Manifesto-me contra!

Manifesto-me contra!

 

 

“Um manifesto subscrito por 10 diretores de escolas públicas propõe a suspensão do acesso ao 10.º e último escalão da carreira docente nas negociações com o Ministério da Educação sobre a recuperação do tempo de serviço congelado. O documento sugere ainda que o 8.º escalão mantenha seis anos de duração. “Apelando à solidariedade entre os professores, defendemos a suspensão do acesso ao 10.º escalão da carreira até o quadro económico do país permitir a reversão desta decisão, e defendemos a inalteração do regime transitório que dimensiona o 8.º escalão”, defende o manifesto subscrito por José Queirós, do agrupamento da Póvoa de Lanhoso, e nove outros diretores. “São cedências equilibradas, com equivalente financeiro volumoso, adequadas a um tempo de lenta recuperação económica e apaziguadoras de tensões sociais desnecessárias e inúteis”, pode ler-se no documento. Os subscritores entendem que desta forma os sindicatos estarão em condições de exigir a devolução de todo o tempo congelado, num período de quatro anos, com início em janeiro de 2019. A proposta surge na sequência de declarações de membros do Governo a avisar que a contagem integral do tempo de serviço “esbarra em constrangimentos financeiros do Estado”, o que suscitou “dúvidas sobre o resgate futuro dos direitos laborais”. O manifesto apela à solidariedade para com os professores mais jovens: “Entendemos que no centro do compromisso devem estar os professores mais fragilizados. É certo que todos os professores fizeram sacrifícios durante a austeridade, pagando a taxa extraordinária de IRS e sofrendo cortes remuneratórios avultados. Mas não foi assim com o congelamento do tempo de trabalho, que atingiu menos os que estavam próximos do fim da carreira – apesar de tudo, parados em lugares confortáveis. Os professores que mais sofreram com o congelamento das carreiras são os que ocupam os escalões intermédios e os primeiros escalões”. Transcrevi o texto do CM.

Desde já, fica claro que estou no 9º escalão!

No entanto, e citando Evelyn Beatrice Hall,Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.

A liberdade de expressão  tem de ser a garantia assegurada a qualquer indivíduo de se manifestar, buscar e receber ideias e informações de todos os tipos, com ou sem a intervenção de terceiros, por meio de linguagens oral, escrita, artística ou qualquer outro meio de comunicação. O princípio da liberdade de expressão deve ser protegido e é isso que a defendo.

Mesmo, para com os patetas, que têm dado opiniões sobre a escola e os professores, sem nada saberem do tema, nos mais diferentes palcos mediáticos, defendo essa liberdade.

Por isso mesmo, tenho o direito de me manifestar, contra o triste manifesto de 15 de dezembro!

Para já estranho que estes manifestantes Diretores, de Agrupamentos de escolas (ao que parece), não ofereçam o seu “suplemento remuneratório mensal que se soma ao ordenado base do diretor, subdiretor e adjuntos de agrupamento de escolas ou escola não agrupada e é calculado com base no cargo e em função da população escolar que dirige.

De acordo com uma tabela que consultei, um diretor de uma escola ou agrupamento de escolas com mais de 1200 alunos recebe um suplemento remuneratório de 750 euros. Se a escola tiver entre 801 e 1200 alunos recebe 650 euros e se dirigir uma escola com até 800 alunos aufere mais 600 euros.

Um subdiretor ou adjunto de uma escola com mais de 1200 alunos recebe um complemento ao ordenado de 400 euros, de uma escola com 801 até 1200 alunos recebe 355 euros e de uma escola com até 800 alunos aufere mais 310 euros.

Ora eu reconheço que é justo, mas estes subscritores solidários podiam ter começado por aí!

Reparem no pormenor do texto manifestante:

Mas não foi assim com o congelamento do tempo de trabalho, que atingiu menos os que estavam próximos do fim da carreira – apesar de tudo, parados em lugares confortáveis. Os professores que mais sofreram com o congelamento das carreiras são os que ocupam os escalões intermédios e os primeiros escalões”.

