… que muitos alunos e famílias até usam como argumento para o absentismo e o abandono escolar.
E muitos casos verdadeiros de bullying ficam escondidos por largos anos.
Ministério da Educação pede a directores que comuniquem casos de bullying
Ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês. Ministério vai sensibilizar os directores de escola para “a importância da monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.
O Ministério da Educação anunciou este sábado um plano de combate ao bullying nas escolas, onde estes comportamentos de intimidação, coação e perseguição vitimam, segundo as Nações Unidas, uma em cada três crianças.
Segundo uma nota de imprensa do Ministério da Educação, o plano pretende apostar “na sensibilização, na prevenção e na definição de mecanismos de intervenção em meio escolar, com o envolvimento de vários serviços”, para combater quer o bullying em presença, quer o ciberbullying, que acontece no mundo virtual da Internet.
Elaborado pela Direcção-Geral da Educação, em articulação com a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e a Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o plano terá associada a campanha “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência”.
O Ministério da Educação assinala que “foi já introduzida uma melhoria na Plataforma SISE (Sistema de Informação de Segurança Escolar)”, sendo agora possível aos directores de escola referenciarem casos de bullying e/ou ciberbullying. “Desta forma, contorna-se o facto de estes casos não serem considerados uma tipologia de crime”, justifica o Ministério, adiantando que vai sensibilizar os directores de escola para “a importância deste registo para monitorização do fenómeno e tomada de decisões a nível local, regional ou nacional”.
Segundo a mesma nota, o objectivo do plano “é erradicar o bullying e o ciberbullying nas escolas, enquadrando-os no contexto mais amplo da violência em meio escolar, ajudando a reconhecer sinais de alerta, lançando orientações e capacitando as escolas para a utilização de diferentes abordagens de prevenção e intervenção”, respeitando a autonomia e a realidade de cada estabelecimento de ensino.
As ferramentas de apoio à implementação do plano começarão a chegar às escolas no próximo mês, por ocasião do Dia Mundial de Combate ao Bullying, que se celebra a 20 de Outubro. O plano pressupõe a criação de equipas, compostas por vários elementos do meio escolar, incluindo alunos, que terão “como missão, entre outras, a promoção de acções de sensibilização e prevenção para a comunidade educativa”. O que se pretende é que, perante um caso concreto de bullying e/ou ciberbullying, essas equipas o “possam resolver o mais rapidamente possível”, indica a nota.
Ao mesmo tempo, as turmas de todas as escolas serão convidadas a comprometerem-se “com um conjunto de cláusulas que vão no sentido do respeito pelo outro e da não- violência” e será sugerido às escolas que reconheçam as turmas que “vierem a revelar uma boa conduta ao longo do ano”.
O plano inclui ainda a disponibilização de um site e páginas sociais com conselhos para alunos, famílias e escolas, instrumentos de literacia, projectos e outras iniciativas. “Para acompanhar e monitorizar a aplicação do plano nas escolas foi criado um grupo de trabalho, composto por elementos dos serviços e organismos do Ministério da Educação, com a missão de apoiar a comunidade escolar na promoção de uma ‘Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência’”, explica a tutela em comunicado.
Ao Grupo de Trabalho “Escola Sem Bullying. Escola Sem Violência” caberá, entre outras funções, promover a celebração de parcerias e protocolos com instituições e organizações que colaborem no combate ao bullying e ciberbullying, e monitorizar a nível nacional a existência de situações de violência em contexto escolar.




3 comentários
O bullying sobre os professores também é contemplado?
E quando vão comunicar os casos de “mobbing” que vão ocorrendo em algumas escolas? “Arrebanhamento” de “colegas” contra outros “colegas” indesejáveis que não “baixam as orelhas” a chefias intermédias medíocres e que por isso são continuamente difamados aos poucos (“de mansinho”) ao longo do ano letivo? Chefias que influenciam “colegas” e até EE e alunos contra esses indesejáveis, ao ponto de receberem gravações de alunos feitas nas aulas desses indesejáveis e não as reportarem ao Diretor e de incentivarem e organizarem queixas formais de EE? Chefias que são capazes de difamar impunemente até durante reuniões porque sabem que as atas serão expurgadas e aprovadas com as assinaturas dos “arrebanhados” que lhes baixam as orelhas porque precisam dum bom horário ou de se manterem perto de casa nos próximos anos?
Estou de acordo com as duas intervenções anteriores.
No ano letivo fui vítima de bullying por parte de 6 alunos de uma turma. Fui ao me que considerou acidente em serviço uma vez que aplicou no meu estado normal de saúde, não podendo estar a trabalhar.
Até hoje, passados quase 9 meses estou a aguardar se foi ou não considerado acidente em serviço. Será que foram enviados os documentos médicos para o setor que deles trata? É que a Direção pediu Junta médica d por doença natural quando nada disso se tratou. Estamos muito pouco protegidos das maldades dos alunos, de colegas e até dos diretores(as).