Quando São Precisas Muitas Justificações…

… é sinal que a nova estratégia da cidadania vai ter muitos óbstaculos.

Não me parece que precise de ter, pois vejo no documento em consulta pública uma substancial melhoria ao que já existe.

 

Relativamente aos documentos atualmente em consulta pública – Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento – e à Educação Sexual no currículo, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) esclarece o seguinte:

 

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2025/07/Nota_Explicativa_MECI_Cidadania_e_Desenvolvimento_23.07.2025.pdf”]

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19 comentários

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    • Mainada on 23 de Julho de 2025 at 21:14
    • Responder

    É mesmo. Tanta explicação… Enfim, fico contente que o PSD não se liquefaça nas manápulas do Chega.

  1. Cidadania pouco ( em baixo) e desenvolvimento muito (do membro do meu). Estará na hora de mandar os psicólogos para o psiquiatra e dizer basta ? CHEGA.

  2. Poema: “Chega.”

    A cidadania caiu da prateleira,
    virou pó no chão da indiferença.
    Ninguém mais lembra o que é justiça,
    nem o valor de uma simples presença.

    Enquanto isso, cresce o tal “desenvolvimento”,
    mas é só do ego, do lucro, do corpo,
    do membro que se exibe com orgulho cego,
    enquanto o espírito definha torto.

    A pátria virou palco de vaidades,
    de promessas que morrem no discurso.
    E quem tenta curar tanta insanidade
    já carrega também seu próprio surto.

    Psicólogos cansados de ouvir o mesmo grito,
    a mesma angústia, o mesmo vazio.
    Talvez seja hora de mudar o script,
    antes que a loucura vire desafio.

    CHEGA.
    De normalizar o absurdo,
    de engolir o que fere calado.

    CHEGA.
    De viver com os olhos fechados,
    num país que grita sufocado.

    Não queremos mais cidadania de enfeite,
    nem progresso de fachada que enfeita o abismo.
    Queremos um povo de pé, com voz, com direito,
    e um PORTUGAL que renasça do seu próprio sismo.

      • Mainada on 24 de Julho de 2025 at 11:02
      • Responder

      Calado eras um poeta. 😄

    • Fernando on 24 de Julho de 2025 at 7:59
    • Responder

    E acabar com esta macacada? Nem era ser facultativa. Acabar e ponto final, Estão sempre a dizer que os meninos estão muito tempo na escola, mas inventam-se disciplinas para tirar horas às que deveriam constituir o núcleo duro dos currículos. Cidadania também se aprende nas aulas de Português, de Língua Estrangeira, de Educação Física… E aprende-se sem ter de ser explicitamente. Têm cidadania, em algumas escolas os alunos ainda têm uma hora com o DT e uma minoria ainda tem Educação Moral e Religiosa, seja ela de que confissão for. Tanta catequese e os alunos cada vez menos educados, mais desafiadores e menos sabedores, com as exceções que existem sempre. Este excesso de protecionismo do Estado é confrangedor: como muitos pais se demitiram há muito de educar os filhos, a escola adquiriu supletivamente essas funções. Temos de os educar para tudo: para as literacias todas e para as que ainda hão de inventar, para a dimensão sexual, para serem cidadãos… Em breve também estaremos a ensinar a cozinhar, a limpar a casa e a bordar. Pelo meio, lá se dão umas horas de Português, de História, de Geografia, mas tudo levezinho, porque ter conhecimento não é ser cidadão nem contribui para o desenvolvimento dos estudantes.

      • Manuel, o impoluto on 24 de Julho de 2025 at 8:58
      • Responder

      Concordo plenamente!
      Identifico-me com tudo o que disse. Como eu o compreendo… E eu comecei nisto há 36 anos!
      Tanta “cidadania” e a generalidade é mal educada e agressiva, começando pelos alunos, passando pelos pais e acabando nos colegas, de direção e não só!

      Não se pode dar (ensinar) o que não se tem.

        • Bilu on 24 de Julho de 2025 at 16:32
        • Responder

        Meu caro, não é “passando pelos pais”. É começando nos pais.
        Por nisso é que é preciso haver cidadania. Em casa pouco há.
        O problema é que com o nível ético dos professores, que é baixíssimo ou nulo, eles não vão longe.
        A maior parte dos professores não passa de uns oportunistas que querem “mamar à conta” e gozar com os outros colegas.
        Não confio em nenhum … para nada!

    • João on 24 de Julho de 2025 at 8:15
    • Responder

    Porque é que não metem os temas de cidadania nos currículos das disciplinas onde melhor se enquadram ? Que disparate é isto tudo – professores de biologia a darem aulas de igualdade de género e professores de matemática a dar aulas de educação sexual ?
    Os remendos raramente são melhores do que o original. E este PSD só tem feito remendos. Remendos que têm aumentado as injustiças e desigualdades nos professores e que nem os alunos respeitam.

