O O.E da Educação, aumenta ou diminui?

Durante o dia de hoje surgiram versões contraditórias. Uns dizem que o O.E. aumenta no que diz respeito à Educação, outros dizem que diminui.

Não sendo eu economista, se dissesse que sou mentiria e não me quero fazer passar por um. Deixo aqui o documento do Ministério das Finanças de que tanto se tem falado. Cada um poderá fazer a analise por si e tirar as suas conclusões…

(atenção à página 27, clicar na imagem)

ministerio-das-financas

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8 comentários

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    • inventos on 1 de Novembro de 2016 at 0:19
    • Responder

    Ora bem, vamos supor que estes números estão certos:
    Tendo em conta que há uma poupança de 5.1% nas despesas gerais (essencialmente vencimentos); Tendo em conta que os vencimentos foram repostos (e bem) e as taxas (serão) eliminadas (e bem), ou seja, que há aumento nos vencimentos, não consigo consigo imaginar muitos cenários:
    1º Vão existir mais reformas de professores do que novas entradas – o que implica que só vão ser criadas vagas para os professores que vão ultrapassar a norma – e terão que ser muitos reformados a sair para cobrir as diferenças.
    2º O número de alunos por turma (valor médio geral) vai aumentar – que é contra o programa do governo.
    3º O número de alunos vai diminuir drasticamente (vai diminuir mas não drasticamente)
    4º Mais provável: Os números foram “desenhados” para o orçamento ter “valores à maneira”.

    A grande questão é: Porque é que os portugueses e, aqui em particular, os professores, não querem ver o óbvio?
    A questão intermédia é: Porque é que ninguém questiona o governo?
    A pequena questão é: Porque é que não há ninguém a comentar esta notícia?
    A questão menor: Porque é que o autor deste post não diz diretamente que há uma diminuição do OE para o MEC?

      • Rui Cardoso on 1 de Novembro de 2016 at 12:29
      • Responder

      O autor já o disse noutro post (andas distraído). Mas cada um tem de ver por si e chegar às suas conclusões.

      Não vou ser eu que vou dizer que, “tudo depende dos números que estão a ser comparados. No relatório do OE2017, o Governo de António Costa inovou: pela primeira vez, decidiu comparar a dotação prevista para 2017, com a dotação inicial de 2016, em vez de fazer a comparação com a estimativa de execução para este ano. Ora, comparando as dotações iniciais dos dois anos, verifica-se um aumento de 3,1%, conforme está inscrito no quadro.

      Contudo, esta não tem sido a prática. No Orçamento do Estado para 2016, por exemplo, o mesmo Governo comparou a estimativa de execução de 2015, com a dotação prevista para 2016. Adotando esta forma de comparação agora também para o OE2017, verifica-se que as verbas para o ensino vão cair 2,7%.” Ou seja, “engenharias financeiras” de economistas engenheiros…

        • inventos on 1 de Novembro de 2016 at 16:12
        • Responder

        É mesmo provável que ande distraído ou que não associe informações lidas noutras ocasiões à pessoa que as escreveu. Assim, e de uma forma honesta, retiro a última questão que, de facto, não devia ter sido colocada.

        • anonimo idem on 2 de Novembro de 2016 at 0:22
        • Responder

        A prática tem sido o aumento de verbas (sempre – em democracia – mesmo nos anos de troika onde o corte inicial no OE, esse sim de redução da ordem dos mil milhões em 4 anos) das inicialmente previstas no OE. Acreditando que em 2017 não será diferente, além da verba que deve ser comparada prevista num OE que por si só já é maior, e excluindo o facto de se ter poupado um valor significativo com a não abertura de novos CA, a verba gasta será maior.

      • pois é! on 1 de Novembro de 2016 at 12:30
      • Responder

      Só sei responder na verdade à última. Porque tem sido criticado por ser imparcial e agora precaveu-se (e bem, a meu entender)!

      Concordo com a sua análise e partilho algumas das suas preocupações.

      Contudo, tenho alguma ideia que os 5,1% podem não ser só de cortes no nº de professores! Se vierem as reformas como os sindicatos querem, chega-se lá num instante Também há milhares de professores a receber e a não trabalhar ou a ter horários reduzidos, anos a fio. Não há arlindo?

      O Pré-escolar vai crescer e as privadas levam menos!

      A ver vamos!

        • inventos on 1 de Novembro de 2016 at 16:09
        • Responder

        Concordo com a análise de dar às pessoas os instrumentos para retirarem as suas conclusões. Realmente é assim que deve ser feito.

      • anonimo idem on 2 de Novembro de 2016 at 0:18
      • Responder

      Não diz porque estaria a mentir.

  1. 三天不来手痒痒!

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