Uma Grande Ajuda para Nuno Crato

… implementar a prova de ingresso aos professores do ensino superior e aos Pedagogos do Ministério da Educação.

«PROFESSORES NÃO SABEM NADA»

Professora Maria do Carmo Vieira acusa as Escolas Superiores de Educação de dominarem o Ministério

 

A professora Maria do Carmo Vieira acusa as Escolas Superiores de Educação de dominarem o Ministério. A docente do ensino secundário diz que os «professores saem dessas escolas sem saber nada».

Maria do Carmo Vieira dá um exemplo para ilustrar a polémica afirmação: «professores que iam para 1º ciclo não sabiam regras gramaticais básicas».

No programa «Olhos nos Olhos» da TVI24, a professora defendeu que os professores das Escolas Superiores de Educação deviam ser avaliados e acusa estas instituições de «dominarem o ministério da educação».

Maria do Carmo Vieira critica a maneira como se ensina nas escolas: «ensina-se Fernando Pessoa, Eça de Queiróz, Cesário Verde em Powerpoint». A docente exemplifica com um exemplo das consequências nos alunos «tenho alunos que no 12º ano, 11º, 10º, 8º não sabiam ler».

 

ADENDA: O programa completo de 21 de Maio já encontra disponível neste link

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2012/05/uma-grande-ajuda-para-nuno-crato/

82 comentários

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    • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 10:17
    • Responder

    A senhora não disse mentira nenhuma.
    Sei de alunos de ESE´s na altura de fazer estágio (no último ano), tinham explicadores para os ajudar (na interpretação de textos).
    Sei de alunos do último ano (futuros profs do 1º Ciclo) que em 5 linhas de texto davam 5 erros ortográficos clamorosos. UMA VERGONHA.
    Sei se alunos de ESE´s que não sabiam que 1/4 = 0,25 sem usar a máquina de calcular.
    VERGONHOSO.

      • alexandra on 22 de Maio de 2012 at 13:13
      • Responder

      Se fosse só das ESEs!!?? e as/os do privado e dos cursos para o ensino das universidades? a regra aplica-se a todos… Se calhar a prova de acesso à carreira vem mostrar a diferença!!!

      • maria on 22 de Maio de 2012 at 13:22
      • Responder

      Concordo com o colega os professores das ESE`S que chumbaram a matemática no 9.º ano e agora dão matemática ao 6.º ano.Já trabalhei com professores que nem contas de dividir sabiam fazer . É o nosso ensino……

      • ana isabel aires on 22 de Maio de 2012 at 16:45
      • Responder

      Concordo plenamente com a professora Maria do Carmo. É uma vergonha, que estes pseudo/licenciados das ESES, que só entraram nas ESES porque nunca conseguiriam entrar numa U.Pública, saiam de lá com notas mais altas e passem em frente de muitos outros que se licenciaram com notas mais baixas, mas noutras Universidades em que existe rigor e exigência. As empresas e o patronato costumam perguntar qual o curso e onde tirou? para o ensino esse critério não existe. Ora se querem tudo igual as ESES deveriam ter as mesmas exigências que têm as Universidades porque depois o vencimento mensal é igual. É este o País que temos e alguém terá que começar por fazer a diferença, quanto mais não seja denunciando publicamente estas injustiças na formação de professores e na forma como depois ascendem à carreira, porque muita gente que critica os professores desconhece este tipo de formação das ESES.

      • José on 23 de Maio de 2012 at 10:28
      • Responder

      Ao longo de duas décadas, dedicado exclusivamente ao ensino, constatei que os professores mal preparados e pouco profissionais não são exlusivo produto das Escolas Superiores de Educação. Ou então andamos todos distraídos….

      • Inês on 23 de Maio de 2012 at 16:56
      • Responder

      Isso acontece com alguns professores, engenheiros, gestores, informáticos,… licenciados nas ESEs e alguns professores, engenheiros, gestores, informáticos,… licenciados nas universidades. Todos sabemos que não é em 4 ou 5 anos que se aprende/desenvolve o que não se aprendeu/desenvolveu em 12. Uma parte do problema está nas notas com que os alunos ingressam no ensino superior, ESES ou Universidades.
      Quando terminei o secundário verifiquei que alguns alunos excelentes foram para as ESEs outros para as universidades…alguns maus alunos foram para as ESEs outros para as universidades… outros esperaram um ano para esquecer o pouco que sabiam e foram para universidades outros para ESEs.
      Não falem de cor, não se baseiem no senso comum (isso é coisa do passado), investiguem e mostrem-me os resultados.
      Só mais uma pergunta…qual a área de investigação da Dra Maria do Carmo Vieira? Será o conhecimento profissional dos docentes das ESEs versus Universidades? Não me parece!

      • Inês on 23 de Maio de 2012 at 17:02
      • Responder

      Isso acontece com alguns professores, engenheiros, gestores, informáticos,… licenciados nas ESEs e alguns professores, engenheiros, gestores, informáticos,… licenciados nas universidades. Todos sabemos que não é em 4 ou 5 anos que se aprende/desenvolve o que não se aprendeu/desenvolveu em 12. Uma parte do problema está nas notas com que os alunos ingressam no ensino superior, ESES ou Universidades.
      Quando terminei o secundário verifiquei que alguns alunos excelentes foram para as ESEs outros para as universidades…alguns maus alunos foram para as ESEs outros para as universidades… outros esperaram um ano para esquecer o pouco que sabiam e foram para universidades outros para ESEs.
      Não falem de cor, não se baseiem no senso comum (isso é coisa do passado), investiguem e mostrem-me os resultados.
      Só mais uma pergunta…qual a área de investigação da Dra Maria do Carmo Vieira? Será o conhecimento profissional dos docentes das ESEs versus Universidades? Não me parece!

    • Pedro S. on 22 de Maio de 2012 at 10:19
    • Responder

    Bons professores são os que ensinam os caminhos de ferro, rios e afluentes! Bons professores são os que fazem da sua pedagogia um mero exercício memorístico… Sou contra quem ensina por powerpoint, mas também não suporto o ensino do cro-magnon. Essa senhora, por vezes, transforma-se uma básica de primeira!

