Agora só podem pedir que os alunos também emigrem

Troika pede cortes de 380 milhões na Educação

 

Novas metas da troika para a educação implicam uma redução da rede escolar e cortes no pessoal.

O documento aponta para uma centralização da oferta, redução e racionalização das transferências para as escolas privadas com contratos de associação e uma maior utilização de fundos comunitários para financiar atividades na área da Educação.

O texto, hoje divulgado, diz que o Governo vai continuar a trabalhar para combater a baixa escolaridade e o abandono escolar precoce, melhorando a qualidade do ensino secundário, a via vocacional e a formação, com vista a aumentar a eficiência no setor, a qualidade do capital humano e a entrada no mercado de trabalho.

Para estes objetivos, o Governo vai estabelecer um sistema de análise, monitorização, avaliação e informação para apurar a evolução dos resultados e impactos das políticas de educação e formação, nomeadamente os planos já existentes.

As ações para melhorar a qualidade do ensino passam por generalizar acordos de confiança entre o Governo e as escolas públicas, no sentido de uma ampla autonomia, um quadro de financiamento simples, baseado em critérios de desempenho, evolução e prestação de contas.

Preconiza-se também para as escolas profissionais e particulares com contratos de associação um quadro claro de financiamento fixo por turma e mais incentivos ligados ao desempenho.

O reforço do papel de supervisão da Inspecção-Geral está igualmente previsto.

O Governo deve ainda apresentar um plano de ação destinado a assegurar a qualidade, atratividade e relevância da educação no mercado de trabalho e formação profissional, através de parcerias com 60 empresas ou outros parceiros interessados.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2011/12/agora-so-podem-pedir-que-os-alunos-tambem-emigrem/

2 comentários

    • Vanessa on 20 de Dezembro de 2011 at 18:09
    • Responder

    Pois é por estas e por outras similares é que é absurdo tentar cilindrar 1.ºs Ministros em vez de ser massa crítica para ajudar a dar a volta. Já que os grandes sindicatos não tiram os partidos da agenda, porque não ajudar a reformar a sério: A começar nas autarquias, esses sorvedores de dinheiro dos nossos impostos? Ajudar a moralizar o sistema de Segurança Social, esse absurd para o qual descontamos sem vislimbre de retorno?

    • Grego on 21 de Dezembro de 2011 at 2:13
    • Responder

    Outra bandalheira, se as escolas passam a ter a autonomia então os cunhados e cunhadas estão garantidos. Em relação aos outros, voltam para a estrada!!!! ideias de Merd….. Onde estão os sindicatos??? estão todos feitos. Cambada de Chul…

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