Ainda este mês teremos negociação sobre a alteração do projeto de Decreto-Lei que altera os Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto, e Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro.
Os sindicatos já foram convocados para reunir na próxima semana.
Jul 17 2025
Ainda este mês teremos negociação sobre a alteração do projeto de Decreto-Lei que altera os Decreto-Lei n.º 51/2024, de 28 de agosto, e Decreto-Lei n.º 57-A/2024, de 13 de setembro.
Os sindicatos já foram convocados para reunir na próxima semana.
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10 comentários
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E que alterações estarão a propor… conseguimos consultar?
concursos extraordinários são atestados de burrice a este ministério dado que não sabe fazer concursos ordinários bem feitos, com este já vão a caminho do segundo, ion ion ion…!
As vagas que poderão abrir, nos locais com falta de recursos humanos, já estiveram, certamente, disponíveis neste concurso ordinário e muitas ficaram por preencher. Nem sequer foram uma opção para os candidatos na 3.ª prioridade do concurso externo. Como tal, as vagas continuarão sem preencher. Para quê brincar aos concursos?
Pq pode ter candidatos com habilitação própria, que não podem concorrer ao Externo, interessados nessas vagas.
A dignidade da profissão docente começa na seriedade com que se tratam os professores.
É urgente valorizar quem tem qualificação profissional, longos anos de serviço e mérito comprovado. Não faz sentido que professores com grandes graduações permaneçam contratados, enquanto outros, com menos tempo e/ou preparação, ocupam lugares por via de mecanismos injustos.
A educação exige qualidade desde a base: os cursos devem ter exigência, as colocações devem ter critério, e o respeito pela profissão deve começar por dentro do próprio sistema.
Valorizar a docência é garantir que as crianças têm os melhores à sua frente — e isso só se faz com justiça, transparência e exigência.
Um bem-haja a todos os colegas que continuam a lutar por uma escola pública digna.
Compreendo o que o colega quer dizer, mas é preciso ser frontal e dizer o que tantos pensam e poucos têm coragem de afirmar: na prática, os professores com apenas o 12.º ano (a entrar na licenciatura) e habilitação própria (licenciatura tirada) estão, em muitos casos, mil vezes mais preparados para dar aulas como deve ser do que muitos dos que andam por aí com mestrado em ensino.
Três anos de uma licenciatura a sério, com estudo real, exigência, sacrifício e trabalho prático, valem mais do que esses mestrados “em série”, feitos muitas vezes só para cumprir tabela e garantir um papel. O que se vê nas escolas é claro: há uma geração de profissionalizados que está-se completamente a borrifar para os alunos. Estão lá para garantir o ordenado ao fim do mês e pouco mais.
Mais de 90% dos profissionalizados vivem da rotina, não da vocação. Ligam-se e desligam-se como relógios. Preocupação com os alunos? Zero. Preocupação com as aprendizagens? Nenhuma. Adaptações para alunos com dificuldades? Nem sabem por onde começar.
Basta ver os exemplos ridículos que temos todos os dias nas escolas:
– Professores que fazem os alunos copiar PowerPoints durante 45 minutos;
– Aulas dadas a partir de resumos da Wikipédia;
– Projetos de “inclusão” que são só cartolinas na parede e palavras bonitas para mostrar serviço, fora as fotos dos diretores em erasmus (gasto de dinheiro);
– Turmas inteiras abandonadas porque “o programa tem de ser dado” — mesmo que ninguém perceba nada.
Fala-se tanto em inclusão, mas o que há nas escolas é um autêntico teatro. Um show para as visitas, só fotos e fotos, projetos que servem de tudo menos para a aprendizagem, show de relatórios para parecer bem e nada fazem. Na realidade, ninguém adapta nada, ninguém acompanha verdadeiramente os alunos que precisam, e ninguém é responsabilizado por isso.
E enquanto os que apenas têm o 12.º ano e um percurso feito no terreno, com provas dadas, dedicação diária e verdadeiro conhecimento do meio, continuam a ser descartados ou olhados de lado… os “profissionais de papel passado” vão garantindo lugares, por via de esquemas e jogos de bastidores.
Se queremos qualidade na educação, comecemos por respeitar quem a garante — não quem a finge. A docência não se mede por diplomas tirados à pressa — sim, conheço quem fez mestrados sem nunca ter posto os pés numa sala de aula real, com médias de 19, feitas à base de trabalhos em grupo copiados e apresentações sem substância.
Tudo bonitinho no papel, mas vazios no contacto humano e pedagógico.
A docência mede-se pela entrega, pelo exemplo, pela vocação e pela exigência diária.
Está na hora de tirar a máscara ao sistema e devolver dignidade a quem a merece, seja quem tenha o 12º ou mais.
Ensinar é uma vocação e não um papel ou um estudo que nada ensina.
Chega de premiar a mediocridade e ignorar o mérito. Os alunos merecem os melhores à frente deles — não os mais bem posicionados no jogo de interesses.
E depois admiram-se que a escola pública esteja a perder qualidade. Quando se deixa de valorizar o trabalho sério, o conhecimento real e o esforço genuíno, o que sobra? Um sistema de aparências, onde quem sabe menos muitas vezes é colocado à frente de quem sabe mais — só porque “tem o canudo certo”. É de uma injustiça revoltante.
Ca grande burricada expeliste!
Os estudos superiores não servem para nada, o que interessa é a vocação? Então, vai para noviça em Odivelas!
Concordo a 100% com a colega Andreia, já tive em 5 agrupamentos e vê-se isso. Os que não são profissionalizados trabalham muito mais e ensinam bem. Quem já tem canudo é esquecer, sabem que têm dinheirinho e nem se importam com os miúdos. Aprendizagens essenciais para quem é profissionalizado não existe e são os piores em termos de paciência.
Enfim, é o que temos.
Assino por baixo. Confirmo que, senão houver vocação para o ensino, paixão pela prática de ensinar, por mais estudos ou canudos que se adquira, pouco ou nada valem. porque quem tem vocação, não me parece que tenha vaidade ou exibam os canudos, mas sim, apreciam o contributo do canudo para enriquecer o seu desempenho.
E nas escolas, atualmente, as pessoas qum esta postura, que têm este foco, sofrem horrores, e só mesmo por isso. Sei do que falo.
O que refere no seu texto, é real, acontece muito mais do que se imagina. Uma vergonha….
Chegamos ao cúmulo de professores profissionalizados e de grande mérito serem substituídos e ultrapassados por técnicos profissionais . Vontade dos diretores de escola que se julgam os donos das quintas e podem tratar colegas, quantas vezes com mais habilitações e conhecimento do que eles, como animais. Faziam entrevistas mas só avisavam parte dos concorrentes . Depois, —- depois atribuíam os lugares aos afilhados. O que é que lhes importa se os alunos aprendem ou não ? NADA.
Um bom ensino é o melhor bem de um País. Andar a fingir que se ensina , quando não se ensina nada , é realmente péssimo.