol da Escola e dos Alunos, trabalho esse feito em condições precárias (quer pessoais como profissionais), facto esse habitual nos actuais professores nos primeiros anos de serviço.
Estamos fartos, desgastados e revoltados com toda esta situação.
BASTA de injustiças e ilegalidades que fazem muitos dos professores desacreditarem desta Nação, deste Estado que se diz Democrático. As políticas deste ME, estão a provocar uma ENORME onda de indignação junto dos professores contratados, que parece querer destruir a toda a força e de forma desmedida a classe docente, desacreditá-la e espezinhá-la. Nós não somos um número, somos pessoas. Pessoas conscientes da importância que a nossa profissão tem na sociedade!
Não queremos mais desigualdades entre colegas, NÂO QUEREMOS ESSA PROVA INJUSTA
Queremos esta questão tem de ser RESOLVIDA NO IMEDIATO.

 

Cumprimentos

 

Os docentes contratados

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25 comentários

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    • Inês on 14 de Maio de 2012 at 11:17
    • Responder

    Arlindo, aonde é que nós assinamos este manifesto???

    • JC Narciso on 14 de Maio de 2012 at 11:45
    • Responder

    O direito à indignação vem consagrado na Constituição da República Portuguesa. No entanto, neste caso, há que engolir mais um sapo… vivo.

    Isto é só uma ínfima parte dos problemas que afetam os Professores a Contrato. Não é a mais importante, mas é importante.

    • JC Narciso on 14 de Maio de 2012 at 11:49
    • Responder

    Problemas: ainda a Contrato (sempre a trabalhar todos os anos)…

    1. Tenho a mesma formação e mais tempo de serviço do que muitos professores do Quadro;
    2. Sou obrigado a submeter-me todos os anos à Avaliação de Desempenho por colegas com a mesma formação que eu;
    3. Sou obrigado a concorrer todos os anos e andar de terra em terra…

    Valha-nos Deus.

    • Carlos on 14 de Maio de 2012 at 12:15
    • Responder

    Para a oferta de emprego tb se tem que fazer a prova de ingresso ou é apenas para a entrada nos quadros?

  1. O primeiro parágrafo do texto basta, para se ser absolutamente a favor da prova de ingresso.
    Temos pena!

    1. Verifique a colocação da vírgula na frase que escreveu.

      1. Verificação efectuada.
        Frase mantida.

      • Contratada on 15 de Maio de 2012 at 2:28
      • Responder

      ou é para todos ou nao é para nenhum contratado!!

      • Contratada on 15 de Maio de 2012 at 2:33
      • Responder

      Ou é para todos ou não é para nenhum contratado!! Luta-se por JUSTIÇA.

      Criticar não adianta de nada meu caro.
      Altere o manifesto e faça algo.

      • tretas on 15 de Maio de 2012 at 14:01
      • Responder

      juízo. Pensa no que dizes

    • Sebastião Coelho on 14 de Maio de 2012 at 13:26
    • Responder

    Manifesto para quê?

    Já se fala da existência de provas para o ingresso da carreira docente, que me lembra há cerca de 4 anos. foi alterado duas vezes desde dai , e só agora é que se lembram desta questão?!

    Os sindicatos da educação são mais rápido em criticar as provas de aferição do que criar condição de igualdade de condições a todos os trabalhadores.

    Na ultimas décadas formos enganados por algumas Universidades e Politécnicos, que nunca foram regulados pela sua qualidade científica. Há instituições oferecem pósgraduações e especializações a granel!

    Concordo com a existência da prova! Acredito que deverá existir duas, a primeira deverá existir no ingresso no Mestrado de ensino ou educação, e a segunda posteriormente. Estas provas põe na mesmas circunstâncias os candidatos saídos da Universidade, alguns deles com notas bastantes inflacionadas.

    Mas este decreto lei é sempre uma evolução à legislação anterior. A infelicidade do decreto lei é ter sido publicado no dia 24 de junho. e o seu articulado deveria prever no ano letivo seguinte.

    Cumprimentos

    • Xana Botelho on 14 de Maio de 2012 at 13:47
    • Responder

    O meu “Não gosto” prende-se com os critérios para seleccionar aqueles que são “bons professores”, de acordo com os de realização desta prova.
    Será uma prova teórica mais fidedigna do que anos e anos de trabalho efectivo, no terreno, AVALIADO diariamente por todos os intervenientes do processo e reajustado consoante a prática quotidiana?
    A prova tem cariz eliminatório, ou seja, se por qualquer motivo o “candidato a professor” não passar, deixa de poder ingressar na carreira. Pergunto-me: e o bom trabalho de anos, em muitos casos, sempre em escolas diferentes, com necessidade de adaptação a contextos tão diversos? Nunca ninguém reparou que não eram bons profissionais? É uma prova deste cariz que vai “reparar” nisso?!
    A existência de uma prova faria sentido aquando do final da licenciatura/mestrado, à saída das universidades, tal como acontece com os médicos e advogados, para ingresso na ordem (que nõs não temos, infelizmente!).
    É após mais de uma década de “carreira” que nos vão dizer que não temos perfil?! Será que os “eternos contratados” andam a brincar aos professores e nunca ninguém se deu conta disso? Ou que “brincam tão bem” que são capazes de assegurar as mesmas funções dos “professores de carreira”, sendo apenas “candidados a tal”?
    Se alguém me conseguir convencer do contrário, agradeço, por favor!

    • Zaratrusta on 14 de Maio de 2012 at 14:30
    • Responder

    Sou absolutamente a favor da prova de ingresso (e manutenção), mas para TODOS. Se o argumento ‘e ter os melhores professores, que se mantenham os melhores na carreira e que entrem os melhores. Caso contr’ario ‘e pura hip’ocrisia.

    (Tenho um problema no teclado)

      • Contratada on 15 de Maio de 2012 at 2:31
      • Responder

      Ou é para todos ou não é para nenhum contratado!! Luta-se por JUSTIÇA meu caro.

  2. Helllo…acordem para a vida…existem profs dos quadros que vão ficar com horário zero nos megas…nem para estes existem horários quanto mais para os contratados que fizerem esta prova. Agora se me disserem que deveria existir uma avaliação no final da formação académica…aqui sim concordo

    • Joana on 14 de Maio de 2012 at 17:08
    • Responder

    Lamento; mas este Manifesto, sendo redigido por professores (?), tem erros sintácticos graves que me indignam! E só li a primeira linha. E depois queixam-se de que a nossa imagem pública é negativa…

      • Contratada on 15 de Maio de 2012 at 2:34
      • Responder

      Ou é para todos ou não é para nenhum contratado!! Luta-se por JUSTIÇA.

      Criticar não adianta de nada.
      Altere o manifesto e faça algo.

  3. Não é possível concordar com os três primeiros pontos do manifesto:
    1º) Grande maioria se queixa das notas inflacionadas de alguns cursos/instituições, considerando muito injusto as diferenças existentes. Não virá a prova ajudar a mostrar a diferença de quem tem competência dos que apenas “compraram” as notas de curso?
    2º e 3º) Como é que anula a experiência acumulada nos seus anos de serviço letivo e desvaloriza a avaliação anual de que os professores são alvo se todos os professores contratados até 2009/2010 são dispensados da prova (sim, porque todos tiveram pelo menos Bom na avaliação)? Não é isso dar valor à experiência e às avaliações anteriores?

    O único ponto que posso concordar é em relação à data de 24 de junho de 2010, pois deveria ser considerado a avaliação desse ano letivo, até 31 de agosto.

    Para além de que só na 1ª vez que for realizada a prova é q

  4. Não é possível concordar com os três primeiros pontos do manifesto:
    1º) Grande maioria se queixa das notas inflacionadas de alguns cursos/instituições, considerando muito injusto as diferenças existentes. Não virá a prova ajudar a mostrar a diferença de quem tem competência dos que apenas “compraram” as notas de curso?
    2º e 3º) Como é que anula a experiência acumulada nos seus anos de serviço letivo e desvaloriza a avaliação anual de que os professores são alvo se todos os professores contratados até 2009/2010 são dispensados da prova (sim, porque todos tiveram pelo menos Bom na avaliação)? Não é isso dar valor à experiência e às avaliações anteriores?

    O único ponto que posso concordar é em relação à data de 24 de junho de 2010, pois deveria ser considerado a avaliação desse ano letivo, até 31 de agosto.

    Para além de que só na 1ª vez que for realizada a prova é que serão submetidos alguns colegas já com uma pequena experiência no ensino. Após essa 1ª vez, só será para os que chumbaram e os candidatos acabados de sair das universidades.

    • Miguel Castro on 14 de Maio de 2012 at 18:40
    • Responder

    A data de 24 de junho é pura e simplesmente idiota. Como é óbvio e já foi dito várias vezes, deveria ser o final do ano letivo, 31 de Agosto.

    • Ana Guedes on 14 de Maio de 2012 at 22:12
    • Responder

    Acho a ideia desta prova uma aberração! A ser feita seria logo no fim da formação!
    Além disso, como já foi referido por várias pessoas, outra aberração é a data de 24 de junho.

