FNE – Reconhecer o trabalho extraordinário exige justiça, responsabilidade e uma visão de todo o sistema
Mas importa colocar uma questão elementar: o pagamento de horas extraordinárias é um reconhecimento excecional ou é, simplesmente, o cumprimento de uma obrigação decorrente da prestação de trabalho para além do horário normal?
Leia aqui o comunicado FNE completo
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3 comentários
É curioso ver tanta indignação agora por causa da classificação digital e do trabalho extraordinário, quando durante muitos anos os professores transportavam os exames em papel, iam buscá-los e entregá-los pessoalmente, carregando literalmente os testes às costas, enfrentando longas deslocações e assumindo responsabilidades acrescidas. Nessa altura, poucos se mostravam preocupados com a sobrecarga de trabalho dos docentes ou com o tempo que dedicavam para além do horário. É importante reconhecer que existem problemas que devem ser corrigidos, mas também evitar discursos oportunistas que surgem apenas quando há maior exposição mediática. A escola precisa de soluções concretas, de melhor organização e de respeito pelo trabalho de todos os profissionais, e não de polémicas alimentadas por interesses circunstanciais. A Educação não beneficia de forças de bloqueio que transformam qualquer dificuldade numa batalha política ou sindical. O que os professores precisam é de condições para trabalhar com estabilidade, planeamento e confiança, dispensando oportunismos e atitudes que apenas atrasam a resolução dos problemas.
Há muito tempo que digo que a escolaridade obrigatória de 12 anos não devia terminar com exames. Feito isto, dispensavam esta trapalhada. E o dinheiro que poupavam!
Para os alunos que querem ir para as universidades estas que elaborem e apliquem as provas no formato que entenderem e corrijam nas no formato que também bem entenderem .
Querem alunos de graça. Sem esforço.
O ónus fica em cima dos zecos do secundário, tontos e dedicados, que até pedem para ver provas, como o caso do professor Oliveira que vem hoje no Público. Inaudito!
https://www.publico.pt/2026/07/11/sociedade/noticia/saga-classificador-provas-nao-faz-ninguem-2181307?ref=hp&cx=bloco_1_destaque_video_vertical_0