Os salários dos professores: o que são, o que deveriam ser

Retirado do site do SPGL

 

Clique aqui para ver a diferença entre o seu vencimento real e o seu vencimento se fosse cumprido o Estatuto da Carreira Docente!

 

Com este quadro elaborado pelo SPGL facilmente podem perceber o que foi retirado aos professores com os sucessivos congelamentos da carreira.

Basta posicionarem-se nos anos de serviço que têm para na última coluna verem o que se perde mensalmente de salário ilíquido.

Agora façam as contras as expectativas que tínhamos com a realidade actual e facilmente se percebe a motivação com que se trabalha no ensino.

 

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29 comentários

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    • Do Contra on 3 de Outubro de 2016 at 13:55
    • Responder

    A culpa desta situação é, obviamente, deste governo, mais precisamente desta equipa ministerial, não é Arlindo?
    Com a coligação Paf isto estava bem melhor para todos…

    • Virgulino Lampião Cangaceiro on 3 de Outubro de 2016 at 15:00
    • Responder

    Aviso desde já que não me identifico nem com a dita geringonça nem com os anteriores PAFios, não só no que respeita às políticas educativas mas também a muitas outras políticas.
    Não se percebe (ou percebe-se perfeitamente?) a razão pela qual só agora é publicada uma tabela com estas diferenças salariais.
    Desde há uns tempos que este blog mostra claramente o campo político a que pertence o(s) seu(s) autor(es), mesmo que ele(s) não o declare(m).
    É claro que todos nós temos o direito às nossas opiniões, políticas ou outras. Mas também é verdade que todos nós estamos sujeitos a críticas. E a minha crítica é a seguinte: por que é que só agora, na vigência da geringoça, aparece esta tabela, quando sabemos que na vigência dos anteriores governos já existia este problema?
    É claro que mais vale tarde do que nunca, mas fica aqui o meu reparo.

      • Vitor L. Martins on 3 de Outubro de 2016 at 17:08
      • Responder

      Então o Sr. Virguliuno Acho que o Blog não devia publicar quadro para imparcial?
      Com um nome desses deve ser mais uma personagem falsa ( de direita) apenas para vincular uma opinião cretina num texto sem pés nem cabeça.

        • Virgulino Lampião Cangaceiro on 3 de Outubro de 2016 at 20:36
        • Responder

        Se o Sr. soubesse ler, teria lido também o último parágrafo do meu texto e, assim, poderia ter evitado a mentira que afirma no primeiro parágrafo do seu texto.
        Quanto à falsidade da minha personagem, aconselho-o a ler os diversos heterónimos de Fernando Pessoa.
        O Sr pode considerar a minha opinião cretina, assim como eu posso considra-lo um cretino elevado ao cubo. São meras considerações.
        Finalmente, ao afirmar que o meu texto não tem pés nem cabeça, sem, mais uma vez, justificar minimamente a sua opinião, dá a entender que ou não sabe ler ou então se limita a arrotar umas postas de pescada com as pontas dos dedos.
        Passe bem e seja feliz.

          • Vitor L. Martins on 4 de Outubro de 2016 at 16:41

          Se eu tivesses heterónimos como Fernando Pessoa era considerado “maluco”. Imagine eu chegar sala de aula de manhã e dizer hoje sou Joaquim Dias cavador e vou ensinar a cavar. Amanhã chego e sou Manel Silva Sacristão…..

      • curiosidade on 3 de Outubro de 2016 at 23:24
      • Responder

      Por acaso a tabela até é da FENPROF!

    • Gualtar73 on 3 de Outubro de 2016 at 15:00
    • Responder

    Já agora, como está o processo de reposicionamento na carreira dos docentes que entraram pela norma travão destes últimos 4 anos?

      • Magy on 3 de Outubro de 2016 at 19:34
      • Responder

      E a dos QZP com 20 anos de serviço, e mais, que se encontram no segundo escalão?

      • Nuno Costa on 3 de Outubro de 2016 at 20:34
      • Responder

      Ainda esta semana que passou falei com o meu sindicato por causa disso. Ou seja, o processo não está. Mantém-se o congelamento também no reposicionamento, uma vez que quando entramos nos quadros ficamos no 1º escalão e sujeitos a todos os constrangimentos constantes nos orçamentos de estado. Uma merda é o que é.

    • AOliveira on 3 de Outubro de 2016 at 18:32
    • Responder

    Já não bastavam os problemas que a classe docente tem, agora vejo colegas a “discutirem” se o autor do blog é de esquerda, direita ou centro! Haja paciência! Quem não gosta que vá para outro sítio! Parabéns, Arlindo pelo trabalho que tem realizado em prol dos docentes. A mim não me interessa nem quero saber para onde vai o seu voto, interessa-me mais o trabalho que desenvolve!

    • Anabela on 3 de Outubro de 2016 at 19:33
    • Responder

    Parabéns Arlindo por mais um trabalho magntifíco. Há muita gentinha que só vem para o blog inflamar muitos dos teus trabalhos. É preciso ter paciência para aturar certa gentinha que nunca está contente com nada do que é feito. Eu só tenho-te a agradecer pelo trabalho que tens feito e que muito me ajudou nestes últimos anis. Obrigada.

    • Vera on 3 de Outubro de 2016 at 21:22
    • Responder

    Talvez seja importante fazer alguma coisa para pressionar o costa e levá-lo a descongelar ainda este ano como se falava aqui ao lado há pouco.

      • Nuno Costa on 3 de Outubro de 2016 at 22:11
      • Responder

      Só partindo para uma greve brutal em moldes nunca antes vistos, o que duvido, tendo em conta a essência da massa docente.

        • Vera on 4 de Outubro de 2016 at 18:23
        • Responder

        Uma greve ao 1 tempo da manhã criando diversos constrangimentos aos pais, sei lá. Há que pensar em alguma coisa

          • Please type your name on 6 de Outubro de 2016 at 10:11

          Hmmm, greves dão poucos frutos e pesam-nos nos salários. E se fizéssemos uma espera aos pais, à porta das escolas, com um pau, e lhes tirássemos o dinheiro das carteiras? Era mais rápido, poupávamos burocracia e trabalho aos nossos colegas das Finanças e das tesourarias e, no fundo, até era justo porque quem paga são mesmo os pais. Só estaríamos a agilizar o processo.
          Atenção que o pau é apenas uma figura de estilo para ficarmos melhor nas fotografias da comunicação social. Os pais apressar-se-iam a dar-nos o dinheiro porque compreendem as nossas angústias — pelo menos os que são funcionários públicos compreendem logo, os outros eram capazes de perguntar por que razão uma pessoa que faz o mesmo trabalho que fazia há uns anos há-de mudar de escalão e passar a ganhar mais. Mas nós conseguíamos explicar, nem que fosse com o pau retórico ou com “uma greve ao 1[º] tempo da manhã[,] criando diversos constrangimentos aos pais, sei lá.”

    • Please type your name on 3 de Outubro de 2016 at 21:44
    • Responder

    Dei aulas vinte anos e nunca consegui compreender por que se deve pagar mais aos professores com mais tempo de serviço.
    Alguém consegue explicar-me? Se foi sempre assim, deve haver uma razão óbvia que não consigo ver.
    Agradeço a boa vontade mas não adianta tentar com “os professores com mais experiência são melhores”. Se fosse por aí, pagava-se mais aos melhores e menos aos piores, e o tempo de serviço não era para aqui chamado.

      • Rosa on 4 de Outubro de 2016 at 9:36
      • Responder

      Curioso colega, eu também não consigo compreender por que é que os professores do quadro ganham mais do que os professores contratados com o mesmo tempo de serviço.
      Devolvo todas as perguntas: Podem explicar-me a razão da diferenciação salarial? Os professores efetivos são melhores do que os contratados?

        • Please type your name on 4 de Outubro de 2016 at 9:42
        • Responder

        Rosa, essa também me inquietou e ainda era mais requintada. Quando estive na António Arroio, no penúltimo ano em que dei aulas, os meu colegas tinham ADSE e os contratados eram de segunda e tinham de ir ao Centro de Saúde.
        Mas não podemos estar aqui com estas conversas, que ainda nos banem. Não devemos estar a colocar uns colegas contra os outros, os professores são todos iguais.

        • Amélia on 4 de Outubro de 2016 at 18:27
        • Responder

        Ganharão alguns… não todos, veja o quão abrangente está o 1º escalão e o primeiro escalão tem o mesmo índice dos contratados. E os contratados ainda recebem mais um mês de salário todos os anos referente à caducidade do contrato.
        E mais a colega pode acumular mais 6 horas nas escolas públicas e os efetivos não podem.
        O que se pode queixar é que existem muitos efetivos que não trabalham as 22 horas letivas pelas mais variadas razões, não do salário. Ao contrário da colega que se a escola não tiver as 22 horas não lhas pagas. Ainda pensa o mesmo?!

          • Please type your name on 4 de Outubro de 2016 at 22:43

          Sabe que os professores do quadro acumulam o mesmo mês de salário por ano e, um dia que queiram sair (:::), recebem-nos. E a colega, se quiser trabalhar mais 6 ou 12 horas numa actividade que não seja concorrente e em horário compatível – nas obras por exemplo (não me leve a mal, é só um exemplo e, a meu ver, não há trabalhos menos honrosos) – pode pedir autorização ao Ministério, que com certeza lha concederá.