    • Anónimo on 22 de Maio de 2012 at 10:23
    • Responder

    A senhora está a precisar da reforma…

  1. Vi a entrevista e confesso que esta senhora me desilidiu.
    O seu discurso foi bastante parcial. A senhora professora centrou-se exclusivamente nos problemas do lado dos professores dando ênfase ao facto de existirem professores formados pelas ESE mal preparados e esquecendo-se de todos os outros problemas.
    O diagnóstico que faz também não está correcto: se este ano a coisa acalmou, tal deve-se à suspensão do modelo de avaliação dos professores, que para o ano volta a toda a força. Quanto à desmotivação, ela existe e deve-se à manutenção do estatuto do aluno, à dificuldade em lidar com alunos pouco adeptos do trabalho, do estudo e da boa educação, e ao facto de cada vez mais se trabalhar com tanta burocracia por meia dúzia de tostões. E os agrupamentos? Nem uma palavra. E a indisciplina, falta de hábitos de estudo dos alunos? E o papel dos Enc. de Educação? Nada foi dito pela professora que me pareceu demasiado agitada, confusa e histérica para discutir com rigor e seriedade os problemas da educação em Portugal. Pelos vistos a professora só estudou os capítulos da Finlândia e da formação de professores nas ESE.

  2. Vi a entrevista e confesso que esta senhora me desiludiu.
    O seu discurso foi bastante parcial. A senhora professora centrou-se exclusivamente nos problemas do lado dos professores dando ênfase ao facto de existirem professores formados pelas ESE mal preparados e esquecendo-se de todos os outros problemas.
    O diagnóstico que faz também não está correcto: se este ano a coisa acalmou, tal deve-se à suspensão do modelo de avaliação dos professores, que para o ano volta a toda a força. Quanto à desmotivação, ela existe e deve-se à manutenção do estatuto do aluno, à dificuldade em lidar com alunos pouco adeptos do trabalho, do estudo e da boa educação, e ao facto de cada vez mais se trabalhar com tanta burocracia por meia dúzia de tostões. E os agrupamentos? Nem uma palavra. E a indisciplina, falta de hábitos de estudo dos alunos? E o papel dos Enc. de Educação? Nada foi dito pela professora que me pareceu demasiado agitada, confusa e histérica para discutir com rigor e seriedade os problemas da educação em Portugal. Pelos vistos a professora só estudou os capítulos da Finlândia e da formação de professores nas ESE.

    • Lídia on 22 de Maio de 2012 at 10:47
    • Responder

    Esta senhora é uma parva. Esta senhora professora deveria era defender a nossa classe , mesmo com imperfeições como qualquer outra profissão!!! Assim não vamos longe, a opinião pública fica com má imagem dos professores e de seguida somos nós a aturar os paizinhos.
    Isto faz-me lembrar os filhos que criticam os próprios pais! Que falta de ética!!! Os médicos faziam isto?!

    • sandra s. on 22 de Maio de 2012 at 11:00
    • Responder

    Uma tristeza. É o que me assiste classificar este debate. Um desconhecimento profundo da realidade escolar…. Sei que muitos professores “não sabem nada” e os entrevistados, incluído a jornalista, mostraram saber alguma coisa???? Enfim, isto só mostra que “falam falam e não dizem nada”. Eu utilizo PowerPoint e vou continuar a utilizar….Ainda ninguém percebeu o quão difícil é ensinar alunos que já perceberam que os efeitos de “tudo saber” são os mesmo de” nada saber”. Ainda não se percebeu que o problema é social e político?… O que me entristece é que tudo vai piorar. Cortar, cortar e cortar sobretudo no ensino e na saúde só revela que ninguém está interessado em resolver os verdadeiros problemas sociais. Governar assim NÃO É DIFÍCIL…

    • Augusta Saramago on 22 de Maio de 2012 at 11:09
    • Responder

    Os professores não sabem nada? Sabem muito, minha querida senhora. Os do 1.º ciclo são uns escravos de trabalho que fazem imensos esforços para prepararem os alunos para os ciclos seguintes. Nestes últimos anos têm muita formação ao nível das três principais áreas (lingua portuguesa , matemática e estudo do meio). Sabem regras de higiene, sabem apresentarem-se, sabem defender os colegas. Têm por hábito curtar e lavar o cabelo e não curvar a cabeça quando falam para o público.Convido-a a ouvir ler os meus alunos do 1.º ano. mais informo que os resultados das provas de aferição produzidas e promovidas pelo ME se enquadram nos resultados obtidos do sucesso educativo da minha escola (pública).

    • João Adelino Santos on 22 de Maio de 2012 at 11:28
    • Responder

    Começo por referir que não é com atitudes e posições destas que dignificamos a carreira docente. “Bons e maus profissionais” há-os em todo o lado, independentemente da origem da formação inicial. É pouco ético pegar em casos particulares e generalizá-los como se fossem o resultado de um trabalho científico. Poderia apresentar exemplos concretos que contrariariam as posições da referida senhora.
    Relativamente às instituições de ensino superior, não existem diferenças substanciais no profissionalismo e competência dos professores. Falo pela experiência que tive e tenho enquanto aluno do sistema politécnico e universitário.
    Se existem problemas, há que proceder à sua identificação e melhorá-los!

    • Faustino on 22 de Maio de 2012 at 11:41
    • Responder

    O que eu sei é que os Ramiros MArques da vida deveriam ser despedidos sem justa causa. Ponto

    São uns chuuuuulos da sociedade.

      • Newmechanical on 22 de Maio de 2012 at 22:30
      • Responder

      Grande verdade.

    • JC Narciso on 22 de Maio de 2012 at 11:52
    • Responder

    A senhora tem razão, no essencial. Mas é um problema estrutural e um ciclo vicioso. Os professores (principalmente as professoras) têm a tendência para, nas suas aulas, abusarem dos «powerpoints» e afins, para que haja floreados e folclore para que as direções gostem e os alunos também, porque as cores e os desenhos são bonitos e passam-se assim as aulas na brincadeira. Escrever, é mentira !
    Quanto às notas, têm que se atingir as metas estabelecidas em anos anteriores (!!!!) e não pode haver negas…
    Nas ESES e nas Universidades é o forrobodó do costume… os alunos saem «mal» preparados porque se investe muito tempo em trabalhos na internet, etc. «copiar e colar…»
    Escrever e interpretar, é mentira !

