Há sempre uma esperança que algo mude para melhor e o facto de se pretender ter uma independência conceptual para esta mudança é um bom sinal.
ASSOCIAÇÕES DE PROFESSORES CHAMADAS PELO SEC. EST. DE EDUCAÇÃO PARA DEFINIREM PERFIL PARA AS SUAS DISCIPLINAS NOS 12 ANOS
Reunião das Associações de Professores com Secretário de Estado – DGB 11/10/2016
Foram apresentados pelo Sr. Secretário de Estado da Educação dois desafios/propostas às Associações de Professores presentes, a saber:
1. Plataforma Partilhada de Professores, entre a DGE e as Associações:
2. Definição do Perfil Desejado para os 12 anos de escolaridade em cada ano, em cada disciplina
1. Plataforma Partilhada de Professores, entre a DGE e as Associações
Ideia – Pretende-se combater o insucesso agindo logo no primeiro momento de dificuldade detetado com o aluno. Muitos professores detetam essas dificuldades, mas muitas vezes encontram-se sozinhos e não sabem o que fazer. A Plataforma pretende ser um instrumento de apoio aos professores, de partilha de experiências pedagógicas realizadas em contexto escolar, de documentos orientadores de práticas educativas e de documentação de referência nacional e internacional. A DGE administra a Plataforma digital em cooperação com as associações de professores que disponibilizam e validam os recursos pedagógico-didáticos. Concretização – Esta “linha de ajuda” ao professor será implementada por dois anos, beneficiando de apoio financeira do “programa 20/20”.
2. Currículo – Definição do Perfil Desejável para os 12 anos de escolaridade em cada ano, em cada disciplina Enquadramento – estratégia de desenvolvimento da reorganização do currículo do ensino básico e secundário:
1ª etapa – “Inquérito aos Professores”, com grande participação e conclusões significativas das opiniões de todos os professores das diferentes disciplinas. Aspetos unânimes: programas extensos, desatualizados, inibidores de competência para a criatividade, pesquisa pensamento critico, etc.
2ª etapa – Audição dos professores: “Conferência sobre o currículo para o século XXI”; reuniões com as comunidades educativas, diretores, associação de pais, CNE, etc.
3º etapa – Constituição do grupo de trabalho para definição do “Perfil desejável para o aluno com 12 anos de escolaridade” com um quadro de referencias nacionais e internacionais sobre competência para a cidadania, sustentabilidade, atitude perante o conhecimento, sociais, intrapessoais e interpessoais, etc.
4º etapa – Perfil das Aprendizagens Essenciais de cada disciplina, (“12 anos -12 páginas”). Concretização – O Perfil das Aprendizagens Essenciais, deverá ser executado pelas associações representativas dos professores até 15 de janeiro de 2017, para cada uma das disciplinas da sua área de conhecimento e para cada ano de escolaridade.
Pressupostos:
1. Total independência conceptual.
2. Ter como referencia todas as Orientações Curriculares existentes.
3. Foco no essencial indispensável de cada uma das disciplinas.
4. Foco no que é flexível e susceptível de planificação /articulação horizontal.
5. Consideração sobre a avaliação.
6. Consideração sobre a inclusão.
7. Garantia de cronograma de trabalho com reuniões de articulação. Do debate, ficou implícito também, que:
a) Nesta legislatura não existirá revisão da LBSE e que, portanto, se mantém os ciclos de estudo.
b) Uma ultima etapa definirá a matriz curricular, ou seja, os planos curriculares dos modelos de concretização disciplinar.
c) É adquirido que 25% da matriz curricular futura será flexível, devendo as escolas usarem, de forma enquadrada, (OAL) da sua autonomia na sua gestão.
d) No ano letivo 2017/2018 deverá iniciar-se a “experimentação” no 1º,5º,7º,10º anos.
e) Será objeto de estudo o financiamento dos Centros de Formação Continua das Associações, através dos fundos do programa 20/20, para promover a formação de professores nas áreas especificas.
Resumo feito por Carlos Gomes, Presidente da APEVT
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1 comentário
1. Para falarmos em currículo devemos limitar o número de alunos por turma. No maximo 16, para que todos os alunos tenham apoio às suas dificuldades.
2. Cada escola deverá gerir o seu próprio currículo, com avaliação ao fim de 12 anos, recorrendo a cada percurso, de cada aluno, e da situação socioecomonia do local onde a escola está inserida, tendo em conta os apoios que o MEC disponibiliza e as condições socioeconómicas de cada família.
3. Falar do currículo pelas metas, pelas diversas áreas disciplinares, pela importância desta ou daquela área, pelas percentagem, pelas aprendizagens é desviar a atenção do que realmente é importante para a formação de cada jovem.