Ensino Superior: Formação de professores recupera candidatos, incluindo em primeira opção
Os cursos de formação de docentes recuperaram alguma capacidade de atração de candidatos ao ensino superior, incluindo em primeira opção, numa altura em que se acentuam preocupações com o número de professores que as escolas têm vindo a perder.
De acordo com os dados oficiais hoje divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), é notória uma recuperação no interesse por cursos de formação de professores, que tiveram 739 candidatos em primeira opção – mais do que os 519 candidatos de 2018, mas ainda abaixo dos 853 de 2017 – e 823 colocados, acima dos 693 de 2018.
Sobraram 364 vagas das 1.181 levadas a concurso para cursos de formação de professores.
O crescimento no número de candidatos a professores surge numa altura em que os dados estatísticos oficiais do Ministério da Educação, revelados há cerca de um mês, indicam que as escolas perderam em menos de 10 anos cerca de 30 mil professores, sobretudo no terceiro ciclo e no ensino secundário.




8 comentários
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Não me parece que seja a profissão que está mais atrativa, mas a oportunidade de emprego garantido que estes estudantes procuram para o seu futuro.
Pensarão eles: “esta profissão é uma m***, mas vai dar emprego”.
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A falta de professores é tanta que se lêem coisas destas aqui ao lado no chat:
“joana18: cansada disto tudo, desde 2004, os meus filhos ja estao fase pre adulta e eu continuo numa fase de contratada todos os anos esperando que na dita lista apareca o meu nome como colocada. E demais; nao sei como aguentei ate aqui ja la vao 19 anos e o tempo passou mas nada mudou no sistema.”
Repito: EXISTE EXCESSO DE PROFESSORES.
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Não dá para especificar o que é realmente isto da formação de professores? Engloba todos os ciclos? Mestrados? Licenciaturas?
Obrigado.
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Com que então agora já dão o dito por não dito. Tenham vergonha.
Já aqui por diversas vezes afirmei que existe EXCESSO DE PROFESSORES.
Neste ano são Muitos os candidatos a Cursinhos para o Ensino e porque será? Eu explico. A maior parte desta gente são candidatos a Cursinhos para Educadoras (antigas amas), professores primários, professores de ginástica…São cursinhos fáceis de tirar nas ESEs e em Tascas privadas tipo PIAGETs e que (supostamente) garantem um Emprego no Estado a ganhar muito bem (1200 euros). Toda a gente sabe isto e as famílias influenciam a decisão destes jovens.
Em muitos casos estão errados porque há professores aos pontapés.
Mas mesmo que este fluxo de candidatos a cursinhos em educação não existisse, continuava a ocorrer EXCESSO DE PROFESSORES.
Este BLOG e o Mário Nogueira é que andam a enfiar uma patranha dizendo que há uma enorme falta de setôras.
Vejamos:
– temos 30.000 professores contratados que andam aos restos (6, 8, 10, 12….horas letivas). Muitos destes contratados destinam-se a substituir as cerca de 10.000 BAIXAS MÉDICAS Anuais de professores do quadro que se encontram muito doentinhos (nas explanadas de cafés, a passear…);
– temos cerca de 20.000 licenciados em educação a exercer outras profissões: caixas de hipermercados, trabalhos administrativos, Call Center, delegados DE PROMOÇÃO EDITORIAL…..
– temos milhares de licenciados em educação inscritos nos Centros de Emprego porque não tem trabalho;
Face a isto ainda há gente a dizer que vai existir um enorme problema de falta de setôras. Só dá vontade de rir com tamanhas ANEDOTAS.
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“A maior parte desta gente são candidatos a Cursinhos para Educadoras (antigas amas), professores primários, professores de ginástica…São cursinhos fáceis de tirar nas ESEs e em Tascas privadas tipo PIAGETs e que (supostamente) garantem um Emprego no Estado a ganhar muito bem (1200 euros)”.
Antes de mais, considero deplorável a forma como se refere a quem já foi responsável pela sua formação pessoal e académica, pois certamente frequentou a escola enquanto aluno, mas parece-me que continua a necessitar de umas aulas de educação básica pelo modo como se expressa e pelos erros de sintaxe que comete frequentemente.
Quanto à sua forma de estar e as opiniões que emite sobre os docentes em geral, nem me vou pronunciar, porque acho que será uma perda de tempo…
O que não informou o MEC a estes candidatos, é que a necessidade de recrutamento, se limite apenas a determinadas zonas geográficas e em determinados grupos de docência!!!
Mas todos são livres de possuírem um curso!
Algo que noutros países é comum, a identificação atempada e a gestão dos recursos é realizada previamente, muito muito cedo.
O pardal é o das substancias perigosas??
Este Pardal é para lá de RIDICULO. Mas alguma vez um curso em educação é fácil? epa que anormal! Vá tirar um Mestrado em Ensino e a gente depois fala. Que gente mais ignorante. E 1200 EUROS ONDE? Se tiver a SORTE de ser colocado no publico, mal saia do Mestrado (o que é impossível), caiem-lhe na conta 1000 euros. Não são 1200. No privado, cai 800 euros. Pardal… eduque-se. É deplorável a forma como fala dos professores. Na escola aprendeu com quem ?! Com o vizinho do lado?! -.-‘ gente desta faz-me espécie, de tão anormal que é.