    Tem que se investir para já na escrita à mão, na leitura nua e crua de livros e na sua interpretação mais realista.

      • Felipe Aristimuño on 22 de Maio de 2012 at 12:59
      • Responder

      Leitura de Livros??? estamos na era da informação digital, nunca lemos tanto como hoje em dia, porém no ecrã. O que o educador profissional deve faer é aprender a trabalhar com estes meios para melhor ensinar seus alunos para os mesmos. Os livros vão desaparecer, dando lugar aos tablets, e nadar contra a maré só vai tornar tudo muito mais difícil.

      Sou professor jovem, recém concluí o Mestrado em Ensino aqui em Lisboa e sou a favor de um concurso com prova de português, pedagogia e área específica, além da prova de títulos (onde entram os anos de experiência). Caso não haja concurso, os novos não terão chance de entrar. Prova já para selecionar os mais habilitados, dando ao menos a possi9bilidade para todos.

    • maria on 22 de Maio de 2012 at 13:08
    • Responder

    Esta adora armar-se em boa! É ignorante e prepotente.

    • Adalberto Casimiro Fungas Fortunato on 22 de Maio de 2012 at 13:12
    • Responder

    ********** Fala de barriga cheia, entrou no tempo das vacas gordas em que havia emprego para todos e ao lado de casa….!!! *********!!!!

      • Felipe Aristimuño on 22 de Maio de 2012 at 13:32
      • Responder

      Isto é linguagem de professor???

        • Jokinha on 22 de Maio de 2012 at 14:02
        • Responder

        Oh Filipe tu nem às aulas de Mestrado em Ensino na UL ias e agora dás lições de moral ao pessoal? Poupa-me!

    • prof x on 22 de Maio de 2012 at 13:53
    • Responder

    Pois eu vos garanto que há professores no ensino superior público (e não é nenhuma ESE) que dão erros ortográficos abundantes…
    O que será nas ESEs, nas Universidades privadas, etc?
    Alunos da 5.º ano que não sabem escrever são incontáveis…
    Alunos do 7.º ano que não sabem fazer contas à mão…
    Alunos do 10.º ano que estão em cursos da área das ciências mas não sabem o mínimo do básico de Matemática…
    Mas não se admirem, alguém cujo nome tem sido repetidas vezes citado no Tribunal do Barreiro por causa de um outlet na margem sul, tinha um MBA do ISCTE e no entanto levou este país à pré-falência…

    • Pedro on 22 de Maio de 2012 at 14:15
    • Responder

    A Senhora Doutora tratou os professores como uma classe de ignorantes e gente mal preparada, desprovidos de qualquer tipo de inteligência!!
    Segundo a SRª Doutora, todos aqueles que foram formados em ESE’s estão incapacitados para dar aulas. As universidades, SIM, são um exemplo de rigor e de excelência em formação!!!
    Acrescenta, no entanto, ao longo do seu discurso que os professores de Língua Portuguesa do ensino secundário (formados nas tais Universidades) não sabem dar aulas, pois abordam Fernando Pessoa com recurso a Power Point.

    Afinal quem são os professores bem preparados???

    Já me esquecia, é a SR.ª DOUTORA que se apresenta de atestato médico!!
    Esta sim, é a verdadeira professora inteligente e bem preparada!!! Aquela que recebe o ordenado e não tem qualquer contacto com as escolas ou alunos e ainda tem tempo para umas entrevista a defender a classe!! Faz tudo bem e nem sequer têm oportunidade de falhar.
    Parabéns, um exemplo a seguir!!

    • Ned Ludd on 22 de Maio de 2012 at 14:19
    • Responder

    Fato real:

    2 irmãos: Paulo e Paula
    o 1.º entrou na faculdade de Letras, da Universidade do Porto, com a nota mais alta, pois esperava ser melhor;
    a 2.ª entrou na ESEC de Viseu, esperava…nada.
    No fim do curso de ambos, sentaram-se e falaram sobre os seus anos de ensino superior:
    o 1.º: Nunca estudei tanto como nestes últimos 5 anos, estou preparado, aprendi muito.
    a 2.ª Estudei menos do que no secundário, fiz cadeiras através de trabalhos dos quais não sei nada, pouco aprendi!
    o 1.º tirou a licenciatura para poder ensinar uma disciplina.
    a 2.ª tirou 3 “cursos” em 4 anos: 1.º ciclo; Inglês e Português!
    Enfim…
    Ainda hoje em dia, passados 12 anos dos acontecimentos em cima resumidos, não leu nem sabe quem escreveu “Viagens na minha terra”, entre os outros clássicos que li no secundário: Eurico, o Presbítero; Frei Luís de Sousa; Uma família inglesa; os Maias; etc……………………………………

  3. Lamento, mas tenho de concordar. E depois paga o justo pelo pecador. As Escolas Superiores de Educação eram um projecto para países da América Latina. Vê-se o resultado.
    Como é que um professor de Educação Física pode ter também habilitação para o 1º Ciclo, se não sabe falar, quanto mais escrever corretamente? Essas mega habilitações que as ESE dão são um absurdo…
    E agora vai tudo fazer um exame da treta…

      • crony on 22 de Maio de 2012 at 21:51
      • Responder

      gostava que comprovasse esse atestado de incompetência que acabou de passar a todos os professores de educação física…como se a e.física não fosse essencial à formação e desenvolvimento dos alunos..

      • Newmechanical on 22 de Maio de 2012 at 22:34
      • Responder

      Ó crony não generalizemos, então agora os professores de EF não sabem falar? Então…. só assobiar?

        • crony on 22 de Maio de 2012 at 23:14
        • Responder

        não fui eu que fiz a generalização..bem sei que nem todas as faculdades oferecem a formação adequada, não entendi foi o pressuposto quando vi as afirmações de os professores de e.física não saberem falar e escrever corretamente…é óbvio que muito provavelmente um professor de português saiba escrever e muito eventualmente ter um discurso mais bem construído que um docente de outra área, devido à sua formação académica de base, contudo isto é relativo. E não gosto de generalizações do género “Os profs de e.física não dão aulas só sabem é fazer jogos com os alunos” e quando falo de educação física, falo como se fosse de outra área qualquer…nós temos de nós unir e não afastar como docentes, o barco é o mesmo..

