Parece-me Muito Provável Que Isso Venha a Acontecer

Docentes contratados querem prioridade nos concursos para docentes de escolas públicas

 

 

A Associação de Professores Contratados quer que a integração nos quadros comece apenas depois de alterada a legislação que coloca em pé de igualdade, nos concursos, docentes das escolas públicas e das particulares com contrato de associação.

 

 

Este é apenas um dos pedidos que os representantes da Associação Nacional de Professores Contratados (ANPC) vão fazer hoje aos deputados da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência.

Na audiência parlamentar, a ANPC vai apresentar “soluções que o país pode pôr em marcha para que, daqui a três ou quatro anos, o problema da precariedade docente possa estar resolvido”, contou à Lusa o porta-voz da organização, César Israel Paulo.

Em causa estão os muitos professores contratados que continuam, ano após ano, a trabalhar na incerteza do que lhes irá acontecer no futuro, porque, apesar dos anos de serviço, continuam sem ser integrados na carreira.

Uma das propostas da associação passa pela “discriminação positiva dos docentes do ensino público”, dando prioridade nos concursos aos docentes das escolas públicas, em detrimento dos das escolas particulares com contrato de associação.

Segundo César Israel Paulo, o anterior ministro da Educação, Nuno Crato, “decidiu, em 2012, fazer uma remodelação dos concursos e vinculações colocando professores do ensino privado ao lado dos do público”.

A ANPC critica a medida e vai mais longe: “Preferimos que não seja feita nenhuma vinculação sem antes ser alterada esta regra da prioridade do ensino particular e cooperativo”, defende o porta-voz da associação.

Outra das propostas que será apresentada pela ANPC passa por alterar o diploma que veio introduzir a “norma travão”, que obriga à integração de todos os docentes com cinco contratos anuais e consecutivos.

Segundo César Israel Paulo, “o modelo da norma travão não responde às necessidades e veio criar efeitos perversos no sistema”, uma vez que houve muitos casos de docentes com mais de 15 ou 20 anos de serviço que não foram integrados porque não tinham os cinco anos de contratados consecutivos.

“Nós vamos apresentar uma proposta de alteração do conceito de sucessivo”, anunciou, explicando que tal como a legislação está escrita acaba por deixar de fora os docentes que quebraram os cinco anos por apenas um dia.
Além disso, a ANPC quer ainda que a integração automática seja para todos os docentes com três anos de serviço e não cinco, tal como está previsto.

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48 comentários

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    • val on 26 de Outubro de 2016 at 20:10
    • Responder

    Sem dúvida, acabar com a precariedade é “discriminar” positivamente quem ano após ano percorre as escolas públicas do nosso país…Estas últimas vinculações extraordinárias criaram demasiadas injustiças para os contratados que estão há mais ano no sistema público…Este parece-me o caminho certo!

    • Luz on 26 de Outubro de 2016 at 20:58
    • Responder

    Agora é que se lembram? Depois de vincularem não sei quantos professores do privado…bem… mas mais vale tarde que nunca.

    • lia on 26 de Outubro de 2016 at 22:17
    • Responder

    Até que enfim, César Paulo.
    Já não era sem tempo respeitar um pouco mais os professores da escola pública: contratados, explorados, precarizados e, com CRato, ultrapassados pelos professores do privado..
    Depois da criação dos concursos extraordinários,nalguns grupos, praticamente só efetivaram, professores do privado.
    Eu não perdoarei ao Crato. Fiquei sempre à porta da vinculação. Sempre com a esperança de que no próximo ano teria mais sorte. Só que nos anos seguintes apareceram cada vez mais professores à minha frente vindos do privado e a esperança foi ficando para trás, como a posição na lista.
    É frustrante e revoltante ver que professores com 15/20 anos de entrega à escola pública não vincularam e outros, com o mesmo tempo de serviço (ou pouco mais) no privado, ficaram com as vagas que deviam ser nossas por direito.

      • Ngola on 26 de Outubro de 2016 at 22:37
      • Responder

      Essa história dos 15 ou 20 anos já chateia… Assim com tanto tempo de serviço, ainda que a média final de curso seja 10…, não é do quadro quem foi optando por não ser. Foram as escolhas de cada um.

