Passou a Ser Normal

… os falsos licenciados chegarem a cargos dirigentes, desde que tenham os amigos certos.

 

E agora se confirma a razão por que o Secretário de Estado da Juventude se demitiu em Abril.

 

 

Chefe de gabinete inventou dois cursos e o ministro da Educação segurou-o. Demitiu-se agora

 

 

 

bola_3_770x433_acf_cropped

 

 

Não declarou uma, mas duas licenciaturas falsas. O ministro da Educação saberia de tudo — segundo acusa o antigo secretário de Estado –, mas manteve-o. Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, declarou para efeitos do despacho de nomeação publicado em Diário da República que era “licenciado” e que tinha dois cursos superiores: um em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e outro em Direito na Universidade Autónoma de Lisboa. Ambas as universidades negaram que o antigo aluno tivesse acabado os cursos, quando contactadas pelo Observador. Após o contacto do Observador com estas informações, esta sexta-feira, surgiu a decisão oficial: Nuno Félix demitiu-se.

A situação não surpreende quem assinou o despacho. João Wengorovius Meneses, o anterior secretário de Estado da Juventude, confirma ao Observador ter sido este um dos motivos da sua polémica demissão e que também que o ministro tinha conhecimento da situação. Wengorovius quis, aliás, exonerar Nuno Félix por este e outros motivos, mas Tiago Brandão Rodrigues não deixou. O ministro preferiu deixar cair o governante (em meados de abril) e manter o seu amigo Nuno Félix. O ministério nega, no entanto, que seja uma amizade de longa data, como o Observador apurou inicialmente, e também nega que o ministro saberia de erros no despacho.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/10/passou-a-ser-normal/

10 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • complemento oblíquo on 28 de Outubro de 2016 at 21:37
    • Responder

    Deu aulas de Educação Física 3 anos no ensino público, na primeira década deste século.
    Habilitações não lhe faltam, como se pode ver.

    • violeta on 28 de Outubro de 2016 at 21:46
    • Responder

    A mim preocupa-me é como é que essas falsas licenciaturas são publicadas em DR Diário da República, segundo me constou.

    • Nokas on 29 de Outubro de 2016 at 10:18
    • Responder

    Que triste País!!… como é possível nomear pessoas para exercerem cargos públicos/políticos, sem a confirmação dos documentos. Para qualquer concurso, se faltar uma data, o candidato está excluído. Para nomear um elemento para compor a equipa das secretarias e/ou gabinetes de ministros, basta ser amigo.
    Agora assistimos a outra vergonha! os autarcas não vão ser julgados se gerirem mal o erário público,…
    O que mais iremos ouvir?…

      • Bekas510 on 29 de Outubro de 2016 at 13:25
      • Responder

      mais vergonhoso ainda é o facto de ser apoiado pelo ministro da EDUCAÇÃO!!!!
      Bem, mas não é ele que defende que os alunos devem passar sem saber?

    • ai on 29 de Outubro de 2016 at 21:41
    • Responder

    que sirva de exemplos aos outros. Era a limpeza… é injusto, muito injusto.

    • anonimo idem on 31 de Outubro de 2016 at 0:36
    • Responder

    e também passou a ser normal jornalistas inventarem mentiras e após serem desmascaradas não assumirem o acto.

      • carlos manuel marques Pereira on 31 de Outubro de 2016 at 0:43
      • Responder

      Onde está a mentira neste caso? A mentira só existiu do chefe de gabinete!

        • anonimo idem on 2 de Novembro de 2016 at 0:31
        • Responder

        A mentira tem perna curta. Mas apesar disso parece ser apanágio dos jornalistas escreverem-na e não a retirarem quando são apanhados na curva. E os ‘blogueiros’, que também servem de vasos de comunicação de ‘diz que disse’, podiam ter algum decoro e esperar qb pela confirmação do que julgam ter lido como verdade. No caso, há mais do que uma mentira. E parece até que a falsidade das licenciaturas é o menos importante quando o alvo que se pretende atingir é outro.

      • mentiras on 1 de Novembro de 2016 at 0:41
      • Responder

      Esta é uma mentira tão grande como a do Relvas, Sr. anónimo. A única diferença é que neste caso, este Sr. não conseguiu apresentar algo parecido com o que o Relvas apresentou. No entanto, ambos deviam estar na cadeia por beneficiarem de vencimentos não compatíveis com o grau académico real.

        • anonimo idem on 2 de Novembro de 2016 at 0:32
        • Responder

        O Relvas, do que se sabe, teve menos vergonha na cara. Quanto ao resto, não vi associações de relvices a ministros nem inventonas de alegadas demissões causadas pelo relvas. Felizmente ainda existe algo que se chama rádio.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading