Um contributo… para as negociações sobre as Provas de Aferição

Broken piggy bank

O país ainda está em contenção financeira. Com o fim do exame do 4º ano cheguei a pensar que o estado ia ensacar uns milhões, pois os tais não se faziam de graça.

Esta semana cai a “bomba”, já esperada e antevista, voltam as provas de aferição. “A ideia é avaliar apenas o sistema educativo, se os programas curriculares estão a ser aplicados e apreendidos, sem que as notas sirvam apenas para passar ou chumbar os alunos.” Ora, se a ideia é mesmo essa, pode-se-lhe juntar a de poupar uns trocos?

Que fique claro que reconheço a necessidade de algum processo que nos permita aferir os percursos que a escola deve seguir. Mas daí a gastar o que faz falta às escolas e pode ser utilizado de forma bem mais útil, por exemplo, no combate ao insucesso, é que não reconheço necessidade. E por isso, porque não abordar o tema de outra forma?

Sou do tempo em que as provas de aferição não eram obrigatórias. Porque não faze-las pelo método de amostra? Selecionam-se 10% das escolas, aleatoriamente, e aplica-se as provas a essas escolas. Também considero que não há necessidade de serem feitas todos os anos, os programas não mudam todos os anos (quase, mas não mudam). Poder-se-ia, perfeitamente, proceder-se a esse levantamento de dados de 2 em 2 anos. Julgo que seria o necessário para avaliar o sistema educativo.

Com uma medida destas a aferição do estado do sistema educativo não sairia prejudicada e tiraria o peso da obrigação e dos Rankings de cima das escolas e dos seus “frequentadores”. E é claro, o déficit agradecia.

Já agora, ainda falta ser discutida e votada a proposta do PCP, Projeto de Lei n.º 45/XIII/1ª do PCP que elimina os exames de 2.º e 3.º ciclo do Ensino Básico, e pelo que percebi, tem a anuência de Pais e Encarregados de educação e professores. Mais uma forma de se poupar uns trocos e investi-los em medidas que realmente produzam bons resultados.

 

PS: Estou admirado por ainda ninguém se ter prenunciado sobre o fim do PET… mais uns trocos!

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6 comentários

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    • Do Contra on 16 de Dezembro de 2015 at 21:12
    • Responder

    Eu não me vou prenunciar sobre esta (mesma) coisa…

    • jcc on 16 de Dezembro de 2015 at 21:37
    • Responder

    Cá para mim, entre exames e provas de aferição as diferenças não são assim tão grandes. Aferir e monitorizar as aprendizagens torna-se necessário, mas não haverá outras formas de o fazer. Ou isto vai-se reduzir somente à saída da era do Crato e regressarmos à era da outra senhora (MLR). Se assim for, que venha o diabo e que escolha.

    • Merlin on 17 de Dezembro de 2015 at 8:04
    • Responder

    Continuo a considerar que tanto exames como provas, sejam para avaliar, sejam para aferir, na realidade não deixam de ser instrumentos de pressão para as crianças e professores. basta os colegas do 1ciclo levar estas provas com seriedade que o efeito é o mesmo independentemente da sua nomenclatura: stress durante o 2ºe 3º períodos! Expor números em ranking de todos para todos, digamos que isso é que é prioritário, certo sr ministro?

      • estupefacta on 17 de Dezembro de 2015 at 16:21
      • Responder

      Enfim, é tudo stress… coitadinhos dos meninos. Fazer um teste também é um stress… viva a esquerda, sem avaliação! Sem aulas, contratem só assistente operacionais (até poupavam dinheiro)e a escola tornava-se apenas um local de guarda… blá , blá, blá… VIVa

      • estupefacta on 17 de Dezembro de 2015 at 16:22
      • Responder

      Os exames/provas colocaram, felizmente, alguns professores a ensinar!!!

    • Maria Teixeira on 18 de Dezembro de 2015 at 0:09
    • Responder

    Que se passa com o PET?!
    De facto, nada se ouve sobre o assunto. Ou já ninguém lhe dá importância, ou…

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