        • Rosa on 27 de Outubro de 2016 at 9:15
        • Responder

        Ngola. Dói-lhe alguma coisa? Temos pena.
        Já que fala de escolhas, diga-me: os que optaram pelo ensino privado, pelos colégios ao pé de casa, fizeram o quê????? Sabe que os colégios efetivaram os docentes AO FIM DE 3 ANOS, e a escola pública que devia fazer o mesmo, preferiu manter os contratados na precariedade.
        Sim, há muitos colegas com 15 e 20 anos de serviço QUE JÁ DEVIAM ESTAR EFETIVOS nas vagas que foram dadas de bandeja nos últimos extraordinários aos professores que vieram do privado.
        E, já agora, consulte as listas e verifique as classificações em vez de argumentar com base na ignorância.

          • Ngola on 27 de Outubro de 2016 at 21:28

          Não, Rosa. Não me dói nada. Aborrece-me ver colegas que usam tantos pontos de interrogação, que “berram” muito e falam de si no plural. Passe o desabafo!
          Parece-me que não é com base na ignorância que comenta, É com base noutra coisa qualquer. Lamento. A ignorância podia ter solução. Os professores do privado, que são nossos colegas, não são os culpados desta situação. O problema é aquele que tão bem identifica no seu tão bem informado comentário: o estado. Porque não cumpre com as obrigações que obriga os privados a cumprir. Mas compreendo, é mais fácil, mais prático e exige menos tempo simplificar a coisa fazendo barulho a exigir prioridades diferentes do que a exigir que o estado cumpra com o que lhe é devido. Também diz muito de nós.

          • Vereador cunha on 29 de Outubro de 2016 at 9:31

          A maior parte dos colegas que conheci do privado foram colocados por boas cunhas nesses estabelecimentos… vereadores, presidentes de câmara, etc… e não andaram na precariedade do ensino público. Quando as vacas emagreceram, foram para o público e alguns com boas indemnizações. ?. Que maravilha…

          • santa ignorância on 29 de Outubro de 2016 at 16:41

          Desculpe, mas a culpa não é só do Estado, pois é tão culpado quem prevarica (quem vem do privado e ocupa as vagas de quem sempre trabalhou no público) assim como quem o permite (Estado).

        • MTF on 27 de Outubro de 2016 at 19:47
        • Responder

        Completamente falso, informe-se bem e verá que isso não é 100% fidedigno. A esmagadora maioria dos casos que eu conheço concorre ano após ano a nível nacional e não consegue vincular, eu próprio só ao fim de vinte e dois anos o consegui. Diga-me quantas vagas abriram após 1998 (último ano em que abriram muitas) nos grupos disciplinares à excepção de Matemática, Físico-química, Informática, Ed. Física e mais um ou outro. Também é verdade que tem alguma razão, alguns colegas acomodaram-se a horários pequenos e agora sofrem as consequências, mas não são assim tantos. O verdadeiro problema teve a ver com o número de vagas positivas e negativas, estas sempre foram muito mais e algumas delas sem lógica, pois continuaram a entrar para essas escolas professores ao longo do tempo.

        • lia on 28 de Outubro de 2016 at 21:54
        • Responder

        Ngola, “não é do quadro quem foi optando por não ser. Foram as escolhas de cada um.”
        Deves estar a falar dos professores que optaram pelo privado, não é verdade?

          • Ngola on 29 de Outubro de 2016 at 23:10

          Não, Lia. Estou a falar dos que preferiram ficar perto de casa porque lhes convinha – e bem, porque cada um deve fazer o que lhe convém e o que em cada altura é melhor para si – mas que agora vêm dizer que têm 20 anos de serviço e não efetivaram. Foram as opções de cada um. Acredito que também haja casos em que foi só azar. Na minha opinião todos esses colegas deviam estar efetivos e só não estão porque o estado não cumpre com as regras que obriga os outros a cumprir. É o estado e não os colegas do privado que criaram esta situação. Mas é mais fácil “cascar” nessas “bestas negras” que vieram do privado e que ficam com tudo. Ficam mesmo?

        • santa ignorância on 29 de Outubro de 2016 at 16:38
        • Responder

        Consulte as listas dos grupos de línguas, história, filosofia e depois não se admire que o cuspe lhe caia na testa. Só é pena que em vez de cuspe não seja outra coisa…

          • Ngola on 29 de Outubro de 2016 at 22:54

          O final é revelador. Cortei há pouco um pasto. Se continuar com fome, diga. Eu mando-lhe a palha. Passe bem!