“Parados em lugares confortáveis”?

Na escola, os lugares mais confortáveis são os dos Diretores, desde logo pelas poltronas em que se sentam.

Já agora, estes Senhores Diretores deviam era pensar no modelo de eleição dos Agrupamentos de Escola, ou ainda não concluíram que a eleição indireta não arrecada simpatia e pode traduzir-se, até, numa prática antidemocrática?

Esperamos um manifesto sobre este tema!

 

João Ferrer

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31 comentários

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    • Francisco Queirós on 25 de Novembro de 2017 at 15:40
    • Responder

    Caro João Ferrer,
    Não é verdade que o Manifesto seja de directores de escolas. Os subscritores já desmentiram a notícia errada dada pelo CM que nem sequer se deu ao trabalho de perguntar.
    É verdade que existe um director no grupo dos 10 subscritores: sou eu. Recordo-lhe que o director é apenas um professor em comissão de serviço. Exerço plenamente os meus direitos de professor e aplico-os onde entender. Na greve de 15 de Novembro e na adesão a movimentos que entendo serem justos.
    Aproveito este espaço do Arlindo para insistir em dizer que é falsa qualquer tentativa de ligação entre os subscritores do Manifesto e os directores de escolas.

    • Lope on 25 de Novembro de 2017 at 16:14
    • Responder

    Se o fizeram isso só significa que percebem a realidade. Mas ainda há quem acredite que o País pode? Asneira é acreditar que com 130000 no sistema e todos bons iremos a algum lado. Então aumentavam-se os escalões de topo em 650 euros para 3000 e deixavam-se os mais novos com 1200 euros? Nem pensem nisso que não vale a pena. A menos que queiram receber agora mais 650 para a seguir terem de devolver 1200. Peguem nos números da economia que está lá tudo. Não há quem financie isso e esse é o problema. São precisas reformas, é preciso repensar o sistema. Como? Os sindicatos deveriam empenhar-se nessa tarefa.

    • manuel on 25 de Novembro de 2017 at 18:21
    • Responder

    Concordo.
    Podem começar por cortar os suplementos dos diretores e afins.
    Depois podem acabar com os centros de formação (que não formam coisa nenhuma) e também com os cargos dos seus diretores. Só aí já vai uma poupança.
    Depois, podem acabar com as secretarias, informatizar, centralizar e outsourcing. Só aí nova poupança.
    Depois, podem acabar com o papel nas escolas. Tudo (testes inclusive) em computador. Mais uma poupança.
    Há muito onde poupar. Não precisam de tirar ao suor dos professores!

      • Alexandre on 25 de Novembro de 2017 at 19:40
      • Responder

      Não sei como se esqueceu do e-learning. Metade das aulas presenciais e outras tantas a partir de casa, com conteúdos produzidos pelas editores e pelo próprio ME, como no tempo da tele-escola. Das 25 a 30 horas atuais que os alunos estão na escola, passariam para metade. Era uma poupança brutal, 50% dos professores eram dispensáveis. Afinal os seus salários representam mais de 90% da despesa de uma escola.

      (o seu comentário é deplorável)

      • Lope on 26 de Novembro de 2017 at 12:08
      • Responder

      Claro que também pode ser uma ideia para moralizar as “tropas”. Uma coisa é certa, o risco de receber 100 para ter de devolver 200 é enorme. Os Sindicatos mais radicais procuram manipular para angariar adeptos e manter pagadores de quotas, mas qualquer pessoa, mesmo que não seja prof.º de matemática, com uma máquina de calcular por perto, perceberá que o País corre um enorme risco de se estampar noutro resgate. E este trará condições muito mais dramáticas. Claro que Louçã e as teatreiras continuam a fazer o seu número de circo, a vender o seu peixe de “protecção de salários e pensões”, mas… uma nova crise afectaria brutalmente o emprego (mais imigração, menos alunos) e as pensões (as pensões estão a ser pagas partindo do pressuposto que o nível de emprego se manterá ou subirá). Seria bom que falassem verdade! Não podemos ter 130000 professores no sistema e não, não é verdade que sejamos todos bons. Há que separar as águas, uma coisa é um professor que dá aulas, outra, bem distinta, um “professor” que optou por ter um cargo político.