          • Carlos on 5 de Outubro de 2016 at 22:06

          Se pedir para sair recebe? isso não é verdade. Pode acumular mas não é no ensino publico, apenas os contratados o podem. Ora porque não podem os professores do quadros acumular horas no publico? Bem sei que não é caso único na administração publica, mas acaba por ser discriminação em relação aos contratados. Uma coisa que deveria também ser negociada também pelos sindicatos.

          • Please type your name on 6 de Outubro de 2016 at 9:43

          Oh, Carlos, não percebeu a graça da coisa? “Pedir para sair”, está a ver? Ser funcionário público com todas as regalias e pedir para sair… Só podia ser ficção, isso não existe. (Mas a compensação está na lei do trabalho)
          O que existe é a ganância cega de querer ainda ficar com as horas/migalhas que os outros podem ter, acumulando com um emprego completo. É o egoísmo puro de querer tudo para si e não deixar nada para os outros.
          Com tantos professores desempregados, ainda diz que quer ter mais horas do que tem? Como é que vai ensinar a solidariedade, a justiça e outros valores sociais aos seus alunos? É por estas e por outras que sempre achei que, para além do atestado de robustez física e psíquica que se exige aos professores em início de carreira, também se deveria exigir um de solidez ética e moral.

          • Mariana on 6 de Outubro de 2016 at 22:38

          Há muitos professores contratados com mais de 22 horas, ou seja estes podem acumular e os efetivos não podem… isto é solidariedade? Só quando lhe interessa!

          • Please type your name on 6 de Outubro de 2016 at 22:44

          Às vezes, a ganância é tanta que nem se consegue perceber o que os outros dizem. Ou, se calhar não é ganância, é só inveja do que os outros têm, mesmo que não seja ético ou defensável.
          E eu não era contratado, era do “quadro afectivo” ou “professor independente”. Pensavam que só havia quadros e contratados? Naaa, há muito mais gradações.

          • Rosa on 5 de Outubro de 2016 at 10:09

          Amélia. Está enganada. Sou contratada, trabalho há quase 20 anos e APENAS recebi 2 anos de caducidade. Um, foi este ano, mas fiquei num horário incompleto e, como diz a colega, só ganho as horas que estão no horário ao contrário da colega que ganha SEMPRE o seu vencimento, não é? Agora sou eu que pergunto: Ainda pensa o mesmo?!

      • Vitor L. Martins on 4 de Outubro de 2016 at 16:37
      • Responder

      Talvez porque quando se faz avaliação são sempre os lambe botas e os próximos do poder que são promovidas e não mais capazes! Conheço uma escola onde os excelentes foram todas para comissão de avalição!

        • Please type your name on 4 de Outubro de 2016 at 22:49
        • Responder

        Vítor, isso é outra questão (bem pertinente, por sinal). Mas deve compreender que os membros da comissão de avaliação eram todos excelentes, se não fossem não tinham sido escolhidos, e os avaliados eram todos uns incompetentes pois, se não fossem, teriam sido escolhidos para a comissão.
        Permita-me que diga uma barbaridade: é completamente estúpido colocar colegas a avaliar colegas; do ponto de vista deontológico é inqualificável. Até é defensável que sejam ex-professores, eu não acho, mas é defensável; agora, professores a avaliar professores…nem a brincar?

        Mas, infelizmente, nada disso me explica por que devem ganhar mais os professores com mais tempo de serviço.

    • era_o_que_faltava on 4 de Outubro de 2016 at 18:56
    • Responder

    Com Costa ou sem Costa não haverá nenhuma hipótese de haver aumentos de ordenados para professores, na melhor das hipóteses ficaremos assim por muitos anos, na pior vamos a caminho dos colegas da América do Sul. Bem, mas o que não pode estar bem de forma alguma é algumas classes profissionais como os GNR, os polícias, os militares, terem direito a pensão de aposentação aos 60 anos e os professores só aos 67. Com a influência que dizem que Nogueira tem no ME e o PCP na coligação tudo isto é muito estranho, muito estranho. E há até quem comente que tal não interessa a alguns sindicatos. Será?!!

    • Please type your name on 6 de Outubro de 2016 at 23:05
    • Responder

    Eu, como andei sempre a receber pelo primeiro escalão e em horários incompletos, nunca me apercebi que os professores ganham bem. Por esta tabela percebe-se a contestação que teve o Imposto Mortágua. Quem chegou aos escalões de cima antes do congelamento tem condições de acumular o suficiente para ter património tributável. Um casal de professores que leve para casa mais de seis mil euros, catorze vezes por ano, rapidamente acumula meio milhão de euros.
    Já tenho o capacete bem afivelado. Podem malhar à vontade.

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