      • sdfsdf on 26 de Outubro de 2016 at 23:40
      • Responder

      Coitado…….

      • svid on 27 de Outubro de 2016 at 22:36
      • Responder

      He pá…..Ó Lia demorei um pouco a escrever porque estive a limpar as lágrimas qd soube da tua desgraça…..”contratado e explorado na escola pública”….eu que pensava que isso só acontecia no privado.

      No meu tempo “explorava-se” a máquina de Flipers do café da terriola para ter uns bónus para jogar mais um tempinho….portanto explorar pode trazer prazer.

      Quanto à tua relação com o Crato faço votos de que o perdoes…..também foi uma porcaria para O EPC e já o desculpei.

      Se estás à porta da vinculação com 15/20 anos de ensino tens cá uma sorte do caneco. Aproveita!!!!!

      Tenho que falar contigo assim pois, dizeres que as vagas são vossas por direito roça algo cujas regras do blog não me permitem dizer….

        • lia on 28 de Outubro de 2016 at 20:17
        • Responder

        Isso svid, Limpe bem os olhos que outras lágrimas os preencherão quando ficar no desemprego. Depois vamos nós também chorar por si.
        Pois, é bom sair do colégio perto de casa, ter tido sempre horários completos e vincular logo a seguir numa escola pública, não é?
        Hastear a bandeira do “somos todos professores”, mesmo sabendo que muitos dos que já deviam estar vinculados, vão para o desemprego depois de anos de precariedade. Os contratados deviam (têm)TER DIREITO a vincular ao fim de 3 anos, se o estado não insistisse na inconstitucionalidade de não o fazer. Antes de vincular quem veio do privado deveria resolver os problemas que criou com os profissionais da escola pública.
        Claro que perdoou o Crato. Se não fosse nem estaríamos aqui com esta conversa.

    • paula on 26 de Outubro de 2016 at 23:30
    • Responder

    Será bom se for assim, pois como está, atualmente, não é correto! Vamos ter esperança 🙂

      • svid on 26 de Outubro de 2016 at 23:46
      • Responder

      Não é correto é serem todos consumidores da desgraça de outros…..

      Classe de esterco!!!

        • paula on 27 de Outubro de 2016 at 19:25
        • Responder

        Não percebi o comentário! Mas quem como eu chegou aos quarenta e… a trabalhar sempre na escola pública, merece pertencer aos quadros… e sim tirei já várias formações e atualizo os meus conhecimentos todos os anos… não percebo onde está o querer a desgraça dos outros…. Conhece alguma profissão que se trabalhe sempre para a mesma entidade e não se entre para os quadros?! eu não. Desejo-lhe boa sorte

          • svid on 27 de Outubro de 2016 at 22:02

          ´Naturalmente as formações só lhe trouxeram informação……formação, já se viu, foi pouca.

          A menina (40 anos ainda é uma jovem) já viu algum professor pertencente a um quadro de escola ser despedido pelo estado????? E ser colocado numa lida de ordenação atrás de todos os colegas???

          Boa sorte tb para si e para os seus…

          • Ó 'svide'! on 28 de Outubro de 2016 at 4:17

          Ó ‘svid’ ((uso o nick para não o tratar de outra forma como merece…). Se está tão incomodado com esta medida (de dar prioridade aos docentes do público), eu acho que ainda peca por erro. NENHUM PROFESSOR vindo do privado deve entrar num concurso público. Critica os docentes do público, as escolas…o que dá a entender que no privado é que é tudo correcto. Sendo assim, o porquê de os ‘privados’ quererem concorrer ao ensino público?! Mas achas que as pessoas são parvas?! Olhe…há uns bons anos atrás, os alunos do provado tinham de fazer exame numa escola pública para entrarem no ensino superior. RECUPEREM essa medida e é ver os colégios a fechar! Depois, os professores do privados alguns nem estágio têm nem nunca se sujeitaram a avaliação alguma. E como entraram no privado? Pois…ou com CUNHAS ou com a avaliação do curriculum…o que vai dar ao mesmo. Coitadinhos…agora vão ficar desempregados… Tenho tanta pena dos professores do ensino privado. Olhe, só têm o que merecem, dado que o que conseguiram foi sempre por artimanha ou por contornarem o sistema. Temos pena! O partido comunista que carregue nestes fulanos, sem dó nem piedade. Depois que venham com os balões amarelos.