    • Professor do pénis grande on 22 de Maio de 2012 at 14:21
    • Responder

    Eu tenho aqui o que ela quer…

    • maria on 22 de Maio de 2012 at 14:32
    • Responder

    Coitada da rapariga, é tão boa, tão boa, sabe tanto, tanto que nem há alunos para ela. Deve ser por isso que está de baixa há muito tempo. Triste figura, como se as pessoas não soubessem que nem aula dá.

    • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 14:49
    • Responder

    Por que não se faz como na Ordem dos Engs.?? Pessoas das Universidades X, Y e Z estão dispensadas, porque o curso cumpre os padrões de exigência.
    Tudo o resto faz exame.

    Eu explico porque não se faz isso.
    FALTA DE CORAGEM.

    • Ned Ludd on 22 de Maio de 2012 at 15:00
    • Responder

    Assim, como acontece na ordem dos engenheiros, teríamos um concurso de professores realmente leal e verdadeiro, que ordenaria os opositores ao concurso por ordem de mérito! Como acontece, é tudo uma palhaçada, mete-se tudo no mesmo saco, confudem-se cursos de vão de escada com cursos sérios e promove-se o demérito social.
    No fundo, todos os que como eu fizeram, acabaram por ter sido enganados… Queriam o melhor, eram os melhores e foram pulverizados pelas notas de saída dos seus congéneres das ESECs. Aliás, bastava fazer um simples estudo e verificar com que notas entraram os alunos nas universidades públicas e com que notas sairam e repetir a receita para as ESECs para se ficar com um panorâma asustador e pouco favorável à forma como o ensino é ministrado por este país fora e que as novas oportunidades esistem desde há muito no superior.

    • Jorge on 22 de Maio de 2012 at 15:18
    • Responder

    Sim senhor,
    Venham já os exames, e ponham todos os professores a CONTRATO.
    Assim os todos os maus podem ir para o lugar que merecem e não vemos aqui os velhos caquécticos a defender o indefensável. Maus e bons há em todo o lado, claro que se trabalharem em regime de contracto podem ir para a rua a qualquer altura. O sistema de ensino está como está porque os professores funcionam com o cooperativismo, chegando ao cúmulo de de existir professores de 1ª e professores de 2ª, universidades de 1ª e de 2ª.
    Quanto professores já antigos não acabaram os cursos nas ESE?.
    Quem dá aulas nas ESE?
    Os professores têm o que merecem, é muito bem feito. Tanta inteligência junta e vejam os resultados.
    Uma sociedade ao nível de quem ensinou nos últimos 30 anos.

  4. Ned Ludd
    REAL e INJUSTA a situação…… basta ver as médias…….. professores em que as suas licenciaturas foram feitas à base de trabalhos de grupo. Digo mais, frequentei um mestrado numa privada e até dava dó o nível de conhecimentos de alguns colegas formados nas ESES.

  5. e ainda digo mais, terminei o curso com 14 e a melhor aluna com 16. Numa ese dava direito a 17 ou 18 o que representa 4 ANOS DE SERVIÇO (sim porque estamos a falar de concursos em que conta é a média).

    • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 16:10
    • Responder

    E a verdade é só esta é é preciso dizer. Tivesse eu ido para uma ESE, estava agora no quadro.
    Fui burro. Fui para uma Universidade, saí com uma média não tão alta quanto queria, demorei mais um ano e agora estou no desemprego. E depois ainda tenho que ouvir meninos das ESE´s a dizer “aquele só média de 14, deve ser muito burro”. “o fulano tal andou 2 anos para fazer a cadeira X… vejam lá!”

    Quem me mandou ser tótó?

    Claro que agora é uma tristeza ver-se professores contra professores. Está tudo no mesmo barco, mas estes factos das ESE´s são indesmentíveis.

  6. Jorge, na ese que frequentei tive em 10 professores, 3 bons (muito bons aliás) e 7 de nível muito fraco. Uma delas que ia explicar teoria da educação mudou o assunto porque não tinha bagagem para tal. Triste. Na Universidade que frequentei e em termos de conhecimentos os professores eram muito bons (mais de 95%).

    • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 16:20
    • Responder

    Eu sei que o Crato sabe quem precisa dos exames.
    Eu sei qual era a vontade do Crato:

    – Fazer exames aos alunos das ESE´s (e já não digo passar os cursos de ensino das ESE´s para as Universidades, porque, enfim…)

    – Fazer exames aos alunos das privadas

    – Matemática e Língua Portuguesa obrigatória até ao 12º com exame às duas disciplinas para entrada.

    Porque não faz isto?? Porque há falta de CORAGEM! IA mexer com muitos interesses. Não do Crato, que eu sei que por ele, acabava com esta fantochada, mas de muita escumalha que anda metida e a mamar neste ensino superior de faz de conta. Além de que, com exame obrigatório a Matemática para aceder a um curso do 1º Ciclo, eliminaria 90% dos candidatos… e as instituições fechavam.

    Conheci uma ou outra pessoa que tiraram cursos em ESE´s que me disseram (“filho meu não vem vai estudar para uma ESE”, “isto é o prolongamento do ensino secundário”, “para estudar para um teste basta um resumo de meia página. Se quiser uma boa nota, basta uma página”. Isto foi-me dito por pessoas conscientes, que frequentaram ESE´s.

    É triste andarmos agora em guerra uns contra os outros mas é preciso chamar os bois pelos nomes e não andar com falinhas mansas e que se saibam as VERDADES.

    • João Adelino Santos on 22 de Maio de 2012 at 16:24
    • Responder

    É lamentável constatar a prepotência de alguns colegas que, em vez de lutarem por dignificar a carreira, tentam sobrevalorizar-se com o rebaixamento dos outros!
    A questão das instituições de formação é, neste caso, irrelevante! Parte-se do princípio de que todos os cursos aprovados reúnem as condições exigidas para formar candidatos a professores. Esquecem-se, porém, que não é uma boa média que faz um bom professor!
    Antes de criticar qualquer sistema de formação de professores, universitário ou politécnico, deveriam ter experiências nessas instituições. Conheço ambas e, pela minha experiência, não existem diferenças significativas! Em todas tive bons e menos bons profissionais! Vivi boas e menos boas experiências!
    Por princípio, sou contra a prova de ingresso na carreira. Mas, a ter de existir, deve ser para todos, independentemente da instituição formadora. Seria interessante verificar os resultados posteriormente! Talvez alguns se surpreendessem!
    Sou defensor da existência de uma ordem que contribua para a dignificação e unificação da carreira e ponha fim a esta suposta “guerrilha de invejosice”.

    • Pedro on 22 de Maio de 2012 at 16:27
    • Responder

    Já que estão a dar exemplos pessoais, aqui vai o meu:

    Tirei um curso numa ESE em Matemática e Ciências da Natureza (4 anos). Em seguida, fui para a Universidade tirar mestrado na mesma área ” Matemática e Ciências da Natureza”. No 1.º ano de Mestrado, parte curricular tive 8 cadeira e em todas elas realizamos testes.
    Conclusão: Obtive melhores notas na universidade do que na ESE.

      • Ned Ludd on 22 de Maio de 2012 at 17:39
      • Responder

      Caro Pedro, tem consci~encia do que é um mestrado?! É apenas uma fonte de rendimento!

    • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 16:27
    • Responder

    É admissível que pessoas que andaram a fazer cursos de EVT (para o 2º ciclo) de Ed. Física, de Português/Francês ou Inglês, possam ir dar aulas ao 1º ciclo, como até há bem pouco tempo era possível??? Pessoas que não sabem nada, ZERO das disciplinas nucleares como Língua Portuguesa e Matemática estejam no 1º ciclo??

    VERGONHOSO. E isto tudo é mais ridículo se pensarmos que não há muito tempo estes alunos das ESE´s queriam ter habilitações para dar aulas até ao 9º ano!! Seria o descalabro total e completo!!

    É bom que as VERDADES se saibam e que estejamos conscientes da porcaria que estes governantes andaram a fazer à educação em Portugal. Tudo em nome de interesses e tachos.

    1. Há de tudo, de fato. Pessoas pequeninas. Tão pequeninas que têm coragem de dizer coisas destas. É mentira. Há professores de EVT com mais vocação e conhecimento para lecionar no primeiro ciclo que alguns professores do 1.º ciclo. E, muitos deles, vão passar a ocupar lugares de gente do 1.º ciclo:( Ah! Acordaram agora, foi? Pois é. Há gente tão pequenina que pensa que o mal só atinge o vizinho do lado…

    • sónia antunes on 22 de Maio de 2012 at 16:30
    • Responder

    PAREM DE OFENDER OS COLEGAS QUE ESTUDARAM NAS ESE!!! E por que não censurar os profs que esses colegas tiveram? será que ensinavam bem??? Eu estudei na faculdade de letras do Porto, e muita gentinha do meu curso passou com altas notas SEM SABER NADA! A ignorância está em todo lado, não podem rotular as ESE dessa forma. Como há bons profissionais vindo das ESE também há maus e é precisamente o mesmo é nas faculdades.
    Na faculdade, recordo-me de colegas com cábulas nas mangas, debaixo da cadeira! Surreal! E essa gentinha toda acabou o curso com 16 e 17. Culpa de quem? dos profs que lá estavam a ensinar, sentados na sua cadeira e a ler os apontamentos.
    Por isso BASTA! A incompetência infelizmente está em todo lado. Temos é de combater a mediocridade e os parasitas que conseguem tudo à custa dos outros.

      • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 16:41
      • Responder

      Vá lá, os professores estarem a ler apontamentos durante oe exames… eu sei de professores de ESE´s que iam atender o telemóvel, …. para fora da sala.

      • Ned Ludd on 22 de Maio de 2012 at 17:37
      • Responder

      Cara Sónia, tem que me dizer em que curso e ano é que isso aconteceu na FLUP!

        • sónia antunes on 23 de Maio de 2012 at 8:21
        • Responder

        Licenciatura em línguas aplicadas. As minhas colegas que os digam nem inglês sabem falar e de cultura pouco sabem.

      • moi-même on 22 de Maio de 2012 at 22:30
      • Responder

      Sónia, desculpe lá, mas se há sítio onde o que diz é impossível, é a FLUP!

    • ana teresa rodrigues on 22 de Maio de 2012 at 16:32
    • Responder

    Lamento quano referem que esta senhora deveria defender os professores. Quais? Os professores, como em todas as profissões, não são todos iguais e, como tal, há muito bons profissionais e péssimos profissionais. Ela defendeu sim, aqueles que verdadeiramente o são.
    As ESES são sinónimo de injustiça e mais não digo.. conhece colegas, que no Liceu nunca conseguiriam médias para entrar numa Universidade Pública, não das mais conceituadas, mas em qualquer uma. Mas entraram nas ESES, que proliferaram por todo o País e, pasme-se, conseguiram passar á frente de muitos bons alunos licenciados nas U.Públicas com médias de 13, 14 e 15 e eles, que passavam reprovados a algumas disciplinas, nomeadamente a Matemática, licenaciaram-se com 15, 16 e mais esão hoje professores , deixando de fora muito com enorme conheciemntos e capacidades. É por causa destas ESES e das privadas que muitos professores hoje não têm lugar.
    Deveria haver provas para todos, não só para os de agora, mas para muitos que ingressaram de forma enviezada. Às outras profissões, médicos, advogados, engenheiros também fazem exames para entrar, porque tanto medo? Abaixo as ESES e é por tudo isto que o país está como está…

      • Pedro on 22 de Maio de 2012 at 16:39
      • Responder

      SE em todo lado há bons e maus profissionais por que é que está a escrever que os alunos das ESE’s são todos maus!!
      Afinal a lógica não é o seu forte!!

        • sónia antunes on 22 de Maio de 2012 at 16:48
        • Responder

        E O SEU FORTE NÃO É A LEITURA!! Não disse nada disso!!!!

          • sónia antunes on 22 de Maio de 2012 at 17:44

          Pedro, peço desculpa, agora é que me apercebi que o seu comentário não era para mim!!! Sorry!

    • Amélia Santos on 22 de Maio de 2012 at 17:02
    • Responder

    Isto é surreal! Nem quero acreditar no que acabei de ler em alguns comentários…Professores Vocês? Mas que infelizes devem ser. Rivalidade entre docentes… a crise está mesmo instalada.
    Quando se referem aos profissionais formados nas Universidades e nas ESE’s falam com conhecimento de causa? Por favor abstenham-se de fazer comentários quando não sabem do que falam. Sim, porque tal como outros testemunhos aqui apresentados, posso afirmar categoricamente que tenho experiência nas duas instituições e lamento informar-vos que achei mais exigente a minha formação inicial efetuada numa ESE (média de 15) do que o mestrado efetuado numa Universidade bem conceituada (média de 17).
    Digo-vos mais, se todos os alunos que são formados nas ESE’s concorressem para as universidades, às tantas vocês que hoje criticam não teriam feito os vossos cursos, porque muitos destes alunos tinham melhores médias e tirariam o lugar de muita boa gente.
    Esta rivalidade NÂO dignifica em nada a classe docente

    • Fátima on 22 de Maio de 2012 at 17:04
    • Responder

    E os professores que tiram o curso nas universidades particulares?.Eu estudei numa ESE e estudei muito.Se há excesso de professores é graças às escolas particulares.Estas dão notas de 17,18…

    • Tiago on 22 de Maio de 2012 at 17:11
    • Responder

    ARLINDO, se fazes favor apaga esta pouca vergonha!

  7. Bolas,
    Só falta pegar na caçadeira, credo!
    O Tiago tem razão, mais vale eliminar isto.
    Eu vejo esta entrevista pelo lado positivo e não negativo.
    Não sei porque raio se acusam, sinceramente…e meus caros, poupem os comentários de ai e tal tens as costas quentes, pq não tenho, sou reles contratada que se calhar tem de fazer prova.
    Pelo amor da santa, sejam crescidos e educados!
    Cpts.
    EB

    • Ned Ludd on 22 de Maio de 2012 at 17:54
    • Responder

    As questões corporativas deixo-as para quem tem esse modelo social e profissional como verdade única!
    A realidade é que a falta de rigor no ensino ministrado na ESEC de Viseu, a única da qual tenho informações concretas, para não ser acusado de generalizações, é inacreditavel!
    São estes os professores, a quem foi pedido mais rigor no ensino secundário do que no superior, que estão nas escolas básicas! Que formam os nossos jovens, os portugueses de amanhã. Não é uma questão de ataques entre colegas, mas sim de colocar o dedo numa das feridas do calamitoso ensino português.
    Recordo, já agora, um episódio por mim vivido enquanto docente. A certa altura do ano, fui apanhado desprevenido e “convidado” para ter uma assistência de alunos da ESE de Coimbra, que estavam em estágio, ou qualquer coisa do género…Como tinha lecionado alguns conteúdos relacionados com a Reconquista Cristã e preparava os alunos para o teste, tinha resolvido fazer revisões. No final da aula ministrada, fui ter com os estagiários para lhes pedir desculpas pela aula de revisões a que tinham assistido, pois pensei que teriam maior proveito se assistissem a uma aula dita “normal”. Qual não é a minha surpresa quando eles me mostraram, muito entusiasmados, umas 2 nou 3 folhas de apontamentos de …….matéria para a frequência que iam ter no dia seguinte!
    Enfim… Porém, acredito na formação ao longo da vida e tenho a certeza de que há profissionais provenientes das ESEs que são excelentese que se atualizam premanentemente, na procura eterna do saber, rigor e empenho que exige a profissão docente.

  8. Concordo, tenham calma colegas.
    Parece-me que de facto este governo e a comunicação social estão a conseguir o que queriam…Colocar os professores uns contra os outros. Temos que estar unidos, lutar e falar a uma só voz.
    Se alguém lê o que aqui está escrito é provável que chegue à conclusão que as medidas do Sr.Nuno Crato são muito justas e até que já chegam tarde…
    P.f. concentrem-se naquilo que realmente interessa…

    • Sandra on 22 de Maio de 2012 at 18:54
    • Responder

    Parece-me que quem fala aqui das altas médias das ESE deve ter acabado o curso há relativamente pouco tempo.Também concordo que as médias agora estão mais altas,mas há 12 anos,falo pela minha experiência,sair com um 14 era uma média muito boa e a aluna que obteve o prémio de melhor aluna da minha ESE tinha nota de 16 (o único em todos os alunos).Lembro-me da nossa nota de estágio ter uma “nota limite”,ninguém podia tirar mais de 16 e todos nos revoltávamos com isso.Tive grandes professores,assim como outros menos bons,mas ninguém me “ofereceu” o curso,nem o tivemos com facilidades.Mas isto foi no ano 2000,agora não sei como se passam as coisas por lá.No entanto,acho muito pouco dignificante para uma classe já amplamente enxovalhada pela sociedade,que aqueles que lhe pertencem estejam com este tipo de discurso,muito pouco abonatório para todos nós.

    • Cielita on 22 de Maio de 2012 at 19:14
    • Responder

    Digam-me, por favor, que o que li foi fruto da minha imaginação… Os professores odeiam-se uns aos outros… O desprestígio da profissão tem origem na própria classe. Estão reunidas as condições para o nosso ministro acender a fogueira que tem vindo a preparar. Quem escapará???

  9. quando são muitos cães a um só osso as coisas ficam assim …feias

    os novos querem enterrar os mais velhos dizendo que tudo deve voltar à estaca zero e estão super preparados e tal

    os velhos estão a caaagar-se para os novos

    depois dá nisto … comentarios de m33rda

    • Carolina on 22 de Maio de 2012 at 20:04
    • Responder

    Os Professores do piaget deviam de ser todos avaliados.Não sabem nada na sua grande maioria.
    Pagaram o curso e depois ficam à frente nas listas.

      • crony on 22 de Maio de 2012 at 22:08
      • Responder

      conselho de um professor formado no Instituto Piaget: substitua “deviam de ser” por “deviam ser” pois o verbo dever não rege a preposição de. Todos temos telhados de vidro por cima de nós, como classe docente devemos unir-nos, e não o contrário, pois também acabamos por ser vítimas do sistema (como a professora Maria do Carmo referiu na sua entrevista), se temos lacunas devemos corrigi-las e querer corrigi-las, num sentido formativo e com trabalho de cooperação entre docentes!