    • Cat Pinoquio on 25 de Novembro de 2017 at 18:22
    • Responder

    OH Osgas do meu País ide comer mosquinhas mortas …

    • CJ on 25 de Novembro de 2017 at 18:23
    • Responder

    O ambiente nas escolas está irrespirável. Não é claustrofobia democrática, é ditadura, mesmo. Mas como o mec vê nesses lacaios verdadeiros comissários políticos, nem uma mudança. Só para lembrar: não custava nem mais 1 cêntimo. Ainda para lembrar os “srs diretores” tiveram um aumento, em plena crise (!!!!), com a famigerada mlr, de quase 100%(!!!!). Foram os únicos que, nas escolas, tiveram um aumento, e muito significativo, de rendimento, nos últimos 10 anos.

    • Anonimo on 25 de Novembro de 2017 at 18:25
    • Responder

    Esta gente está maluca!

    • coeh on 25 de Novembro de 2017 at 20:34
    • Responder

    Juntam-se na prática a estes ddetractores dos professores!
    https://duilios.wordpress.com/2017/11/25/uma-imagem-do-quadro-negro/

    • rui filipe on 25 de Novembro de 2017 at 21:22
    • Responder

    Parabéns colega João Ferrer. Faço minhas as suas palavras.Este manifesto da vergonha, demonstra a falta de respeito para com os mais antigos, na profissão.É uma classe, com muita pouca classe.Quando se fala tanto na transmissão de bons valores, que valores poderão ensinar certos indivíduos, aos seus alunos?O valor de olhar, para o seu próprio umbigo?Qual o comportamento de muita gente, no tempo de Passos Coelho?Alguma vez, levantaram a voz?Alguma vez, se manifestaram?Cada um de nós é um universo e neste sentido, poder-se à dizer, que cada um de nós vale por todos, para o Bem ou para o Mal.O manifesto de 15 de dezembro e os seus signatários, infelizmente, valem para o Mal.

    • M.Q. Q. on 25 de Novembro de 2017 at 23:10
    • Responder

    Lamento informar, mas a esmagadora maioria dos primeiros dez subscritores não tem qualquer ligação à Direcção de uma escola.

    • Américo Alves on 26 de Novembro de 2017 at 0:20
    • Responder

    Disseram-me que este texto veio da Fenprof.
    Alguém pode confirmar essa informação?

      • rui filipe on 26 de Novembro de 2017 at 19:49
      • Responder

      O que importa é que é um texto correto,sincero e equilibrado.Numa sociedade democrática e culta, nem todos têm sempre razão, nem todos nunca têm razão.Se veio da Fenprof, do CDS, do PCP, do PS, do BE, da Maçonaria da Opus Dei ou do carvalhinho das Caldas pouco me importa Desde que para mim e se calhar para a maioria, reflita a verdade e não o oportunismo, a manipulação, enfim, a desonestidade.

        • Américo Alves on 26 de Novembro de 2017 at 22:03
        • Responder

        Parece que não está assim tão correto.
        Fala do Manisfesto dos diretores, mas parece que se enganaram.
        Isto é, não está correto e se for da fenprof, também não é sincero nem honesto.
        Se for do carvalhinho do caldas já se compreende que se escondam as origens.
        Pouco me importa.

          • rui filipe on 27 de Novembro de 2017 at 18:59

          Parece que ninguém atestou, que fosse da fenprof. Isto parece contra informação, para ver se pega.Por mim, esteja descansado, eu não sou da fenprof.

          • silva on 27 de Novembro de 2017 at 19:26

          Quem escreveu chama-se João Ferrer, é delegado sindical do SPZN. E reconhece o trabalho da FEMPROF.

          • rui filipe on 28 de Novembro de 2017 at 18:36

          Muito bem.Eu também reconheço, o importante trabalho da Fenprof.

