Perante uma hecatombe sem precedentes, relativa à classificação digital dos Exames Nacionais, motivada por sucessivas trapalhadas tecnológicas, concebidas e promovidas pelo próprio MECI, o 1º Ministro brindou-nos com esta pérola de desonestidade intelectual:
– “O primeiro-ministro, Luís Montenegro, acusou alguns professores de “resistência” à digitalização dos exames nacionais e de, com isso, perturbarem o processo.” (Jornal de Notícias, em 15 de Julho de 2026).
Luís Montenegro parece confundir, propositadamente, “resistência à digitalização dos Exames” com resistência aos sucessivos disparates propalados pelo actual Governo nos últimos dias, entre outros, várias acusações falsas dirigidas às escolas e aos Professores, com a intenção clara de atribuir a essas entidades a responsabilidade pelo muito que tem corrido mal no processo de classificação dos Exames…
Chega mesmo a parecer que Luís Montenegro e Fernando Alexandre recusam percepcionar e admitir o óbvio, talvez apostados em “oficializar” um pensamento institucional dominado pela mentira e por estratégias ardilosas…
– Para que não restem dúvidas, no caso presente, “resistência” significa, sobretudo, reagir e opor-se aos dislates proferidos por Luís Montenegro e por Fernando Alexandre nos últimos dias, que foram dando mostras de não serem capazes de admitir os próprios erros…
Eu resisto, tu resistes, ele resiste…
Não sendo Professora, estou com os Professores. Partilho a sua resistência.
E afirmo com toda a convicção:
– Resistimos, sem vacilar, não à digitalização dos Exames Nacionais propriamente dita, mas antes aos disparates deste Governo, começando e acabando na desonestidade intelectual demonstrada nos últimos dias, tanto pelo Ministro da Educação Fernando Alexandre como pelo próprio 1º Ministro Luís Montenegro…
Quando se juntam consecutivos erros clamorosos com um certo cinismo e desfaçatez obtêm-se indesculpáveis disparates, com consequentes estragos impossíveis de reparar…
Depois de tudo o que se passou na última semana com a classificação digital dos Exames Nacionais é mais do que óbvio que o Ministro da Educação falhou em toda a linha, permitindo que esse processo se tornasse caótico, destituindo-o dos exigíveis rigor e credibilidade…
Acredito que no dia 17 de Julho não haverá pautas de Exames afixadas nas escolas. Posso estar enganada, mas é esta a minha convicção…
Seja quando for, tudo o que virá a seguir à afixação das pautas nas escolas não será, com certeza, bonito de se ver…
Face ao anterior, obrigatoriamente, o Ministro da Educação deve demitir-se ou ser demitido. É assim em Democracia e também é assim que se assumem determinadas responsabilidades políticas…
A acção governativa de quem substituir Fernando Alexandre poderá ser pior ou melhor do que a do actual Ministro… Neste momento, isso não será muito relevante, tendo em conta o quão descredibilizada e fragilizada está a imagem de Fernando Alexandre…
Cá estaremos para escrutinar a acção governativa do próximo Ministro da Educação…
Por agora, resistimos, convictamente, aos disparates do 1º Ministro e do (ainda) Ministro da Educação…
E se isso fizer de nós alegados “perturbadores”, paciência, acho que conseguimos conviver com esse epíteto que, no caso presente, até é elogioso…
Paula Dias




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