  10. Já um dia destes tinha visto a Maria do Carmo Vieira num qualquer programa de tv a dar uma entrevista. Nesse dia achei o discurso dela pouco coerente, passou-me pela cabeça que haveria ali um desequilíbrio. Foi confirmado quando ela, nessa tal entrevista, disse estar de atestado médico.
    Também tenho os dois percursos, o universitário e o da ESE. E o que senti na ESE? O mesmo que Maria do Carmo vê: formatação, cassetes, dogmatismo, pouco sumo, falta de liberdade. A ESE foi para mim um regime totalitário e ponto. Nas ESE’s ou se é por eles ou se está contra eles. É um missal. É uma cartilha. Mas não é só nas ESE´s. Duas universidades com responsabilidade ao nível de formação de professores para o básico- Minho e Aveiro- estão também doutrinadas pela mesma cartilha.
    Que ela tem toda a razão quando diz que o MEC está na teia das ESE´s e destas correntes da Escola Moderna e do construtivismo, isso tem. Talvez quem seja das Matemáticas e do Português sinta mais isso à conta das doses massivas de formação a que tem sido sujeito com a benção da APP e da APM que são o lado operacional desta gente toda.

  11. Resumindo:
    Quem fala das Ese’s nunca frequentou Universidade e quem fala das Universidades nunca frequentou ESE! Para quê falar do que não se conhece!!!
    O curso se foi tirado em ESE ou Universidade é o que menos importa.
    O que adianta a um professor ser fantástico a nível científico e não ter a capacidade de o transmitir aos alunos. Por outro lado, também não adianta ter muita pedagogia e cometer erros científicos.

    Parece uma treta!!! Mas a verdade é que a ESE ou a Universidade não ensina ninguém a adaptar-se á realidade das nossas escolas.
    Só aprendemos a ser verdadeiros professores no terreno e a persistência e capacidade de adaptação é que nos vai definir enquanto docentes.

      • Zé Maria on 22 de Maio de 2012 at 21:07
      • Responder

      Na parte que me toca, só falei do que conheço e nunca de cor.

      • Prof. Revoltado on 23 de Maio de 2012 at 22:14
      • Responder

      Ao longo dos últimos 15 anos tenho realizado vários cursos superiores (Bacharelato, Licenciaturas, Mestrado) todos em áreas muito distintas e já frequentei todo o tipo de instituições (Universidades Públicas e Privadas e Institutos Politécnicos). O que constatei? A qualidade de ensino é fraca em todas elas. O que as diferencia? Os Institutos Politécnicos possibilitam uma formação mais prática.O que mais me incomoda foi e continua a ser o quanto se copia nessas instituições. Incomoda-me porque nunca fiz uma única cábula, nem no ensino secundário! Contudo, as minhas notas sempre foram superiores às dos meus colegas que via copiar e daí nunca reclamei, mas tenho a certeza que muitos dos que concluiram os cursos, que também realizei, estão hoje a lecionar sem qualquer tipo de preparação.
      Concordo com a prova e penso que terei que a realizar mas estou certa que muitos ficarão pelo caminho.
      Sou contratada, ando com a casa às costas e tudo porque realizei a minha primeira licenciatura numa U. Pública quando a nota de 14 era o máximo atribuído (no final da minha licenciatura, dos 45 estudantes que se formaram havia apenas 2 notas de 14, a minha incluída, e uma de 15 valores, as restantes eram abaixo). Nessa altura saíam dos Institutos Politécnicos professores com nota de 16 e superior. Hoje saem com notas de 17 e 18, no mínimo, ultrapassando pessoas como eu nas listas de graduação. Será que estão melhor preparados que eu?

    • Ana Maria Almeida on 22 de Maio de 2012 at 22:58
    • Responder

    Sim Carolina estou plenamente de acordo consigo, quando fala do Piaget. Cursos comprados sim, e todos sabem que sim. As privadas querem passar os alunos a qualquer custo, para passar a mensagem e terem cada vez mais alunos. Alguém tem dúvida?
    Apenas referir que alguém chamou aqui a atenção para a forma como os professores se tratam neste diálogo… mas não é aqui que existe a rivalidade. Aqui existe uma forma diferente de ver e estar. Mas a realidade vai muito para além disto, reside no facto de quem sabe que tem um determinado lugar na graduação, não olha a meios para, de forma desonesta, ultrapassar colegas, que ocupam o seu lugar por mérito próprio. Isso sim é grave.

    • Felipe Aristimuño on 23 de Maio de 2012 at 0:52
    • Responder

    O concurso com prova de ingresso vai acabar com o problema e até unir a classe. Os mais bem preparados terão melhor classificação, independente da instituição onde estudaram, todos avaliados pelo mesmo critério e ao mesmo tempo. Depois faem a ordenação pelos títulos e tempo de serviço dos aprovados. Assim será muito mais justo e claro na minha opinião.

    1. Concordo colega…Perante o que li aqui até pode existir alguma vantagem na implementação dessa prova…Mas a legislação tem um pequeno…grande….muito grande problema…Refere que a avaliação não será para todos…Será apenas para aqueles que por azar ou convicção não se submeteram à ADD.

      A mesma ADD que este governo tanto criticou e que acabou por abandonar é aquela que servirá de critério para dispensa da prova. Uma grande falácia, sim senhor…

      Assim sendo, nada que tenha a ver com esta prova tornará o que quer que seja mais justo ou claro.

    • Maria on 23 de Maio de 2012 at 11:46
    • Responder

    Sim estou de acordo com a Carolina quando fala do Piaget.Na minha opinião no entanto não é uma prova escrita que resolve a questão.
    Não adianta estarmos uns contra os outros.A união faz a força.

    • PROFcolocado---mas por pouco... on 23 de Maio de 2012 at 13:25
    • Responder

    O meu caso é este:

    1º finalizei uma licenciatura numa ESE, com média de 14.

    2º finalizei um mestrado Universidade Nova de Lisboa, com média de 17.

