Das declarações do Costa, José Ricardo diz…

 

Caros professores, caros colegas de trabalho da administração pública. O líder do PS, António Costa e, provavelmente, o próximo primeiro ministro demonstrou, uma vez mais, no debate televisivo de ontem, toda a sua arrogância perante os professores. Assunto arrumado, disse ele! Pois aqui está uma postura de intransigência e azedume, sem dar qualquer abertura política para se negociar uma nova etapa da recuperação do tempo de serviço dos professores. Nunca considerei que este assunto fosse apenas dos professores, mas sim de todos os que prestam serviço público a todos os portugieses e que foram severamente castigados no período de intervenção financeira externa, com cortes severos nos seus salários e congelamento das suas carreiras. Está claro, para António Costa que, estando o assunto encerrado para os professores, também, encerrado está, para todos os restantes trabalhadores que prestam serviço público ao serviço do Estado Português. Ele já determinou! E assim se sonega um direito que nos pertence e que de forma arrogante diz ter posto um ponto final. É o esmagar de aspirações a uma melhor condição de vida profissional, é o potenciar do clima de descontentamento, de desmotivação, de frustração de todos os que dedicam o seu trabalho à causa pública. Cada vez mais temo o caminho que, Governo, após Governo tem trilhado sempre na desvalorização dos trabalhadores do Estado. Um caminho perigoso e que já não atrai os mais competentes, os mais capazes, os mais criativos. Os que ainda cá estão, já cansados e fartos de tanta desconsideração só esperam pelos seus últimos anos para se afastarem de vez. Mas pelo que oiço pelas escolas, hospitais, centros de saúde, e tantos outros serviços públicos, o desânimo e o desgaste é enorme. E isto mais cedo ou mais tarde tem um preço, um preço alto que todos nós pagaremos enquanto cidadãos.
A todos nós trabalhadores que sofremos na pele esta grande desconsideração material e social, tantas e tantas vezes, alvo de humilhação política e social e, não menos vezes, maltratados por comentadores nos programas televisivos só temos uma resposta a dar: não desistir de lutar pelo reconhecimento da qualidade dos serviços que prestamos à sociedade, mas sobretudo que a classe política saiba reconhecer que a qualidade, a competência, a dedicação tem um preço, um preço que se chama reconhecimento social e consequente reconhecimento material. Só assim o Estado consegue oferecer aos portugueses serviços públicos de qualidade e competir com o setor privado na captação de trabalhadores mais competentes e mais talentosos.

José Ricardo, Presidente do SPZC

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10 comentários

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    • Pardal on 7 de Setembro de 2019 at 17:29
    • Responder


    António Costa esteve muito bem ao dar por encerrada uma questão que não faz qualquer sentido. A recuperação do tempo de serviço foi realizada à semelhança das carreiras gerais da função pública.

    O País continua com um endividamento altíssimo que não permite aventuras.

    António Costa demonstrou Sentido de Estado e conhecimento profundo da situação económica da Europa em que são já evidentes sinais preocupantes.

    Um professor encontra a sua motivação profissional nos alunos e não em valores materiais. Os professores portugueses não tem motivo de queixa em relação aos vencimentos praticados, dado estes serem (em paridade do poder de compra) dos mais elevados na Europa.

      • António Costa on 7 de Setembro de 2019 at 19:12
      • Responder

      E pronto , temos o professor Pardal, como é seu hábito a zurzir nos professores! Chego à conclusão que é um infiltrado do regime e que não perde uma oportunidade para desvalorizar os professores. O objectivo deste Pardal é proletarizar a classe docente. Diz-me donde vens, dir-te-ei quem és!

      • AAf on 7 de Setembro de 2019 at 22:22
      • Responder

      Mister pardal, você demontra nestas suas intervenções alguma falta de informação e sobretudo falta de formação. Posso dar-lhe um conselho? Não queira continuar a ser um dos muitos comentadores bacocos que destilão ódia sobre a classe docente. Informe-se e observe sobre quem levou e continua a levar este país para o buraco. Não foram os professores nem os restantes funcionários públicos concerteza. Tenha bons sonhos e olha que o ódio faz mal à saúde.

      • Sara Oliveira on 8 de Setembro de 2019 at 13:40
      • Responder

      Pardal, a recuperação do tempo de serviço dos professores não foi realizada à semelhança da carreira geral da função pública, porque os profissionais da carreira geral podem obter 3 ou 4 pontos por ano e ao fim de 10 pontos progridem. Isto é, muitos conseguiram mais de 20 pontos durante o tempo congelado e progrediram 2 / 3 escalões de uma vez (conheço pessoas da família e amigos em que tal aconteceu); por outro lado, foi atribuído desde 1 de janeiro de 2018 e termina em dezembro de 2019, enquanto que no caso dos professores apenas esta a ser devolvido desde 1 de janeiro de 2019 até 1 de junho de 2022, o que significa que a muitos professores ainda não foi devolvido nada e a muitos outros nunca será devolvido (para não falar nas diferentes condições em que o tempo está a ser devolvido)!!!
      E os subsídios e regalias dos deputados e membros do governo, que são bem acima dos praticados nos restantes países mais ricos da Europa?
      Quanto ao “conhecimento profundo da situação económica da Europa em que são já evidentes sinais preocupantes”; parece que não é preocupante para os Juízes que viram um aumento salarial de 700€, para além do subsídio de residência de 750€!
      Bem, é esta a igualdade na Função Pública?…

    • Caça Pardais on 7 de Setembro de 2019 at 17:55
    • Responder

    Prepotência quanto baste.

    • Fernanda S. on 7 de Setembro de 2019 at 18:44
    • Responder

    Pardal, VC, pelos vistos, deve estar bem “encostado”, caso contrário ñ teria essa frieza perante o sofrimento de toda uma classe. Sentiria o sangue a ferver-lhe nas veias, e a alma a dilacerar- se enquanto tentava continuar a ser bom profissional ecumpridor. Tanto cinismo fala por si…Tenha
    vergonha e vá provocar os da sua laia!!

      • Pardal on 7 de Setembro de 2019 at 22:47
      • Responder


      Cara colega Fernanda

      “…o sofrimento de toda uma classe” !!!!!!!!!!!!!…… não entendo a que sofrimento se refere.

      Eu, pessoalmente, não sinto qualquer sofrimento e tenho a mesma profissão que a colega. Eu apenas sinto desconforto quando sou confrontado com esbanjamento de dinheiro público e que, no setor da educação, também se verifica e que importa corrigir na próxima legislatura. Vou dar-lhe alguns exemplos: – docentes com horários incompletos e com vencimento por inteiro; 10.000 Baixas Médicas Anualmente (com vencimento por inteiro) que correspondem a 10% dos professores do quadro; absentismo…Isto sim, causa sofrimento porque é dinheiro que não vai para onde é necessário.

        • congelado on 8 de Setembro de 2019 at 2:15
        • Responder

        Dr. Pardal

        Só é lamentável que os factos que refere não sejam tidos em conta na avaliação do desempenho e não penalizem os infratores. Muitos desses foram recuperar a avaliação (muito bom e excelente) de há uma década, enquanto eu permanecerei eternamente congelado.

        • Fernanda S. on 8 de Setembro de 2019 at 16:05
        • Responder

        Sabe pq ñ entende?
        Pelas razões q enumerei acima, pq para uns poderem ter tudo (ou quase), outras ficam atulhadas de turmas enormes, trabalho burocratico, stress de lidar com energúmenos (de diversos tipos)e ter de os controlar ou fazer de conta q tem sangue de barata, ainda por cima, os anos passam e cada vez tem mais sobrecarga sem compensações de qq espécie; sim, porque de lirismos e tretas estou eu farta!

        • Ricardo Silva on 8 de Setembro de 2019 at 23:33
        • Responder

        Ohhh Pardal,
        Tu és tanto professor como eu sou astronauta!
        Deixa de ser néscio! E não nos tomes por tal!

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