    • svide on 26 de Outubro de 2016 at 23:43
    • Responder

    Então mas as opiniões agora aqui no blogue são filtradas?
    Onde está uma opinião deixada aqui há pouco pelo svide??

    LAMENTÁVEL

  1. Decreto-lei 152/2013, de 4 de Novembro
    SECÇÃO IV – Do trânsito entre o ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO e o ensino público
    Artigo 50.º – Condições de verificação

    1 – Desde que reúnam as condições previstas no Estatuto da Carreira Docente, aos docentes dos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo que pretendam ser opositores aos concursos de seleção e recrutamento para o exercício de funções nos estabelecimentos do Ministério da Educação e Ciência, é contado o tempo de serviço prestado no ensino particular e cooperativo, desde que se verifiquem cumulativamente as seguintes condições:

    a) O TEMPO DE SERVIÇO TENHA SIDO PRESTADO EM ESCOLAS DEVIDAMENTE AUTORIZADAS;
    b) OS DOCENTES SE ENCONTREM DEVIDAMENTE HABILITADOS À DATA DA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO;
    c) O serviço não tenha sido prestado em acumulação de serviço com a função pública ou em escolas públicas.

    O problema é o tempo se serviço prestado em escolas “devidamente autorizadas” pelo Ministério da Educação, onde os docentes estão “devidamente habilitados” e está devidamente legislado ou O PROBLEMA É OUTRO?!…

    E os DOCENTES com TEMPO DE SERVIÇO:

    – nas Escolas Profissionais?
    – nas IPSS?
    – os formadores no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP)?
    – nos Centros RVCC?
    – nos os Centros Novas Oportunidades?
    – nos Cursos EFA?
    – nos CEF?
    – nas escolas TEIP?
    – na BCE?

    A realidade do ensino nunca deve ver só a “nossa” realidade! Até porque a vida das pessoas (no caso dos docentes) é complexa e medidas simplistas tendem a ser demagógicas e injustas!

  2. César Israel Paulo:

    – Presidente Mesa da Assembleia Geral da Associação Nacional de PROFESSORES CONTRATADOS (ANPC);

    – Professor de QUADRO do Ministério da Educação;

    – Assessor de Conselho Executivo de Agrupamento de Escolas e de Direção de Agrupamento de Escolas.

    In: Internet.

      • PL on 28 de Outubro de 2016 at 12:02
      • Responder

      Noto aqui, alegadamente, algum CONFLITO DE INTERESSES, previstos na Constituição e noutros diplomas (os trabalhadores com vínculo de
      EMPREGO PÚBLICO estão sujeitos ao regime de incompatibilidades e impedimentos … – artigos 19º a 24º da LGTFP).

    • Rui Freitas on 27 de Outubro de 2016 at 5:53
    • Responder

    E as renovações?

    • pois é! on 27 de Outubro de 2016 at 9:47
    • Responder

    Reposta a verdade. Isto porque a minha é maior que a tua!

    • Patrícia on 27 de Outubro de 2016 at 10:37
    • Responder

    Só agora! …Ao fim de tantos concursos de vinculação extraordinária que foram exigência dessa associação e que permitiu vincular maioritariamente o pessoal do privado, vem esta alma caridosa, dar o ar da sua graça.

    • Marmelo on 27 de Outubro de 2016 at 13:03
    • Responder

    Já agora, convém corrigir a injustiça dos docentes com mais de 1 grupo de recrutamento… A “norma-travão” penaliza estes docentes!

    • Maria on 27 de Outubro de 2016 at 13:39
    • Responder

    ..Grande sorte tiveram os que foram despedidos, trouxeram indemnizações, e vincularam nos últimos anos. Azar de quem não o foi e continuou a trabalhar com o dinheiro dos contribuintes, ou seja, para o Ministério da Educação, a preço de saldo e com horários de trabalho efetivo de 30 horas letivas, sem subsídio de refeição, etc, etc, etc… ao seu serviço na realização/classificação de Provas e Exames Grande. Viva as defuntas ofertas de escola que favoreceram muitos afilhados… e a maravilha das renovações! Uma classe, dentro de uma classe. Penso que também se deveria distinguir, entre os contratados, os que ficaram perto de casa e o que não. Fazer o cálculo da graduação ao quilómetro, por exemplo, é uma sugestão. Não contabilizar o tempo de serviço obtido no Ensino Particular e Cooperativo a muitos contratados, é outra sugestão, já que este serviço não é docente, e muito menos da alçada do ME, pago pelos contribuintes, digo eu… A verificar-se tal retrocesso e criar tamanha desigualdade, novamente, veremos se os Sindicatos como a FNE e a FENPROF deixarem de existir a favor da ANPC… Leiam o estudo da Fenprof…
    http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=10528

    • Carlos André on 27 de Outubro de 2016 at 18:03
    • Responder

    Bom dia,

    Sou docente numa escola privada com contrato de associação.

