Inquérito | Professores em Luta

O governo prepara-se para “apagar” 9 anos, 4 meses e 2 dias da carreira dos professores. Esta quase realidade tem sido repetida vezes sem conta nas salas de professores. Se os professores continuarem sentados, na dita sala, a palavra “quase” desaparecerá da frase.

Os professores serão o único grupo profissional a ver “apagado” da sua carreira o tempo de congelamento.

A proposta de lei do OE/2018, apenas prevê o ajuste na progressão dos funcionários públicos, como resultado do descongelamento, para as carreiras que progridem por pontos. Ou seja, os pontos que foram acumulados durante o período de congelamento, serão utilizados para a progressão. Os professores, que não progridem por pontos, que têm regras específicas e progridem por contagem de tempo de serviço e por avaliação, não vão sofrer qualquer ajuste na sua carreira.

Assim, a carreira docente é descongelada a 1 de janeiro de 2018 tal como para toda a função pública, mas não vão ser contabilizados os 9 anos, 4 meses e 2 dias em que estiveram congelados.

Nos últimos anos, a classe tem-se pautado por um silêncio ensurdecedor, no que à luta por direitos diz respeito. Temos estado divididos por tudo e por nada. Temos sido maltratados por tudo e por todos. Têm-nos sobrecarregado de velhas e novas tarefas. Não temos respondido. Temos sido bem comportados e aceitamos tudo o que nos é atirado.

Está na hora de abandonar o estado de letargia em que os professores se colocaram e LUTAR por aquilo que é deles. É um direito. É um dever.

Dito isto, deixamos aqui um questionário para que possam expressar a vossa opinião de como estão dispostos a LUTAR pelos vossos direitos, PELA CONTAGEM DOS VOSSOS 9 ANOS, 4 MESES E 2 DIAS DE TEMPO DE SERVIÇO.

ESCOLHAM AS VOSSAS OPÇÕES…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/11/inquerito-professores-em-luta/

1 comentário

  1. infelizmente já não posso responder ao inquérito pois pedi a rescisão há 3 anos, no entanto não queia deixar de dar a minha opinião (coincidente com a de muitas outras situações anteriores): a começar pela greve geral de 1 semana e passar a greve por tempo indeterminado, para além de queixa colectiva junto das instâncias judiciais… dixit.

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