Opinião – Paulo Guinote

A implosão do Ministério da Educação

 

Para quem siga com alguma atenção os assuntos relacionados com a vida corrente da Educação em Portugal – não falo do manto diáfano das ideias ou das disparatadas refundações – tem diversos motivos para ficar aterrado. Ou então para se rir. Porque as coisas oscilam entre a tragédia e a comédia, dependendo do estado de espirito com que se acompanhem os sucessivos disparates em termos de legislação e normativos produzidos pelos serviços do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

 

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1 comentário

    • Matilde C. on 8 de Fevereiro de 2013 at 19:42
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    A implosão da vida dos professores e suas famílias, sobretudo dos contratados… Pelo menos para mim não oscila entre tragédia e comédia.

    Nunca senti tanta humilhação na minha vida ao ter que concorrer para contratações de escola. Começo a achar que os directores são os maiores interessados nelas, a adrenalina do poder toma-lhes conta do ser.

    Entrevistas, análise de currrículos, portefólios, tempo de serviço segundo o critério de cada agrupamento (notas informativas que obrigam a anular concursos). Uns agrupamentos exigem currículo com 2 páginas, outros com 3 e assim sucessivamente… E não estão fartinhos? Gostam de perder tempo nisto? São seleccionados os melhores? Continuam a colocar como critério de preferência os “excelentes” quando a própria legislação impede que os contratados sejam excelentes… Andam a brincar às casinhas? Como é possível andar diariamente a gastar dinheiro em deslocações para as entrevistas? Critério mais comum: “Motivação para o cargo.” Quem é que está motivado neste ambiente? Pessoas que trabalharam durante 15 anos completos poderão estar motivados para uma substituição de 30 dias, com tantas burocracias e injustiças, quando sentem que deviam pertencer a um quadro, ainda que extraordinário… Trata-se da mais horrível falta de respeito por seres humanos que dedicaram uma vida à escola. Seres humanos que têm que se adaptar à selva.

    Fui ao Centro de Emprego pedir declaração para isenção das taxas moderadoras. Após breve momento de expressão de espanto da senhora: “O sistema bloqueou de imediato, é professora não é!? O seu subsídio tem um valor muito alto, não tem direito à isenção…”. Respondi: “Ai sim… Muito bem, fiquei agora a saber que sou rica…”.
    Quem nunca fez descontos e recebe RSI está isento de tudo, até das apresentações quinzenais.

    Triste país que trata assim quem é (foi) responsável por grande parte do futuro dos seus cidadãos.

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