    Leciono há anos suficientes para
    poder dizer que, como a maioria dos meus colegas, fui optando por estar aqui,
    mesmo tendo colocação em escolas estatais. A Escola onde me encontro dista da
    minha residência cerca de 50 km. Faço, por isso, diariamente, cerca de 100 km
    há já 18 anos.

    Há uns tempos atrás fui confrontado
    com a questão (quase que pareceu um referendo….mas não foi) “deverão estas
    escolas continuar a ser financiadas e a funcionar?”. Confesso que não me
    apetece perder tempo, novamente, a explicar coisas a quem delas não tem noção.
    Há as questões legais, há as questões de poupança/não poupança para o erário
    público (com estudos para os dois lados consoante interesse), há as questões da
    riqueza da variedade de projetos (isso é pouco relevante para o avanço do
    ensino, dirão), há a questão do filtro e seleção de alunos que agora parece ser
    a mentira mais aceite na defesa da “Escola Pública”, há a questão do
    enriquecimento ilícito dos Diretores Privados que é apenas criticável mas cujos
    mecanismos para a sua averiguação nunca foram implementados (será que não?)…Em
    suma: mesmo com tudo isto penso ser pertinente (pensava ser…) ter-se feito 1..º
    o estudo e depois o anúncio da morte. Matar sem estudar deixou um certo ar
    doentio no trato desta questão…mas concordo que, caso a caso, fosse feita uma
    análise da pertinência ou não, da poupança ou dos maiores custos, em se
    manterem estes contratos milionários que enchem por aí os bolsos a estes
    Diretores Maléficos que afinal a única coisa que sabem é pegar no dinheiro do
    Povo e esbanja-lo em educação….alguns até equitação e piscinas ofereciam aos
    alunos……é matá-los mesmo e esses em primeiro lugar!!!

    Com isto concordo…..Já com o Sr.
    César arre gaita: é mesmo dividir para reinar! E os professores contratados
    (classe à qual pertencerei não tarda nada) adoram pensar que à custa dos alunos
    dos privilegiados professores do privado, que por acaso até são pagos pelo
    ministério, para dar aulas onde não existiam escolas para suprir as
    necessidades (agora já existem…) passarão a ter uma catrefada de horas para
    lecionar, horas essas às quais os ditos privilegiados não poderão concorrer em
    igualdade. Um género de “já tiveste a tua fase de sorte agora olha para as
    minhas nádegas”

    Concordar e defender a existência de
    uma atribuição de prioridade nesse sentido, é sobrepor uma terrível injustiça ao único critério justo de ordenação:
    a graduação profissional atribuída em função do tempo de serviço prestado.

    Não se podem considerar na lista de
    ordenação professores de primeira e de segunda.

    Sair à rua para “julgar e contrariar
    os amarelinhos” mostra bem a precariedade na classe docente e não é no emprego….é
    na pobreza da alma.

    Não há um único fundamento lógico que
    justifique a existência desta diferenciação entre profissionais, quer dizer,
    isto se não acharem lógico a lógica do “a ver se me safo” ou “primeiro eu” que
    afinal parece dominar para lá da racionalidade.

    Mas esperem lá…Não vim cá levantar
    problemas.