          • Américo Alves on 28 de Novembro de 2017 at 19:50

          Voltei a ler o Manifesto original e fica bem claro que eles também reconhecem o trabalho dos sindicatos.
          Eu não afirmo isso, mas há aqui alguém que afirma que João Ferrer é do SPZN.
          Mas uma coisa é certa, os subscritores do manifesto são professores normais. Os nomes dos diretores estão na páginas da net das escolas. É fácil confirmar antes de escrever.

          Se todo o artigo do João Ferrer é baseado nessa mentira, parecia-me bem que ele viesse a público reconhecer que errou.

          • silva on 28 de Novembro de 2017 at 20:45

          O texto está citado, com a fonte, entre aspas e em itálico!
          Era da Fenprof? Resposta: Não!
          E ELE É QUE ERRA? Fantástico!

          • Américo Alves on 28 de Novembro de 2017 at 20:59

          Silva.
          Acho que está a fazer uma enorme confusão.

          Há um primeiro texto. O João diz que é dos diretores. Não é verdade.

          Há o texto do João que se chama ‘manifesto-me contra”. Não sabemos se é do sindicato. Isso não importa agora. Mas neste texto há um erro. Um erro do João Ferrer.

    • gil on 26 de Novembro de 2017 at 17:09
    • Responder

    Eu concordo com os subscritores.

      • rui filipe on 27 de Novembro de 2017 at 19:02
      • Responder

      Bom proveito, mas pode esperar sentado!É que a estrada, tem principio, meio e fim.

        • Américo Alves on 28 de Novembro de 2017 at 19:55
        • Responder

        O Rui pode informar o João de que há estradas que não têm meio nem têm fim.
        O João pode informar o Rui que os dirigentes sindicais estão dispensados de avaliação.

          • rui filipe on 28 de Novembro de 2017 at 22:50

          Mas mesmo assim, nao vejo muitos interessados, a quererem ser sindicalistas!

          • Américo Alves on 29 de Novembro de 2017 at 0:16

          Rui,
          Apesar das asneiras que escrevem, também não vejo muitos sindicalistas a querem ser diretores.
          Há concursos para diretores. Os concursos são transparentes e têm regras iguais para todos.
          O João Ferrer (não sei se é sindicalista) pode concorrer para o cargo de diretor que tanta inveja lhe causa.

          • rui filipe on 29 de Novembro de 2017 at 16:12

          Isso já será com ele, colega Américo.Sobre os diretores gostaria de dizer, que embora as regras sejam transparentes, pessoalmente acho mais válida e transparente, uma direção colegial.Já viu, se o poder modifica certas pessoas, e depois aparece um(ª) “ditador”(ª)?Numa direção mais colegial, não haverá tanto perigo, penso eu.

          • Américo Alves on 29 de Novembro de 2017 at 16:33

          Rui, em relação a isso estamos de acordo.
          Mas não deixo de ficar surpreendido por ler o texto do João Ferrer que pretender rebater um manifesto sobre a temática das carreiras e ver que afinal o João Ferrer não fala nas carreiras e só se dedica a comentar o cargo de diretor.

          O João Ferrer faz, e bem, uma declaração de interesse e afirma que está no 9º escalão, mas depois não fala em escalões.
          O João Ferrer nada diz sobre o seu cargo e dedica todo o teu a falar de cargos.
          Estranho.

          • Américo Alves on 29 de Novembro de 2017 at 16:34

          Em resumo:
          O João Ferrer meteu água.
          Nada de grave.

