E quando se chega ao ponto de exigir que um docente faça vigilância a um recreio repleto de “berraria” após o dia inteiro numa sala com uma turma é porque não compreende que determinadas pausas são necessárias para o professor libertar-se um pouco desse stress causado dentro da sala de aula.
Federação Nacional de Educação quer stress na lista de doenças profissionais
Campanha Nacional da Saúde serviu para lançar inquérito segundo o qual quase um quarto dos professores já passou por situações de stress.
A Campanha da Saúde, que terminou este sábado, revelou situações de stress agudo nas escolas. A Federação Nacional de Educação (FNE) diz que quase um quarto dos professores já passou por situações de stress e quer que o stress seja incluído na lista de doenças profissionais.
Em comunicado, a plataforma sindical anuncia que no decorrer da campanha lançou um inquérito a professores. Recolheu 223 questionários validados: “Cerca de um quarto (23,3%) revelou que no seu percurso profissional já experienciou situações agudas de stress profissional”.
Apesar de 17,4% dizer que desconhece os factores de risco, a FNE aponta para as turmas grandes, a elevada carga horária, as alterações permanentes na organização do sistema educativo, a incerteza profissional, a indisciplina, a burocracia, a competição, o mau relacionamento profissional e a excessiva extensão dos programas.
De acordo com a FNE, metade dos inquiridos revelou já ter faltado ao serviço por causa de lesões musculo-esqueléticas e quase todos (95%) afirmaram que os respectivos problemas de saúde estão frequentemente relacionados com as condições de trabalho.
A partir destes dados, a FNE exige ao actual Governo que a lista nacional de doenças profissionais seja actualizada e passe a incluir o stress, que haja prevenção centrada nas doenças profissionais e que todos os trabalhadores tenham direito a uma entrevista médica gratuita por ano.
No entender da FNE, todas as escolas deveriam ter delegados de saúde e segurança no trabalho. Deveria haver uma estreita colaboração entre escolas, centros de saúde e hospitais deveria ser criada uma base de dados confidencial de trabalhadores da educação, com historial de lesões ou doenças profissionais.
A Campanha Nacional da Saúde decorreu durante sete meses com a realização de sessões temáticas por todo o país e ilhas autónomas com o objectivo de sensibilizar os professores para algumas das questões “críticas” para estes profissionais, entre o stress, as perturbações músculo-esqueléticas e a voz.
Mais informações no site da FNE:
Sete meses depois a FNE está em condições de apresentar um caderno reivindicativo que permita uma evolução positiva nos atuais mecanismos de proteção na saúde para os trabalhadores da Educação a saber:
- Um novo paradigma de prevenção, que impeça que os profissionais da educação atinjam níveis graves das doenças profissionais.
- A atualização da lista nacional de doenças profissionais, tendo em conta a realidade nacional atual e nomeadamente incluindo o stress;
- Inclusão no setor público do regime de Medicina do Trabalho já existente no setor privado (consulta médica periódica anual).
- A eleição de representantes de Saúde e Segurança no Trabalho em cada agrupamento ou escola não agrupada.
- O direito a uma formação contínua em Saúde e Segurança no Trabalho para todos os profissionais da educação.
- A inclusão de pais e alunos na promoção de uma verdadeira cultura de Saúde e Segurança na comunidade escolar.
- A necessidade de uma estreita colaboração entre as escolas, os Centros de Saúde e os hospitais.
- A criação de uma base de dados não nominal de lesões e doenças profissionais de trabalhadores da educação, para efeitos estatísticos e de prevenção.
- A prestação de consultoria jurídica e técnica aos profissionais da educação e às lideranças escolares sobre a execução da avaliação de risco nas escolas.
- A inclusão da Saúde e Segurança no Trabalho na formação inicial dos professores.
- O fortalecimento dos programas nacionais de saúde e segurança nas escolas.
- A promoção do intercâmbio de boas práticas à escala nacional e internacional.





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https://oduilio.wordpress.com/2015/12/06/quem-se-preocupa-com-os-professores-do-1o-ciclo-1oano/#respond
https://oduilio.files.wordpress.com/2015/12/12342830_953225231382031_3502830143727669109_n.jpg
É mesmo, Arlindo (…) “Na verdade, os dados só podem surpreender quem não conhece o universo das escolas, como acontece com boa parte dos opinadores que pululam pela comunicação social perorando sobre educação e sobre os professores. Aliás, esta situação verifica-se noutros países, sendo que para além dos professores, os profissionais de saúde e de apoios sociais também integram os grupos profissionais mais sujeitos a stress e burnout.”
(…) http://atentainquietude.blogspot.pt/2015/12/professor-uma-profissao-de-risco.html
Não se esqueça que estes gajos assinaram com o crato a diminuição os salários, aumento dos alunos por turma, congelamento da carreira, aumento da carga horária e eliminação das reduções?
Representantes da saúde e segurança no trabalho em cada escola?!… Para quê?! Mais tachos…
Ficou a faltar o enquadramento, tal como acontecem aos funcionários de Estabelecimento Prisionais, do estatuto de “Profissão de Risco” — o que implica um abono de acordo com o índice salarial — uma vez que todos nós sabemos que todos os dias estamos sujeitos aos mais diversos tipos de riscos físicos e psicológicos, quer por parte dos alunos quer por parte de familiares dos aluno.
As grandes preocupações da FNE…
A FNE esteve calada anos. Agora, toca a reclamar, por causa do stress! LOL!
Onde estavam estes gajos quando se baixaram os salários, aumentaram os alunos por turma, congelaram a carreira, aumentou a carga horária e eliminaram as reduções?!?
Já sei… estavam em reunião com o crato a assinar por baixo estas medidas…
Já estou com stress só de os ouvir.
[…] É mesmo, Arlindo (…) "Na verdade, os dados só podem surpreender quem não conhece o universo das escolas, como acontece com boa parte dos opinadores que pululam pela comunicação social perorando sobre educação e sobre os professores. […]