    Para os que conseguiram ler até aqui,
    aí seguem as soluções para tudo isto:

    1.º : Não contabilizar para tempo de
    serviço, o serviço prestado no EPC;

    2.º : Retirar dos quadros do
    ministério TODOS os professores que beneficiaram deste tempo e colocá-los de
    novo na lista de ordenação, mas no fim de todos (um género de tau tau no
    rabinho);

    3.º : Solicitar uma contribuição financeira por ano de serviço prestado no EPC
    (pois muitos enriqueceram lá)

    4.º: Limitar o futuro concurso destes
    professores a escolas que se situem a, pelos menos, 200 km da sua área de
    residência (para verem o que custa a vida)

    5.ª : Não terem direito ao subsídio
    de desemprego, por terem andado a brincar com o erário público;

    6.: Formação especializada na
    correção de testes para, no futuro, não voltarem a beneficiar alunos nos níveis
    atribuídos;

    7.º: PENALIZAR TODOS OS PROFESSORES QUE, EM ALGUM MOMENTO, CONCORRERAM A
    ESTAS ESCOLAS HORRÍVEIS (MESMO NÃO TENDO SIDO LÁ COLOCADOS) PELA INTENÇÃO DE
    LÁ LECIONAR. (DEVIA SER A PRIMEIRA MEDIDA MAS SÓ AGORA ME LEMBREI DELA)

    8.º: PENALIZAR EM 50% O TEMPO DE
    SERVIÇO DOS CÔNJUGES DESTES PROFESSORES POR PACTUAR COM OS PARCEIROS;

    Ficam estas ideias…..não prestam para
    nada mas como são algumas até parece que existe algum fundamento.

    Para o César….Parabéns pela superficialidade.

    Um bom exemplo do pior e do que não
    deve ser feito …

    Tudo correrá bem para todos e daqui a
    100 anos nenhum de nós estará cá!!!

      • Desterrado on 27 de Outubro de 2016 at 23:45
      • Responder

      Caro André
      Acho que os professores do privado devem concorrer em pé de igualdade com os que sempre lecionaram no público, quando o contrário também se verificar. Nesta altura, os colegas do privado podem concorrer em pé de igualdade com os do público. O contrário, acho que nunca aconteceu!

        • Carlos André on 28 de Outubro de 2016 at 0:24
        • Responder

        Caro Desterrado,

        Na minha Escola sempre aconteceu.
        É fácil. Dirija-se à secretaria e apresente o seu curriculum. Um sistema parecido à BCE lembra-se?
        Assim, para o ano poderá ser contratado, ou não!!

        Faça-me o favor de não falar de cunhas e outras “coisas” para não debatermos situações idênticas no estatal.

        Espero que concorde, agora, que o contrário SEMPRE aconteceu.

        Obrigado pelo comentário educado.

          • Desterrado on 28 de Outubro de 2016 at 0:46

          Olhe que não é assim tão linear!
          Se calhar a sua Escola é uma exceção à regra.
          Quanto à BCE, também concordo consigo. Mas essa, pelo menos por agora, já não chateia.

          • Só pode estar a brincar... on 28 de Outubro de 2016 at 4:24

          Essa do curriculum é para rir..Vão todos parar ao caixote do lixo. Ou acha que não?! O que diz é um insulto à inteligência dos outros..

          • Ecp on 29 de Outubro de 2016 at 9:41

          Raro é entrar no privado sem boas cunhas… estive 18 anos no privado e saí com indemnização . Entrei nos quadros na 2 extraordinária… mas estou longe de casa, faco cerca de 70 km por dia…

          • lia on 29 de Outubro de 2016 at 16:34

          E desde quando 70km é longe de casa?! Bem se vê que esteve 18 anos no bem-bom, que quer dizer ao pé de casa, enquanto os seus colegas que saíram com a mesma classificação ou superior, calcorrearam o país, tiveram horários incompletos e alguns deles não tiveram a sorte de entrarem porque veio uma avalanche das escolas com contrato de associação que conseguiram trabalhar, obviamente, 365 dias no público e lhes roubaram as vagas…

      • estamos conversados on 28 de Outubro de 2016 at 21:33
      • Responder

      Caro André até agora só alguns tiveram acesso às escolas com contrato de associação. Vivemos no país das cunhas, onde há amarelinhos onde até se trabalha durante anos sem se concluir a licenciatura, mesmo havendo licenciados no desemprego… Se nas escolas de contrato de associação se entrasse por concurso público, uma vez que quem paga também é o Estado, não se estaria aqui a falar de prioridades. Se houve quem até agora ganhasse tempo de serviço de modo fácil e ultrapassasse de modo fácil muitos colegas do ensino público é natural que quem se sente ultrapassado solicite aquilo que considera, minimamente, justo: algo que reponha alguma clarividência ao processo que está escurinho, pelas sucessivas ultrapassagens de uns em relação aos outros. Uns ficam perto de casa, outros percorrem 800Km; uns fazem horários completos, outros horários incompletos; uns têm horários anuais, outros sujeitam-se a horários temporários…

        • Rui Freitas on 29 de Outubro de 2016 at 0:24
        • Responder

        Eu até proponho que não contabilizem as horas a ninguém, a não ser a mim. Isso é que seria justo!