          • Rui Filipe on 29 de Novembro de 2017 at 21:20

          É assim mesmo.Há mais vida, para além disto.Aliás, é um tema que já está ultrapassado.Eu até arrisco em dizer, que a médio prazo, com reestruturação de carreiras, mais assim ou assado e por força das circunstâncias, o valor dos professores vai ser reconhecido, sem ser preciso recorrer, constantemente a greves.O conhecimento e a transmissão de saberes é a maior riqueza de um país e isso passará sempre, pelo respeito e até pelo carinho, como os professores devem ser tratados.O mal começa, quando governantes, são os primeiros a não quererem ouvir os professores e a desconsiderá-los. Infelizmente, tivemos diversos governantes assim.E essa mensagem,quer declarada ou sub-liminarmente, passou para a sociedade.Esta ficou mais pobre e desta forma, todos perdemos: professores,alunos, governantes, a sociedade no todo,o mesmo que é dizer: o país.
          Cumprimentos.

          • Américo Alves on 30 de Novembro de 2017 at 21:00

          Não sendo tão otimista em relação a um futuro de curto ou médio prazo, concordo, no essencial, com o que diz.
          Cumprimentos.

    • F.M. on 29 de Novembro de 2017 at 1:10
    • Responder

    Peço desculpa mas tenho que concordar com parte desse manifesto .
    ( http://www.arlindovsky.net/2017/11/manifesto-15-de-dezembro/#comments)

    E também deixo bem claro que estou no 9º escalão. E não tenho qualquer “suplemento remuneratório”. Da mesma forma gostaria de saber quantos dos negociadores deste último “acordo” estão igualmente à espera de transitar para o 10º escalão.

    Ora, os artigos 8º e 9º do Decreto-Lei n.º 75/2010, (https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2010/06/12000/0222902237.pdf ) que reteriam os professores do 9º escalão por mais algum tempo e que agora foram abolidos (ou reinterpretados), não visavam evitar ultrapassagens, como nos foi dito, mas sim introduzir condições de equidade na transição entre carreiras e posterior progressão.

    Equidade porque o acesso ao índice 340 (topo da carreira até 2010) passou de 27 anos para 31 anos. Mais quatro anos que foram distribuídos pelos índices 245 e 299, com 6 anos cada, para os professores que progrediram sem passar pelo 272, ou pelos índices 245, 272 e 299, com 4 anos cada, para os que à data do Decreto-lei tinham menos de 5 anos de permanência no 245.

    Aparentava elementar justiça que os professores no 9º escalão, índice 340 à data do 75/2010, fossem igualmente retidos mais 4 anos antes de progredirem ao 370, novo topo de carreira então negociado, de forma a evitar que ali chegassem ao fim de 31 anos de serviço e todos os restantes professores demorassem 35 anos a chegar. Este parece ter sido o objetivo do artigo 9º do referido Decreto-lei.

    Este (http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_115/Doc_4413/Anexos/QuadrosTrans.pdf ) quadro comparativo da progressão nas carreiras (Fenprof) é suficientemente explícito para os mais distraídos, sendo notório que se não fosse prolongada a permanência no 9º escalão aos professores que já aí se encontravam em 2010, teríamos professores no ativo com carreiras 4 anos mais curtas do que todos os restantes. A eliminação desses artigos vai agora encurtar essas carreiras.

    É claro que todos gostaríamos de progredir já. É claro que todos nos sentimos enganados relativamente ao resto da FP. Mas é igualmente claro que seria muito mais justo que progredíssemos TODOS pela recuperação de algum tempo de serviço (devidamente negociado e faseado, fosse por redução de tempo nos escalões ou por redução de penalizações para aposentação), do que a progressão de alguns à custa de fracos equilíbrios antes negociados.

    Mas os negociadores sabiam isto tudo. A maioria já tinha negociado as condições de 2010.

    Não podemos esquecer que o que uniu os professores nesta greve foi, sobretudo, uma luta pelo descongelamento do tempo de serviço que atingia TODOS do mesmo modo. Trocar pequenas vitórias para alguns (ainda que fossem justas) por uma mão cheia de ilusões para os restantes só pode vir turvar o ambiente. Mais uma pequena vitória que se traduzirá numa grande derrota.

    E é evidente que eu estou parado num “lugar mais confortável” (índice 340) do que aqueles que estão lá atrás. Sejamos honestos. Quem, em iguais circunstâncias, disser o contrário que troque de lugar.

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