São 672 os docentes dos quadros que após a publicação da reserva de recrutamento 22 ainda estão por colocar.
O quadro foi elaborado fazendo a distribuição dos docentes pelo seu QZP de provimento.
Por existirem dois grupos de docência com elevado número de “horários zero” (240 e 530) deveriam ser tidos em conta estes números para a preparação do próximo ano letivo.
Não sendo previsível que a EVT possa voltar a funcionar como disciplina integradora da componente visual e tecnológica e olhando para este número elevado de docentes sem componente letiva nestes dois grupos poderia a Educação Tecnológica funcionar em desdobramento de turma absorvendo assim a totalidade dos docentes destes dois grupos disciplinares.
Não se encontra justificação para a continuidade deste número elevado de docentes que poderiam ser aproveitados para trabalhar a componente mais prática desta disciplina.
Aliás, foi por saber que os números seriam aproximadamente estes que já tinha proposto no ano letivo passado que fosse usada este desdobramento de turma para melhorar o trabalho na disciplina usando os recursos disponíveis e sobrantes. Não se justifica, agora que sabemos que não irá haver mobilidade especial na classe docente, que esta prática não seja adotada para 2013/2014.


10 comentários
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Custa a entender, relativamente à maioria dos grupos.
Com excepção dos professores das artes, cuja situação é específica, os professores que constam desta listinha são fortes candidatos à mobilidade, mas preferem entrincheirar-se em direitos que não têm. Até dar… até Setembro próximo.
O meu grupo é o 250 e o ano passado fiquei em horário zero sem me “entricheirar” em direitos que não tenho!!! Realmente é tão fácil falar do que não se sabe!… Terminou a Área de Projecto, as turmas são maiores, logo, temos menos turmas, a carga letiva aumentou de 22 para 24 horas… é preciso mais ou ainda não referi algum direito que acho que tenho?… Este ano não estou nessa situação porque saiu a circular que permitiu a coadjuvação no 1º ciclo, identificando o serviço como letivo.
Caro Arlindo, porque refere que no próximo ano não haverá mobilidade especial para os professores? Tento manter-me atualizada e ainda não li nada a esse respeito… Obrigada.
Se reparar bem, excepcionai os grupos das artes.
Mas diga-me lá, acha normal que em grupos como Matemática, Português, Físico-Química, por exemplo, grupos onde têm sido colocados bastantes contratados, ainda haja professores em horário zero?!
*excepcionei
O que posso dizer, do que conheço, e da escola onde estive por 7 anos, é que houve colegas de Português, Matemática e Ciências da Natureza, Francês, Educação Física… que foram encaminhados para o concurso, no ano corrente. Se não fosse a vontade da direção da escola não tinham tinham sido “repescados”… Se ficariam em horário zero ou não, não sei… As regras ditam que se fique agregado ao concelho. Eu, no ano passado, só tive serviço por 2 (!!) dias.
Só acho que devemos tentar conhecer um pouco melhor as situações antes de atirarmos pedras… Se há quem não se quisesse sacrificar um pouco, é muito provável, mas quero acreditar que serão a excepção.
E para quando as colocações dos que concorreram, por ordem de chegada de e-mail, para apoio educativo a jovens institucionalizados?
Cá esta um caso “bicudo” proposto pelo Arlindo que me parece um errado pontapé para a frente.
“…Não sendo previsível que a EVT possa voltar a funcionar como disciplina integradora da componente visual e tecnológica e olhando para este número elevado de docentes sem componente letiva nestes dois grupos poderia a Educação Tecnológica funcionar em desdobramento de turma absorvendo assim a totalidade dos docentes destes dois grupos disciplinares.”
Custa-me cada vez mais constatar que os professores estão de gatas. Custa-me também constatar que tantos docentes da área artística estejam em horário zero (240 e 530), mas não parece que a solução proposta pelo Arlindo seja a mais sensata. A terrível revisão curricular proposta na era cRatica teve consequências nefastas no que concerne às áreas artísticas: no caso do 530, a disciplina de E.T. praticamente desapareceu do currículo e no caso do 240 (EVT) desapareceu a figura de par pedagógico (engraçado que, para atribuir trabalho a professores do quadro, surgiu a figura de professor assessor…ridículo).
Chegamos à conclusão, então, que no geral os professores foram cilindrados e nestes grupos acima citados foram tratados como “lixo” (despedidos os contratados e dispensados à força os quadros que ficaram em horário zero).
Assim, depois de tudo que aconteceu em agosto passado (o rolo compressor do concurso por ausência de componente letiva) e tudo o que irá suceder nos próximos concursos, custa-me que se continue a perpetuar o aceitar e o calar. Colocar docentes de E.T. (3.º ciclo) a dar aulas de E.T. (2.º ciclo) não é só subversivo como ilegal por não terem habilitação profissional para tal. Eu bem sei que atualmente existem estes casos nas escolas, mas não deixa de ser ilegal. E defender esta medida é aceitar a situação atual e colocar docentes uns contra os outros, ao invés de haver uma união da classe docente em defesa da queda desta revisão curricular. Esta medida representa, igualmente, o fim dos professores contratados a que a esta área diz respeito.
Se este é o percurso apontado, este é o caminho para uma guerra entre professores, entre os eleitos nas escolas e aqueles para os quais a porta fechou.
Convém não esquecer que o nº de professores com horário zero é muito maior do que o que consta na lista. Convém não esquecer que muitos horários de professores de EVT foram repescados e estão no 1º ciclo a dar expressão plástica, o que pode não acontecer no próximo ano letivo.
Não concordo nadiiiiinha! Que ridículo. Distribuir as sobras pelos pedintes…Os professores do 2º ciclo, no 2º ciclo e os do 3º, no 3º. Mas que é isso?? Se não há vagas, paciência.Mas essa solução é uma declaração de guerra.
O fim de Educação Tecnológica (grupo 530) não se compreende pois esta era uma das poucas disciplinas práticas que os alunos tinham no 3º ciclo. O saber fazer, o projetar, planear e executar são saberes muito importantes, principalmente para alunos com vocação para o ensino profissional.