    • Pedro Dias on 15 de Maio de 2012 at 11:18
    • Responder

    Com prova ou sem prova, acho incrível que apenas os contratados se sintam afectados.

    No meu certificado de habilitações estão listadas cerca de 40 disciplinas. Cada uma delas é uma prova de ingresso. Lança-se total descrédito não só no candidato mas na instituição e seus representantes.

    O estado é que não está a fazer o seu trabalho na certificação dos cursos. Porquê esperar e enganar um estudante durante 5 anos de formação (falta de formação) para depois lhe dizer que o curso que frequentou não tem a qualidade que devia.

    São os estudantes (no 12º) que têm de ter a capacidade para certificar um curso pela sua qualidade?

    Se essas entidades mantêm as portas abertas é porque têm o aval do governo.

    Eu irei (muito provavelmente) fazer prova de ingresso. Acho que, acima de tudo, é uma incrível falta de respeito e descrédito para com todo o sistema de ensino superior. Os milhares investidos em propinas não servem de nada agora porque não vejo as instituições ofendidas ou preocupadas em manterem o seu bom nome.

    Podem olhar para os vossos certificados e verem as dezenas de provas de ingresso que já fizeram. Não são só disciplinas, são as maiores autoridades nacionais nas respectivas áreas. Doutores por quem mantenho grande respeito mas que o governo manifesta nenhum.

    Para que serve realmente a prova de ingresso? Para servir de rolha num já apertado gargalo e assim artificialmente falsear os números vergonhosos do desemprego docente por causa de aumentos vergonhosos de giga agrupamentos e números de alunos por turma…

    • José on 15 de Maio de 2012 at 12:07
    • Responder

    A prova deveria ser para todos os professores, efetivos e contratados.
    Aí sim fariamos uma avaliação real de quem é bom ou mau “professor”.
    Como é possível que o MEC não veja que imensos dos professores efetivos não provém de Licenciaturas/Mestrados em ensino nas áreas que lecionam (mas isso não lhes convém verificar…..).
    Mas é mais fácil avaliar os mais fracos…

    • Mané on 16 de Maio de 2012 at 22:13
    • Responder

    Todos os comentários aqui postados são muito interessantes! Reparo que cada cabeça pensa por si, cada um tem a sua opinião (uns contra o manifesto, outros a favor do mesmo). Reparo também que o MEC está a conseguir o que pretende, de uma forma bastante inteligente e interessante, pois está a conseguir virar professores contra professores. Parecemos todos (desculpem a analogia) cães esfomeados a lutar por um osso, lutamos entre nós, dizemos mal uns dos outros e nunca iremos conseguir nada se continuarmos a agir desta forma.

    Lembram-se do slogan “a união faz a força”?

    César (MEC) assiste à morte dos gladiadores (professores) na arena (escola) e risse. E estes continuam a lutar entre si.

    Sim, estou cansado desta vida de nómada (tenda às costa e sorriso nos lábios). Gosto imenso de viajar pelo meu país, mas não desta forma. Tenho doze anos de serviço (8 escolas diferentes), estou no topo da lista (dos contratados) ou lá perto. Ver colegas contra colegas é que não.

    Sou contra esta prova de ingresso (pelas razões expressas no manifesto e não só) mas não tenho medo dela. Se for para todos que seja, se for só para alguns é-me igual.

    O que me assuta é a desunião da nossa classe. Assusta-me e muito.

    • Teresa on 16 de Maio de 2012 at 23:14
    • Responder

    Acho muitto bem que nos manifestemos contra esta aberração que é o tratamento que nos tem sido ministrado, face à importância do nosso emprego, a desunião na classe é a melhor forma que se arranjou para podermos estar como estamos ou pior se possível. Já agora, se um aluno de etnia cigana, tomando como exemplo situações reais, for enviado para o gabinete de conflitos por se encontrar a perturbar a aula, para além da papelada necessária para preencher que fará com que o docente provavelmente nem consiga almoçar, à saída da escola pode muito bem encontrar o seu veículo ( no caso de o ter) vandalizado e/ou apanhar um agrande sova da familia que, enquanto recebe o rendimento mínimo e nada lhes é exigido em troca em termos comunitários, faz uma espera ao dito professor que pensando ter acabado, por momentos, o seu dia de trabalho ainda terá que pôr baixa, pagar medicamentes, exames e taxas moderadoras no hospital para depois no regresso os colegas dizerem que teve azar….!

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