      • Bilu on 24 de Julho de 2025 at 16:34
      • Responder

      Você não viu nada sobre o que é Cidadania.
      Uma disciplina que existe, pelo menos, há 20 anos, mas com outro nome (chamava-se Formação Cívica).
      Qualquer professor pode dar, porque se pressupõe que, a este nível, qualquer professor terá as competências para tal. Falar sobre direitos e deveres cívicos seria suposto ser para qualquer um de nós. Mas com o baixo nível que existe nas escolas, em relação aos professores, compreendo que não seja assim.
      Mas não haverá formação nenhuma que dê ética aos professores. Quem não tem, não terá nunca.

    • João on 24 de Julho de 2025 at 8:16
    • Responder

    CHEGA. Em Setembro votem decentemente.

    • Fernando on 24 de Julho de 2025 at 8:32
    • Responder

    Eu dou aulas há 26 anos e já me cansei dos experimentalismos. Houve uma época em que os meninos tinham Formação Cívica (uma espécie do que é hoje a cidadania e desenvolvimento), Estudo Acompanhado (para ensinar os alunos a estudar, a sublinhar, a fazer esquemas) e Área de Projeto (um projeto, transdisciplinar, para os alunos desenvolverem). Antes desta já tinha havido a Área Escola, mas esta acabava por ser dentro das disciplinas. Tudo sempre para «diluir» a especificidade de cada disciplina, o saber próprio do professor. Tudo isto contribuiu para a desvalorização da profissão, porque, o que interessa, é o folclore e não o domínio das matérias. Chegámos, por isso, ao que temos hoje: qualquer um pode dar aulas e de qualquer coisa, desde que os meninos fiquem ocupados. A uns, tudo foi exigido: cursos de 6 anos, estágios com aulas assistidas e turmas próprias, formação e mais formação, avaliações mais ou menos justas… Sei que a Escola de hoje não pode ser igual à que eu frequentei ou àquela de quando eu comecei a dar aulas, mas enquanto continuarmos assim, para a profissão virão apenas pessoas que, provavelmente, só transitoriamente por cá ficarão. Salvaguardo as exceções, que sempre as há.

      • Manuel, o impoluto on 24 de Julho de 2025 at 8:57
      • Responder

      Concordo plenamente!
      Identifico-me com tudo o que disse. Como eu o compreendo… E eu comecei nisto há 36 anos!
      Tanta “cidadania” e toda a gente é mal educada e agressiva, começando pelos alunos, passando pelos pais e acabando nos colegas, de direção e não só!

      Não se pode dar (ensinar) o que não se tem.

      • fernanda on 24 de Julho de 2025 at 10:25
      • Responder

      Exatamente, total folclore omitindo o insucesso, o abandono e a indisciplina para não manchar os sublimes planos disto e daquilo.
      Não há discussão nem debate de ideias, há imposição de uma só ideia e num só sentido. A capa da inclusão e da luta contra a discriminação é usada para induzir as cores do arco irís.
      Porque raio um cartaz sobre ecologia em defesa dos sapos tem que ter as cores do arco irís? Dizem que é inclusivo. Tretas.

      Se não houver fiscalização e responsabilização no terreno, nada disto que se pretende alterar vai ser feito, porque os redutos fundamentalistas das cores do arco irís em muitas escolas estão instalados nas gestões. Já muitas escolas foram a correr, apressadamente, a aprovarem em conselho pedagógico os planos de cidadania para o ano, sem quererem saber das alterações que o governo quer implementar.
      Isso não é autonomia, é sabotagem ideológica!

        • Fernando on 24 de Julho de 2025 at 11:18
        • Responder

        E isso conduz-nos à questão de muitos diretores serem meros técnicos que cumprem e, pior, inventam ainda mais do que aquilo que o MECI manda. Burocracia ao extremo, sempre a aprovar planos, a refazê-los, a avaliá-los… Exceto os de aula, porque, no meio disto tudo, pouco tempo sobra para se pensar uma aula em condições. Mas isso também não importa, porque, quanto menos os alunos souberem, tanto melhor.

    • Ritual on 24 de Julho de 2025 at 9:37
    • Responder

    Fora do tema e para quem teve experiência de uma situação semelhante a esta:
    – candidatura única a diretor de agrupamento ,
    – o projeto de intervenção não apresenta qualidade,
    – os problemas identificados são mínimos em relação ao total dos problemas,
    – não existem medidas ou ações, mas antes indicadores e metas.

    O que fazer?

    • Zé das Couves on 24 de Julho de 2025 at 15:42
    • Responder

    Limpar Portugal da ideologia da podridão destrutiva…! CHEGA

    1. Chega de Chega.
      Que chaga.

        • Zé das Couves on 24 de Julho de 2025 at 19:39
        • Responder

        tens bom remédio vai para a Koreia do Norte comvna! Podes começar já por distribuires a tua riqueza!!!

          • Mainada on 24 de Julho de 2025 at 21:16

          Estou um bocado farto dessa vossa lógica do quem não é do Chega é “comuna”, o que faz de cerca de 85% dos portugueses “comunas”. Torna-se chato e abusivo. Depois querem respeito… Vão mas é lavar a boca com sabão macaco. Otários fanáticos de pendor autocrático. Numa palavra, fascistas (uns reconhecidamente, outros mais envergonhadamente).

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