    As minhas conclusões: Cada caso é um caso e generalizações destas são muito, mas muito injustas. Na ESE desenvolvi muito a minha competência pedagógica e na UNL desenvolvi mais a minha competência científica. Tive excelentes professores tanto na ESE como na UNL. Também tive professores menos bons numa e noutra instituição. A grande diferença é que quando fui para a ESE tinha 17 anos e queria era beber copos e ter uma namorada diferente por semana… já na Universidade, tinha 24 anos quando iniciei o mestrado, queria era tirar boas notas, poupar o meu fígado e mudar de namorada apenas 1 vez por mês 😉

    Esta discussão faz-me lembrar os professores que se queixam dos alunos que chegam do ciclo anterior com muitos problemas… e que não sabem nada… mas esquecem-se dos que chegam bem preparados…

    Meus caros colegas, deixem-se de tretas… quem teve boas notas foi porque mereceu e quem não teve foi porque não se esforçou o suficiente…

    Acho ridícula esta falta de união dos professores, que deviam era estar mais preocupados em lutar contra turmas de 30 alunos…

    • Elvis on 23 de Maio de 2012 at 13:53
    • Responder

    Eu acho que quem estudou numa universidade ou ESE publica deve fazer a prova de acesso, pq simplesmente é mentecapto.

    Cumprimentos

    ps- haaa e tb acho que os contratados deveriam todos imigrar para a Alemanha … ganham mais

      • Bruno on 23 de Maio de 2012 at 19:16
      • Responder

      Elvis:

      Pois, se frequentaste uma privada foi com certeza devido à grande média de conclusão do ensino secundário! Como é por demais evidente, é muito mais fácil competir com algumas centenas de candidatos, cujos papás têm poder económico para suportar a propina do privado do que concorrer com os milhares que se candidatam ao ensino superior público. Por isso, poupa-nos aos teus sagazes comentários. Dispensamos lições de meninos mimados.

      Já agora, foi na tua privada que te ensinaram que “imigrar” é sair do país? Foi também na tua preciosa privada que te ensinaram que a interjeição “AH” se escreve como se fosse o verbo haver? Já agora “pública” leva acento, a não ser que estejas a conjugar o verbo publicar.

      Aprende a escrever antes de proferir sentenças acerca da capacidade intelectual dos outros! É que pela forma como te expressas pareces ser um imbecil que tem orgulho nisso.

      Cumprimentos

      PS: Não uses o nome do Elvis para te identificares, só sujas a sua memória. Já agora aproveito para te ensinar que PS significa post scriptum, o que significa escrito depois, em latim. Latim é uma língua morta, caso te estivesses a interrogar. Vês como também tu podes aprender alguma coisa sem pagar uma enorme propina? Vá, fica bem e para a próxima vez dobra a língua antes de te dirigires a quem realmente estudou para tirar o seu curso superior.

    • Nadia on 23 de Maio de 2012 at 18:11
    • Responder

    O Crato vai nos lixar (com um F)de qualquer maneira!

      • Bruno Reis on 23 de Maio de 2012 at 22:13
      • Responder

      Cara Nadia,

      Começo por dizer que estou de acordo consigo. Mas parando um pouco para refletir sobre a convicção que tem e que temos sobre a previsível conduta do MEC perante o corpo docente português e perante a educação, surge-nos uma série de inquietantes questões.

      1. A que estado se sítio chegámos quando prevemos que o governante que tem a responsabilidade de zelar pelo ensino em Portugal irá deliberadamente tomar medidas que nos irão prejudicar a todos? Serão essas as funções de um Ministro da Educação? Existe esse cargo no elenco governativo para hostilizar e perseguir aqueles que são os principais agentes no funcionamento do sistema educativo?

      2. Foi o voto dos portugueses que elegeram esta maioria uma carta branca ao ataque do ensino?

      3. Não teremos nós professores, os alunos e os pais direito a ter no conselho de ministros um membro que defenda os interesses de todos nós no que à educação diz respeito?

      4. É para atemorizar e maltratar toda uma classe profissional que os governantes são eleitos para os cargos que desempenham?

      As respostas a que chego, depois de refletir sobre as anteriores questões, levam-me a concluir que este ministro não tem lugar na educação nem no governo de Portugal.

  12. Que tristeza ler os comentários.Presunção e água benta cada um toma a a que quer…
    Se pensam que insultarem-se uns aos outros,que auto -valorizarem-se desvalorizando outros os leva a bom porto…
    Não é o colega do lado que é o inimigo.Se não nos ajudarmos uns aos outros ninguém o fará por nós.
    Como é possível que uma classe que tem a obrigação de saber pensar se deixa cair na esparrela do “dividir para reinar”?
    Enquanto o poder político ( qualquer um e desde sempre…) roubou/rouba o país, tem madurezas e mordomias, tem gaiatolas na AR( que nuncam trabalharam, basta ver os currículos..) os professores insultam-se, desvalorizam-se enquanto classe e invejam as migalhas que os colegas ganham.
    E ainda se diz por aí que a classe é coorporativista…o que faria se não fosse!Fónix…chama-se a isto “dormir” com o inimigo,!

  13. desculpem as gralhas…saiu de rompante e sem pensar.A tristeza é profunda!

    • Barroso on 24 de Maio de 2012 at 22:34
    • Responder

    CANIBAIS!

    Que vergonha de comentários! Há aqui muita gentalha que por muitas habilitações académicas que tenha, não tem aquilo que mais falta faz à classe dos professores…ética!

    Meus caros, honrem a vossa profissão! Onde estão representados nestes comentários valores essenciais como o respeito e a tolerância? Desde quando é que um professor pode cometer um erro crasso como o de generalizar?!

    Utilizadores como Nedd Ludd, Ana Maria Almeida, Zé Maria, Ana Margarida Rocha ou Ana Isabel Aires escreveram comentários discriminatórios, tendendiciosos, parciais e cientificamente infundados. Tenham vergonha e pintem a cara de preto. Vocês envergonham a classe dos PROFESSORES.

    Não comentarei nada sobre a notícia, porque simplesmente não reconheço importância alguma nesta (senil e delirante) senhora.

    Cumprimentos aos verdadeiros!

    • Joaquim on 25 de Maio de 2012 at 12:40
    • Responder

    Bom

    Realmente continuamos a ser uma classe vergonhosa. Bons e maus profissionais existem em todas as profissões. O que é isso tem haver com a formação das pessoas.

    Deixem-se destes estúpidos comentários.

    Se têm algo em concreto queixem-se à Direcção Geral de Educação.

    Realmente continuamos a ser o país dos Doutores.

    Um abraço.

    Joaquim

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