O direito à Indignação

Por esta hora uma delegação de dirigentes da FNE, com o seu secretário-geral, João Dias da Silva, vão entregar no Ministério da Educação mais de uma dezena de milhares de cartas de indignação, subscritas por Docentes de todo o país.

Esta iniciativa resulta do facto de as medidas tomadas pelo Governo no quadro da diminuição do deficit orçamental e de redução da despesa pública terem vindo a merecer da generalidade dos Trabalhadores da Administração Pública e das Organizações Sindicais que os representam uma forte contestação, porque as consideram inadequadas e injustas, para além de sublinharem que, na sua determinação, desprezam a legislação em vigor.

Em complemento desta acção, impõe-se recordar que a FNE e alguns dos seus sindicatos membros suscitaram junto de alguns Tribunais Administrativos e Fiscais providências cautelares que têm sustentação precisamente naquelas apreciações. Estas providências cautelares estão ainda em curso e não suspendem a intenção da FNE de utilizar outras figuras jurídicas que possam ser legitimamente invocadas para protecção de princípios de justiça, equidade e proporcionalidade.

Para além daquelas intervenções e de outras que também foram suscitadas pela FNE, quer junto da Provedoria de Justiça, quer junto mesmo da Internacional da Educação, os Sindicatos da FNE deram expressão à justificada e legítima contestação dos Trabalhadores que representam, reunindo milhares de cartas que foram subscritas por Docentes de todo o país e que dão expressão à indignação destes Trabalhadores pelas medidas que lhes estão a ser aplicadas, e que foram recolhidas no final do mês de Janeiro, no momento em que estes receberam os seus salários diminuídos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2011/02/o-direito-a-indignacao/

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading