Quando os Lobos Uivam e as outras “raças” são “insultadas”.

Quando os Lobos Uivam e as outras “raças” são “insultadas”.

 

 

 

Na obra de Aquilino Ribeiro está representada a saga dos beirões na defesa dos terrenos baldios perante a ditadura do Estado Novo.

Nos finais dos anos 40, o Estado Novo resolve impor aos beirões uma nova lei: Os terrenos baldios que sempre tinham sido utilizados para bem comunitário e onde essa comunidade retirava parte vital do seu sustento, seriam agora “expropriados” e esses terrenos utilizados para plantar pinheiros.

 

Assim, sem mais nem menos, o Estado chega e diz que, a partir daquele momento, acabou. A revolta acaba por suceder e entre mortos e feridos tudo acaba numa caçada aos homens por parte da polícia que leva muitos homens à prisão acusados de serem instigadores e cérebros da revolta. O Estado mostra então todo o seu esplendoroso poder. Aqui representado está a saga dos beirões na defesa dos terrenos baldios perante a ditadura do Estado Novo.

Faz lembrar o que os professores actualmente passam!

Um estado mentiroso e incumpridor com uns (os professores) e, voluntarioso e amigo de outros:

Bancos, grandes empresas, políticos com 12 anos de actividade e com grandes reformas, grandes escritórios de advogados bem representados na Assembleia da República, tecno formas, lucros com favorecimentos nos vistos gold, etc, etc, etc.

O estado é incumpridor porque, não assume os seus compromissos com os professores.

É mentiroso porque, afirma que são os professores o mal deste país, o cancro da sociedade, a causa do défice, o travão ao desenvolvimento.

Reparemos no que afirmam as “ilustres” figuras da nossa praça, sobre a classe dos professores:

Marques Mendes,

“no seu entender, há uma distorção entre o tratamento dado aos funcionários públicos e aos privados: “Para o país ligado ao Estado, parece que a austeridade acabou. Relativamente ao outro país, o do sector privado, dos trabalhadores por contra de outrem, dos trabalhadores independentes, esses não vêem essa melhoria”.

Rodrigo Moita de Deus no programa “O Último Apaga a Luz”, na RTP3,

“Os resultados miseráveis dos alunos devem-se aos professores miseráveis que temos em Portugal.”

 

Anselmo Crespo,

afirma; “Os professores não são avaliados” e “prestam um mau serviço”.

 

José Manuel Júdice,

tratou a classe docente com o termo “raça”.

 

Naturalmente que entendemos estes “senhores”  e, outros, que todos os dias pisam a escola pública, nos jornais, na televisão e nas redes sociais. Têm uma missão, matar o ensino público, a saúde pública e todos os outros serviços de que a população normalmente precisa, para os entregar aos amigos, a grupos bancários, a interesses privados. Ainda vamos ver a escola pública nas mãos dos donos da EDP, ou dos donos dos CTT.

 

João Ferrer

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2 comentários

    • Manuel Ferreira on 24 de Novembro de 2017 at 12:59
    • Responder

    Mais um tiro nos pés e na união da classe docente, por parte destes iluminados…

    • rui filipe on 24 de Novembro de 2017 at 13:19
    • Responder

    Aproveito o titulo deste texto sugestivo, para criticar o manifesto de 15 de dezembro do colega Arlindo, bem como de outros colegas e passo a explicar.
    Penso que é colocar a carroça à frente dos bois.Por quê? Alguém me sabe dizer, neste momento, como vão ser as regras para a aposentação ou se calhar para a reforma?Pretende-se que seja de 40 anos de serviço e 60 anos de idade.Pretende-se! Vamos agora pensar neste cenário:” o governo diz, que quem tiver essas duas condições reunidas, pode requerer a reforma antecipada, não aposentação, mas com um corte de 4% ao ano”.Então e segundo o manifesto, não haverá nem 9º, nem 10º escalões. O docente irá pedir a reforma,na melhor das hipóteses, colocado no 8º escalão.Agora, vamos a contas:
    – No 8º escalão e como indicam os simuladores, o docente terá uma aposentação e não reforma com cortes de 2.056 euros.Depois, terá de descontar ainda, se aceitar o valor da aposentação, 23% de IRS e 3,5% para a ADSE.se for casado com um(ª) funcionário público ou 11% para IRS mais 3,5% para a ADSE, se não for casado com um(ª) funcionário público.No fim, recebe liquido a partir de janeiro, sem duodécimo, qualquer coisa como 1.602 euros.Atenção e repito: valor da pensão como aposentado(ª) e não reforma com cortes.
    Agora e por mera hipótese,admita-se a tal reforma, 40 anos de serviço e 60 anos de idade, mas com cortes de 4% ao ano, até aos 66 anos, ou seja cerca de 25% de corte, até ao limite dos 66 anos.Com que reforma ficará o docente(ª)?Ficará com uma reforma de miséria.
    Há que esperar até às conversações de dezembro, entre governo/sindicatos.Pode ser, que muita água, ainda passe debaixo das pontes.Resumindo:mil vezes não, a esse manifesto.É uma ingenuidade, uma ilusão, um super presente envenenado de Natal!Não assinem o manifesto, colegas.Não dêem um tiro, nos vossos próprios pés.

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