6 anos… 6 anos!!! A reposição pode demorar 6 anos…

 

A proposta que o governo apresentou, hoje, aos sindicatos pode prolongar-se por duas legislaturas, para além de 2023… é tão bom ter planos para o futuro longínquo…

 

Governo diz que recuperar salários dos docentes pode demorar seis anos

À saída da reunião com o Governo, no Ministério da Educação, dedicada à negociação da recuperação salarial do tempo de serviço congelado, João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), disse aos jornalistas que as indicações dadas pelo executivo apontam para o início do pagamento em 2020, podendo prolongar-se por duas legislaturas, ou seja, para além de 2023.

“Poderá prolongar-se de 2020 por vários anos, a não concluir-se sequer em 2023. O faseamento iniciar-se-ia em 2020 e teria de decorrer aos poucos. A aplicação prática do que foi dito é que isto poderá prolongar-se por mais do que a próxima legislatura”, disse Dias da Silva.

O secretário-geral da FNE classificou a proposta do Governo de “inaceitável”, recusando aceitar não só que não seja considerado todo o tempo de serviço congelado – incluindo o anterior a 2011 – como a possibilidade de não haver já em 2018 impacto orçamental e salarial relativo à recuperação do tempo de serviço.

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8 comentários

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    • Manuel on 16 de Novembro de 2017 at 22:46
    • Responder

    É que em primeiro lugar, têm que satisfazer a necessidade das instituições corruptas(os buracos), só depois é que satisfazem os professores.

      • rui filipe on 17 de Novembro de 2017 at 19:39
      • Responder

      Totalmente de acordo. Mas também é preciso dizer: no tempo de Passos/Crato, foi só comer e calar.Agora é muito mais difícil, sobretudo porque me parece, que a social democracia acabou em Portugal e na União Europeia.Agora parece-me haver só dois regimes: o capitalismo e o de regimes autoritários.
      Que futuro virá aí?

    • manuelavaz on 16 de Novembro de 2017 at 22:52
    • Responder

    Se os professores começarem a trabalhar 35 horas, ponto. E na escola. A coisa era capaz de ser encarada diferente… o sistema ruía depressinha.

      • Carvalho on 18 de Novembro de 2017 at 18:59
      • Responder

      Concordo plenamente. E é por aqui que devemos começar. Acabar com todas as atividades extracurriculares, visitas de estudo, que não somos obrigados a participar. Tudo o que esteja para além o nosso horário, 26 horas no horário presenciais mais 9 horas de trabalho individual, tal como as reuniões, devem ser contabilizadas como trabalho extraordinário e ser pedido na secretaria com um documento próprio. Ai que até doía, e os paizinhos talvez começassem a dar mais valor aos professores.

    • Cocas on 16 de Novembro de 2017 at 22:54
    • Responder

    Este blog defende com unhas e dentes esta reivindicação. Pergunto: “onde andaram antes?” As reivindicações dos contratados não tinham o mesmo interesse, certo?
    No tempo do Crato comiam e calavam, agora é diferente???
    Enfim este Rui Cardoso é um capitalista defensor dos pobres e oprimidos

    • Vitor on 16 de Novembro de 2017 at 23:00
    • Responder

    Vejam esta grande entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=mLkIurcPqnQ&feature=youtu.be

    • Anónimo on 16 de Novembro de 2017 at 23:28
    • Responder

    Nunca vi encenação tão mal feita…. Os professores são mesmo uns tansos . Viva A geringonça!!! Votaram neles, aguentem. A página da austeridade só vira para quem eles querem… Na próxima legislatura talvez… Quando tivermos outra troika

    • Educadora por paixão on 17 de Novembro de 2017 at 23:08
    • Responder

    Não há acordo porque a esposa do senhor 1º ministro (que era Educadora de Infância) já não exerce, rescindiu com o Governo!
    O que estão a fazer aos docentes façam-no aos deputados, secretários, ministros, secretários de secretários … e poupam muito mais! Acabem com as mordomias de antigos e atuais governantes com motoristas, secretários, polícia à porta … e grandes reformas e carros …e ajudas de custo … e viagens….! Afinal, quem paga são sempre os mesmos! Atingimos o limite da paciência ao vermos que querem “roubar” o nosso tempo de trabalho e rasgar o “acordo de trabalho” que fizemos quando entramos para a função pública e que está escrito em Diário da República!
    É tudo uma farsa e por isso digo basta: basta de trabalhar e pagar para quem não quer trabalhar, basta de trabalhar e pagar pelas “asneiras e desvios” dos outros, basta de ser a “solução” de um “problema” chamado crise que não foi criado por nós.
    Se o Estado fosse uma empresa privada diria que estamos a ser “escravos”, assim é tudo legal! Chegamos ao limite com um governo que não cumpre com a sua palavra nem com as suas obrigações!
    Estou “congelada” desde 2001 e por este andar assim continuarei!
    Não reivindico o dinheiro que o Estado me deve quero apenas ver contado o tempo que trabalhei!
    Já agora se não nos contam quase dez anos de serviço porque não temos direito a 10 anos sem pagar impostos? Afinal, se quem não tem trabalho não paga impostos porque havemos nós de descontar se o nosso tempo de serviço não conta?
    A escola está de “rastos” e quando o pilar da sociedade que é a educação é tratado desta maneira só obteremos uma consequência a breve prazo – uma sociedade sem princípios, mergulhada nas águas lamacentas da ignorância, do analfabetismo e do vazio total. O futuro está definitivamente comprometido!

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