Durante o dia de hoje surgiram versões contraditórias. Uns dizem que o O.E. aumenta no que diz respeito à Educação, outros dizem que diminui.
Não sendo eu economista, se dissesse que sou mentiria e não me quero fazer passar por um. Deixo aqui o documento do Ministério das Finanças de que tanto se tem falado. Cada um poderá fazer a analise por si e tirar as suas conclusões…
(atenção à página 27, clicar na imagem)





9 comentários
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Ora bem, vamos supor que estes números estão certos:
Tendo em conta que há uma poupança de 5.1% nas despesas gerais (essencialmente vencimentos); Tendo em conta que os vencimentos foram repostos (e bem) e as taxas (serão) eliminadas (e bem), ou seja, que há aumento nos vencimentos, não consigo consigo imaginar muitos cenários:
1º Vão existir mais reformas de professores do que novas entradas – o que implica que só vão ser criadas vagas para os professores que vão ultrapassar a norma – e terão que ser muitos reformados a sair para cobrir as diferenças.
2º O número de alunos por turma (valor médio geral) vai aumentar – que é contra o programa do governo.
3º O número de alunos vai diminuir drasticamente (vai diminuir mas não drasticamente)
4º Mais provável: Os números foram “desenhados” para o orçamento ter “valores à maneira”.
A grande questão é: Porque é que os portugueses e, aqui em particular, os professores, não querem ver o óbvio?
A questão intermédia é: Porque é que ninguém questiona o governo?
A pequena questão é: Porque é que não há ninguém a comentar esta notícia?
A questão menor: Porque é que o autor deste post não diz diretamente que há uma diminuição do OE para o MEC?
O autor já o disse noutro post (andas distraído). Mas cada um tem de ver por si e chegar às suas conclusões.
Não vou ser eu que vou dizer que, “tudo depende dos números que estão a ser comparados. No relatório do OE2017, o Governo de António Costa inovou: pela primeira vez, decidiu comparar a dotação prevista para 2017, com a dotação inicial de 2016, em vez de fazer a comparação com a estimativa de execução para este ano. Ora, comparando as dotações iniciais dos dois anos, verifica-se um aumento de 3,1%, conforme está inscrito no quadro.
Contudo, esta não tem sido a prática. No Orçamento do Estado para 2016, por exemplo, o mesmo Governo comparou a estimativa de execução de 2015, com a dotação prevista para 2016. Adotando esta forma de comparação agora também para o OE2017, verifica-se que as verbas para o ensino vão cair 2,7%.” Ou seja, “engenharias financeiras” de economistas engenheiros…
É mesmo provável que ande distraído ou que não associe informações lidas noutras ocasiões à pessoa que as escreveu. Assim, e de uma forma honesta, retiro a última questão que, de facto, não devia ter sido colocada.
A prática tem sido o aumento de verbas (sempre – em democracia – mesmo nos anos de troika onde o corte inicial no OE, esse sim de redução da ordem dos mil milhões em 4 anos) das inicialmente previstas no OE. Acreditando que em 2017 não será diferente, além da verba que deve ser comparada prevista num OE que por si só já é maior, e excluindo o facto de se ter poupado um valor significativo com a não abertura de novos CA, a verba gasta será maior.
Só sei responder na verdade à última. Porque tem sido criticado por ser imparcial e agora precaveu-se (e bem, a meu entender)!
Concordo com a sua análise e partilho algumas das suas preocupações.
Contudo, tenho alguma ideia que os 5,1% podem não ser só de cortes no nº de professores! Se vierem as reformas como os sindicatos querem, chega-se lá num instante Também há milhares de professores a receber e a não trabalhar ou a ter horários reduzidos, anos a fio. Não há arlindo?
O Pré-escolar vai crescer e as privadas levam menos!
A ver vamos!
Concordo com a análise de dar às pessoas os instrumentos para retirarem as suas conclusões. Realmente é assim que deve ser feito.
Não diz porque estaria a mentir.
三天不来手痒痒!
meclizine