      • anónimo on 28 de Outubro de 2016 at 23:00
      • Responder

      Não diria melhor.

    • Hélder on 27 de Outubro de 2016 at 20:26
    • Responder

    A ANVPC e os sindicatos tipo Fenprof querem integrar nos quadros todos os docentes com apenas 3 anos de serviços. Esta proposta ridícula não ia acabar com a precariedade mas transformar tudo em precário pois com a entrada de milhares de professores que depois não teriam lugar deixaria de existir o conceito de quadro. É só propostas ridículas! Pior será o ministro que entrar nesta loucura. Não admira que estejamos todos cada vez pior.

      • jorge on 27 de Outubro de 2016 at 22:32
      • Responder

      Este está “safo” e tem medo…só umbiguistas…ia apostar que é um dos vinculados extraordinários, com pouco tempo de serviço..

      • paula on 28 de Outubro de 2016 at 15:43
      • Responder

      Não me parece que seja assim, como diz o Hélder, percebi que se substituía os 5 anos consecutivos por 3 anos, com alguns casos de excessão a puderem ser contemplados. Conheço uma colega que por 3 dias dentro dos 5 sucessivos, ficou de fora! (com muitos anos de serviço além dos 5 anos)
      Leiam melhor o paragrafo:
      ““Nós vamos apresentar uma proposta de alteração do conceito de sucessivo”, anunciou, explicando que tal como a legislação está escrita acaba por deixar de fora os docentes que quebraram os cinco anos por apenas um dia.
      Além disso, a ANPC quer ainda que a integração automática seja para todos os docentes com três anos de serviço e não cinco, tal como está previsto”

    • Anónimo on 28 de Outubro de 2016 at 23:10
    • Responder

    Quem é o teu inimigo? O colega oriundo do ensino particular. Destrua-se o inimigo e todos os problemas dos professores contratados ficarão resolvidos. Pura demagogia! Reações emotivas devem ser superadas por argumentos racionais.

      • Rui Freitas on 29 de Outubro de 2016 at 10:36
      • Responder

      Há muito colega ressabiado com supostas cunhas e indemnizações milionárias! Será que a pagamento por caducidade ano após ano não será maior que essas indemnizações? Será que os horários da BCE, das renovações, de horários pequenos que posteriormente tem adenda não estão sujeitos à mesma arbitrariedade que tanto vos incomoda?
      Será que uma nota de final de curso numa universidade de referencia vale o mesmo que numa privada, politécnico ou locais de vão de escada? Se vamos por este caminho haverá muito a discutir!

        • Rosa on 29 de Outubro de 2016 at 11:34
        • Responder

        A ignorância é tanta que até dói.
        Indemnizações ANO APÓS ANO? Qualquer argumento vale para conseguir passar a perna aos professores do público. Estamos mesmo perante gente que nem me atrevo a predicar aqui.
        O Rui devia informar-se, porque não sabe desde quando os professores do ensino público têm direito a indemnização. No ano transato nem a ela tiveram direito. Há muitos professores que trabalharam 20 anos e que só dela usufruiriam 2 ou 3 anos.
        Este pessoal dispara em todos os sentidos para fazer valer os seus interesses. Assustador, MAS AS PESSOAS NÃO SÃO PARVAS.
        Tenho dito!

          • Extra-Terrestre on 29 de Outubro de 2016 at 12:21

          Pelos vistos a Rosa também é ignorante! No ano lectivo transato houve quem tenha recebido a compensação por caducidade, com regras diferentes, mas houve!
          Já a Rosa tenta dividir… Lembre-se que uma parte muito significativa dos professores que dão e deram aulas no privado têm vínculos mais precários que os que trabalham no público! Se acha que os recibos verdes são um privilégio a sua realidade é diferente da minha. Lembre-se também que uma parte desses precários são professores que com horários incompletos no público tentam tudo para ter um rendimento minimamente decente. E já agora, muitos deles estão longe de casa.
          De facto é assustador…

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